Vídeo: faz café e fala sobre UCA orgânico especial

Com muuuito orgulho, apresento a #FazCaféeFala! Uma pequena série de vídeos que são ~quase reviews~ dos cafés que eu tomo! Neles vou contar sobre a produção e história por trás grãos. Mas com aquele jeitinho descontraído que esse blog prega. E com a fala do própria cafeicultora (or) / torrefadora (or) / vendedora (or) de café, quando possível! E vamos ao primeiro cafezão: orgânico e especial, o UCA <3.

⚡️Com muuuito orgulho, apresento aqui a Faz Café e Fala! Uma pequena série de vídeos que são ~quase reviews~ dos cafés que eu tomo! Neles vou contar sobre a produção e história por trás grãos. Mas com aquele jeitinho descontraído que esse blog prega. E com a fala do própria cafeicultora (or) / torrefadora (or) / vendedora (or) de café, quando possível!

Os vídeos vão estar disponíveis no instagram @blogexperimental e no meu canal no Youtube! Diga lá, gostou desse formato? Quais cafés quer ver aqui? Deixa um comentário para eu saber tudim. E vamos ao primeiro cafezão:

UCA – café orgânico especial


O Delmar, vulgo Tuca, nunca tinha trabalhado no campo. Mas depois de fazer faculdade, viajar por lá e estudar sobre cafés especiais, decidiu produzir ele mesmo. Mas não bastava ser especial, ele aprendeu a produzir café orgânico especial.

Nesse primeiro vídeo da série ‘Faz Café e Fala, conto sobre um microlote dele chamado Frutas Vermelhas. E ele mesmo te conta como é essa aventura de produzir organicamente sendo um pequeno agricultor!

Aqui, fiz esse café da UCA no método Koar (já conhece?), enquanto conto essa história. E SPOILER: Ficou muito bom!

Diga lá, gostou desse formato? quais cafés quer ver aqui?

Fichinha técnica do café
Marca: UCA
Produtor: Delmar Benelli
Município onde produz: Caldas (MG)
Nome do microlote: Frutas Vermelhas

Como eu fiz?
Método Koar
Moagem: média, um pouco mais fino do que aquele açúcar mascavo, sabe?
Proporção: 1 medida de café para 14 medidas de água.

Me conta aí, já tomou esse café? Qual a tua receita?

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Consumindo localmente: cinco marcas de café pra comprar em poços

Tomar café é um ato danado de impactante. Por isso, consumir mais localmente é uma meta. Aqui vão 5 dicas de ótimos pacotinhos pra comprar em Poços de Caldas, Sul de Minas.

Tomar café é um ato danado de impactante. Um dos pilares da minha escolha é: consumir localmente. Uma mistura do ‘Think globally, act locally‘, em português ‘pense globalmente, aja localmente’, com ‘compre do pequeno’.

-O primeiro jargão gringo, traz a estratégia de pensar: ao invés de me desesperar pensando no tamanho do problema, repenso. o que posso fazer aqui, na minha casa? na minha vila? no meu pequeno alcance? Um desses problemões que vejo é gasto enorme de combustível fóssil no mundo. O que posso fazer daqui, da minha vilinha? Comprar de quem tá mais perto é uma pequena possível ação.

-Já o ‘compre do pequeno‘ é um belo slogan do Sebrae. E faz muito sentido! Dou o maior duro pra ganhar meu salário… quero escolher bem pra quem ‘repassar’ a grana. E melhor ainda se esse dinheiro for pros pequenos negócios.

Pensando nisso, quero te ajudar a repensar o café que cê tem aí no armário. Como minha vida se divide entre Poços de Caldas e São Paulo, vamos começar com o lado mineiro?

cafés produzidos perto: fortalece negócios locais! usa menos recursos do planeta (tipo gasolina, que vem do petróleo, que vem da terra….)

Cafés de Poços de Caldas

Poços faz parte de uma macrorregião produtora importante. O Sul de Minas. E, mais especificamente, é o polo da região dos Cafés Vulcânicos. (Se quiser que eu te conte mais sobre isso, deixa um alô nos comentários. Combinado?) Mas hoje quero falar sobre as MARCAS DE CAFÉ TORRADO que você encontra para comprar diretamente em Poços.

