BonAlqahera: cafés que provei dessa torrefação gringa de excelência

muito se fala sobre torrefações européias e norte americanas… mas e se eu te disser que alguns dos melhores cafés que já tomei vieram de uma torrefação do Egito?

pois é essa mesmo a história. a empresa é a Bonalqahera, que fica no Cairo, capital egípcia. e o fundador é o Moamen Obaidi. eu conheci essa marca através de uma amiga querida, a Sara Alali, uma barista saudita incrível! só gente boa envolvida nessa conexão!

e provei quatro cafés torrados pelo Moamen e com toda a excelência da Bonalqahera… e levei esses sabores pra mais brasileiros provarem. e aprovaram, tá?

Cafés da Etiópia e Indonésia, torrados no Egito, e provados no Brasil!

se você acompanha este blog, ou é fã de cafés especiais, já entendeu a importância da Etiópia por aqui, certo? (caso contrário, tenho 1 convite! vem ler meus relatos sobre minha viagem para a Etiópia e como foi conhecer a região produtora de Sidama).

sabendo como o café etíope é incrível… cê pode imaginar minha alegria quando consegui um parceiro que compra e torra alguns desses tesouros? e – pra completar essa jornada cosmopolita – com uma marca egípcia!

somando tudo isso, o resultado foram algumas das degustações mais incríveis que eu fiz! o Moamen me enviou 4 cafés direto do Cairo. E provamos em duas oportunidades oficiais por aqui:

  • Experiência com Cafés na Punga Cafés:

foi lindimais poder contar mais uma vez o que vi e aprendi na minha viagem até a Etiópia. quem participou provou os dois cafés etíopes da Bonalqahera e quis saber como comprar!

no site dá pra ver todos os detalhes. e, quem fazendo uma compra coletiva, fique melhor e compense o frete!?

  • Experiência Sensorial Histórias e Sabores: em parceria com a Pura Caffeina.

e com a minha amiga Gi Coutinho, @puraffeina, rolou degustação com cafés africanos que ela trouxe + os que eu levei! foi demais e ainda teve experiências sensoriais antes. ela arrasa!

Quais cafés da Bonalqahera eu indico?

o café que eu mais pireeeeei… infelizmente, não tem mais, meninas, rs. pior que é verdade. o Moamen me enviou simplesmente o campeão de um dos concursos mais importantes: o Ethiopia Cup of Excellence auction 2022.

produzido JUSTAMENTE em Sidama, a região que eu visitei! muito amor envolvido. enfim, uma delícia de café pra tomar com calma, sentindo cada nota. e que foi vendido pra um dos clientes da Bonalqahera.😄

os outros três cafés que eu provei também eram incríveis! dois da Indonésia… delicinhas! e um outro da Etiópia, que também amei.

fato é que a torrefação está sempre com cafés novos! e cada café que eu provei da marca era mais incrível que o outro.

por isso, posso te indicar sem medo os novos que tem entrado por lá. minha escolha, pessoalmente, seria por esses dois:

  • café do Iêmen: uma das nações produtoras mais antigas do mundo! e mais raras de encontrar. se eu fosse comprar um café gringo, com certeza seria esse.
  • Colômbia: os grãos especiais dos hermanos, se bem selecionados e torrados, não costumam decepcionar! esse aqui é de uma região que eu não conheço, então com certeza gostaria de descobrir o sabor.

Mais sobre a Bonalqahera

a Bonalqahera surgiu depois do Moamen estar há anos trabalhando com café! ele passou por marcas nacionais e internacionais, onde progrediu de barista, torrefador e avaliador de qualidade a instrutor e juiz certificado internacionalmente.

daí, com toda essa bagagem, ele se tornou especialista e consultor. e finalmente, decidiu abrir a Bonalqahera, uma das marcas da Alqahera Company.

nascida no Egito, a empresa se inspira no país, inclusive no nome.‘Bon’ significa café em árabe e ‘Alqahera’ significa Cairo.

a identidade da capital egípcia também fica marcada nos ícones de cada pacotinho de café deles. coisa mais linda essa identidade. repare nos detalhes:

lindas essas laterais do pacote, né?

a homenagem vem também pelo legado da cidade em torno do café. “O Cairo tem um significado histórico e um impacto na história do café. E essa autenticidade e raízes profundas que unem os dois”, explicou o fundador.

além de torrar cafés, a Bonalqahera tem várias frentes de trabalho, como:

  • compra e venda de café verde;
  • consultoria, cursos e treinamento em café;
  • e, claro, uma marca de pacotinhos de café torrados e vendidos pra todo o mundo!

quando perguntei como escolher e quais as origens dos grãos hoje, Moamen explica que a busca pelos cafés é constante. “Temos café de todas as regiões do mundo. Nos esforçamos para obter os melhores grãos com a essência dessas origens, meticulosamente nutridos, selecionados e cuidados nas etapas de cultivo”, contou.

a linha de cafés da Bonalqahera é renovada constantemente. isso porque boa parte dos cafés são de pequenos lotes e raridades. além dos pacotes, eles também vendem acessórios e outros produtos ligados a café.“Oferecemos uma gama diversificada de cafés e produtos. Na Bonalqahera, cantamos sobre o Cairo e celebramos o café e as pessoas”, concluiu ele.

Tour em fazenda de café na Colômbia: tudo que eu vi e o que achei

um tour em fazenda de café na Colômbia é dos passeios que eu mais recomendo! te conto tudo sobre o roteiro e cafés especiais que provei em Medellín.

vocês acharam MESMO que eu ia ter passado pela Colômbia sem visitar uma fazenda de café? óbvio que não!

em Medellín, região cafeeira chamada de Antioquia, eu e meu parceirinho Gui tiramos um dia para fazer esse tour.

(se quiser saber sobre meu roteiro cafeinado em Bogotá, leia aqui)

indico muito esse passeio, especialmente porque imaginei que seria BEM mais fácil achar um tour cafeinado por lá… mas não foi bem assim. Senta, que lá vem história cafeinada!

Como escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia? 

Sabendo que o tour cafeinado é essencial, eu pedi pra várias pessoas uma dica de fazenda pra visitar na Colômbia. isso, incluindo gente que trabalha com o café especial no Brasil, viu? e nadica.

por isso, tive que arregaçar as mangas e pesquisar. e te digo que para escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia você vai precisar: 

  • entender qual tipo de café você curte: é especial? Se sim, deixe isso claro na sua pesquisa. Use “cafes de especialidad” para ser mais preciso.
  • prefira sites confiáveis: a Colômbia hoje é um país mais seguro do que anos atrás, mas você ainda é turista. Vamos ser espertos, né? melhor ir de Airbnb, TripAdvisor e outras plataformas onde tem até avaliação.
  • vá com tempo pra aproveitar o passeio: separe pelo menos 1 dia inteiro do seu itinerário. As fazendas são fora da cidade (quem diria!). então, mesmo as mais próximas, vão precisar de um tempo de deslocamento na ida e volta. 

