BonAlqahera: cafés que provei dessa torrefação gringa de excelência

muito se fala sobre torrefações européias e norte americanas… mas e se eu te disser que alguns dos melhores cafés que já tomei vieram de uma torrefação do Egito?

pois é essa mesmo a história. a empresa é a Bonalqahera, que fica no Cairo, capital egípcia. e o fundador é o Moamen Obaidi. eu conheci essa marca através de uma amiga querida, a Sara Alali, uma barista saudita incrível! só gente boa envolvida nessa conexão!

e provei quatro cafés torrados pelo Moamen e com toda a excelência da Bonalqahera… e levei esses sabores pra mais brasileiros provarem. e aprovaram, tá?

Cafés da Etiópia e Indonésia, torrados no Egito, e provados no Brasil!

se você acompanha este blog, ou é fã de cafés especiais, já entendeu a importância da Etiópia por aqui, certo? (caso contrário, tenho 1 convite! vem ler meus relatos sobre minha viagem para a Etiópia e como foi conhecer a região produtora de Sidama).

sabendo como o café etíope é incrível… cê pode imaginar minha alegria quando consegui um parceiro que compra e torra alguns desses tesouros? e – pra completar essa jornada cosmopolita – com uma marca egípcia!

somando tudo isso, o resultado foram algumas das degustações mais incríveis que eu fiz! o Moamen me enviou 4 cafés direto do Cairo. E provamos em duas oportunidades oficiais por aqui:

  • Experiência com Cafés na Punga Cafés:

foi lindimais poder contar mais uma vez o que vi e aprendi na minha viagem até a Etiópia. quem participou provou os dois cafés etíopes da Bonalqahera e quis saber como comprar!

no site dá pra ver todos os detalhes. e, quem fazendo uma compra coletiva, fique melhor e compense o frete!?

  • Experiência Sensorial Histórias e Sabores: em parceria com a Pura Caffeina.

e com a minha amiga Gi Coutinho, @puraffeina, rolou degustação com cafés africanos que ela trouxe + os que eu levei! foi demais e ainda teve experiências sensoriais antes. ela arrasa!

Quais cafés da Bonalqahera eu indico?

o café que eu mais pireeeeei… infelizmente, não tem mais, meninas, rs. pior que é verdade. o Moamen me enviou simplesmente o campeão de um dos concursos mais importantes: o Ethiopia Cup of Excellence auction 2022.

produzido JUSTAMENTE em Sidama, a região que eu visitei! muito amor envolvido. enfim, uma delícia de café pra tomar com calma, sentindo cada nota. e que foi vendido pra um dos clientes da Bonalqahera.😄

os outros três cafés que eu provei também eram incríveis! dois da Indonésia… delicinhas! e um outro da Etiópia, que também amei.

fato é que a torrefação está sempre com cafés novos! e cada café que eu provei da marca era mais incrível que o outro.

por isso, posso te indicar sem medo os novos que tem entrado por lá. minha escolha, pessoalmente, seria por esses dois:

  • café do Iêmen: uma das nações produtoras mais antigas do mundo! e mais raras de encontrar. se eu fosse comprar um café gringo, com certeza seria esse.
  • Colômbia: os grãos especiais dos hermanos, se bem selecionados e torrados, não costumam decepcionar! esse aqui é de uma região que eu não conheço, então com certeza gostaria de descobrir o sabor.

Mais sobre a Bonalqahera

a Bonalqahera surgiu depois do Moamen estar há anos trabalhando com café! ele passou por marcas nacionais e internacionais, onde progrediu de barista, torrefador e avaliador de qualidade a instrutor e juiz certificado internacionalmente.

daí, com toda essa bagagem, ele se tornou especialista e consultor. e finalmente, decidiu abrir a Bonalqahera, uma das marcas da Alqahera Company.

nascida no Egito, a empresa se inspira no país, inclusive no nome.‘Bon’ significa café em árabe e ‘Alqahera’ significa Cairo.

a identidade da capital egípcia também fica marcada nos ícones de cada pacotinho de café deles. coisa mais linda essa identidade. repare nos detalhes:

lindas essas laterais do pacote, né?