  • Café FUCA: Um café pro dia a dia! Esse pacotinho com um design lindo é produzido em Cabo Verde. Também Sul de Minas, bem pertim. E é um café que eu recomendo para quem tá começando a buscar qualidade. Por quê? Ele é bastante equilibrado! Então, esquece aquela conversa de ‘notas disso’, ‘sabores daquilo’. O Fuca é doce, e é café bom! Ainda por cima, produzido por uma família e vendido por uma mina massa! Aliás, contei a história da Sandra neste texto.
    Como comprar? Pelo telefone (35) 9 999 648 436.

  • Tradi Café: uma microtorrefação com diversos pacotinhos? Temos! A maior parte dos grãos da Tradi são do entorno de Poços. É café bão e local pra mais de metro! E sempre tem renovação. Para quem, assim como eu, ama descobrir novos sabores, é o canal!
    Quer saber mais? Também tem texto especial sobre essa marca que produz cafés de Torra fresca em pleno mercadão de Poços!
    Como comprar? No telefone (35) 99704-6930.

  • UCA: Café orgânico de produtor local. Quer mais o que??? Café de qualidade, lógico. Esses grãos são produzidos pelo Delmar Benelli (ou Tuca Mineiro). Ele produz micro e nano lotes. Ou seja, os cafés são separados em ‘pacotinhos pequenos’ ainda no campo. É tudo daqui do Sul de Minas e vendido direto pelo produtor. Massa, né?
    Como comprar? Você pode fazer pedidos no inbox do insta @ucacafeorganicoespecial

  • Âncora Coffee: Tá no auge da vida coffeelover? Ah, então você já deve conhecer a Âncora. Cafeteria voltada aos grãos especiais – às bikes? – no centro da cidade. Com uma equipe super querida e pacotinhos novos de tempos em tempos. É uma boa pedida pra garantir seus cafés frescos e aquecer o mercado local!
    Como comprar? Delivery no telefone (35) 3715-9951 ou iFood!

  • Gamers Coffee: O bônus é pra dar o play nesses cafés! A Gamers tem grãos torrados por um poços-caldense. Isso acontece lá em Franca, mas como ele é daqui – e parceiro deste blog! – os cafés vem pra cá fácil fácil toda semana.
    Como comprar? Com meu cupom EXPERIMENTAL, cê ganha 10% de desconto! É só ir direto no site deles: Gamers Coffee.
    OU se você tá em Poços, me chama aqui thais.blogexperimental@gmail.com ou no instagram @blogexperimental que te conto + como ter desconto e retirar direto aqui no centro da cidade.

Aô trem! Com esse tantão de dica, quero saber: qual você vai escolher???

Por que ter seu próprio moedor de café?

Um amigo pediu pra indicar um primeiro método. Pra iniciar a vida de coffeelover, sabe? Lembrei do V60. Da prensa francesa… da clever. Mil possibilidades! Mas aí esbarrei em: e o moedor? Já tem? Não tinha. OPA. Para tudo, vamos repensar a prioridade.

Só pra aquecer, pega essa informação: Logo depois de moído, o café perde 70% de gás carbônico. Um dos compostos mais voláteis produzidos. Essa perda pode servir como um parâmetro para determinar o “envelhecimento” do grão inteiro após a torra. Isso também pode ser uma referência de percentual de perda dos outros compostos.

Resumindo, é correr contra o tempo. Da torra à moagem. Por isso, moer na hora é uma vantagem e tanto.

Outro motivo pra investir primeiro no moedor é: cada método pede uma moagem!
Pra prensa, por exemplo, a moagem é mais grossa. No V60? Média pra fina… E se você curte um preparo árabe (vai que), vai de grão moído bem fino!

Além disso, moer o café JÁ é uma experiência! E o que é o coffeelover se não um sedento por viver coisas únicas???

É um dos meus momentos preferidos. Porque quando abro o pacote já é bom. Mas quando moo? Aí o trem fica doido. Aí, a dúvida… Por que isso acontece?

O que acontece moendo na hora

Moer é quebrar em micropedaços. Milhões deles. Assim que a gente mói, o café começa a liberar seus bens preciosos. Aromas. Gases (ué, você também libera). São os danados dos voláteis. Óleos ou gases liberados pelos café… e que dão o sabor e aroma! Ou seja, quando eles escapam… lá se vão também as delícias que queremos sentir.

