qual é o país do café, afinal?

uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café’ nas cidades. e de ‘país do café’ entre as nações.

polêmica alert* mais um texto de opinião chegando 🙂 mais um tema que ressoa na minha caixola. e não é de hoje.

nos últimos anos, tenho frequentado muitas feiras. no Brasil ou na gringa. em São Paulo, capital, e nos interiores daqui e de Minas. e uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café‘ nas cidades. e de ‘país do café‘ entre as nações.

agora cê já pode estar com raiva dessa jornalista que inventa moda até de questionar o título de ‘Brazil, the Coffee Nation‘. esse, aliás, é o nome do projeto que promove o café do Brasil no exterior, juntando a associação do setor dos especiais, a BSCA, com a nossa agência ApexBrasil.

então… calma, bem. eu vou concordar com você! esse é um belo slogan. acho mesmo bonito. e o principal: acho mesmo real. a gente aqui é um país que viveu e vive café ainda hoje. (apesar de precisar registrar aqui a história escravagista que nos marcou).

então, qual o que me deixa curiosa no coffee nation? a pulga mora na orelha do singular. se um é O país do café, os outros todos deixam de ser? é uma pergunta genuína.

só para citar três casos emblemáticos:

  • Etiópia
  • Colômbia
  • Vietnã

esses aí, acima, não são também nações do café? o primeiro, berço da espécie da arábica; o segundo, referência no marketing; o terceiro, maior produtor da espécie canéfora. para simplificar e reduzir beeeeem o envolvimento de cada um com o grão.

mas a danada da dúvida só foi crescendo quando estive na Expo 2020. um evento que reúne pavilhões de países do mundo todo! eles querem se mostrar. escolhem tudo de melhor e estampam em fotografias e apresentações. e lá eu vi o tamanho do café que a gente precisa dividir. não é só a xícara. é o simbolismo.

fui buscar o site de um desses países que me chamou a atenção pelos frutos que coloriam o pavilhão. era o Burundi. uma nação que também é o café:

o Burundi era só um dos países que tinham café em slogans e fotos lá na exposição universal

Brazil, the coffee nation

o maior produtor. principal exportador. dono de uma diversidade gigantesca. criador de tecnologias do setor. lançador de tendências na prova (alô, sabiás). referência em pesquisa. eu sei, nós somos mesmo a nação do café.

o que me deixa com vontade de trazer essa provocação é entender o tamanho desse setor. se no mundo dá pra ter dezenas de países tão envolvidos com o café, a ponto de colocarem essa planta/fruto/bebida nos seus estandes, slogans, turismos… o que dirá de cidades que tem nessa produção a base da economia toda?

de Londrina, no Paraná, à Cacoal, em Rondônia… passando por Três Pontas, Minas Gerais, e incluindo São Paulo, capital… esse título de ‘cidade do café’ tá pra todo lado. e tem justificativa. é justo. todos esses lugares encontram um lugar muito simbólico no café.

por isso, pra mim, o que dá para falar sem medo de ser feliz é do papel de cada um nessa história. tem o que manda bem nos cafés de altitude. aquele que criou um processo. o país com mais cafeterias de especiais. e aquele que tá inovando agora. sem esquecer do berço dessa planta. enfim, espaço e característica tem pra todo mundo.

mas, de toda forma, é forte pra caramba perceber isso. e bem compreensível. (quase) todo mundo já se sentiu um pouco capital do café no Brasil. e, por que não?, no mundo.

Audrey Hepburn e Salvador Dalí te encaram na exposição de Irving Penn: centenário

Natureza morta, fotografias em preto e branco mais vivas que muitas que já vi por aí mas o que mais me chamou a atenção na exposição que visitei no IMS – Paulista? As caras que me olhavam no fundo dos olhos. Os retratos de Irving Penn vão te encarar. Eu sei disso, porque me encararam. Rindo-se. Sérios. Profundamente...

Audrey Hepburn – sorrindo e conversando com com você só com os olhos.


Não se perca: a entrada para a exposição fica no terceiro andar! Ao final? Você desce as escadas e continua se encantando no segundo andar! Giro ao contrário. 😛 É tanto foto que são divididas em 12 eixos temáticos. Em cada seção, a curadoria destaca o processo de experimentação que permeia a produção do artista. 

RETRATOS QUE TE ENCARAM 
Em 1947, sob encomenda da Vogue, Penn começou a fotografar intelectuais que viviam em Nova York. Esses retratos, presentes na segunda sala da mostra, foram feitos em um cenário pouco convencional: um canto estreito, formado entre dois tapumes. Isso, pra mim, foi incrivel de ver! Como a gente é diferente e igual enquanto humano. Vulnerável naquele cantinho.

Acuados nesse pequeno espaço, os modelos hesitavam, mas Penn os estimulava a improvisar, “sabendo que acabariam se revelando ao tentarem acomodar seus corpos, egos e expectativas à estrutura”, como afirma Maria Hambourg. Nessa famosa série, o fotógrafo retratou nomes como Igor Stravinsky, Marcel Duchamp, Alfred Hitchcock e Truman Capote. E tem os inconfundíveis Salvador Dalí e Audrey Hepburn (que não resisti, fotografei, e tá ali em cima). 

Outro cenário, nos mesmos tons, era esse fundo aberto. E uma luz incrível que só fotgógrafo sabe arrumar!

