grab and go: vale a pena ir em cafeterias que querem que a gente vaze?

*alerta de polêmica e termos in English de sobra…

desde que retomei o trampo presencial {ainda bem que não todos os dias}, senti a falta real das cafeterias que fecharam as portas na região do meu trabalho. triste pra caramba não ter mais clemente café ou caffe latte a um pulo de distância… e decidi conferir o que tinha em ‘to go‘, ou formatos de espaços mais enxutos.

daí que um dos meus melhores amigos, me conhecendo, lançou: ‘mano, fechou tudoooo :/. mas tem aquele the coffee novo’. eu já tinha ouvido falar da franquia. a proposta faz sentido real nos nossos tempos. quem dirá na maior metrópole da América Latina…

café tá salgado…

mas eu broxei. de colar lá, provar o café… sentir e pensar ‘é, bom café’. mas é isso, bom. 17,40 reais no coado. é bom. mesmo! origem única e tudo, diz a embalagem. mas não me fez brilhar o olho pra repetir a dose. não nesse valor.

mas ainda não é bem esse o ponto… ‘o preço do café tá mesmo caro’, diria qualquer um que faz compras. eu sei. embora ache que esse valor que paguei não vai baixar de acordo com a cotação da saca… mas tem o lance da acolhida.

só o mínimo. mesmo.

vamos ao senso comum do negócio: em geral, é preferível que o cliente pague, pegue e vaze. isso libera espaço pra outras pessoas. faz você circular por aí fazendo propaganda do produto, se estiver na embalagem… e, em tempos de covid, até eu não acho a ideia ruim…. mas estar em um ambiente 100% voltado pra isso, e sem nadica de intenção de troca de ideia com o barista? sem grandes informações sobre o café, o método… aí já não é minha praia mesmo.

no lugar do minimalismo, senti meio que um vazio.

será que a galera gosta desse sensação de fila do metrô? porque faz sucesso. pelo que eu vi nos dias anteriores. lotado. fila no caixa de auto atendimento. e é, o café é bom. talvez a fila seja porque da minha idade pra cima a galera já tem dificuldade de entender o conceito de ‘se atende sozinho aí’. pode ser... mas o modelo tem feito sucesso, sim.

só que, ouvindo em volta… ‘não tem cardápio?’. ‘ah, eu que faço o pedido e pago sozinha..’. ‘mas o que é ‘salted caramel’?’… hum, é complicado. a comunicação de muuuuitos lugares dão preferência pro inglês. o café especial em si, geralmente, chega com termos que criam muitas barreiras.


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mas grab and go? o clássico ‘pega e vaza’. dá pra perceber bem antes de ler o texto na embalagem. e, ah, antes disso, paga aí você mesma e no cartão, tá?

como eu disse pro meu amigo: acho que pelo espresso deve valer a pena. espresso bom é bem difícil de achar…. mas o coado? acho que é hora de levar as bugigangas e começar a fazer eu mesma lá no trampo.

O que é cafeína, afinal?

que tem cafeína em várias plantas acho que você já sabia, né? é café (coffea)! chá (camelia sinenses)! guaraná! mate! ah, chocolate (cacaueiro). uhum!

mas cê já imaginava que ela tá presente em mais de 60 espécies?

eu tenho pesquisado muito pra entender como o café me afeta. faz algum tempo que entendi que convivo com ansiedade. é algo que provavelmente vai seguir me acompanhando… então, vamos chamar isso de ‘vida em andamento’.

e, sem dúvidas, tem uma coisinha que faz parte da minha vida: uma boa xícara de café. parece meio contraditório querer manter os dois? às vezes, é. por isso tudo, comecei a me perguntar: o que no café pode acender o interruptor da minha ansiedade? e, obviamente, me veio à mente ela. a famigerada cafeína.

nas plantas

que tem cafeína em várias plantas acho que você já sabia, né? só pra ficar na nossa mesa de quase-todo-dia: café (coffea)´! chá (camelia sinenses)! guaraná! mate! ah, e também tem o chocolate (cacaueiro). uhum!