E só pra concluir a reflexão sobre a dificuldade de encontrar alguém que me indicasse uma fazenda colombiana…

parece que realmente é muito mais fácil encontrar referência pra cafeteria nos EUA do que pra produtores latinos. isso tem vários motivos. vai de destinos mais comuns de viagem até a preferência por visitar lugares cool pra consumir. 

E, claro, tem o fato de que nós já somos produtores incríveis de café. Então, acredito que isso diminui um pouco a curiosidade por visitar outros produtores em um momento de lazer. 

Bom, como o diz a trend: pena que não é caso. Porque eu queria MUITO visitar uma finca dos nossos hermanos. E consegui! 

então, pesquisei e escolhi a que me pareceu mais bem preparada e segura pra receber turistas.

e tive uma grata surpresa descobrindo a finca Santa Elena ⛰️💚. 

Como é um tour em uma fazenda de café na Colômbia? 

Bom, na minha experiência o tour cafeinado em terras colombianas foi uma delícia! A finca (fazenda, em espanhol) Santa Elena tem uma estrutura ótima para receber.

Além do cafezal, eles também têm espaço de torra! E diversos métodos de café, que a Laura usa para servir uma degustação ao final do tour. 

a família produz ali variedades de café diferentes. Eu vi até laurina por lá, uma variedade que tem naturalmente menos cafeína. 

Além disso, eles estão se empenhando em inovar nos processos. tem cafés lavados, naturais e fermentados… e um terreiro suspenso bem legal, com telhado pra evitar as chuvas, bem comuns por lá. 

Por isso, eu pude ver e provar cafés especiais de diferentes tipos e processamentos… e torrados pela Laura! experiência fina mesmo. e a marca dela se chama El Revelo⛰️💚.

a fazenda fica pertinho de Medellín, a 1900 de altura! uma vista linda do cafezal pras comunas que ficam em volta. 

O que estava no roteiro do tour na fazenda de café na Colômbia 

o roteiro na fazenda Santa Elena todo incluiu: 

  • transporte de Medellín para a finca. 
  • todo passeio com uma guia que é um amor e habla español or speak in English. e, claro, entende portunhol, não se aflija.
  • recepção com cafezinho ou suco de uma fruta típica.
  • roupas típicas (o Gui bem que tentou fugir, mas a guia convenceu ele a viver o momento. arriba!)
  • tooooda uma explicação massa sobre as mudas de café, etapas de agricultura e mão na terra pra plantar uma semente.
  • colheita! óbvio, eu não ia embora sem comer uma frutinha do pé, né.
  • almoço campesino, com arroz, frango e várias delícias 🥘. mais suco!
  • degustação com diversos cafés de processos, variedades e sabores diferentes. todos produzidos ali!
  • opção de comprar os pacotinhos.
  • despedida 🙁 e volta até Medellín.

Em qual época é melhor fazer tour em uma fazenda de café na Colômbia 

esse tipo de tour pode ser feito o ano todinho. na Colômbia, tem colheita [praticamente] o ano inteiro. isso acontece porque lá eles colhem devagar, só os frutos maduros… e aí a colheita vai seguindo, conforme outros frutos vão madurando. 

o que facilita muito a vida do turista que praticamente em qualquer data pode participar dessa etapa da produção… e se esbaldar em cafés fresquinhos. 

Qual a minha avaliação do passeio na fazenda de café colombiana? 

⭐ pra mim, esse passeio foi: 9,9/10. 

a minha única ressalva é que no final foi um cadinho difícil dos carros subirem. nesse caso, eu fico feliz de ser prevenida e andar sempre com meu remédio pra asma! porque, se tivesse que subir tudo a pé, ia ser brabo. mas a própria Laura e a guia resolveram tudo no final). 

Eu indicaria esse tour? 

com certeza. tanto a guia quanto a Laura e a família foram umas fofas. muito receptivas. a comida estava DIVINA. Os doguinhos vieram pra coroar o rolê.

q o café? bom, eu queria ter comprado vários, mas me segurei e comprei apenas 1. o gui comprou outro.

eu encontrei esse Tour de cafés em Medellín aqui. e fechei tudo pelo Airbnb mesmo (não tô recebendo pra indicar, mas bem que podia ne, Airb?).

Onde provar café colombiano no Brasil? 

E agora um bônus para quem ficou até aqui: eu vou compartilhar meu café colombiano com vocês! Siiim. Se ainda não me conhece, eu sou jornalista especializada em cafés. Por isso, escrevo há 10 anos sobre o tema e também ofereço experiências. 

O nome deste blog não é à toa, ein? 

Então, se você e ou estará no Sul de Minas no dia 11/10, está convidado para o próximo evento! Além do café El Relevo, vou levar + cafés gringos e meu parceiro da Gamers Coffee vai trazer cafés incríveis da Região Vulcânica. 

Te espero lá, ein? As informações e inscrição estão aqui ó: 

Cupping Cafés do Mundo   

Uma experiência GAMERS COFFEE & THAIS FERNANDES  
Dia: 11 de outubro, das 09h00 às 12h00.  
onde: Gamers Coffee – Rua Corrêa Neto 589 – Poços de Caldas (MG). 
investimento: R$170,00 no cartão pago no escritório ou link de pagamento.  
R$150,00 pix conforme pix mencionado.
Se inscreva aqui. 

Se estiver lendo este texto no futuro, vem se conectar comigo via Instagram @tha.experimentando. E me pergunte lá sobre outras degustações e experiência pelo Brasil afora. Nos vemos por aí! 

Cupping cafés do mundo: o que grandes países produtores têm a oferecer

Já provou cafés de grandes países produtores, como Colômbia, Etiópia e Brasil? Então, a hora é agora.

Você já provou o café dos grandes países produtores? Bom, de um deles eu tenho certeza que sim. Nosso Brasil lidera em volume e tem uma gama gigante de sabores a oferecer. 

Duvida? Te convido a descobrir toda potência de cafés gringos e nacionais comigo e meu parceiro Amilton (Feijão), da Gamers Coffee

Para isso, preparamos o evento: Cupping Cafés do Mundo. (se você quer saber o que é um cupping, leia aqui).

Eu estou MUITO animada pra isso! Para quem não sabe, em 2023 foi na Gamers que rolou a primeira experiência que fiz com cafés que eu trouxe direto da minha viagem à Etiópia

Agora, somo a minha seleção, que inclui países como Colômbia e Etiópia, com os cafezões da nossa Região Vulcânica! 

Vai ser no dia 11 de outubro. Eu conto histórias e o Feijão conduz o cupping! Todo mundo é bem-vindo. Se inscreva no formulário, abaixo:

Cupping Cafés do Mundo 🌎 
Uma experiência GAMERS COFFEE & THAIS FERNANDES 
Dia 11 de outubro, das 09h00 às 12h00. 
📍Gamers Coffee – Rua Corrêa Neto 589 – Poços de Caldas (MG).
Investimento: R$170,00 no cartão pago no escritório ou link de pagamento. 
R$150,00 pix conforme pix mencionado. 