Pra entender melhor isso, eu falei com a pesquisadora Michelle Amaral. Ela tem PHD em Química, e cientista de produtos naturais, alimentos, aromas e fragrâncias, e escreveu um artigo bem legal chamado “O irresistível aroma do café“. Então, ela vem com a parte técnica, e eu com a simplicidade da ´prática, certcho? 😜.

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Pra começar, a Michele lembrou que os “compostos voláteis de aroma” ou “compostos orgânicos voláteis”, começam a ‘fugir’ dos cafés ainda antes da moagem. “A etapa mais determinante para o aroma do café é a torra. Nesse momento, todos os compostos voláteis de aroma são produzidos e o odor é bastante rico e intenso, variando conforme o grau de torra escolhido. A partir daí, os voláteis começam a ser liberados dos grãos”.

A partir daí, abrem-se as portas e tudo que é aroma e sabor quer sair correndo do grão! E quanto mais contato com o oxigênio? Mais os voláteis escapam! “Podemos pensar no grão como uma “cápsula protetora” para os aromas produzidos durante a torra. O processo de moagem, portanto, destrói essa “cápsula”, aumentando a superfície de contato dos grãos com o ar e facilitando a perda dos voláteis e oxidação de lipídios, o que gera a rancidez”, me falou a Michelle.

Café moído na hora… pra quê?

Logo depois de moído, o café perde 70% de gás carbônico! Já no grão inteiro, essa liberação pode levar atééé 30 dias. Baita diferença, ein?

Fuga rápida de aromas e sabores

No caso dos voláteis de café, a Michele frisa: “Estamos falando de mais de 500 compostos”.
Esse estudo aqui conta os cafés perdem até 70% de gás carbônico (CO2) imediatamente após a moagem! Isso tudo só escapa dos grãos inteiros em até 30 dias. “A partir desse dado e considerando que o CO2 é um dos componentes mais voláteis no café torrado, pode-se ter uma noção dos tempos e percentuais máximos para a perda dos outros componentes com a moagem”, explicou a cientista.

Para ficar bem explicado, a Michelle me lembrou que “o CO2 é um gás e é volátil, mas os outros compostos voláteis não são gases. Gases e compostos voláteis são duas coisas diferentes. A importância do CO2 para a bebida está relacionada à formação daquela espuma que aparece em algumas preparações de café. O CO2 é apenas um dos compostos mais voláteis produzidos, cuja perda pode servir como um parâmetro para determinar o “envelhecimento” do grão inteiro após a torra, ou melhor dizendo, determinar há quanto tempo atrás a torra foi feita. Podendo também ser uma referência quanto ao percentual de perda dos outros compostos. Já que ele é um gás, espera-se que ele seja um dos primeiros voláteis a serem perdidos”, explicou ela.

Perguntei para a Michele o que ela acha de moer na hora do consumo. “A importância da torra e moagem na hora do consumo, no final das contas, será determinada pelo consumidor ou o local de venda da bebida. Em analogia, um barista ou um profundo apreciador de café sentirá grande diferença na moagem dos grãos na hora do preparo, da mesma forma que um chef de cozinha sempre opta por ingredientes frescos para o preparo dos pratos. Os chefs, inclusive, também costumam moer ingredientes como a pimenta do reino na hora do uso principalmente pelo mesmo motivo – o aroma”.

Então, moer é coisa de profissional? Para a Michelle, não tem uma coisa melhor ou pior que a outra. “São só expectativas diferentes”, ela disse. Pra mim, moer na hora é pra todos os amantes de café. Alguém que dedica tempo e dinheiro a esse alimento. E se você gasta mais dinheiro pra comprar um café bom… por que perder tanto dele antes de sentir o cheiro?

Vai comprar um moedor?

  • Pega essa dica: Aqui tá o link do moedor que eu uso! <- comprando por aqui, você apoia meu trampo! Tô de associada à Amazon, então quando alguém compra pelo meu link, eu ganho um cadim – e isso não encarece em nada sua compra!
    Moedor elétrico: É um modelo da Cadence. Um dos mais simples e em conta. É elétrico e mói 45 gramas por vez. E atende super bem pra preparos em casa! 🙂 Dica de ouro: quando usar esse modelo, chacoalha! haha É sério. Quando você mexe o moedor, ele deixa a moagem mais uniforme.
  • Se preferir um modelo manual: O moedor da Hario de cerâmica é uma boa. Só prepara o braço, ta? Moer é tipo musculação.
  • Quer começar com um moedor mais robusto? Esse da Philco é uma boa pedida.