a homenagem vem também pelo legado da cidade em torno do café. “O Cairo tem um significado histórico e um impacto na história do café. E essa autenticidade e raízes profundas que unem os dois”, explicou o fundador.

além de torrar cafés, a Bonalqahera tem várias frentes de trabalho, como:

  • compra e venda de café verde;
  • consultoria, cursos e treinamento em café;
  • e, claro, uma marca de pacotinhos de café torrados e vendidos pra todo o mundo!

quando perguntei como escolher e quais as origens dos grãos hoje, Moamen explica que a busca pelos cafés é constante. “Temos café de todas as regiões do mundo. Nos esforçamos para obter os melhores grãos com a essência dessas origens, meticulosamente nutridos, selecionados e cuidados nas etapas de cultivo”, contou.

a linha de cafés da Bonalqahera é renovada constantemente. isso porque boa parte dos cafés são de pequenos lotes e raridades. além dos pacotes, eles também vendem acessórios e outros produtos ligados a café.“Oferecemos uma gama diversificada de cafés e produtos. Na Bonalqahera, cantamos sobre o Cairo e celebramos o café e as pessoas”, concluiu ele.

Tour em fazenda de café na Colômbia: tudo que eu vi e o que achei

um tour em fazenda de café na Colômbia é dos passeios que eu mais recomendo! te conto tudo sobre o roteiro e cafés especiais que provei em Medellín.

vocês acharam MESMO que eu ia ter passado pela Colômbia sem visitar uma fazenda de café? óbvio que não!

em Medellín, região cafeeira chamada de Antioquia, eu e meu parceirinho Gui tiramos um dia para fazer esse tour.

(se quiser saber sobre meu roteiro cafeinado em Bogotá, leia aqui)

indico muito esse passeio, especialmente porque imaginei que seria BEM mais fácil achar um tour cafeinado por lá… mas não foi bem assim. Senta, que lá vem história cafeinada!

Como escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia? 

Sabendo que o tour cafeinado é essencial, eu pedi pra várias pessoas uma dica de fazenda pra visitar na Colômbia. isso, incluindo gente que trabalha com o café especial no Brasil, viu? e nadica.

por isso, tive que arregaçar as mangas e pesquisar. e te digo que para escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia você vai precisar: 

  • entender qual tipo de café você curte: é especial? Se sim, deixe isso claro na sua pesquisa. Use “cafes de especialidad” para ser mais preciso.
  • prefira sites confiáveis: a Colômbia hoje é um país mais seguro do que anos atrás, mas você ainda é turista. Vamos ser espertos, né? melhor ir de Airbnb, TripAdvisor e outras plataformas onde tem até avaliação.
  • vá com tempo pra aproveitar o passeio: separe pelo menos 1 dia inteiro do seu itinerário. As fazendas são fora da cidade (quem diria!). então, mesmo as mais próximas, vão precisar de um tempo de deslocamento na ida e volta. 

E só pra concluir a reflexão sobre a dificuldade de encontrar alguém que me indicasse uma fazenda colombiana…

parece que realmente é muito mais fácil encontrar referência pra cafeteria nos EUA do que pra produtores latinos. isso tem vários motivos. vai de destinos mais comuns de viagem até a preferência por visitar lugares cool pra consumir. 

E, claro, tem o fato de que nós já somos produtores incríveis de café. Então, acredito que isso diminui um pouco a curiosidade por visitar outros produtores em um momento de lazer. 

Bom, como o diz a trend: pena que não é caso. Porque eu queria MUITO visitar uma finca dos nossos hermanos. E consegui! 

então, pesquisei e escolhi a que me pareceu mais bem preparada e segura pra receber turistas.

e tive uma grata surpresa descobrindo a finca Santa Elena ⛰️💚. 

Como é um tour em uma fazenda de café na Colômbia? 

Bom, na minha experiência o tour cafeinado em terras colombianas foi uma delícia! A finca (fazenda, em espanhol) Santa Elena tem uma estrutura ótima para receber.

Além do cafezal, eles também têm espaço de torra! E diversos métodos de café, que a Laura usa para servir uma degustação ao final do tour. 

a família produz ali variedades de café diferentes. Eu vi até laurina por lá, uma variedade que tem naturalmente menos cafeína. 