Cupping Cafés do Mundo 🌎 Se inscreva:

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Território do Café 33: complexo valoriza grãos da Região Vulcânica

Leonardo Custódio e Maria Carmen lançaram neste ano o Território do Café 33, complexo cafeeiro na Região Vulcânica. O espaço vai oferecer serviços dentro e fora da porteira.

A cidade de Campestre (MG) ganhou, neste ano, um complexo cafeeiro. A Território do Café 33 é a nova empresa de Leonardo Custódio e Maria Carmen. O casal criou não só uma marca de cafés, mas também um espaço para valorizar os cafés da Região Vulcânica.

O lançamento aconteceu em março deste ano e a empresa já está prestando serviços para diversos setores, especialmente a produtores. 

A Território do Café 33 foi lançada como um complexo cafeeiro por englobar diferentes serviços. Eles vão desde a porteira para dentro até a torra e comercialização de pacotinhos ao consumidor

O que é e o que oferece um complexo cafeeiro? 

Entre os serviços que o complexo vai oferecer estão alguns como: 

  • Consultoria em fermentação de cafés. 
  • Preparo e beneficiamento de cafés. 
  • Avaliação e compra de grãos verdes. 
  • Torra para produtores e marcas terceirizadas. 
  • Venda de pacotes de café torrado ao consumidor final. 

Opa: 😊pausa pra você me seguir no instagram:@tha.experimentando


Por quê Território do Café 33? 

Desde o início, a ideia principal dos fundadores era selecionar e torrar grãos os cafés especiais da Região Vulcânica. Por isso, a marca própria de pacotinhos também carrega o ‘Território do Café’ em seu nome. O objetivo é lembrar que quem fornece os cafés são produtores da região, formada por 12 municípios mineiros e paulistas.

Já o número 33 veio porque foi nessa idade que Léo teve uma virada de chave na vida. “Eu tinha uma trava que me bloqueava. Era muito tímido. Mas com 33 anos eu desbloqueei, porque ganhamos dois prêmios no Cup of Excellence (COE). Então, o Júlio Tuim me chamou para fazer uma palestra sobre fermentação, em Franca”, contou ele. 

O casal Leo Custório e Maria Carmen lançaram a Território do Café 33 este ano.

O COE é uma das principais premiações de café do mundo. Com a equipe da Mantissa, Leo se destacou nesse e outros concursos por diversas vezes. Mas, somente depois que precisou encarar o público, ele conquistou a confiança para tomar as rédeas de sua carreira.

Com apoio de Maria Carmen e conselhos de amigos próximos, Leo superou a barreira da timidez e passou a participar de eventos por todo o país.

Leia mais: Território do Café 33: complexo valoriza grãos da Região Vulcânica

Quem é Léo Custódio 

O Léo já é figurinha conhecida no mercado de café há tempos. Classificador e provador profissional, ele também já foi juiz em diversas competições e atua na qualidade de cafés do campo à xícara.

Além de consultor, Leo trabalhou por mais de 15 anos na AgroFonte Alta, grupo ao qual a Fazenda Mantissa pertence.

Nestes anos de trabalho, ele se tornou uma referência nos processos de produção e pós-colheita, principalmente fermentação dos grãos.

Ao lado da companheira, Maria Carmen, Leo criou a Território do Café 33 há oito anos. Neste tempo, eles desenvolveram o projeto com calma e apenas agora, em 2025, decidiram lançá-lo de vez, já como complexo cafeeiro e como marca própria de café especial.

Agora, o complexo segue unindo a trajetória pessoal de Léo com o que o trabalho coletivo de todo o território.

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5 cafeterias imperdíveis em Bogotá – Colômbia

em abril desse ano, fiz um bom rolê pela Colômbia… e, como eu já esperava, Bogotá me encantou demais. muuuita gente me perguntou sobre as cafeterias!

então, decidi criar algumas pílulas de conteúdo. aqui vai a primeira, com minha lista de 5 cafeterias incríveis de Bogotá, Colômbia. lembrando que também fiz um post sobre o tour que fiz em 1 fazenda de café na Colômbia! (e foi incrível).

agora, fique com essa lista de cafeterias imperdíveis na capital da Colômbia. e, em seguida, meu review sincero sobre cada uma.

  • Tropicália Tostadores de Café
  • Quindío
  • Divino DV Café Especial
  • Robusta
  • Jaguar

Tropicália Tostadores de Café

próximo da Zona T fica uma das melhores cafeterias que fui em Bogotá. a Tropicália Tostadores de Café entrega uma grande variedade de cafés especiais. são pacotinhos coloridos e um espaço bem ensolarado.


quando você pedir um coado ou um espresso, as/os baristas vão estar prontos pra te explicar detalhes daquela produção. tem até um encarte com foto do/a agricultor/a! achei um cuidado bem massa. e as extrações estavam impecáveis!

Além disso, as comidas são deliciosas! a gente fez um baita brunch e passou uma boa manhã por lá.

📍 Cl. 81a #8-23, Bogotá, Colômbia

Quindío

a Quindío é uma rede de cafeterias e marca de grande alcance na Colômbia.. mesmo sendo uma rede ainda acho que vale muito a pena visitar uma das unidades. eu fui até a Quindío que fica do lado da feira de Usaquén.

particularmente, eu não curti a comida. já os cafés… provamos um da linha Gran Reserva que foi bem surpreendente. eu já tinha ganhado um pacote dessa marca há alguns anos, então sabia que seria bom. e a qualidade se manteve!

📍 CARRERA 7A – #116 – 50 Bogotá D.C. Colombia

leia também:

Divino DV Café

DV, ou Divino Café é um espaço super gostosinho, em meio a universidades e o Centro histórico da cidade. o Thiago foi o barista que atendeu a gente e explicou detalheees de métodos e extração. é o tipo de cafeteria que me gusta.

tomamos um v60 de grãos bourbon vermelho. e ele serviu em taças. particularmente, fico com receio de cafés servidos assim… pode parecer meio complicado, sabe? mas enfim, estava bem gostoso. indico!

A DV é, além de cafeteria, um centro de experiências em café. eles promovem essas aulas com frequência. então, você pode ficar de olho nas redes sociais pra pegar uma experiência dessas!

📍 Cl. 12b #4-06, La Candelaria, Bogotá, Colômbia

Robusta bakery coffee

andando mais um pouco ali pelo Centro histórico mesmo… você vai ver uma portinha bem lindinha. ali fica a Robusta bakery coffee. bakery, pra mim, faz todo sentido. assim que você chega, tem um balcão com vários bolos belíssimos. e realmente, pelo menos o que eu provei, estava muuuito bom!

o preparo do café achei bem bom, apesar de não ser incrível. mas ainda assim vale a pena a visita.