Moedores escolhidos? Divirta-se!


Cê também vai gostar de ler:

Dia do café em 14 de abril… será???

Todo ano eu me divirto com esse DNA festeiro do BR.

Primeiro de tudo: que hino esse país que ama tanto café que tem 3 dias pra ele. 😂 Mas a real é que hoje, 14 de abril, não é uma daaaata oficiaaal. Tem anos que busco entender de onde veio essa celebração, mas confesso que nunca encontrei uma fonte confiável, sabe?

O que é certeiro é que outras datas foram criadas por instituições oficiais. OIha só:

  • 📌 O Dia Nacional do Café, por aqui no BR, é 24 de maio. E tem tudo a ver com nosso potencial produtor: em maio começa a colheita em boa parte do Brasil. Foi criado pela Abic, que é a Associação Brasileira da Indústria de Café.
  • 📌 Já o Dia Internacional do Café é em 1 de outubro. Foi criado há menos tempo, mas é oficial pela Organização Internacional do Café.
  • 📌 Agora em abril… diz a lenda que seria ‘o dia mundial’. Mas parece que só nóis tava comemorando… 😂

Na dúvida, bora celebrar

Por mim, pode ser a data interesterlar do nosso grão preferido. Se for cultivado com responsa social e ambiental, e chegar pra mais gente, tá tudo mais que certo 💛. Cê concorda?

Ei, você vai curtir também esse texto aqui: COFFEA: A PLANTA QUE DÁ CAFÉ

Como disse uma seguidora deste blog lá no Instagram/blogexperimental “Sempre fiquei me perguntando sobre tanta data, mas tomo café em todas elas pra garantir”. Errada não tá!

Então, compartilha esse texto aqui com quem tá perdidim em tanta fata comemorativa. E, na dúvida, prepara seu copo de café e vem ler mais do que já foi publicado aqui e no insta. Começando por esse vídeo que usei hoje pra celebrar a bagunça do #diamundialdocafé:

//www.instagram.com/embed.js

Proporção pra fazer café em casa: o QUE É 1 PRA 12?

Well well well…. quem nunca fingiu que entendeu perfeitamente um troço… mas depois abriu o Google e digitou ‘o que é 1 pra 12?’.

Quando comecei a escrever sobre cafés lá no CaféPoint, foquei no campo. A produção e as pessoas que plantavam café eram o meu dia a dia. Masss, nas cadeiras ao lado, minhas chefes faziam a Revista Espresso. E ouvia ‘ah, sim, a proporção’…. ‘Claro, depende de gosto, mas eu prefiro mais concentrado” ou “eu gosto mais diluído, tipo 1 pra 14 ou 1 pra 12”. Se alguém me perguntasse que proporção eu preferia provavelmente eu sorriria e diria ‘aéh, mais diluído… tipo 1 pra 14’. Pensando baixo ‘quem inventou de enfiar matemática até no café?’.

Inocente. O café sempre teve matemática, química, biologia, todas as ciências envolvidas. Incluindo as humanas, graças a Nossa Senhora do Café, né?

Enfim, com as idas e vindas, eu tava mergulhada nesse universo do preparo também. E eu queria mesmo entender mais! Como passar café na redação especializada sem passar vergonha? (Bom, primeiro ninguém passava vergonha, isso é coisa da nossa cabeça) Mas… estudar ajuda bastante! E as enciclopédias do café estavam bem ali: Mariana Proença e Hanny Guimarães. E no que elas já tinham escrito sobre isso. Aliás, um ótimo exemplo de texto online por lá o da Naty Camoleze: Água e Café, a Relação.

Simplão de tudo

Bom, do lado de café, eu aprendi a fazer as contas… e simplificar. As proporções são baseadas em 1 medida de café! Daí você pensa se quer colocar mais água (café mais diluído) ou menos água (café mais concentrado). Então, o tal do ‘1 pra 12’ é justamente usar 1 medida de café, e aí multiplicar por 12 para saber quanta água vai!

