Espresso, na Hario, preparo árabe… licor de café, ou cascara?!
Se tem três dias que eu tiro para ficar doidona de cafeína são os da Semana Internacional do Café (SIC)! O maior evento do Brasil dedicado à bebida.
O que vi na SIC 2019? O que chamou a atenção?
Cafés bem no meio do Ceará
Para começar, muitos produtores do Ceará! Eu já tinha escrito sobre o Maciço do Baturité em 2015, mas era algo muito distante… até que conheci o Francisco Uchôa. Produtor de café sombreado nessa região ancestral. O café chegou lá entre os séculos 18 e 19! E ainda tem cafeeiro plantado em 1900.
Ele é cafeicultor e levou turismo rural ao Sítio Águas Finas! Tem trilhas e experiências na lavoura. Ah! E crianças de um projeto de música local, que se apresentam pros visitantes. Coisa linda de ouvir ele contando.
Eles também torram, viu? O café arábica da variedade café Typica é embalado em diversas opções do Café Uchôa. Aliás, o presidente da Afloracafé – Associação de Cafeicultores da Serra de Baturité – Frederico Yan, me contou que todos os 16 associados tem marcas de café torrado! É café cearense pra todos os gostos.
Esse encontro bom aconteceu porque pela primeira vez eu mediei um painel! Para mim, que vou a SIC desde 2014, quando cuidava do site CaféPoint (dá uma olhada na última fotinha!), foi uma surpresa deliciosa mediar.
De turismo rural a Airbnb Experiências
O papo ‘Como Agregar Valor ao Seu Negócio’, que participei, me deu a oportunidade de conhecer o Seu Uchôa e a Anna Claudia, do Cafetelier. Ela abriu essa cafeteria em Ouro Preto (MG). E descobriu aos poucos como tornar a paixão algo rentável. Hoje, além do café bem localizado no centro da cidade, a Anna oferece atividades para turistas. Ela criou degustações no Airbnb Experiências. É muito maravilhoso ver uma mulher a frente de um trabalho inovador assim.
Foi muita generosa essa conversa. Esses dois! 💖
Falando em regiões surpreendentes, você já tomou café de Rondônia? O estado está apostando em qualidade. E da espécia canéfora! Isso, nadica de arábica. Antes de torcer o nariz, sugiro experimentar. Esse ano, os produtores fermentaram o café. Processo de mais de 20 dias. Muita gente envolvida! E um resultado… bem doce na xícara!
Lá, tem café produzido por indígenas! Contei mais sobre isso em uma matéria especial que fiz para a agência onde trabalho. Inclusive, tem os indígenas, robusta, o Seu Uchôa, e um campeão que produz agricultura sintrópica! (Conto mais dessa último aqui nesse texto mesmo, vai rolando a página…)
Coffee of The Year
LANÇAMENTOS
Licor de café conilon
Novos cafés da Mantissa
Essa fazenda é muito querida. Ali no Sul de Minas, a Mantissa tem um trabalho enorme desde produção de qualidade até torra e venda. Agora, a marca que antes tinha apenas um café nas gôndolas, lançou uma linha inteirinha!
O Léo Custódio, mestre de torrado, provador, que cuida da qualidade da marca… e é um querido!, me preparou o Catuaí Amarelo. E olha como estava fresquíssimo:
![]() |
|
| Fotos: Thais Fernandes |
Mulheres que fazem o café
As produtoras maravilhosas que venceram o Florada Premiada. Concurso patrocinado pela 3 Corações, e que lança cafés das vencedoras! É significativo ver grãos torrados com os nomes delas. No Brasil todo! (E, sim, é o Padre Fabio de Melo nas fotos. Ele é o novo parceiro da marca nesse projeto:) )

Vencedoras: Maria Simone Borges, na categoria via seca; e Daiana Aparecido Silva, em via úmida
Fotos: Thais Fernandes
Falando em mulheres incríveis, fiquem com essa foto de um pedacinho da equipe que faz a Revista Espresso e o CaféPoint acontecerem:













