Orgânico, feminino e macio. O café produzido pelas mulheres da Coopfam

Café macio??? Sim! Exatamente isso. Ou melhor.. não tem nada de exato. É muita história envolvida.

Uma das coisas mais difíceis para mim é sentir o corpo do café. Mas nesse café que recebi da Cooperativa de Cafeicultores de Poço Fundo… ficou clara a sensação do café se espalhando na língua… Um abraço! Foi isso que senti no Café orgânico Feminino da Coopfam.
A percepção é muito pessoal, sabe?  👀👃👅 E eu acho que depende também da gente prestar atenção. Fazer essa busca. Essa pergunta. ‘O que eu tô sentindo?’. Pra mim, o que bateu foi o cheiro. Depois, o gosto: o frescor. Uma sensação de bebida macia. Que enche a boca!

E é incrível ver que é um produto feito da luta de mulheres. 👇
 
Frutinhos de café sustentável crescendo lá em Poços Fundo x Eu feliz com minha xícara cheiiia
Esse pacotinho que provei é fruto da luta das mulheres da cooperativa. Elas criaram um núcleo para discutir suas próprias pautas. O Mobi – Mulheres Organizadas Buscando Independência, onde dividem experiências na plantação de seus cafés, e em artes que fazem usando a palha e a borra.

Como um todo, a Coopfam é feita por agricultores familiares lá de Poço Fundo. Sul de Minas! E são focados em manejos sustentáveis e produção orgânica. Eu estive lá em 2017, quando escrevi uma reportagem para a Revista Espresso (Espia aqui a ‘Raízes da Terra‘).

Uma das produtoras que conheci lá foi a Vânia Silva.
E muitas, mas muitas paisagens de dar fôlego novo pra gente

Acredito muito no trabalho deles. Tanto no manejo orgânico, quanto na visibilidade conquistada pelas mulheres ali. E desse encontro, veio toda doçura que eu provei na xícara. Não é incrível? 
Me empolguei e falei um cadim disso nesse vídeo no Instagram.

Deu vontade, né minha filha? E ainda tem outro café nessa linha, feito em manejo sustentável. E muito mais no site da Coopfam. Viva a cafeicultura familiar, o cultivo orgânico e as mulheres unidas.

Programas de pontos dão bônus para você viajar nesta ‘semana da mulher’

Por Thais Fernandes, para o diariodebordo@opaua.com


Mulher viajante, que está aí cheia de planos! E zerada de grana pra investir nas passagens? 😩 A hora de aproveitar a enxurrada de promoções referentes à março é agora. Parece que o pessoal da publicidade está de olho no seu interesse em conquistar o mundo e até os programas de pontos tem sua parte a oferecer.
Smiles
Em parceria, a Livelo, a Smiles e a ONU Mulheres se juntaram para criar uma ação especial em comemoração à data e estendendo o assunto como ‘Semana da Mulher’. Com o intuito de celebrar a data de uma forma diferente, até o dia 12 de março, todas as clientes que transferirem pontos do programa “Pontos Pra Você” do Banco do Brasil, por meio da Livelo, para a Smiles, receberão 40% de bônus. Além disso, 10% do total de pontos transferidos serão doados a projetos da ONU Mulheres.
Bacana, né? Os projetos da ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas, visam o empoderamento e o desenvolvimento das mulheres e lutam contra qualquer tipo de discriminação e violência contra a mulher em todo o mundo. Além disso, a ação está alinhada com o tema que a ONU desenvolveu para o Dia Internacional da Mulher 2017: “Empoderamento econômico das mulheres e as mudanças no mundo do trabalho: Planeta 50-50 em 2030”.
“Como um dos principais programas de fidelidade do país e com milhões de mulheres como clientes, a Livelo tem um compromisso com a responsabilidade social de conscientizar o brasileiro e inserir a mensagem de equidade de gênero”, diz Danielle Lopes, Superintendente de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Livelo.
Para trocar pontos por recompensas na plataforma Livelo, os participantes dos programas Bradesco Fidelidade e/ou Ponto pra Você, do Banco do Brasil, precisam ativar sua conta na Livelo. Para ativar a conta na Livelo, é preciso acessar www.livelo.com.br.


Multiplus
Já em outra empresa que aderiu ao bônus para atrair viajantes e comemorar o mês das mulheres, a Multiplus, a primeira promoção já se encerrou ontem (10/3). Mas neste sábado e domingo tem outra promo relacionada a Latam. Alguns trechos poderão ser feitos com 3.500. Segundo a Multiplus, tem Foz do Iguaçu , com suas belas cachoeiras a partir de 3.500 pontos o trecho, por exemplo! 
✈️ Período da oferta: 11/03/2017 a 13/03/2017 até 08h00
✈️ Período de voo: 25/03 a 30/06

Reportagem – Com licença, Damas na Direção

Reportagem produzida para a 7ª edição do Jornal Laboratório “O Foca”.