Nesse caso, 1 pra 12:

  • Quanto café vou usar? 20 gramas
  • Por isso, a água vai ser 20 x 12 = 240 ml

Do mais diluído pro mais concentrado, a ordem seria:

1 pra 10 (bem concentrado) > 1pra 12 (concentrado) > 1 pra 14 (diluído) > 1 pra 16 (bem diluído).

A medida que cê mais curte pode variar de café pra café, tá? Experimenta fazer um dia assim, outro dia mais diluído, e por aí vai…

Como medir proporção do café em casa

Muito bem, muito bem. Mas como medir isso tudo em casa? Quem me conhece sabe que improvisação é meu sobrenome. Então, ter uma balança é incrível! Mas quem não tem, se liga nas dicas:

  • Para medir a água dá para usar: copos medidores, liquidificador (que tem aquela medidinha), ou o qualquer copo ou xícara que você sabe quanto cabe de líquido ali. Exemplo: o famoso COPO AMERICANO! Ele tem 200 ml.
  • Já na hora de saber quanto pó usar: Você pode até usar novamente um copo ou colher medidora. Mas também d´á para usar uma colher de sopa! Aqui, vale ficar atento, porque, afinal, o conceito de uma colher de sopa cheia ou rasa varia de pessoa pra pessoa, né? Mas eu uso 2 colheres rasas e meia.

Aliás, eu fiz um vídeo sobre isso no Instagram @blogexperimental. Olha só:

CAFÉ EM CASA: simplificando medidas

E aí, a tal da proporção ficou mais entendível agora? A matemática por trás de tudo isso é incrível e ajudou os métodos e o barismo a evoluírem. Mas, cá entre nós, o melhor do café é relaxar enquanto a gente faz e toma. Os números são úteis, mas sabe quem não mente? O seu gosto. Então experimenta e curte o caminho.

Café Fuca – pra tomar o dia todo

Um pacotinho com o que a Sandra toma na roça. E que eu tomaria o dia todo. Um café para todos os dias.

Uma das maiores alegrias de estar nas Minas Gerais é provar cafés daqui. E conhecer as histórias de quem é da cidade que me acolheu e me fez mineira (pelo menos, metade de mim 😛). Assim foi com o Café Fuca, da Sandra Ribeiro. Cafézim delícia pra tomar o dia todo. Daqueles que você apresenta para quem quer conhecer os grãos de qualidade. A famosa porta de entrada para um mundo cafeinado mais leve!

Da produção cultural à rural

A produção já está na vida de Sandra há anos. Produtora cultural em Poços de Caldas, foi só depois de anos que ela se entendeu também como produtora rural. “Eu tinha um pouco de vergonha de dizer que era produtora, porque não entendi nada de café”. Mas na lavoura da família, ela já sabia que tinha um tesouro. “Quando comecei a vender o café, eu explicava que era o café que nós mesmos bebíamos, lá na roça. Esse era o slogan”, conta ela sobre quando surgiu o Fuca, lá em 2013.

A roça fica ali, em Cabo Verde, onde ela e a família produzem. “Meu pai começou no café fazendo mudinha. Ele vendia e ia plantando o dele. Meu avô também mexia com café. Mas quando fui aprender sobre qualidade, pensei: onde eu procuro sobre café? Fiquei patinando um pouco”, ela lembra ela. Até hoje o pai, seu Antônio Carlos Ribeiro, é quem cuida da lavoura. E deu pra ela um talhão especial para experimentos. “Sempre que eu conto pra ele algo novo, ele me diz: pode ir lá e fazer! É um espaço para eu testar e é de onde vem os grãos do Fuca”, conta a Sandra.

Nessa época, nascia em Poços o Âncora Coffee. Cafeteria das boas, focada nos especiais. “Fui conhecendo pessoas. Fiz amizade com o pessoal, com a Déa [dona da cafeteria]. Eles até me chamaram pra aprender lá. Fui pro balcão e aprendi sobre água, intensidade, fui entender mais sobre torra”. Uma escola prática que continuou quando a filha de produtores, que pegava seu lote e torrava ali por perto, “pela cor”, se juntou a uma amiga que se tornou mestre de torra. Aí pronto! “Ela comprou equipamentos, fez curso e ia me ensinando. Eu levava o café, e a gente fazia juntas. Um Q-Grader [provador profissional e certificado] provou meu café e vi todos os detalhes que ele encontrou. E aí meu universo se abriu!”, contou a Sandra.

