Cold brew nitro e + no Nightjar Coffee [cafés em Dubai]

no calorão de Dubai, só cafeterias como a Nightjar Coffee salvam! lá tem coldbre nitro e pão indiano. vem descobrir tudo isso :).

ah, o Oriente Médio… 30 graus no inverno. Um clima árido, como se eu acordasse com a textura de tijolo nas narinas.

é brincadeira. mas é sério. e contra essa sensação térmica só uma bebida trincando de geladinha. e, por que não, café nessa temperatura? até tentei pedir outros métodos, mas o cold brew reinou na minha estadia em Dubai em fevereiro deste ano.

essa é a segunda vez que vou pra lá à trabalho [proletária fina]. escrevi todos os detalhes do meu primeiro tour cafeinado pelo emirado nessa reportagem para a agência onde trabalho.

e dessa vez eu queria achar novas cafeterias! a verdadeira alma coffee hunter, né mores. peguei dicas com amigos brasileiros, e sugestões com baristas que conheci lá nos Emirados. e lá fui com meu bloquinho. e – literalmente – muita sede.

Nightjar Coffee

um dos lugares que mais amei conhecer foi a Nightjar Coffee. tanto que fui em duas unidades dessa cafeteria \o/. a primeira foi no Alserkal Avenue. esse bairro era um distrito industrial que virou cultural. é, cercado de galerias, pequenas lojas. e até um cinema!

na Nightjar, dei de cara com mais do que um café. o lugar é restaurante, bar, café, torrefação… e de encher os olhos! a arte que estampa os pacotinhos de café deles tá nas paredes em formato de pôsteres, e até em camisetas à venda. (meu maior arrependimento é não ter comprado uma, inclusive).

Foto:  ©Thais Fernandes de Sousa

coldbrew nitro e gastronomia

quando vi as torneiras no estilo de chopp, já sabia que ia pedir uma bebida gelada! mas me surpreendi com as opções. tem até chá gelado. como aqui o foco é café, fui de coldbrew nitro! o café extraído a frio ganha uma dose de nitrogênio.

e que delícia! realmente esse nitro tava daquele jeito: cremoso e doce. o café é torrado e o coldbre feito na própria loja. tem grãos de lugares tããão diferentes quanto Burundi, Indonésia e El Salvador. e claro, café brasileiro! inclusive, esse foi um dos recomendados pelos baristas da casa <3.

 as torneiras de café, kombucha e chá gelado! Foto: © Thais Fernandes de Sousa

pra acompanhar? era hora do almoço e decidi mandar um prato mais robusto. escolhi o frango assado! a coxa e sobrecoxa estavam deliiiciosas, principalmente quando eu adicionei um molho que eles servem junto!

e pra acompanhar o garçom indicou um pão indiano. o paratha é uma massa frita. bem comum também em países como sri lanka e bangladesh. e bem gostoso.

franguinho acompanhado de pão indiano. Foto:  ©Thais Fernandes de Sousa

ah, e a outra unidade do Nightjar que eu fui? infelizmente, fechou esses dias :/. mas o lugar é tão espetacular que ainda vai valer um texto sobre! fica ligado.

futuro da comida: laboratórios ou orgânicos?

a maior feira de alimentação do Oriente Médio. um fórum sobre a comida do futuro. uma das cidades mais cosmopolitas da atualidade. e eu, lá no meio!

em fevereiro, tive + 1 oportunidade DAQUELAS. fui à trabalho pra dubai. cobrir eventos sobre alimentos, agricultura e tecnologia. a Gulfood e Food For Future Summit & Expo (onde tirei a foto de capa desse texto!) e eu vi TANTA coisa! ficou até difícil contar pros amigos e família ‘como foi a viagem?’. então, decidi escrever.

comida feita em impressoras 3 D

começando com as expectativas. pré-viagem. olhando algumas companhias que estariam em eventos em dubai… de repente: comida impressa.

sim. uma das empresas está desenvolvendo carne feita em impressoras 3D. ~basicamente~ a ideia deles é utilizar algumas células de um bifão que já existe e, com elas, produzir mais carne. bizarro, né? ainda preciso, francamente, estudar muito mais pra entender a real das impressões em 3D.

inovador é. mas – vide NFT – toda inovação é boa? quanta energia e recursos seriam gastos pra produzir essa carne? qual recurso é esse? pra quem o produto seria acessível? já podemos imaginar algumas respostas.

também é uma solução de alguma forma menos cruel com os animais, já que não seria preciso criar + gado para depois abater. mas a que custo para quem consome? se ultraprocessados já são um problema quando se tornam base da nossa alimentação, imagina como seria o cenário com carnes ‘criadas’ em lab?

todas essas perguntas seguiram em diferentes inovações que vi. a tecnologia vem, claro. mas gosto de pensar que junto vem um questionário. ou seria bom se viesse.

mas quer saber o que + encontrei em dubai no final das contas? orgânicos!! e alimentos produzidos no meio do deserto da Península Arábica. é mole?

orgânicos do deserto

perto do Food For Future eu já tava desconfiada que o jogo ia virar. na Gulfood, eu já visto muito ‘organic‘, ‘vegan’, ‘plant based‘. proporcionalmente, pouco ‘lab’ ou ‘3D’. depois disso, visitei uma feira com pelo menos 3 bancas de produtores orgânicos e locais. COMIDA PRODUZIDA NO DESERTO, literalmente. de mel à vegetais.

claro que aqui há o meu viés pessoal. sou mais atraída por agriculture do que high tech. dá pra pegar a diferença? mas de toda forma, realmente me surpreendi com a quantidade de ‘fazendas’ e projetos de alimentação raiz nos emirados.

só como exemplo: a Emirates Bio Farm. a maior fazenda de produção orgânica do país. e faz delivery direto da produção pros consumidores! a propriedade, em geral, também recebe visitas. uma espécie de turismo rural árabe. infelizmente, por conta da pandemia eles estavam fechados :(.

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