Francisco da Sé

Mas, Francisco… Quem carrega a responsabilidade pelas balas que te atingiram? Minha outra dúvida é se isso importa agora.
Mas quem, Francisco, fica para viver com o mais genuíno orgulho por ter te conhecido?
Em imagens exclusivas o Datena abre o mar vermelho: um lado clamando inferno a Luis, outro clamando louvor a PM. E você, Francisco, no meio disso tudo. Desse vermelho que te escorre o peito, Sé abaixo – olha lá ele, morto.
Quem oferece ombro ao Povo da Rua que quer chorar você? Sua ausência, essa fica para as Mães de Maio. Fica, também, aqui comigo, mas não se avexe em ficar mais por aqui, Francisco. Isso passa. Para alguém que todos os dias vê o mar se abrir na esquina de casa – quando um igual a você me olha -, então alguém que vê isso todos os dias não pode mais te carregar pra sempre, Francisco.
Então, como eu sempre tenho medo de pensar, é o fim para você. E, pela lógica, pra mim também. Fim de linha para nós, Francisco. Sorte a minha que gente igual a você, faz parecer que ainda tem mais trilho pela frente.
*a Francisco Erasmo Rodrigues de Lima.
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