Já lá em 2018, ela conheceu a Semana Internacional do Café (SIC) ao vivo. “Não sabia nem no que me inscrever, era muita coisa. Me informei, fiz cuppings, conheci o famoso Caparaó [região produtora premiada]. Voltei com a cabeça fervilhando!”. A ida ao maior evento de café do Brasil fez ela dar um gás nos ‘pacotinhos’. A caboverdense (e poços-caldense de coração) fez vários cursos. Foi mudando a identidade do café. Mas o nome, Fuca, se manteve. “É um apelido de vó”, lembra ela, com carinho.

Pra Sandra, a marca é uma expressão de si mesma. “É uma forma militância. O Fuca eu prezei para passar a mensagem que é feito por muitas mãos. É uma rede, inclusive com quem consome. Tem essa valorização do pequeno produtor, tudo feito com microlotes”, explica ela.

Nova identidade do Fuca. Mãos que fazem o alimento!

Esse ano, a marca ganhou visual novo. “Todos os desenhos foram feitos por mulheres. E o café bem feito é alimento e medicina. A repercussão do que a gente ingere, é uma medicina da terra. Com ele, aprendi a respeitar o tempo da terra”. Concordo tanto com ela! E olha essa identidade, que trem mais lindo.

Um café equilibrado

Daí, eu provei o Fuca! Tchanãn. E minhas impressões combinam muito com o que a Sandra me falou. É um café do dia a dia! Equilibrado. Tem doçura e acidez bem sussa. Daqueles fáceis de tomar em família. É essa a sensação que tive. E a família aqui concordou.

É bom pra tomar junto com: doces! Fiz ele coado na Hario V60, acompanhado de um panetone… que, olha! Delícia.

Variedade: catuaí
Colheita: manual e com equipamento
Secagem: em média, uma semana rodando os grãos no terreiro de cimento. Depois? Vai pro secador mecânico
Torra: hoje, é feita pelo Sanches Cafés
Valor: 15 reais o pacote com 250 gramas. Tem em grãos ou moído!
Como comprar? Chama no instagram @cafefuca ou no e-mail: contatofuca@gmail.com

Aproveita pra seguir este blog também no instagram @blogexperimental

Quer me contar a história da sua produção também? Vou amar te ouvir! Deixa um alô aqui ou no e-mail thais.blogexperimental@gmail.com.

Drip Coffee, sachê para coar uma xícara de café por vez

Um sachê pra coar uma xícara por vez. É isso que o drip coffee faz! A invenção é… adivinha? Japonesa! Sim, eles contribuem pra caramba com as criações para consumo do café. Olha só um histórico da patente. A invenção data lá da década de 90!

Como funfa? Cada pacote vem com uma medida igual de café moído. O sachê tem duas abinhas. Funciona como se fosse um origami. Você abre elas para encaixar nas laterais da xícara. Abre a parte de cima do pacote… e tcharãm! Tá pronto pra coar o café na medida pra uma dose.

Abrindo as asinhas do sachê 🙂

Se liga no vídeo que publiquei no instagram @blogexperimental. Mostrando na prática fica facim de sacar.

Pontos fortes: Agilidade no preparo: não precisa nem moer, né?
E dose única. Ou seja, menos desperdício de café.

Pontos fracos: aumento do lixo gerado. Pô, tu vai me falar: mas é só um sachêzinho… Sim, mas na proporção que eu tomo café, isso vira uma montanha! haha. Filtros de papel convencionais fazem mais café por vez = menos filtros descartados por dia.
E menos frescor. Aquela coisa, moer na hora faz muuuita diferença.

Apesar de antiga, essa forma de fazer café ainda não é muito comum aqui no Brasil. Você já conhecia?

Prensa francesa: fazendo café, leite cremoso e chá

Quer um método coringa? Prensa francesa! Dá pra fazer café, leite cremoso e chá!

E eu tô apaixonada pela minha! O modelo é simplão. Mas ela já quebra um galhão! Nessa quarentena, tô morando em Minas. Privilégio! E decidi me dar um método novo de café! Quem não tá precisando de um auto-carinho, né?