Pedacinho interativo! Aqui, um fundo com luz simulando o que Irving usava em seus retratos…
Ao fotografar, Penn dedicava grande atenção aos detalhes, preferindo trabalhar no estúdio, onde se sentia mais confortável para criar. 

QUEM RESISTE TESTAR ESSA LUZ???


A exposição Irving Penn: centenário começou agora em 21 de agosto, e já foi exibida pela primeira vez no Metropolitan Museum of Art (The Met)! A mostra faz um panorama da produção do fotógrafo norte-americano, reunindo mais de 230 fotografias. Irving Penn (1917-2009), além de trabalhos inovadores no campo da moda, produziu retratos, naturezas-mortas, nus femininos, peças publicitárias, entre outras obras. A curadoria é de Maria Morris Hambourg, curadora independente, e de Jeff L. Rosenheim, curador do departamento de fotografia do Met. 

E tem tanto mais! Cola lá. Entrada gratuita aos sábados! 

Se liga no vídeo, produzido pelo IMS Paulista, sobre essa exposição:

Programas de pontos dão bônus para você viajar nesta ‘semana da mulher’

Por Thais Fernandes, para o diariodebordo@opaua.com


Mulher viajante, que está aí cheia de planos! E zerada de grana pra investir nas passagens? 😩 A hora de aproveitar a enxurrada de promoções referentes à março é agora. Parece que o pessoal da publicidade está de olho no seu interesse em conquistar o mundo e até os programas de pontos tem sua parte a oferecer.
Smiles
Em parceria, a Livelo, a Smiles e a ONU Mulheres se juntaram para criar uma ação especial em comemoração à data e estendendo o assunto como ‘Semana da Mulher’. Com o intuito de celebrar a data de uma forma diferente, até o dia 12 de março, todas as clientes que transferirem pontos do programa “Pontos Pra Você” do Banco do Brasil, por meio da Livelo, para a Smiles, receberão 40% de bônus. Além disso, 10% do total de pontos transferidos serão doados a projetos da ONU Mulheres.
Bacana, né? Os projetos da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas, visam o empoderamento e o desenvolvimento das mulheres e lutam contra qualquer tipo de discriminação e violência contra a mulher em todo o mundo. Além disso, a ação está alinhada com o tema que a ONU desenvolveu para o Dia Internacional da Mulher 2017: “Empoderamento econômico das mulheres e as mudanças no mundo do trabalho: Planeta 50-50 em 2030”.
“Como um dos principais programas de fidelidade do país e com milhões de mulheres como clientes, a Livelo tem um compromisso com a responsabilidade social de conscientizar o brasileiro e inserir a mensagem de equidade de gênero”, diz Danielle Lopes, Superintendente de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Livelo.
Para trocar pontos por recompensas na plataforma Livelo, os participantes dos programas Bradesco Fidelidade e/ou Ponto pra Você, do Banco do Brasil, precisam ativar sua conta na Livelo. Para ativar a conta na Livelo, é preciso acessar www.livelo.com.br.


Multiplus
Já em outra empresa que aderiu ao bônus para atrair viajantes e comemorar o mês das mulheres, a Multiplus, a primeira promoção já se encerrou ontem (10/3). Mas neste sábado e domingo tem outra promo relacionada a Latam. Alguns trechos poderão ser feitos com 3.500. Segundo a Multiplus, tem Foz do Iguaçu , com suas belas cachoeiras a partir de 3.500 pontos o trecho, por exemplo! 
✈️ Período da oferta: 11/03/2017 a 13/03/2017 até 08h00
✈️ Período de voo: 25/03 a 30/06

PODE PÁ: Emicida comenta Passarinhos, Baiana e Quadris

Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa e, muito, MUITO mais do que poderia caber em um dos enormes títulos que esse cara gosta de dar aos seus discos.

Essa semana o  Alexandre Matias e seu #JornalismoArte convidaram o Emicida para uma aula de música e entrevista em profundidade. A experiência de estar ali valeu – e como! – o registro. Foi muita história e lembranças de Angola, Cabo Verde e Madagascar, países africanos que o rapper visitou para conceituar e produzir o CD.

Entre tudo que ficou na memória, tem o que foi possível gravar para ouvir repetidamente. Ficam aqui alguns comentários sagazes e cheios de conteúdo sobre duas faixas e uma das palavras chaves do SCQPL:


A participação de Caetano Veloso na música Baiana
O ritmo delícia vem logo de cara. Com um pouco de atenção dá para notar as muitas referências às figuras e locais marcantes da Bahia. Mas o que você não esperava é o seguinte:  Lembra quando Caetano deu bronca na equipe para aprender a usar a crase? O Emicida lembra bem.

QUADRIS livres
Cada palavra do consistente título do álbum tem seu significado e trabalho.
Para falar sobre Quadris foi preciso que uma cena lá em outro continente mostrasse o quão livres devem ser para movimentarem-se para onde e como quiserem.

Passarinhos tem muito a ver com o banzo
A música prende pela cantoria dos protagonistas – a passarada – logo no início. Mas a letra mostra que não se trata de pura fofura. É bem mais.
Faixa cheia de delicadeza e sentimento ganhou com a voz de Vanessa da Mata, mas vale ouvir quem são as duas outras mulheres que deram uma força para a música entrar no álbum.