grab and go: vale a pena ir em cafeterias que querem que a gente vaze?

*alerta de polêmica e termos in English de sobra…

desde que retomei o trampo presencial {ainda bem que não todos os dias}, senti a falta real das cafeterias que fecharam as portas na região do meu trabalho. triste pra caramba não ter mais clemente café ou caffe latte a um pulo de distância… e decidi conferir o que tinha em ‘to go‘, ou formatos de espaços mais enxutos.

daí que um dos meus melhores amigos, me conhecendo, lançou: ‘mano, fechou tudoooo :/. mas tem aquele the coffee novo’. eu já tinha ouvido falar da franquia. a proposta faz sentido real nos nossos tempos. quem dirá na maior metrópole da América Latina…

café tá salgado…

mas eu broxei. de colar lá, provar o café… sentir e pensar ‘é, bom café’. mas é isso, bom. 17,40 reais no coado. é bom. mesmo! origem única e tudo, diz a embalagem. mas não me fez brilhar o olho pra repetir a dose. não nesse valor.

mas ainda não é bem esse o ponto… ‘o preço do café tá mesmo caro’, diria qualquer um que faz compras. eu sei. embora ache que esse valor que paguei não vai baixar de acordo com a cotação da saca… mas tem o lance da acolhida.

só o mínimo. mesmo.

vamos ao senso comum do negócio: em geral, é preferível que o cliente pague, pegue e vaze. isso libera espaço pra outras pessoas. faz você circular por aí fazendo propaganda do produto, se estiver na embalagem… e, em tempos de covid, até eu não acho a ideia ruim…. mas estar em um ambiente 100% voltado pra isso, e sem nadica de intenção de troca de ideia com o barista? sem grandes informações sobre o café, o método… aí já não é minha praia mesmo.

no lugar do minimalismo, senti meio que um vazio.

será que a galera gosta desse sensação de fila do metrô? porque faz sucesso. pelo que eu vi nos dias anteriores. lotado. fila no caixa de auto atendimento. e é, o café é bom. talvez a fila seja porque da minha idade pra cima a galera já tem dificuldade de entender o conceito de ‘se atende sozinho aí’. pode ser... mas o modelo tem feito sucesso, sim.

só que, ouvindo em volta… ‘não tem cardápio?’. ‘ah, eu que faço o pedido e pago sozinha..’. ‘mas o que é ‘salted caramel’?’… hum, é complicado. a comunicação de muuuuitos lugares dão preferência pro inglês. o café especial em si, geralmente, chega com termos que criam muitas barreiras.


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Processando…
Sucesso! Você está na lista.

mas grab and go? o clássico ‘pega e vaza’. dá pra perceber bem antes de ler o texto na embalagem. e, ah, antes disso, paga aí você mesma e no cartão, tá?

como eu disse pro meu amigo: acho que pelo espresso deve valer a pena. espresso bom é bem difícil de achar…. mas o coado? acho que é hora de levar as bugigangas e começar a fazer eu mesma lá no trampo.

2 comentários em “grab and go: vale a pena ir em cafeterias que querem que a gente vaze?”

  1. É uma pena mesmo, os to go no Brasil são, na minha opinião, uma perda de tempo. Entre os jovens talvez comece a fazer sentido daqui a um tempo, mas o brasileiro gosta de passar um tempo, gosta de perguntar, gosta de trocar uma ideia. Essa essência do solitário vem de fora e não sei se conversa bem com o sangue latino em nós, principalmente pelo alto valor pago nos produtos como vc bem pontuou. Se é pra fazer um café coado caro e sem interação, faço em casa mesmo com meus próprios coadores, como você disse…

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