Além disso, eles estão se empenhando em inovar nos processos. tem cafés lavados, naturais e fermentados… e um terreiro suspenso bem legal, com telhado pra evitar as chuvas, bem comuns por lá. 

Por isso, eu pude ver e provar cafés especiais de diferentes tipos e processamentos… e torrados pela Laura! experiência fina mesmo. e a marca dela se chama El Revelo⛰️💚.

a fazenda fica pertinho de Medellín, a 1900 de altura! uma vista linda do cafezal pras comunas que ficam em volta. 

O que estava no roteiro do tour na fazenda de café na Colômbia 

o roteiro na fazenda Santa Elena todo incluiu: 

  • transporte de Medellín para a finca. 
  • todo passeio com uma guia que é um amor e habla español or speak in English. e, claro, entende portunhol, não se aflija.
  • recepção com cafezinho ou suco de uma fruta típica.
  • roupas típicas (o Gui bem que tentou fugir, mas a guia convenceu ele a viver o momento. arriba!)
  • tooooda uma explicação massa sobre as mudas de café, etapas de agricultura e mão na terra pra plantar uma semente.
  • colheita! óbvio, eu não ia embora sem comer uma frutinha do pé, né.
  • almoço campesino, com arroz, frango e várias delícias 🥘. mais suco!
  • degustação com diversos cafés de processos, variedades e sabores diferentes. todos produzidos ali!
  • opção de comprar os pacotinhos.
  • despedida 🙁 e volta até Medellín.

Em qual época é melhor fazer tour em uma fazenda de café na Colômbia 

esse tipo de tour pode ser feito o ano todinho. na Colômbia, tem colheita [praticamente] o ano inteiro. isso acontece porque lá eles colhem devagar, só os frutos maduros… e aí a colheita vai seguindo, conforme outros frutos vão madurando. 

o que facilita muito a vida do turista que praticamente em qualquer data pode participar dessa etapa da produção… e se esbaldar em cafés fresquinhos. 

Qual a minha avaliação do passeio na fazenda de café colombiana? 

⭐ pra mim, esse passeio foi: 9,9/10. 

a minha única ressalva é que no final foi um cadinho difícil dos carros subirem. nesse caso, eu fico feliz de ser prevenida e andar sempre com meu remédio pra asma! porque, se tivesse que subir tudo a pé, ia ser brabo. mas a própria Laura e a guia resolveram tudo no final). 

Eu indicaria esse tour? 

com certeza. tanto a guia quanto a Laura e a família foram umas fofas. muito receptivas. a comida estava DIVINA. Os doguinhos vieram pra coroar o rolê.

q o café? bom, eu queria ter comprado vários, mas me segurei e comprei apenas 1. o gui comprou outro.

eu encontrei esse Tour de cafés em Medellín aqui. e fechei tudo pelo Airbnb mesmo (não tô recebendo pra indicar, mas bem que podia ne, Airb?).

Onde provar café colombiano no Brasil? 

E agora um bônus para quem ficou até aqui: eu vou compartilhar meu café colombiano com vocês! Siiim. Se ainda não me conhece, eu sou jornalista especializada em cafés. Por isso, escrevo há 10 anos sobre o tema e também ofereço experiências. 

O nome deste blog não é à toa, ein? 

Então, se você e ou estará no Sul de Minas no dia 11/10, está convidado para o próximo evento! Além do café El Relevo, vou levar + cafés gringos e meu parceiro da Gamers Coffee vai trazer cafés incríveis da Região Vulcânica. 

Te espero lá, ein? As informações e inscrição estão aqui ó: 

Cupping Cafés do Mundo   

Uma experiência GAMERS COFFEE & THAIS FERNANDES  
Dia: 11 de outubro, das 09h00 às 12h00.  
onde: Gamers Coffee – Rua Corrêa Neto 589 – Poços de Caldas (MG). 
investimento: R$170,00 no cartão pago no escritório ou link de pagamento.  
R$150,00 pix conforme pix mencionado.
Se inscreva aqui. 