📍 CARRERA 6 #10- 37, La Candelaria, Bogotá, Colômbia

Jaguar Coffee Bogotá

Na Jaguar Coffee eles se declaram ‘Productores y Tostadores de café exótico’. isso já explica MUITO sobre essa cafeteria. no melhor estilo maximalista, a Jaguar tem um espaço bem comprido e cheio de coisas e decorações diferentes.

mas não se abale com a quantidade de estímulos visuais, siga em frente… pra chegar até um espaço parecido com um laboratório. ali, você é atendido pelo barista e pode tirar dúvidas e conversar…

e encontra uma das coisas mais legais! uma bela engenhoca, onde você sente os aromas do café moído sem que ele entre em contato com oxigênio! difícil até de explicar, mas você vai conseguir ver num reels que postarei no insta @tha.experimentando.

a cafeteria fica também próxima da Plaza Bolívar e tem também: torrador, máquinas de espresso e muitos métodos de preparo. além disso, a Jaguar também tem uma fazenda. eles oferecem tours na cidade e no campo, basta consultar com antecedência.

📍 Cl. 12b #2-85, La Candelaria, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia

quer conhecer + sobre a Colômbia?

gostaram dessa lista? nessa viagem, ainda passei por outras 4 cidades colombianas! então, assine a Newsletter e me segue no Instagram ou TikTok pra receber os novos conteúdos!

Ah, essas cafeterias todas da listinha vão estar no Kafex. esse app serve para você encontrar as melhores cafeterias próximas de você. dá pra avaliar também e ver avaliação de outros amantes de café. e lá também tem espaço com cupons e mimos, além de eventos. eu escrevo pro blog deles 💛 e indico super!

Café sustentável: a bióloga que refloresta e colhe qualidade em Andradas

A bióloga voltou para o sítio da família e investiu em qualidade e, em seguida, em café sustentável, reflorestando plantas nativas da Região Vulcânica.

conhecer lavouras de perto é sempre um ponto alto pra mim. mas chegar ao Sítio Santa Luzia foi um pouquinho melhor. é lá que a Tamires Ribeiro e seus pais cultivam cafés e tem reflorestado parte da propriedade com plantas nativas. é um trabalho que está plantando café sustentável pra colher qualidade como um dos frutos

a lavoura fica em Andradas, na Região Vulcânica. e a visita que eu fiz foi parte de um roteiro turístico que será lançado no Andradas Café Festival. Saiba mais na primeira matéria que fiz sobre esse tour: Andradas Café Festival amplia evento com novo roteiro de agroturismo

eu conheci a Tamires há alguns anos, na primeira vez que estive em Andradas. E foi acompanhando o trabalho dela que fiquei cada vez mais curiosa para ver de perto o reflorestamento e cada detalhe. E, finalmente, esse dia chegou! 

Quem é Tamires Ribeiro, do Café da Tamires 

A Tamires Ribeiro é bióloga e cresceu no Sítio Santa Luzia com os pais Berenice e Fernando. Para estudar, Tamires se mudou e só retornou à propriedade durante a pandemia. O período foi quando muitas pessoas também retornaram ao interior para passar o período de isolamento social.

lá, ela decidiu ficar de vez e entrar de cabeça na produção cafeeira. “Esse sítio sempre foi da minha família. Quando eu voltei, durante a pandemia, vi que tínhamos potencial para produzir cafés especiais e começamos a fazer os primeiros lotes de cafés especiais e comercializar torrado. Trabalhamos juntos, eu e meu pai”, contou ela durante a visita do grupo à propriedade. 

uma das principais mudanças foi quando a produtora começou um trabalho de reflorestamento que dura até hoje. Para isso, Tamires buscou mudas de plantas nativas da região e iniciou o processo em áreas próximas a um córrego que corta a propriedade. 

são árvores como jequitibá, ipê, jatobá, aroeira, pitanga, jabuticabeira e paineira. E boa parte delas está crescida já! A Tamires sempre mostra a evolução delas no instagram (@cafe_da_tamires). 

O que é café sustentável? 

a família participa da associação local, a Acafeg, e tem o selo fair trade. Ele determina uma relação de comércio justo entre produtores, trabalhadores e compradores. 

mas Tamires queria ir além do que já era requisitado pela certificação. Como bióloga, faltava para ela a recuperação de áreas através das plantas que antes habitavam lá. “Como começamos a ter outras fontes de renda, como café torrado, investimos em manejos mais sustentáveis, e nas áreas de reflorestamento. Então, foi a partir do café especial que começamos a introduzir sustentabilidade”, lembrou ela.

hoje, a família tem uma propriedade com 11 hectares de café e outra com 10 hectares. E o 1 hectare e meio de reflorestamento está para ser ampliado. “Eu sou bióloga e sempre trabalhei em sustentabilidade e agricultura. Visando isso aqui dentro do sítio, começamos não só o reflorestamento próximo aos córregos e nascentes, mas também a sustentabilidade na área de café. Trabalhamos com planta de cobertura para melhorar a qualidade do solo e ter mais matéria orgânica. Isso é para conseguirmos viver em mais harmonia não só com a produção, mas com o meio ambiente”, explicou Tamires. 

Turismo rural em uma fazenda de café sustentável 

Andradas é um município que já tem fluxo turístico alto, impulsionado por esportes de aventura como trilhas, rapel e cachoeiras. Mas a família Ribeiro tem uma forma de se destacar. No novo roteiro turístico, o papel do Sítio Santa Luzia será mostrar como funciona uma fazenda de café sustentável. E que, sim, é possível produzir qualidade adequando manejos e reflorestando. 

“Nossa intenção é começar a receber as pessoas, porque falamos tanto que fazemos sustentabilidade… e queremos agora mostrar isso na prática também para as pessoas. Para elas saberem que comprando nosso café eles adquirem cafés de qualidade, mas também ajudando a reflorestar”, destaca a produtora. 

No passeio turístico, os visitantes são convidados a passear pelo cafezal, que fica bem próximo da casa. Lá, eles ouvem pai e filha contar sobre suas experiências, enquanto avistam uma lavoura à direta, outra à esquerda, e no meio há uma nascente e córregos que vem da mata nativa no meio do morro. É lá o foco dos trabalhos de sustentabilidade. 

No reflorestamento, a bióloga trabalha com árvores nativas e frutíferas. Como ainda há vacas na propriedade, eles separam as áreas reflorestadas com cercas. A propriedade já se dividiu entre cafeicultura e manejo de gado, mas hoje a família explica que o foco é total em cafés e as vacas e outros animais no local não são comercializados. 

Para os turistas que vem de grandes cidades, porém, os bichinhos são uma atração à parte. Além das vacas, há cavalos, cães (fofos) e até pavões no sítio! 