mas cê já imaginava que ela tá presente em mais de 60 espécies? (cara de espanto). nem eu!
os cientistas ainda estão estudando qual a função desse composto nas plantas. será que servem como um repelente natural? xô insetos e pragas! ou ajuda a formar uma reservinha de nitrogênio? pelo menos nesse artigo aqui, ainda não há conclusões. mas que ela tá em muita ´planta, isso tá!

um alcalóide nervoso

beleza… mas, quimicamente, o que é cafeína? ela é um composto orgânico da família dos alcaloides. a nomenclatura oficial é 1,3,7-trimetil-3,7-dihi­dro-1H-purina-2,6-diona. e olha só como é estrutura química da cafeína da danada:

fonte: Brasil Escola

agora, tecla SPA: a cafeína é, basicamente, como um estimulante do nosso sistema nervoso central (SNC).

como funfa?

bom, pra saber isso, você precisa conhecer outra substância: a adenosina. essa fofa aqui é produzida pelo corpo e ajuda a gente a dormir!
o modus operandi da cafeína é justamente driblar a ação da adenosina. os receptores confundem as duas. e aí? a cafeína passa na frente! e no lugar de dar sono, ela dá AQUELA sensação de AGORA VAI! uma energia que a gente busca muito nesses tempos acelerados.

claro que essa explicação de 1 parágrafo é bem rasa, né? vamos combinar que o drauzio varella deve te explicar BEM melhor do que eu: aqui neste artigo do site dele, tem infos sobre uma pesquisa que analisa a relação cafeína x sono.

porta pra drogas + pesadas

“A cafeína é a droga mais consumida em todo mundo“. foi o que eu li em dois artigos sobre ela.
bom, fato é que muitos estudos apontaram que a cafeína pode causar dependência.
nessa matéria da Revista Galileu, eles explicam os efeitos que esse consumo tem no nosso corpitcho. mas tenho a impressão que você já deve saber alguns deles… tipo:

  • insônia
  • acelero
  • ansiedade
  • cansaço excessivo depois do pico de energia louca ai meu deus do céu

ok, acima eu descrevi os meus próprios sintomas quando tomo café DEMAIS. e, principalmente, se eu SÓ tomo café. dicas muito simples pra evitar isso são:

  • reduzir a quantidade (avá)
  • comer algo enquanto toma café. se você não quiser que interfira muito no sabor do café, pode comer um pedaço de pão simples, ou uma bolacha de água e sal, manja?
  • estar atento ao seu organismo. eu não costumo ter muito problema com a quantidade, mas a cafeína definitivamente potencializa o que já estou sentindo no dia.
foto: Thais Fernandes (eu merma)

de toda forma, vale ficar atento a tudo que tá ‘demais’. café é uma delícia. um cházinho é amor. chocolate é o paraíso. vamos só tomar cuidado com volume… e, por que não?, cuidar mais da qualidade!


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Oi, mudei! a nova cara do blog experimental

Já faz mais de sete anos que tenho esse blog. Aliás, pra quem não me conhece, muito prazer! Sou a Thais. Jornalista, leitora, curiosa e observadora. Também sou palhaça. A vida tem dessas coisas, né? A gente é um montão em uma só.

E com o Blog Experimental também é assim. Aqui, eu já contei as aventuras da primeira viagem ao exterior. Sozinha, num intercâmbio incrível pela África do Sul. Escrevi sobre exposições… histórias que vi e ouvi. E as que vivi mesmo.

Café e mulheres inspiradoras

Hoje, o café é o rei desse espaço. Mas não só ele: as pessoas que fazem o café, principalmente!

E as mulheres, cada dia mais as musas inspiradoras! Porque eu mudei. Passei a querer contar mais as histórias das minhas manas. Das que vieram abrindo caminho… das que produzem no campo. Ou fazem história nas cidades.

Descobri que café é planta. É alimento. E nisso tem tanta importância. Tanta luta!

Renovando a cara pro Blog Experimental

https://www.behance.net/pokegiuMinha alegria é ter esse espaço pra poder contar tudinho. Me expressar. E como essa forma de expressão vem mudando, nada melhor que um novo visual! Logo, cores, tudo feita pelas mãos de uma mina incrível. A artista e designer gráfica Giulliana Iannaco. Minha amiga desde os tempos em que eu trampava na Café Editora, a Giu tem um olhar ‘moderno e leve’, como disse outra grande amiga linha ao ver o logo pronto! Conheçam mais o trampo dessa pequena full pistola: Aqui no Behance dela, ou no insta da @pokegiu.

