ação movimenta a cena de mulheres que trabalham com café, desde a produção até várias formas de arte. vai ter uma boa roda de conversa, mediada por essa jornalista que vos escreve, Thais Fernandes. espero vocês, dia 07, no IF Sul de Minas de Poços!
uma feira, degustação e uma boa roda de conversa com mulheres incríveis do café! vai ter tudo isso na nova ação do Minas Mais Café. esse projeto incentiva o setor cafeeiro feito por mulheres no Sul de Minas. e a ideia é ir além para aliar a produção do café a vertentes artísticas, em especial as artes visuais e a música.
há alguns meses o projeto teve sua primeira edição. e eu contei sobre isso nesse texto aqui. estão lembradas?
pois bem! agora, teremos esse novo encontro gratuito, na quinta-feira, 07 de dezembro, das 17h às 21h. o evento é lá no no IF Sul de Minas – Campus Poços de Caldas. e eu estarei lá! vou mediar uma roda de conversa muito massa. e espero te ver lá, hein? olha só os detalhes:
feira, degustação e papo bom!
o encontro vai ter uma feira de produtos relacionados ao café com as inúmeras possibilidades dessa cultura. curiosos? eu já! e como se não bastasse, ainda vai ter degustação de cafés e de quitutes à base de café.
também acontece uma roda de conversa com diversas participações, mediada por mim, Thais Fernandes 🥰.esse papo vai ser sobre a valorização e preservação dos saberes das mulheres relacionados ao café, evidenciando a riqueza da cultura sul-mineira e da Região Vulcânica. vai ser uma prosa boa e necessária demais!
a arte fica por conta da exposição fotográfica e intervenção visual de textos por Sandra Ribeiro (adianto que me emocionei com vários textos na primeira ação). também vai ter pocket show da cantora Nathalia Diniz e a discotecagem da dj Isadbob.
Sandra Ribeiro, idealizadora e fotógrafa talentosa, e eu na primeira ação do Minas Mais Café.
a ação é gratuita e aberta ao público de todas as idades, justamente pra mostrar as inúmeras possibilidades da cultura do café. ou seja, é só chegar e celebrar com a gente!
o evento conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas / Prefeitura de Poços de Caldas, com produção da equipe formada por Sandra Ribeiro (idealização e direção geral), Chiara Carvalho (produção executiva), Diego Ávila (assistente de produção), Bjuá Masofie (criação identidade visual e mídias digitais), Isadbob (assistente de produção e dj) e Kauana Benelli (curadoria de imagens), tem apoio da Carvalho Agência Cultural, Café Fuca, IF Sul de Minas, Associação de Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde (ASSPROCAFÉ) e Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica.
testei em primeira mão um roteiro turístico da Região Vulcânica! Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas no Caminhos Gerais.
pense numa viagem com simplicidade e, daquela mais que especial. Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas em um roteirodos Caminhos Gerais
eu amo pegar a estrada e passar uns dias na roça. até aqui, nada de surpreendente, né? falo muito de turismo rural. e tem aumentado TANTO no nosso BR! mas quando se fala em Região Vulcânica, a coisa fica melhor ainda.
há uns 55 quilômetros de Poços de Caldas, fica Cabo Verde. cidadezinha com igreja fofa e uns baita morros. típico Sul de Minas. e com muitos tesouros que vão se tornar um roteiro turístico organizado pelo Caminhos Gerais. sorte a minha que fui convidada para um ‘teste’ desse tour!
conheci três famílias produtoras de café, uma outra que tem seu próprio alambique!, e ainda a associação de artesãs e artesãos locais. prepara o bucho e os olhos para essa experiência:
melhores cafés
NO DIA SEGUINTE à premiação dos melhores cafés de Cabo Verde e da Região Vulcânica? partimos para o tour! no time, pessoas incríveis como a Vânia Marques e a Mariana Proença.
a primeira parada – e banquete – foi na família Palma. lá na Serra de São Bartholomeu, os avós, pais e a Raiza, seu irmão Henrique, além da esposa dele, Marcela, produzem café a 1.150 metros de altitude!
desse agricultura familiar resultaram muitas homenagens, como a marca Café Mãe Cota, que faz menção à avó da família. e como eles experimentam em outrooos cultivos, tem também nome do avô por aí. Conto + depois dessa galeria de fotos:
1: plantação de lúpulo / 2: café mãe cota / 3: e degustação!