Café Tamires: linha de cafés sustentáveis de cara nova 

achou que estava faltando alguma coisa nesse passeio? Uma degustação, por exemplo! pois é óbvio que não vai faltar. Em uma clareira charmosa, a família montou uma mesa cheia de delícias e, claro, café coado na hora. 

os turistas vão provar delícias como diferentes bolos caseiros, doce de leite mineiro. e, claro, levar um pacote do Café da Tamires. a nova linha de cafés sustentáveis dela, aliás, está com embalagem renovada. 

“Nós montamos essa embalagem e temos uma parceria de torra. A Mariana Nakagawa também auxiliou com essa parte de embalagem e visual”, contou a produtora.

Os pacotinhos têm o nome da variedade cultivada e cores diferentes para cada perfil sensorial. Tem cafés que vão lembrar mel e avelã tostada, outro com notas de mel e laranja. E ela vende também online. Mas, sinceramente? Se tiver a oportunidade, vá presencialmente. Conhecer essa produção e entender sobre como é possível produzir café sustentável é uma delícia!

Aliás, os roteiros começam no Andradas Café Festival desse ano. Procure pela programação que já foi liberada, que vale a pena esse passeio.

Perguntas frequentes sobre café sustentável 

Qual o impacto ambiental do café? 

O impacto ambiental do café vai depender muito do manejo feito na lavoura. E, claro, de como esse alimento é processado nas outras etapas da cadeia: a indústria, o comércio, as cafeterias e supermercados. No caso da lavoura, quando a produção tem manejos como a cobertura de solo, a produção de outras culturas próximo ou em meio às linhas do cafezal, tudo isso ajuda a diminuir o impacto ambiental. 

O que é café ecológico ou sustentável? 

Café ecológico é um termo um pouco amplo, assim como café sustentável, por isso não existem certificações ou parâmetros certeiros sobre ele. Alguns manejos podem ser considerados ecológicos, como: produção orgânica, ou uso consciente de fertilizantes e outros produtos, agricultura sintrópica, agricultura regenerativa, entre outras.

Andradas Café Festival amplia evento com novo roteiro de agroturismo

a cidade de Andradas já é rota de turistas de diferentes tipos, mas o café e a agricultura vem ganhando cada vez mais espaço. dá pra entender o motivo só por essa foto que abre a matéria? eu fiz ela nos dias que passei nas terras andradenses, nesta lavoura que tem vista para a Pedra do Elefante. é de emocionar!

lançamento do Andradas Café Festival

a organização do Andradas Café Festival organizou um café da manhã na Cafeteria Reduto para lançar a edição deste ano e anunciar a nova data. o evento vai acontecer de 1 a 4 de maio de 2025.

mas uma das principais novidades é que, nesse ano, além de exposição de marcas e palestras, o festival vai para o campo! isso vai acontecer através de um novo roteiro turístico que foi estreado pelo grupo de jornalistas em que eu estive.

a ideia é mostrar na prática como é a agricultura e as paisagens locais. só para se ter uma ideia, as propriedades de café de Andradas tem de 12 a 15 hectares em média. o vinho, outra estrela local, também é de base familiar. e, claro, em torno disso estão produções artesanais de doces, queijos, bolachas e artesanato.

além disso, a cidade tem pontos turísticos de natureza que incluem o Pico do Gavião, a Pedra do Elefante, Pedra da Cruz, Pedra do Pantano, que ficam localizadas na Serra do Pau D’Alho. vem ver os detalhes desses lugares no roteiro a seguir.

novo roteiro de agroturismo de Andradas

em 2022, eu fiz um tour cafeinado bem massa por lá também, mas o passeio não era oficial. agora, esse roteiro vai ser oferecido já durante o Andradas Café Festival desse ano! então, já anota e se prepare porque é muita coisa LINDA pra ver incluindo:

  • café;
  • vinho;
  • gastronomia local;
  • música andradense;
  • turismo de natureza.

Café na Pedra da Cruz

nosso roteiro foi acompanhado pelas explicações e companhia das incríveis Camila Barbosa, gerente de Desenvolvimento Econômico e Agrário de Andradas, e Dalva Sasseron, engenheira agrônoma especializada em agricultura sintrópica e cafés especiais. e a Desbravar Turismo levou a gente para tomar um café nas alturas da Pedra da Cruz. pega essa vista maravilhosa:

sinceramente, imagina que delícia provar um café especial produzido em Andradas e extraído pela Mariana Nakagaw lá no altooo! e, além disso, o que deu um toque especial a esse momento foram as músicas que o cantor Anderson Martins tocou pra gente.

ele é um artista da cidade e tem composições lindinhas sobre Andradas e o café. e, claro, tocou clássicos da nossa música na viola de cabaça. coisa de emocionar mesmo.

foto: Gabriel M. Teixeira | Andradas Café Festival

Passeio na vinícola da Casa Geraldo

um tour com direito a degustação de vinho. tivemos essa experiência e ainda ganhamos taças personalizadas lá na Casa Geraldo, que foi lançada no ano de 2.000. a origem da marca, no entanto, é bem anterior.

na década de 60 o fundador começou a produzir e, anos depois, percebeu que a hospitalidade podia ser seu diferencial e passou a receber turistas na propriedade. e assim é até hoje. um espaço de produção e turismo famoso em toda região.

o passeio passa pelo parreiral de uva Shiraz, onde aprendemos sobre método dupla poda que possibilitou o cultivo de uvas que produzem os vinhos finos da chamada “colheita de inverno”. esse é um dos destaques, aliás, já que antes a região só conseguia produzir vinhos de mesa e foi essa técnica que revolucionou a agricultura local.

no tour, em meio à lavoura tem degustação de oito vinhos diferentes, entre secos e suaves. no final, acontece também uma harmonização com queijos de Minas e o azeite Extra Virgem da Casa Geraldo (incrível também!). a produção de oliveiras deles no local ainda não teve colheita, mas a empresa tem lavoura em Divinolândia, de onde vem a matéria para fazer o azeite.

só não esquece de ir tomando água entre uma taça e outra. eles vão te dar uma garrafinha no início do passeio, então beba mesmo. é sol na cabeça e vinho na mão, então hidratação é o mínimo. 😅

Gastronomia típica de Andradas

nos dois dias de tour, a gente foi abastecido com comida local da boa. começamos provando simplesmente um prato que é reconhecido como patrimônio cultural andradense. o Virado de Frango! preparado no Taverna Restaurante, ele pode levar coxa, moela e até coração de frango. o caldo é feito com floco de farinha de milho e os relatos é que este prato tem origem na comida de tropeiros que passavam pela região antigamente. eu amei.

e a noite? uma pizza? não sei se dá pra dizer que foi ‘só’ uma pizza, porque que trem maravilhoso que a Pizzaria Tradicionalle faz. as pizzas são artesais, assadas em forno à lenha com massa com longa maturação. a de abobrinha foi a que mais me ganhou, com um recheio suculento e saborosa demais. (mas deixe espaço para a pizza doce de banana com chocolate branco, vai valer a pena!).

ah, o último almoço foi no Mirante of Dreams, com uma comida caseira delícia e a seguinte vista:

