OCUPAR E RESISTIR: lição de casa se faz na escola

Não quero encerrar 2015 sem essas lembranças publicadas, então aqui vai:

Estilo São Tomé – mas já, confesso, apaixonada pela causa – fui ver pra crer as ocupações dos secundaristas mais empoderados que eu já tive notícia. Sobre duas visitas a diferentes escolas estaduais ocupadas em São Paulo:

Escola Estadual Maria José, 3 de dezembro de 2015

Início das manifestações que fecharam diversas vias na capital paulista.
Em paralelo, estudantes fazem vigília nas escolas para se proteger de possíveis abusos da PM. No portão, alunos e comunidade conversam com sobre os motivos, o funcionamento da ocupação e, por fim, do que os secundaristas precisam para manter o movimento.
Virada Ocupação
Diversos artistas declararam seu apoio à ocupação feita por estudantes em escolas estaduais. A Rede Minha Sampa propõem e articula com voluntários o evento Virada Ocupação. Entre 7 e 8 de dezembro, contou com uma galera como Criolo, Maria Gadú, Céu, Arnaldo Antunes, Lucas Santtana, Emicida e Chico César.


Escola Estadual Caetano de Campos, 7 de dezembro



Aceite-C: O paulistano Rico Dalasam manda seu rap e, por fim, um importante recado sobre diversidade e direito à ocupação dos espaços.
De minha parte, o Rico tem uma importância enorme no que diz respeito a ocupação de novos espaços. Ele foi o primeiro rapper que eu vi se declarar gay – e usar isso com naturalidade (dããã) na música dele. (conheci ele assimImagina fazer esse mix entre rap, ativismo e estilo LGBT. Ele dá o papo:

 

Cachorro Grande: ver a energia desses gaúchos de tão perto já valeria a pena em outras circunstâncias, imagina em um evento desses. Ao som de ‘Bom Brasileiro’ – que ganhou um sentido mais profundo pra mim –, essa sequência de shows foi encerrada com muita classe naquela segunda-feira. E fala de novo Beto Bruno: Não tem arrego, não!


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