Se estiver lendo este texto no futuro, vem se conectar comigo via Instagram @tha.experimentando. E me pergunte lá sobre outras degustações e experiência pelo Brasil afora. Nos vemos por aí! 

Como fazer café árabe e o que ele tem de diferente

Para saber como fazer café árabe tradicional, entrevistei uma barista da Arábia Saudita. Ela contou o que esse método tem de diferente do café turco.

Para saber como fazer café árabe tradicional, entrevistei uma barista da Arábia Saudita. Ela contou o que esse método tem de diferente do café turco. 

Café árabe é um dos métodos mais antigos do mundo. Também chamado de qahwa (ou kahwa), que significa ‘café’ no idioma árabe, essa belezinha é cheia de tradição e características próprias no preparo e no sabor. Te conto aqui como fazer café árabe e o que ele tem de diferente dos outros métodos de preparo.

Essa jarra linda é a Dallah, utensílio árabe para o preparo do café. Créditos da foto: ©Sara Alali/That Coffee Shop

O que é ser árabe, afinal?

Antes de mergulhar no método, vamos dar uma pincelada na definição de ‘árabe’ como um todo? Árabe é uma etnia e um idioma. Ser árabe é fazer parte de um povo, e uma das principais definições deles é justamente o idioma árabe clássico.

Quer conhecer mais sobre café? Siga meu perfil no instagram @tha.experimentando.

Mas mesmo dentro dos países tem muita diversidade! Como jornalista, eu escrevi e entrevistei muitas pessoas dessas nações para a agência onde trabalhei, a ANBA. Por isso acabei aprendendo e entendendo um pouquinho sobre esse tema tão complexo.

Existe inclusive uma Liga dos Estados Árabes, que inclui 22 países. Sabia dessa?

Ah, e o alfabeto árabe é diferente do que nós usamos (alfabeto latino). Por isso, a forma de escrita deles é transliterada para as nossas letras. Só assim a gente consegue ler! Mas, por causa disso, acabamos tendo maneiras diferentes de escrever a mesma coisa. Tipo qahwa e kahwa!

O que o café árabe tem de diferente?

O método do café árabe começa bem antes do preparo. Na torra a gente já vê a diferença. Em geral, o café árabe tem uma torra bem clara. Isso pode variar um pouco de um país para outro, já que são 22 nações e muita diversidade. 

O que se mantém sempre é a moagem ou granulometria. Ou seja, o tamanho e como os grãos são moídos. O pó do café árabe é sempre bem fininho. Isso é necessário porque no método árabe o pó vai direto na água fervente e não é filtrado. Daí, com o pó mais fino, ele vai ter mais contato com a água e decantar lá para o fundo. 

Também é muito comum adicionar especiarias ao pó do café. Dá-lhe cardamomo! Mas também pode ter açafrão e muitas outras. 

P.S: Lá no final do texto coloquei um passo a passo para fazer o café árabe! 

Entrevista com Sara Alali, barista árabe

Com um tema tão amplo e cheio de história e cultura, eu quis falar com alguém que vivesse o café árabe de fato. Por isso, entrevistei uma barista incrível e árabe! 

A Sara Alali é barista e treinadora de barismo na AArábia Saudita. Ela também é dona da cafeteria That Coffee Shop, que fica em Riad, capital saudita. Ah, e também é campeã saudita no preparo de café turco (calma, hoje ela vai falar do árabe e até falar das diferenças entre eles). 

Com vocês, Sara Alali:

Sara Alali, barista e treinadora de barismo que dá aula para homens e mulheres da Arábia Saudita. Créditos da foto: ©Sara Alali/Acervo Pessoal

Thais: -Como é a torra do café árabe? Ele é torrado mais claro do que o turco?

Sara: O café árabe é preparado da maneira tradicional na Arábia Saudita é sim torrado em uma escala mais clara em comparação com o que chamamos de ‘café turco’ aqui na região.

Thais: -E dentro dos diferentes países árabes também existem diferenças? Eu ganhei, por exemplo, um café árabe e um libanês e a cor é diferente.

Sara: Isso depende da região e da cultura. O café árabe pode oferecer coisas diferentes para pessoas diferentes.

