Um perigo para viciados em papelaria e arte: Festival Plana
Não estava nos meus planos, eu juro. Mas saí do Pavilhão da Bienal no Ibirapuera com uma sacolinha cheia de amor. Para quem tem medo de entrar na papelaria e nunca mais parar de folhear páginas, respirar fundo pra sentir o cheiro de recém impresso e brilhar os olhos com as infinitas paletas de cores…. ah! o Pavilhão está cheio de armadilhas.
É a perigosa Plana Festival Internacional de Publicações de São Paulo. O tema “Fim do mundo” cai bem com as atuais circunstâncias, mas o conteúdo das mesinhas espalhadas pelo térreo e mezanino dão mais vontade de viver. Quantos anos são precisos pra dar conta de sentir, ler e apreciar tudo aquilo? Sem saber bem, vamos às compras! Olha só alguns trabalhos:
Lembrando que o “Fim do mundo” dura até este domingo, ainda dá tempo de comparecer no evento. Entrada gratuita, hoje (18) 11h às 20h e amanhã (19 de março) das 11h às 18h.
A PLANA
Era Feira, e já na quinta edição passa a acontecer na Bienal e conta com um novo espaço cultural, a Casa Plana, para a extensão de suas atividades. É sob o mote “Fim do Mundo” que a Plana irá fomentar projetos não só no âmbito da cultura gráfica, mas também inspirar ideias políticas e sociais por meio de debates, oficinas e palestras que ocuparão todo o térreo e mezanino do icônico Pavilhão Ciccillo Matarazzo em março de 2017.
Este ano a Plana tem 150 expositores de diversos países e uma programação intensa, assinada por Bia Bittencourt, Piseagrama e Thyago Nogueira, da Revista Zum.
Programas de pontos dão bônus para você viajar nesta ‘semana da mulher’
Casal se dedica a formar palhaços para trabalho voluntário há 16 anos
Eu só queria tomar um vento na cara, me deu saudade da Bahia
Essa semana fez um ano que conheci um pouquinho de lá em uma viagem especial (ownt) com minhas duas irmãs japas. E, olha, já me deu uma saudade da Bahia! Alguns dias na Costa do Sauípe e um dia bem turista de busão em Salvador são suficientes pra querer teletransporte agora para lá.
-Atividades? Tem, sim! Tirolesa, por exemplo!
Voando em Poços de Caldas
DICAS
-O ideal é saltar em dias mais quentes
-Você pode procurar pelos pilotos antes de ir a rampa, através de algumas páginas no Facebok. Em especial, tem a página do CPVL – Clube Poçoscaldense de Vôo Livre, ou do site do Clube.
-Vá preparado para a ventania nas rampas do Cristo: melhor priorizar roupas que deixem confortável e quentinho.
INVESTIMENTO
– Média de R$200 por voo duplo
OCUPAR E RESISTIR: lição de casa se faz na escola
PODE PÁ: Emicida comenta Passarinhos, Baiana e Quadris
Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa e, muito, MUITO mais do que poderia caber em um dos enormes títulos que esse cara gosta de dar aos seus discos.
Essa semana o Alexandre Matias e seu #JornalismoArte convidaram o Emicida para uma aula de música e entrevista em profundidade. A experiência de estar ali valeu – e como! – o registro. Foi muita história e lembranças de Angola, Cabo Verde e Madagascar, países africanos que o rapper visitou para conceituar e produzir o CD.
Entre tudo que ficou na memória, tem o que foi possível gravar para ouvir repetidamente. Ficam aqui alguns comentários sagazes e cheios de conteúdo sobre duas faixas e uma das palavras chaves do SCQPL:
A participação de Caetano Veloso na música Baiana
O ritmo delícia vem logo de cara. Com um pouco de atenção dá para notar as muitas referências às figuras e locais marcantes da Bahia. Mas o que você não esperava é o seguinte: Lembra quando Caetano deu bronca na equipe para aprender a usar a crase? O Emicida lembra bem.
QUADRIS livres
Cada palavra do consistente título do álbum tem seu significado e trabalho.
Para falar sobre Quadris foi preciso que uma cena lá em outro continente mostrasse o quão livres devem ser para movimentarem-se para onde e como quiserem.
Faixa cheia de delicadeza e sentimento ganhou com a voz de Vanessa da Mata, mas vale ouvir quem são as duas outras mulheres que deram uma força para a música entrar no álbum.
Francisco da Sé
Livro + música: Guia dos mochileiros 2 + Edu Sereno 1
Entre robôs, vidas extra-terrestres, condição humana e naves e viagens universo à fora ou a dentro, o jeito doidão do Douglas Adams narrar ficção científica. Gosto de parecer história de criança – apesar de tripudiar do nosso tamanho ínfimo no meio desse resultado de Big Bang.
Pois Marvin, meu brother – Titãs, é esse Marvin, né? – pensei que talvez você pudesse adicionar uma trilha sonora no nosso dia. Imagine a Coração de Ouro passando pelo Viaduto do Chá. Voo baixo.



































