Falando em museus… só o humor de Guerrilla Girls salva

Me sinto presa num eterno quadro de EXPECTATIVA x REALIDADE.

Por exemplo, 2017 e a pergunta que não DEVERIA calar com relação aos museus do Brasil e do mundo:

Guerrilla Girls no Masp – mais de 60% dos nus expostos no museu são femininos, contudo apenas 6% dos artistas são mulheres
Porém, a pergunta que não cala na boca de um pessoal e que, só de pensar, me dá uma deprê… essa todo mundo já deve saber. E tem pano pra manga nestes textinhos aqui: 
Agora sobre uma boa pergunta a fazer sobre museus, o grupo feminista Guerrilla Girls monitora e denuncia os índices absurdamente baixos de artistas mulheres e não negras (os) nas galerias e museus de todo mundo. São mais de 30 anos explorando esses números e, infelizmente, parece que os dirigentes da arte mundial não tem se sentido muito envergonhados já que pouco ou nada mudou.
Tudo isso foi reunido na retrospectiva “Guerrilla Girls: gráfica 1985-2017”, em exposição no Museu de Arte de São Paulo até 14 de fevereiro de 2018. DICA: às terças a entrada é gratuita!
As minas estão em massa na exposição das Guerrilla Girls no Masp
Público acompanhando a exposição das Guerrilla Girls no Masp
Além de apontar desigualdade no número de exposições únicas celebradas por mulheres em praticamente todos os museus analisados, a Guerrilla Girls também investiga outros dados. Nos Estados Unidos, por exemplo, elas afirmam que as mulheres recebem apenas 2/3 do salário dos homens para a mesma função. Na arte os dados são ainda piores: as artitas recebem somente 1/3 do que seus colegas homens.
São muitas obras expostas e, segundo o Masp, “É interessante considerar como o discurso humorado das Guerrilla Girls se articula com questões mais abrangentes e profundas como o eurocentrismo, o privilégio branco, a heteronormatividade e o domínio masculino”. Por fim, sabe quanto custa o catálogo da exposição? R$10! Você encontra ali mesmo nas lojas do Map a brochura com os 117 cartazes traduzidos para o português, presentes na retrospectiva “Guerrilla Girls: gráfica 1985-2017”.
Vídeo produzido pelo Masp/ Facebook Masp


Então, já sabe, né? Coloque a máscara e se junte-se ao ideal!




Uma consideração sobre “Falando em museus… só o humor de Guerrilla Girls salva”

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