Com licença, Damas na Direção

Cada dia mais mulheres tomam a frente como motoristas

A velha rima “mulher no volante, perigo constante” é mesmo coisa do passado. Duvida? Segundo dados da Seguradora responsável pelo DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), de todas as indenizações pagas no ano de 2012, apenas 23% foram destinadas à mulheres. Desse total somente 34% das indenizações foram recebidas por motoristas.

Aqui mesmo, no estacionamento do nosso Campus, a presença feminina já é maciça. Só no dia 18 de março foram contabilizadas 82 mulheres contra 91 homens na direção dos carros. Um número que a cada dia se torna mais equilibrado.

A independência é um dos principais motivos para elas deixarem o banco de passageiros. É o caso de Carolina Medeiros, 7º período de Direito noturno. “Ser motorista é resolver problemas sem precisar, na maioria das vezes, do auxilio de ninguém. A maior facilidade é a agilidade. Um carro além de trazer comodidade, encurta distâncias e atrasa relógios”, revela a garota.

Carolina se mudou para Frutal em 2010 e logo trouxe seu carro para facilitar a vida nova. Para voltar para casa, em Ipatinga, durante os feriados ela dirige na BR-381, uma das mais perigosas do país. A experiência nas rodovias trouxe segurança à estudante que já percorreu outros trajetos ao volante. “A maior distância foi uma viagem de fim de ano para a Bahia. Aproximadamente 1200 km, só a ida”, conta.

Apesar da experiência, Carolina admite que enfrenta dificuldades durante suas viagens. “Os perigos são diversos. O que me assusta mais é que na maioria das vezes eu viajo sozinha, e uma mulher que é acometida por qualquer transtorno durante uma viagem, como problemas mecânicos, sofre, sem dúvida, com a vulnerabilidade”, revela a estudante, que tem apenas conhecimento básico de mecânica: continuo rezando para que nada de mais complexo aconteça com meu carrinho.

A fase da habilitação costuma despertar todos os sentimentos e deixar os nervos à flor da pele. Sirlei Queiroz da Silva, aluna do curso de Sistemas de Informação, passou por isso em 1999. Ela revela que não foi apenas questão de praticidade: foi por vontade própria um sonho que concretizou-se.

Hoje, Sirlei, que dirige carro próprio afirma que valeu a pena vencer o nervosismo e conquistar a habilitação. “O desafio foi enfrentar a parte emocional. Sou muito nervosa, mas em compensação consegui superar com tempo e prática no dia a dia”, afirma. Ela revela ainda, que não se imagina mais sem dirigir: Acho que não fico mais sem o carro não e inclusive estou pensando em trocar de carro (risos).

Sobre duas rodas

Em se tratando de mulher, não pense você que qualquer veículo serve. Tão exigentes quanto com o guarda-roupas, as motoristas são com seus veículos. Elas pesquisam antes de escolher e nesse quesito alguns modelos de moto tem ganhado a preferência do público feminino.

Gleice David Rodrigues dirige uma Biz há 15 anos. “Escolhi meu modelo por ser mais seguro. E melhor também, pra você ter uma noção da pra andar nela de saia. Pra mulher é melhor.” A estudante do 5º período de Administração também tem carteira de carro, mas explica que sua atual opção é a moto. “Ela é uma ferramenta de trabalho, não dou conta mais de viver só de carro. Com o preço da gasolina, não tem como ter apenas o carro.”

A estudante lembra que em Frutal e na própria UEMG observa-se um número crescente de mulheres pilotando, mas nem tudo são flores. “O trânsito aqui é péssimo pra qualquer um. Não só pra moto. É terrível, quem dirige em Frutal, dirige em qualquer lugar.” Gleice ressalva ainda que na hora de pilotar é preciso ter calma. “No trânsito mulher é mais cuidadosa”.

Contudo as mulheres que dirigem também têm suas vantagens. Gleice conta que já recebeu tratamento especial em oficinas mecânicas. “Quando é mulher, eles (mecânicos) são mais gentis. Já aconteceu no funileiro quando o meu ex-marido levou o carro ele cobrou um preço. Quando eu levei, sem falar nada, já foi mais barato”, revela.

E se ainda assim você não acredita na eficiência da mulherada: conforme-se. Vai ser difícil tirá-las da direção. Agora é acompanha-las e, quem sabe, pedir uma carona.