Truth Coffee – A cafeteria mais estilosa do mundo

Apresento ela: a cafeteria eleita duas vezes uma das 13 melhores cafeterias do mundo pela agência de notícias britânica The Telegraph.

E eleita a mais estilosa do mundo por… mim mesma! 😬 Mas juro que merece o título. Olha só:

Fiz uma enquete no instagram (@blogexperimental, j´á segue?) e o pessoal quis conhecer ela, a cafeteria mais estilosa do mundo! Então, lá vai:

A vida tem dessas surpresas… e um dia desses eu conheci o que me disseram que seria ‘a melhor cafeteria da África do Sul’.
Truth Coffee Roasting. Eleita duas vezes uma das 13 melhores cafeterias do mundo pela agência de notícias britânica The Telegraph.

E eleita a mais estilosa do mundo por… mim mesma! 😬

Que lugar, senhoras e senhores! O espaço todo tem um pé direito altíssimo. Bem no centro de Cidade do Cabo, na África do Sul. A cidade já é charmosa, mas a Truth Coffee me surpreendeu. Eles prezam muito pelo ambiente. Uma mistura de futurista com old school. A própria equipe da Truth explica que a cafeteria é inspirada em ‘steampunk‘, um movimento que cresceu na ficção científica e trata justamente de ideias futuristas. Dá um confere no ambiente e diz se a inspiração tá ou não tá bem firmada:

“Não precisa de açúcar, ESTAMOS ENTENDIDOS?”. é mais ou menos esse o recado da barista 😉

E a cafeteria com baristas e garçons mais estilosos do universo (já visitado por mim 😂). Pra começar o hostess, famoso anfitrião, recebeu a gente de cartola e bengala na porta. Lá dentro é tudo tão lindo. TÃO em numa paleta de marrons e ferrugem…

Foto: Thais Fernandes

As luzes amarelas pendem do teto… Dá aquele ar de aconchego – quase mistério. Não sei se é o lugar que eu escolheria para ler ou trabalhar no computador, mas muita gente lá escolhe! Tem mesões para dividir e tomadas espalhadas. E, claro, mesas mais individuais. Eu e minha amiga ficamos em uma mesa em forma de engrenagem. Maior doideira!

Aliás, os móveis lá eram assim. Para sentar, puxamos os banquinhos que ficam encaixados embaixo da mesa. Acoplados mesmo, manja? Parecia tudo parte de uma máquina antiga. Ou de um futuro distópico, quem sabe?

Torra artesanal

Como o nome diz ‘Truth Cofffee Roasting‘, lá eles também torram. Aliás, a máquina de torra está bem no meio do salão! Amo esse estilo. Bem Santo Grão e Suplicy aqui no Brasil, ein?

Lá na Truth, um torradorzão da probat. Eles compram cafés de muitos locais do mundo. Inclusive, quando visitei um dos cafés era daqui de Botelhos, em Minas. E outros grãos da Etiópia, e mais outros da Guatemala! Incrível, né?

Cafés coados do mundo afora

Além de espressos tirados na linda máquina Slayer, eles também servem bebidas diferentonas e criações da casa.

Eeeeeee o meu mais queridinho método: A CLEVER! Você conhece? É uma forma de fazer café que mistura infusão com coado. O pó fica em contato com a água por alguns minutos primeiros (estilo chá mesmo, manja?), e só depois uma travinha abre e libera o café que vai sendo filtrado.

Para medir esse tempo de infusão, a Truth usa pequenas ampulhetas. Eles levam essa belezinha na mesa do cliente, e quando a areia acabar de cair para a parte de baixo? É hora de coar o café. Aí é só encaixar o método na xícara. A magia está feita.

Olha só que lindeza essa foto que fiz do meu café:

Clever e ‘cronômetro’ style, assim como tudo na Truth!

Vendo essas fotos me deu uma baita saudade desse lugar. Da vibe da equipe que trabalha ali… dos cafés, claro. Cidade do Cabo, e a África do Sul em geral, é um lugar muito especial. E você, concordou com a eleição que eu mesma fiz? A Truth Coffee é ou não é a cafeteria mais estilosa do mundo?

Como está sendo seu retorno?

Já se passaram duas semanas. Gigantes.
Vou ter que explicar de um jeitinho todo meu e que é o único que eu posso. Está sendo surrealista. Sabe aquelas pinturas dos relógios derretendo? Estou toda Dalí. Salvador me falta. É como se tudo tivesse sido um sonho. Três meses lá na África do Sul e parece que se passou um dia no meu país. Na minha família. Nos meus amigos. As casas, eu penso, como as casas podem estar tão iguais? Não são elas que estão iguais. Sou eu que derreti feito os relógios. Meu tempo lá passou sem horário. Cinco horas de diferença e anos de experiências de uma vez só.


Encolhe e esquece o que ficou pra trás, me falou a Alice. Não essa, a do País das Maravilhas mesmo. E tudo que eu vivi veio de uma vez. Um combo de emoções por dia. Três tapas na cara. Um de raspão que eu não sei por quê veio, mas sei de onde, é machismo todo dia aqui, por quê não ia ser lá? Os outros dois também foram, qualquer dia explico.
Beba-me, esquece, coma-me e cresce agora, dizia a África todos os dias. Eu e os meus bebemos até o fim. Todos os dias bêbados de novidade, nenhum dia de ressaca. Quem tinha tempo pra isso? No Sul o tempo não se arrasta. Toda vez que o sol toca o mar, ele é engolido tão rápido! E a gente parava tudo pra ver esse desastre natural. A gente ia junto e se permitia meia hora de êxtase. Ninguém para pra ver isso em São Paulo? Não tem mar pra engolir o sol. Aqui os engolidos somos nós, eu penso.

Eu e os meus. Eu deles. Eles-eu. A gente junto. Let’s go? Let’s go! Bora. Nós em todo lugar! Lá me lembrou que tudo é benção e que todo tempo é agora. A gente viveu cada minuto, se amou, se conheceu, se esqueceu e olhou pro lado de novo. Eram lembranças em todo lugar, como quem viveu uma vida inteira.

Me sinto enorme. Aquele pedacinho de continente me encheu. De tão grande, o retorno é como se estivesse prestes a explodir, ou a transbordar… E o que fazer agora? Decifra-me ou devoro-te, esfinges que ainda não vi, relógios que vem comigo e as respostas que eu não quero dar.