Visita aos cafeicultores e cafeicultoras

no dia seguinte, esse mega passeio seguiu com a World Adventure Tur. e a gente foi visitar uma das associações de produtores que eu mais curto o trabalho, a Associação dos Cafeicultores do Bairro Gabirobal (Acafeg). eles trabalham com fair trade, o comércio justo. e desde quando os visitei pela primeira vez, tem expandido e crescido!

o café é incrível e a qualidade é um dos focos, mas o que eu mais valorizo ali é ver o empenho deles em oferecer conhecimento para as cafeicultoras e cafeicultores e contribuir com a comunidade como um todo.

só pra ter uma ideia, além do salão para reuniões e eventos, a Acafeg tem um laboratório de provas de café… e uma sala de pilates! sim, eles construíram esse espaço pensando na saúde dos associados, que trabalham nas lavouras e precisam ter esse tipo de cuidado com o corpo ainda mais reforçado. mas o serviço também é oferecido à toda a comunidade local.

e hoje, entre os cerca de 30 alunos, a maioria é de não-associados, contou a Aline Benevene, que cuida do administrativo da cooperativa e é filha do Seu Sebastião Benevene, presidente da Acafeg.

tá achando que acabou? pois a gente ainda foi conhecer de pertinho o Sítio Santa Luzia, da Tamires Ribeiro. mas essa história é tão bacana que eu vou deixar para contar em um texto todinho dela, tá? fica de olho no meu insta @tha.experimentando e assine [de graça] a Newsletter Experimental para saber em prima mão quando o texto for publicado!

*eu viajei à convite da organização do Andradas Café Festival e fiquei hospedada no Hotel Delainn, no centro da cidade. Vale fazer reserva com antecedência, porque turistas visitam a cidade o ano todo.

SIC 2024: 10 novidades que vi no mercado de café brasileiro

você sabia que o maior evento de café na América Latina acontece no Brasil? a Semana Internacional do Café (SIC) já tá na 14ª edição e acabou de acontecer entre 20 e 22 de novembro, em Belo Horizonte (MG). como ainda tá tudo fresquinho, trouxe aqui um apanhadão com 10 novidades do café na SIC 2024. preparados?

vamos de décima participação na SIC! muitas vivências e aplausos – e algumas críticas

10 novidades bacanas do café que vi na SIC 2024

  1. 👩🏾‍🦱 curadoria com dia dedicado a diversidade: esse golaço é fruto de trabalho e insistência de MUITA gente! entre essas pessoas, a Dandara Renault, que é fundadora do Maloka Kofi Lab e fez a curadoria do primeiro dia da SIC e incluiu (única e exclusivamente por vontade própria) uma intérprete de LIBRAS durante as palestras. é um legado que agora vai ter que rolar em todo evento!
  2. 🌳robustas do Acre: pra mim, essa foi a grande novidade da SIC 2024! eu já imaginava que os cafés produzidos em Rondônia podiam estar ultrapassando os limites do estado… mas fiquei surpresa com o estande imponente que as produtoras e produtores rurais do Acre tiveram já na sua primeira vez do evento. Cerca de 70 cafeicultores integram a caravana amazônica, além de técnicos, extensionistas, professores, pesquisadores e comunicadores.
  3. 💛café laurina: a variedade em si não é novidade, mas o laurina agora tá disponível torrado e vendido por uma cafeteria brasileira. sou fã do Gabriel Agrelli e é ele quem tá por trás dessa linha com a Abigail, cafeteria dele em Campinas. o que tem de especial? a laurina tem, naturalmente, até 50% menos cafeína no fruto do que em outras variedades de café arábica.
  4. 🇧🇷 moedor brazuca: ou seria moeneira??? a marca brasileira walls lançou este ano o modelo moeneira MOW! Ela conta com um sistema único em que a moagem vai acontecendo junto com o peneiramento, garantindo um melhor controle do tamanho do grão moído. pra isso, eles tem diferentes tipos de peneira que o consumidor vai trocando para ter o pó mais grosso ou mais fino. o forte deles é o custo benefício e eu, particularmente, gosto da qualidade de outros produtos que já testei e uso.
  5. 🍾espumante de café: se tem um estande onde cê pode ir todos os anos e vai sempre encontrar café bom e invenções alcoólicasss, é o estande de Cabo Verde! quem traz as inovações de birita é o Henrique Palma, do Café Mãe Cota, que já tem uma bela cachaça, inclusive! a Assprocafe também tem grãos de todos os perfis e até café do jacu, com a marca do Café Corrego Fundo. dá uma espiada nessa terrinha aqui no texto sobre cafés especiais, cachaça e doces mineiros de Cabo Verde.
  6. 📖 lançamento do livro sobre as IGs brasileiras: o título “A Revolução do Café Brasileiro – Regiões com Indicação Geográfica” foi lançado nessa SIC e reúne imagens e entrevistas de 14 regiões brasileiras produtoras de café com IG. um marco importante pra ter nossa história registrada. lá foi vendido por R$100,00.
  7. 🏆café robusta 100 pontos: o Projeto Tribos, da 3Corações, que inclui a venda de pacotes de café robusta amazônico produzido por indígenas brasileiros, também tem uma premiação. acontece que este ano a marca divulgou que um dos cafés do concurso Tribos teve uma nota de 100 pontos (valor máximo), na avaliação de um juiz profissional. “É a primeira vez que tenho chance de pontuar e reconhecer um café robusta exemplar 100 pontos”, foi o que disse Silvio Leite, head judge da premiação e referência no mercado nacional.
  8. 🍵 chás: se minha memória não me engana, é a primeira vez que vi expositor relacionados a chás na SIC, que foi a Namu Matcha. acho bastante interessante essa aproximação entre mercado de café e chá, porque tem muito em comum: preparos, sensoriais e, claro, públicos em potencial. ah, e eles tão mesmo se aproximando do mercado de cafés, porque também participaram do Poços Coffee Week, que cobri esse ano.
  9. 👥blend de arábica e conilon: duas das maiores cooperativas do País, a Cooabriel e a MinaSul, estão construindo um projeto bem massa juntas. na feira, eles levaram um blend das variedades canéfora, produzido pelos capixabas, e arábica, dos agricultores mineiros. ainda em fase de testes, a ideia foi justamente oferecer a degustação para recolher feedbacks do público.
  10. 👁️‍🗨️Protocolo Brasileiro de Avaliação Sensorial de Café Torrado: nome grandão pra um tema bem importante. a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) criou esse protocolo e tem divulgado, como fez na SIC. acho bem importante, já que muitas notas que a gente vê nos pacotinhos são de avaliações feitas antes da torra final. ou seja, será que você tá mesmo tomando café de 90 pontos? ou ele já teve 90 pontos em outro momento e não mais agora? 😖

outros anos da SIC

a, como essa é 10ª vez que acompanho de pertinho a SIC, já tem texto por aqui de outro Tour pelo que vi de incrível na Semana Internacional do Café 2019. e em breve sai reportagem especial que fiz este ano para o site Conexão Safra.