Minha prensa é neste modelo aqui: Cafeteira Francesa Pressão French Press Inox E Vidro 600 Ml. (Se for comprar, vem por esse link que você ajuda a manter esse Blog vivo e cheio de conteúdo bão! E não custa nadica a mais pro cê 👩)


Escolhi a prensa francesa ~ a famosinha french press ~ por 2 motivos.
1- Deixar o filtro de papel de lado um cadim. Economizar $ e gerar menos lixo!
2- Café bom e certeiro. Simples, sabe? Bem pique preguiçosa mesmo. E? A prensa cumpriu seu papel!

Massss para dar dicas melhores ainda, perguntei pros queridos do Âncora Coffee House como fazer um cafezão da prensa! Eles inclusive vendem esse método, para quem morar em Poços. (chega no direct deles e conta que veio pelo Blog Experimental 😍).

Prontas pra testar as dicas do Âncora para café na prensa?

-Thais: Qual é a moagem ideal para prensa? O que as pessoas podem entender como moagem grossa? Um bom comparativo é a textura do ovomaltine, por exemplo? Ou sal grosso?

-Âncora: A moagem ideal pra french press ou prensa francesa é a grossa. Similar ao sal grosso sim, ótimo comparativo.
Mói mais grosso pra que não passe na peneirinha que o método possui.



-Thais: Em casa, muita gente vai moer com moedor elétrico tipo Cadence (que é meu caso). Tem algum dica para esses casos? Tipo, moer balançando o moedor para ficar mais uniforme?
ÂncoraEsse moedor realmente não é tão preciso por conta dessa dificuldade na regularidade com as moagens. Nesse caso eu moeria balançando sim, e parando em segundos pra olhar como está. Até chegar no desejado.

-Thais: Quanto tempo vocês recomendam para infusão?
ÂncoraO tempo de infusão na prensa não tem uma receita certa. Utilizamos de 4 a 7 minutos de infusão. Dependendo do que o grão pode oferecer e do gosto de cada um. Mais leve, mais intenso.
A french press é um método bem resistente no sentido de que você pode acertar muito mais do que errar o processo de extração. Deixamos mais tempo em infusão quando queremos extrair mais corpo sim do café.

Cházinho na prensa:

Não é chafé, mores. É chá mesmo. Uma camomila pra aguentar as notícias diárias desse País. Coisa básica. E, adivinha? Dá pra fazer na prenssaaaa!
O Âncora, inclusive, tem uma linha de chás!

Thais: Como são os chás que vocês tem?

Âncora: Servimos aqui os chás chineses, lá da Chaye de São Paulo. São chás bem naturais e selecionados.

Thais: A mesma medida do café vale para o chá? E o tempo de infusão?

Âncora: Poderia sim ser feita a infusão do chá na prensa.
Aqui usamos 3 gramas de chá para 150ml de água quente, a 85graus
Como esse chá possibilita mais infusões com a mesma erva, começamos a primeira infusão entre 1 minuto e 5. Aumento 1 minuto em cada infusão seguinte.

Eu testei um cházinho aqui na minha prensa. E DEU BOM! Mas quero logo comprar esses do Âncora para experimentar ❤

 

Leite cremoso na prensa

Bora para mais uma utilidade da prensa? Minha mãe ficou apaixonada por essa! Dá pra fazer leite cremoso! Dá aquela aerada, manja? Leite fofo. Macio. Fica um aconchego em forma de bebida.

 

Para fazer eu coloco leite até a metade da prensa e vou apertando o pistão pra cima e pra baixo. Nesse movimento já dá pra ver o leite ‘crescer’ o volume. 

É ele ganhando espaço e ficando cremosinho. Já testei com leite frio ou quente e funciona dos dois jeitos 🙂 Quando deu um volume legal e vejo que a textura tá bonita, TCHARÃM: Tá pronto!

ALERTA: Em um outro papo com a Julia Fortini, da Academia do Café, ela me lembrou que a prensa é delicada. Então, “Cuidado para não fazer muuuito e acabar estragando sua prensa”. Tá dado o recado. Palavra de barista campeã de Brewers 2020 (competição de preparo).

Não sei vocês… Eu que não vou exagerar no leite e acabar ficando seu meu café. 👀😂