As cores: verde e vermelho. Verdinho das plantações. Vermelho dos frutos e da luta. Formas circulares e rechonchudas. Pra ter sempre possibilidade de expandir pra tudo quanto é lado… e deslizar. Porque como diz o ditado ‘pedra que não rola cria limo’.

Seguimos aqui mais um capítulo deste Blog! Espero que curtam tanto quanto eu. E ainda vem mais novidades nos próximos dias! Vídeos! Entrevistas e dicas de preparo mais mão na massa ainda! Nos vemos! Um abraço bem apertado,

Thais.

Tô só orgulho: nossa nova logo. A cara do Blog Experimental!

Festival em Poços tem café pra beber e pra comer

Café em métodos e pratos! O Festival Café & Cultura rola em Poços de Caldas.

Festival Café & Cultura acontece em 12 estabelecimentos de Poços de Caldas. É café pra beber e comer em combos e pratos especiais.

Café em diversos métodos e… pratos! Além de cafeterias, esse ano restaurantes também estão na programação. E misturaram o grão em receitas próprias. Essa é a principal novidade do Festival Café & Cultura, que já tá rolando aqui em Poços de Caldas. A segunda edição do evento começou no último dia 19, e vai até 19 de dezembro. Nessa foto aí em cima, em destaque, um dos pratos que estão sendo servidos: filé-mignon com risoto de damasco, molho de café com mostarda e tuile de café e sal de café.

Quer apoiar o blog? Vem por esse link pra garantir sua prensa francesa na promo da Blac Friday:

Vai ser um mês, com 12 cafeterias e restaurantes poços caldenses participando. Cada café criou um combo e, cada restaurante um prato ou sobremesa. Nesse ano de pandemia (que ainda não acabou), fiz questão de perguntar e a organização do festival me confirmou que os locais estão seguindo os protocolos de segurança… Eu, mantenho a quarentena sempre que possível. E descobri que alguns dos participantes faz entrega dos pratos. Se você também tá se cuidando em casa, essa pode ser uma boa pedida! No mais, se for provar essas delícias, se cuide também. Máscara no caminho até lá e pra falar com os funcionários. Álcool em gel e carinho com os atendentes. Não costuma lembrar 🙂

Cafés especiais de Poços

Ahhhh e os cafés! O festival arrematou sacas do Concurso de Qualidade dos Cafés de Poços de Caldas deste ano. A ideia é valorizar os produtores locais e usar cafés especiais. Sabe como definem esses grãos? São aqueles provados por profissionais e avaliados com pelo menos 80 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA). A escala vai 0 a 100. Então, né, imagina que belezuras esses especiais!

Os combos de café + acompanhamento das cafeterias custam, no máximo, R$ 16,90. Os métodos de extração vão de coador de pano a espresso, prensa francesa, aeropress e hario V60. Já os restaurantes criaram pratos e sobremesas que custam no máximo R$ 32,90.

Nos últimos dias, eu estava imersa na Semana Internacional do Café. E logo logo tem conteúdo aqui sobre! (Pra matar a saudade, confere como foi a SIC de 2019, aqui).

Olha o combo do Sete Quedas aí! Aeropress ❤

A organização do evento é de Prisma Eventos e Juliano Silva Comunicação & Eventos. E o site deles estão prontinho e cheio de informações: www.cafeculturapc.com.br.

Olha só o que cada local preparou:

Âncora Coffee House
Combo: Cold brew e wrap de pão folha, presunto defumado, cream cheese, frescor de hortelã, patê de gorgonzola, rúcula e salsa da casa
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Casa do Colono
Combo: Café vietnamita com leite condensado, bolo de milho e três minipães de queijo acompanhados de carne louca
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 9,00 (bebida)

Café Beduíno
Combo: Bolo de café com ganache de capuccino, Odalisca (açaí batido com café e marshmallow) e café espresso
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 3,80 (bebida)

Doce da Roça
Combo: Café coado na hora e bolo de laranja OU bolo de fubá com goiabada e manteiga caipira – eleita a segunda melhor do mundo
Valores: R$ 15,00 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Fazenda Irarema*
Combo: Café e torta de caramelo salgado com ganache de azeite de limão siciliano e praliné de noz pecan.
Valores: R$ 15,00 (combo) – R$ 8,00 (bebida) *Entrada R$ 10,00

O combo do Âncora tem café gelado, sim!