pois uma das outras culturas que os Palm produzem é o lúpulo! eu nunca tinha visto isso de perto. a planta vai se agarrando em fios pra crescer. uma espécie de trepadeira mesmo. ali, eles estão experimentando diferentes variedades para descobrir qual se adequa melhor. enquanto isso, eles fazem para consumo próprio… e o Henrique contou que vai provando, né? 😛
cachaça artesanal
e como álcool bom é álcool variado, a família também criou a cachaça João Fortes. o destilado, acredite, leva café no seu processamento! há 3 anos, a família desenvolveu essa técnica que usa o café ainda em formato de fruto para fazer a pinga.
como eles mesmos definem, “destilado fino obtido de cerejas de café”. essa já tem pra vender. eu provei. e, não sou especialista, mas ó: coisa boa!
a cachaça João Fortes homenageia o avô de Henrique e Raísa
outra cachaça das boas que descobrimos foi a do seu Ednilson de Paula. ele e a família tem nada menos do que um alambique para chamar de seu! lá no Sítio Santa Bárbara ele e a esposa, Sirlene, e o filho produzem uma cachaça que começaram a desenvolver há 20 anos.
eles produzem a própria cana, e fazem todo o processo até chegar aos carvalhos. lá, a cachaça descansa em tonéis de carvalho ou jequitibá. é coisa de primeira mesmo, viu:
a cara de quem tem orgulho da cachaça que produz.
cafés campeões
e se a família Palma ficou em nono lugar, entre os cafés chamados de CD, do concurso da Região Vulcânica… o Jucemar Alves Moreira e sua família, ficaram em oitavo lugar! e o filho, Gustavo, apresentou a lavoura pra gente! a 1.230 metros, o cafezal deles fica no Córrego dos Silva. e tem uma das vistas mais lindas da cidade. café bom e passeio incrível, temos!
quem também ficou entre os top 10, só que na categoria de café natural, foi o Ivan Santana. também passamos pelas lavouras dele, que é também provador e torrador muito bem falado, viu?
para além das lavouras, vimos também outra etapa importante: a secagem do café. aí ficou por conta do Leandro, do Café Córrego Fundo, mostrar seus grãos bem esparramados no terreiro suspenso (foto no topo do texto). arrisco que essa é uma das cenas que mais vai encantar os turistas. e são 30 dias pra secar o café, então tempo vai ter!
1: eu amando os pés de cafés altões do Gustavo 2: o Gustavo, o Leandro e o Henrique. 3: vista de tirar o fôlego, com pés de café pra todo lado.
docidileite e doces de vó
e pra concluir de um jeito mais doce do mundo? muita arte! e siiim: doce caseiroo! visitamos a Casa do Artesão! e eu saí carregada de doces, porque era óbvio! haha teve pra todo gosto. o clássico doce de figo pro meu pai. um doce de leite clarinho e incrível pra mim. e um doce feito com casca de limão, só pra não dizerem que não experimentei algo totalmente novo!
lá também tinham muitos objetos feitos com madeira de cafezal. coisa linda e fina. com um acabamento e cores… de encantar. além de colchas, e muitos bordados. sou suspeita, sempre quero levar tudo.
os doces são INCRÍVEIS. e olha o cuidado com que as artesãs também fazem as embalagens!
bônus: café do jacu
quem aí já ouviu falar de ‘um dos cafés mais caros do mundo’? frequentemente, alguém me pergunta sobre o café do jacu. esses grãos são coletados por pássaros, os jacus. eles são bem seletivos, só comem os frutos maduros. e daí alguém – sabe lá o que passa na caixola das pessoas – teve a ideia de recolher os grãos que ficam nas fezes do pássaro, higienizá-los, e fazer um lote.
existem cafés processados do mesmo jeito, mas com fezes de outros animais. só posso dizer que nesse caso aqui, ficou muito bom mesmo. o Leandro percebeu as visitas dos jacus na sua lavoura e ficou de olho para conseguir coletar o suficiente pra fazer uma edição limitada.
pra mim, vale a experiência! se os bichinhos foram soltos como é aqui nesse caso, e o processo for bem feito, o resultado é um café doce, mas exótico. difícil de descrever.
mas sabe o que vale mesmo? fazer um roteiro assim. com quem produz te guiando… sabendo as melhores vistas! os detalhes que só quem vive aquilo ali pode te revelar. valeu demais mesmo visitar Cabo Verde.