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Comércio nas ruas: faça você mesmo
Trabalhadores com o dom da produção e venda que não esperam emprego nas lojas
O comércio ao ar livre. Essa é uma opção cada vez mais aceita para quem decidiu não esperar por empregos tradicionais. Alguns vendedores ambulantes já tem inclusive ponto fixo. É o caso de Itamar, que vende frutas em uma das esquinas da Praça da Matriz de Frutal.
Com um ponto fixo de venda, é mais fácil fidelizar o público. Além disso, o trabalho nas ruas pode funcionar muito bem para quem tem contato direto com os produtores das mercadorias, comprando e vendendo em maior escala.
Existem, no entanto, pontos negativos em se ganhar a vida como camelô. Alguns vendedores procuram estar atentos a presença da polícia e mesmo de repórteres. A venda de produtos sem registro chama a atenção das autoridades.
O vendedor em movimento. Munido de buzina, apito ou gaita o carrinho de sorveteiro é um dos comércios de rua mais presentes em cidades pequenas. O sorveteiro tem o seu som particular como aliado para chamar a atenção da freguesia. Além da gaita, o clima tropical e a estação do verão colaboram para o trabalho desse ambulante que enfrenta longas caminhadas.
Robespierre Tonbon é um dos trabalhadores que já deixou de ser ambulante para se encaixar praticamente no perfil de nômade. De nacionalidade colombiana, ele não costuma ficar muito tempo em uma só cidade. Em Frutal o artesão pretende passar apenas mais uma semana, tempo suficiente para juntar algum dinheiro e seguir em nova viagem.
Por onde passa ele costuma ser chamado de hippie, como são conhecidos os vendedores que produzem suas próprias peças de artesanato e bijuterias. Além de vender, ele utiliza suas próprias obras, tornando evidente sua opção pelo comércio ao ar livre não apenas como meio de sobreviver, mas também como estilo de vida.
Com a matéria prima sempre à mão, Robespierre produz algumas peças na hora. E atende a pedidos dos compradores, inovando no estilo das obras.
Não são apenas os mais jovens que se aventuram no mercado informal. Senhor de 80 anos ganha a vida vendendo diversos artigos no centro de Frutal.
Produtos cada vez mais inusitados estão ganhando lugar no mercado informal. Vendedor de acessórios para automóveis atravessa o centro de Frutal em busca de compradores.









