Autor: Thais Fernandes
PODE PÁ: Emicida comenta Passarinhos, Baiana e Quadris
Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa e, muito, MUITO mais do que poderia caber em um dos enormes títulos que esse cara gosta de dar aos seus discos.
Essa semana o Alexandre Matias e seu #JornalismoArte convidaram o Emicida para uma aula de música e entrevista em profundidade. A experiência de estar ali valeu – e como! – o registro. Foi muita história e lembranças de Angola, Cabo Verde e Madagascar, países africanos que o rapper visitou para conceituar e produzir o CD.
Entre tudo que ficou na memória, tem o que foi possível gravar para ouvir repetidamente. Ficam aqui alguns comentários sagazes e cheios de conteúdo sobre duas faixas e uma das palavras chaves do SCQPL:
A participação de Caetano Veloso na música Baiana
O ritmo delícia vem logo de cara. Com um pouco de atenção dá para notar as muitas referências às figuras e locais marcantes da Bahia. Mas o que você não esperava é o seguinte: Lembra quando Caetano deu bronca na equipe para aprender a usar a crase? O Emicida lembra bem.
QUADRIS livres
Cada palavra do consistente título do álbum tem seu significado e trabalho.
Para falar sobre Quadris foi preciso que uma cena lá em outro continente mostrasse o quão livres devem ser para movimentarem-se para onde e como quiserem.
Faixa cheia de delicadeza e sentimento ganhou com a voz de Vanessa da Mata, mas vale ouvir quem são as duas outras mulheres que deram uma força para a música entrar no álbum.
Francisco da Sé
Livro + música: Guia dos mochileiros 2 + Edu Sereno 1
Entre robôs, vidas extra-terrestres, condição humana e naves e viagens universo à fora ou a dentro, o jeito doidão do Douglas Adams narrar ficção científica. Gosto de parecer história de criança – apesar de tripudiar do nosso tamanho ínfimo no meio desse resultado de Big Bang.
Pois Marvin, meu brother – Titãs, é esse Marvin, né? – pensei que talvez você pudesse adicionar uma trilha sonora no nosso dia. Imagine a Coração de Ouro passando pelo Viaduto do Chá. Voo baixo.
Bobagens – Maktub
Opinião – De Daniela Mercury a Emicida: os que não estão surdos
Foto: Ênio César
Reportagem e bobagens – Quando pedi um livro e ganhei Quintana
Toda essa bagagem – presença e ausência – dão o ar da graça em ‘O Que Resta’, que será lançado neste sábado, dia 6, na cafeteria e livraria Coca Café. Com presença do autor, formado em jornalismo e direito e professor no curso de Comunicação Social da UEMG, a manhã será ponto de encontro para os amantes da literatura, em especial àquela nascida e curtida na região. É preciso dizer que nada fala melhor do que a própria obra, portanto, abaixo, alguns aperitivos do que Lausamar nos oferta:
Dizem-me só especialista.
Erram. Sou prendado
em outras faculdades.
Mestre em dores miúdas.
Doutor em solidões avulsas.
Catedrático em saudades.
Opinião – Paulo Múltiplo Leminski (a exposição, a obra e o bigode)
Onde já se viu um intelectual do naipe dele, poliglota, escrevendo “Tudo que li/ me irrita / quando ouço / Rita Lee”?Me irrita também, Paulo!, tenho vontade de gritar, sempre que relembro esse.
E minutos depois, a calmaria de enxergar essa condição humana.
“Teses sínteses / Antíteses / Vê bem onde pises / Pode ser meu coração”










