Como é que eu fui amar uma semente torrada {vulgo café}?

Em casa, sempre teve. Com açúcar direto na água fervida, tá? Na faculdade, era pra todo lado. Café na cantina e nos estágios. Pra sustentar. Acordar. Mas minha amiga e parceira de casa ganhou uma cafeteira italiana. Aí, meus amigos, descobri que não entendi bulhufas de café. Como funcionava aquilo? A água de cabeça pra baixo. O pó no meio. E pensando bem… Como, afinal, a água extraía cafeína de uma fruta? A fruta, que foi seca. Uma semente que foi torrada. Moída, triturada. Como raios aquilo era a bebida preferida do brasileiro???

Toda hora é hora pra mais café!

Bom, o processo foi lento. Essa cafeteira italiana nunca soube o que é um café bom feito por essas mãos. Mas um dos meus melhores amigos viu. Não café, claro. Mas viu potencial em mim! Ou só uma vaga de emprego mesmo. ‘Revista Espresso’. Hum, parece bom, né? Parecia. E eu me candidatei. Até fiz entrevista! E… não passei.

A surpresa é que alguns meses depois, a diretora da Café Editora me chamou. Aqui, se você não conhece a Mariana Proença (rainha do café), VALE MUITO SEGUIR. Bom, a Mari me escolheu pra uma vaga muito especial. Assumir o CaféPoint. Um portal voltado para agricultura. Não podia ter um espaço melhor pra me apaixonar pelo tal do fruto. Que seca ao sol, ou em secador mecânico. Que fermenta – e isso pode ser tudo de bom! Que passa pelas mãos de toda uma família. E vira a tal da semente torrada. E moída. E extraída… muitas vezes na cafeteira italiana. Degustada!

Foi desse jeitinho que eu comecei a amar café. E ser jornalista. Tudo ao mesmo tempo. E bem misturado. O comecinho desse papo… e lá se vão seis anos.

[Mas como eu saí do campo e caí direto atrás de um balcão? E passei a admirar cafeterias e baristas? Ah… esse é outro papo. Outro aprendizado. Outros laços… Fica pra próxima história]…

2 comentários em “Como é que eu fui amar uma semente torrada {vulgo café}?”

  1. Interessante como nos lembramos o momento que começamos no café!
    Eu senti o aroma quando estava no mercado e fui farejando até que bebi… ainda bebia com açúcar na época.
    Aí eu quis comprar em grão, do grão para o mimoso, do mimoso para a Britania CE2 (achava que ia fazer espresso), da Britania para De Longui, da De Longui para a prensa francesa, da prensa para o V60 do V60 para o Koar…

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