pra saber de outras matérias que faço como freela, acompanhe lá no insta @tha.experimetando!

o que ainda não vi na SIC, mas quero ver na próxima edição

  • remunerar mediadores e palestrantes: espero – e deixo minha crítica aqui – que a SIC passe a remunerar quem faz o conteúdo desse mega evento acontecer. para quem não sabe, palestrantes e mediadores não recebem para levar conteúdo e debate aos palcos, à exceção são pouquíssimos (e badalados).

    infelizmente, em 2024 a organização regrediu. nem mesmo passagens ou estadia foram oferecidas em diversos casos. triste. falando enquanto jornalista e mediadora em outras edições, e convidada pra mediar esse ano, esse foi um trabalho qu recusei. obviamente, se é trabalho não há motivo para ser de graça em um evento deste porte, com tanto patrocínio e ganhos.

campeões do COY, Florada e Campeonato de Barista

  • Coffee of the Year: O café do Sítio Campo Azul, do Caparaó, em Divino de São Lourenço, produzido por Paulo Roberto Alves, foi o grande campeão da categoria arábica, com 90.25 pontos. Já na categoria canéfora, o grande campeão foi o café do Sítio do Pedrão, em Jerônimo Monteiro, produzido por Antônio Cezar Demartini Landi, com pontuação de 86.42.
  • Florada Premiada: a vencedora foi Sônia Aparecida da Silva Moreira, Sítio Pernambuco, de Caputira (MG).
  • Campeonato Brasileiro de Barista 2024:  Emerson Nascimento, da Coffee Five, do Rio de Janeiro (RJ), conquistou o primeiro lugar.

o evento dura três dias e reúne gente do país todo e exterior. esse foi um apanhado geral, mas super vale a pena se aprofundar em alguns dos temas anteriores. sobre quais você gostaria de ler?

aproveita e já se inscreve pra receber, gratuitamente, as Notas Experimentais, uma cartinha que envio por e-mail contando o que sai por aqui em primeira mão 🙌🏼 (além de cupons e outras indicações bacanas).

Poços de Caldas Coffee Week: 7 combos para provar no festival

essa é a primeira vez que o festival, originalmente chamado Brasil Coffee Week, acontece em Poços. saiba como foi a experiência de visitar sete cafeterias participantes. 

até o dia 24 de novembro a Poços de Caldas Coffee Week está aquecendo o circuito de cafés especiais da minha cidade querida, no Sul de Minas. à convite da organização, eu provei sete dos 20 combos oferecidos nas cafeterias participantes! (amo meu trabalho ou sim?). 

essa é a primeira edição do festival gastronômico em Poços! ele reúne cafeterias, confeitarias e panificadoras para que cada uma crie um menu de valor fixo de R$25. Os menus incluem comida e bebida, mas cada um foi uma surpresa. 

o tanto que eu me esbaldei desse tour… fiz todas as cafeterias em 2 dias! haja cafeína no sangue 😛

teve salgadão + coado on the rocks; salgado + doce + coado; doce grandão + café gelado; porçãozinha + cappuccino… enfim, a especialidade de cada casa em uma curadoria massa. 


Processando…
Sucesso! Você está na lista.

cafeterias para visitar no Poços de Caldas Coffee Week 

no total, são 20 cafés participantes, o que me impressionou muito… mesmo conhecendo o potencial de Poços na cena, foi surpreendente perceber a quantidade de lugares com cafés de qualidade! muitas casas novas surgirem. e muitas tradicionais estão, agora, com café especial! que lindo ver essa evolução. 

O festival vai até dia 24/11, então tanto quem é da região, quanto turistas podem aproveitar finais de semana e feriado (São Paulo), para visitar!  

quer saber onde tomar o combo de café em Poços de Caldas? vem saber da experiência e dos menus que eu provei:

Nita Padaria Artesanal 

combo: café coado + financier + pão de queijo. a bebida é feita com grãos do café Mourisco, uma marca de produtor local que eu estava doida pra provar.

e valeu super a pena. o pão de queijo é um mix de queijinhos, cheiroso e delicioso! e o doce eu provei o financier de pistache, que estava bem suave. 

Café Sete Quedas 

combo: café coado na V60 + bolo gelado + folhado. O café é feito na própria fazenda da dona da cafeteria. muito gostoso e ornou super com o folhado de alho-poró que escolhi. e o bolo gelado de doce de leite? de dar água na bocaaaa.

o ambiente é amplo e delicioso. já as comidas desse combo são um pouco menores, então se vier em dupla peça mais comidinhas para complementar. 

Âncora Coffee House 

combo: focaccia recheada + café do dia gelado. café de qualidade, já habitual na Âncora que é referência em grãos especiais na cidade. Eles também estão usando café Mourisco (do Pedro Lotti) e a torra é do Gamers Coffee (que sempre indico aqui e tenho cupom de desconto EXPERIMENTAL. pode usar que vale a pena!). 

A focaccia também tava delícia e bem servida. Aqui vale a pena vir com tempo porque a cafeteria é bem movimentada, o que pode gerar um pouquinho de demora na entrega do pedido. 

Panedota 

combo: cold brew + croissant de coco com doce de leite de corte regional. Café extraído a frio, o cold brew estava delicoso. como já foi feio gelado, ele segue sem derreter o gelo e é a melhor opção no calorão! A massa do croissant é incrível, trabalho da padeira dona da casa.

Só achei que o doce de leite estava meio durinho e acumulou de um lado só (logo na minha vez haha, porque sei que a qualidade ali é boa e acredito que foi uma experiência pontual). 

Casa do Colono 

combo: Capuccino trufado + pão de queijo com pernil. Um dos combos mais diferentes e que atrai até quem não é focado em cafés especiais. O cappuccino é mais focado em quem gosta de uma bebida com café, mas bem adocicada. (caiu super bem, já que sou uma formiguinha), e o pão de queijo com pernil de-li-ci-o-so!

Vale a pena só consultar antes para saber se está disponível, ou se tem tempo de preparo maior. no dia em que fui aconteceu de ter uma diferença entre a entrega do cappuccino e do pão de queijo, até por isso as fotos são separadas.

Cafétopia 

combo: drip coffee ou cold brew + toast de queijo canastra, mel e castanha + fatia de bolo de iogurte com cobertura de limão. a foto que abre esta matéria do combo do Cafetopia. pensa em um combão! vale a pena ir com fome lá, porque o combo deles vale muito a pena! 

bolo de fundo, cold brew em destaque! e a foto de destaque deste texto mostra também o toast de queijo da canastra com mel. huuuum…

eu provei o cold brew e ele estava mais encorpado do que as outras bebidas geladas que provei no festival. Minha fica é prová-lo junto com o bolo de iogurte com cobertura de limão. o toast de queijo canastra estava diviiino. O café é feito na propriedade da família, também no Sul de Minas. 