Thais: -E as especiarias? Eu sei que o café árabe geralmente usa muito cardamomo, por exemplo. 

Sara: Também depende da região e da cultura local, na Arábia Saudita usamos cardamomo inclusive no preparo turco. 

No café árabe (café preparado aqui na Arábia Saudita) usamos principalmente açafrão e cardamomo. Mas na região sul do nosso país eles adicionam mais especiarias, como gengibre e, às vezes, sementes de endro. Já na região Oeste algumas pessoas acrescentam mástique. Na região Norte a torra é mais escura. E na região central as pessoas acrescentam mais cardamomo. 

Thais: -Queria que você falasse mais sobre os utensílios. O Ibrik é turco, mas também pode ser usado na preparação árabe? E a Dallah, que é um pote árabe, como é usada no preparo? 

Sara: O ibrik (o pote) tem nomes diferentes em diferentes regiões do Oriente Médio, alguns o chamam de kanakah, Rakwah, Cezve, Zajwah. Todos são potes pequenos com alça longa, usados para preparar no máximo 1 a 3 xícaras e é o que chamamos café turco

Já a Dallah é um pote árabe de metal de quase um litro com bico longo. Tradicionalmente, nós temos 3 tipos. O primeiro é para ferver o café, o segundo é para adicionar os temperos e o terceiro geralmente mais sofisticado é para servir. 

Hoje em dia as pessoas simplificaram e usam apenas uma dallah para ferver e preparar o café e depois decantam em outra para servir. 

E normalmente você também pode usar nossas xícaras, chamadas finjan. Elas têm um formato específico e não tem as alças. 

Como fazer café árabe: passo a passo

Confira um passo a passo para fazer seu café árabe (e adaptar o que for preciso para fazer em casa): 

  1. Moa o pó bem fininho (ou compre já moído, fino também).
  2. Separe a água filtrada que vai levar ao fogo. Se tiver uma Dallah, lindo! Se não, pode usar sua leiteira habitual. (Sugestão? 1 litro de água)
  3. Se tiver comprado um pacotinho já com as especiarias moídas junto ao pó, maravilha!
  4. Se não, adicione as especiarias que quiser (pelo menos um cardamomo vale comprar pra tornar a experiência mais rica, ein?).
  5. Adicione o pó antes de ligar ou fogo, ou assim que a água ferver (Se quiser uma sugestão: 2 a 3 colheres de sopa – cada uma com cerca de 10 gramas).
  6. Leve sua dallah ao fogo e quando começar a ferver retire para não derramar.
  7. Repita por 3 vezes, deixando a água se manter na temperatura alta (mas sem derramar, né? :P) por cerca de 10 minutos.
  8. Tire o café do fogo.
  9. Se já estiver usando a Dallah, ou tiver reservado a sua para esse momento, a hora é agora. Se não tiver nenhuma por aí, vale escolher uma jarra que tenha o fundo mais largo um bico mais fino, ou pelo menos menor do que a base.
  10. Com seu recipiente com a base mais larga do que o topo, isso vai ajudar o pó do café a não cair na xícara na hora de servir.
  11. Deixe o pó do café decantar por cerca de 2 minutos.
  12. Agora, sirva com cuidado. Você pode usar xícaras comuns, ou uma finjan.
  13. Aprecie seu café! (no final da xícara ainda deve ficar um pouco de pó, então é melhor evitar virar a xícara no final).

Quer ouvir mais sobre essa história, em vídeo? Assista o reels que preparei sobre o tema:

Café árabe e café turco: é tudo igual? 

Os preparos de café árabe e café turco tem muitas semelhanças… mas não são a mesma coisa.

Para começar, é importante explicar que quando se diz ‘café árabe’ ou ‘café turco’, a gente está falando do método de preparo. Mas um pouco mais que isso. A forma que aquele determinado povo criou para fazer seu café também inclui utensílios próprios, o tipo de torra e de moagem e toda a simbologia por trás desse preparo. 

Por isso, o próximo texto aqui será sobre o preparo de café turco e seus utensílios, como o ibrik. Já assina a newsletter para receber por e-mail sempre que sair do forno esse texto novinho!