Prosa & Café Gourmet  

combo: café filtrado no método koar + bolo de café. Uma grata surpresa chegar no shoppig da cidade e encontrar um lugar com várias opções de cafés especiais. O combo do festival estava bem gostoso!

cafezão e bolo! tudo que eu queria pra terminar esse mega tour.

O café é feito com grãos da propriedade dos donos também e foi filtrado no Koar, um método brasileiro e lindão. Também gostei bastante do bolo de café com chocolate. Docin!

As outras cafeteria participantes do evento são: Art Café, Bold Bloom, Café Concerto, D’Gust Confeitaria e Café, Doce na Roça, DuckBill Cookies & Coffee, Floricitá Café, Lascaux Chocolates Rústicos, Lyla Café,  Rotina Café Galeria, Sower e Tradi Café.

vale lembrar que a cada 5 combos, o consumidor pode concorrer a um kit para coffeelovers. se for nas cafeterias, você pode pedir um cartãozinho para os cafés ire carimbando a cada visita.

a Poços de Caldas Coffee Week também contou com workshops sobre cafés especiais e chá. O festival originalmente se chama Brasil Coffee Week e tem chegado a diferentes cidades do país. 

Serviço 

Cardápio completo e programação do festival: www.brasilcoffeeweek.com.br 

Valor de cada combo: R$25,00

Instagram: @brasilcoffeeweek 

descubra mais sobre cafés em Poços e no mundo

se você chegou por aqui recentemente, saiba que escrevo sobre café desde 2014! então, por aqui neste blog e no instagram @tha.experimentando tem muito conteúdo! alguns que selecionei para você começar são:

Desinformação hypada: conteúdo e café feitos rápido demais

vamos falar de criação de conteúdo? e de desinformação hypada e precarização no café?

já fez um café correndo, com a moagem que apareceu na frente, tacando a água de qualquer jeito? e provou como fica depois? então, vamos falar de conteúdos feitos desse jeitinho.

começamos com exemplos práticos dessa desinformação hypada (e precarização) e, depois, a gente vai se aprofundar, combinado?

  1. coar café com uma fatia de bacon (ou qualquer comida que achar). 
  1. termos técnicos jogados e ‘fermentações’ milagrosas. 
  1. compartilhar conteúdo histórico com erros básicos. 
  1. precarizar profissionais de conteúdo = não pagar por palestras, mediações, parcerias e afins. 

1 – Trends bizarras: colocar bacon e outras comidas no café coado 

Isso dá visualização. E como dá! Mas alguém acredita que faz sentido coar um café com uma fatia de bacon junto

Deve ter quem acredite, sim. E até quem goste. Eu tinha um amigo que comia linguiça com leite condensado e adorava. O ponto, então, não é gosto. Mas, sim, o desespero por likes. 

Eu e criadoras que eu admiro (como a @PuraCaffeina) recebemos sempre mensagens diretas (DMs) compartilhando esse tipo de vídeo. Não é nosso estilo. Por que, então, as pessoas compartilham? Pelo absurdo. Pela vontade de dizer: “olha isso, que bizarro”. 

especialista em café. será?  

Eu te respondo: não. Isso não é ser especialista em café, isso é estratégia de crescimento com base no absurdo.

eu sei que é tentador compartilhar as doideiras, masss você pode muito mais! por isso, compartilhe e salve posts de quem estuda e quer democratizar o acesso ao café como alimento de qualidade.

formas de criar conteúdo 

existem diferentes estratégias para criar conteúdo. o modo turbo dos virais requer velocidade. o que muitas vezes significa sair passando a bola pra frente sem pensar. como naquela brincadeira da ‘batata quente’, sabe?

só que todo conteúdo traz uma informação. pode ser através da música, do texto, da fala, da dança… enfim. nenhum vídeo, foto ou post, mesmo os mais rápidos, vem num ‘vácuo’. afinal, é conteúdo. 

por outro lado, tem estilos mais ‘slow content‘. aqueles criadores que aparecem vez em quando, sem necessariamente seguirem trends. um conteúdo que muitas vezes tem aquela carinha de ‘acordei assim’. toda naturalzinha. e esses? bom, eles também tem uma mensagem. mesmo os que parecem mais ‘despretenciosos’. 

e, por fim, chegamos aos conteúdos especializados. ou naqueles que são lidos como especializados. é mais ou menos por aqui que quero estacionar com vocês. bora dar uma olhadinha de perto? e, claro, focando no nosso café de cada dia? 

2- fermentação (nem nada) sozinha não faz verão 

mais uma pequena polêmica. falar ‘difícil’ ou usar termos hypados também é estratégia.  

eu tive um professor que dizia “escrever difícil não é escrever bem”. e é exatamente nisso que eu acredito! só que usar termos técnicos pode, sim, passar uma imagem de ‘especialista’. e quando a pessoa só joga as palavras por aí, sem conhecer mesmo, acaba sendo só enganação.

um exemplo bem atual é falar de fermentação – baita assunto complexo – como se fosse a tábua de salvação de um café. “Ah, tal café é fermentado, por isso é tão bom”.

gente, fermentação pode ser feita de várias formas. é complexo e é caso de saúde. se você é produtor, busque cursos com quem sabe realmente sobre isso. não faça correndo, sem estudar, só porque estão pagando melhor. e se tu é consumidor, vai com calma. confia no seu paladar mais do que nos coachs. 

3 -compartilhar conteúdo histórico com erros básicos. 

é o seguinte, todo mundo está sujeito a errar. isso tá claro. mas produzir visando só os likes… sem pesquisa, sem embasamento, sem noção até (rs)… é muito diferente de errar tentando acertar.

isso acontece em todas as áreas do conhecimento e divulgação. inclusive no café! mas, por favor, se você se propõe a ser criador de conteúdo/influencer… estude. pesquise. diga de onde veio aquela informação. é o mínimo.

se a ideia é informar, e não levar desinformação hypada, pesquisa é só o começo. q é uma delícia, vai por mim. eu amo fazer! se quiser, me contrate 🙂 

4 – você apoia grandes eventos que precarizam profissionais de conteúdo e nem sabe 

uma palestra incrível. um painel com uma baita mediação e convidados que trouxeram muita informação da boa! 

e todos esses trampos não são remunerados. já imaginou? nem precisa. essa é a realidade na maioria dos grandes eventos do café. e eu estou falando de eventos grandes mesmo, tá?

os Mestres de Cerimônia dos campeonatos, por exemplo. já perguntou para algum deles como tá o pagamento pelo trabalhão que dá apresentar uma disputa tão específica?

melhor: vamos começar a perguntar aos organizadores dos eventos:
-Quanto você paga para trazer conteúdos bons? (evento que cobra entrada, cobra espaço de exposição e tem patrocínio, viu).

se a resposta for que não pagam nada, ou pagam muito mal, há algo muito estranho no reino do café especial… concorda?


mais conteúdo em vídeo, foto e algumas reflexões em @tha.experimentando