Aliás, vem ler as dicas do Âncora para fazer uma french press incrível, aqui.

Prosa & Café Gourmet
Combo: Café e pão de mel recheado de doce de leite e coberto com chocolate amargo.
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 10,00 (bebida)

Rotina Café Galeria
Combo: Café espresso, gelo de café, caramelo salgado, creme de leite, calda de laranja e licor, acompanhado de donuts recheado de creme belga com limão siciliano.
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 12,90 (bebida)

Sete Quedas
Combo: Café e mini strudel OU baguete com requeijão, queijo brie e mel
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Ollivia Gastronomia
Sobremesa: Tiramisù trufado com sorvete de café
Valor: R$ 32,90

Pizza na Roça
Prato: Lombo de porco assado ao molho de café, acompanhado de batata sauté e couve ao alho
Valor: R$ 32,90

Sá Rosa Café
Sobremesa: Gelato de café com brownie fudge e chantilly salpicado com café moído na hora
Valor: R$ 20,00

Touro Grill
Prato: Filé-mignon com risoto de damasco, molho de café com mostarda e tuile de café e sal de café
Valor: R$ 32,90

Mais informações, no site do Festival Café e Cultura.

Como é que eu fui amar uma semente torrada {vulgo café}?

Em casa, sempre teve. Com açúcar direto na água fervida, tá? Na faculdade, era pra todo lado. Café na cantina e nos estágios. Pra sustentar. Acordar. Mas minha amiga e parceira de casa ganhou uma cafeteira italiana. Aí, meus amigos, descobri que não entendi bulhufas de café. Como funcionava aquilo? A água de cabeça pra baixo. O pó no meio. E pensando bem… Como, afinal, a água extraía cafeína de uma fruta? A fruta, que foi seca. Uma semente que foi torrada. Moída, triturada. Como raios aquilo era a bebida preferida do brasileiro???

Toda hora é hora pra mais café!

Bom, o processo foi lento. Essa cafeteira italiana nunca soube o que é um café bom feito por essas mãos. Mas um dos meus melhores amigos viu. Não café, claro. Mas viu potencial em mim! Ou só uma vaga de emprego mesmo. ‘Revista Espresso’. Hum, parece bom, né? Parecia. E eu me candidatei. Até fiz entrevista! E… não passei.

A surpresa é que alguns meses depois, a diretora da Café Editora me chamou. Aqui, se você não conhece a Mariana Proença (rainha do café), VALE MUITO SEGUIR. Bom, a Mari me escolheu pra uma vaga muito especial. Assumir o CaféPoint. Um portal voltado para agricultura. Não podia ter um espaço melhor pra me apaixonar pelo tal do fruto. Que seca ao sol, ou em secador mecânico. Que fermenta – e isso pode ser tudo de bom! Que passa pelas mãos de toda uma família. E vira a tal da semente torrada. E moída. E extraída… muitas vezes na cafeteira italiana. Degustada!

Foi desse jeitinho que eu comecei a amar café. E ser jornalista. Tudo ao mesmo tempo. E bem misturado. O comecinho desse papo… e lá se vão seis anos.

[Mas como eu saí do campo e caí direto atrás de um balcão? E passei a admirar cafeterias e baristas? Ah… esse é outro papo. Outro aprendizado. Outros laços… Fica pra próxima história]…

Orgânico, feminino e macio. O café produzido pelas mulheres da Coopfam

Café macio??? Sim! Exatamente isso. Ou melhor.. não tem nada de exato. É muita história envolvida.

Uma das coisas mais difíceis para mim é sentir o corpo do café. Mas nesse café que recebi da Cooperativa de Cafeicultores de Poço Fundo… ficou clara a sensação do café se espalhando na língua… Um abraço! Foi isso que senti no Café orgânico Feminino da Coopfam.
A percepção é muito pessoal, sabe?  👀👃👅 E eu acho que depende também da gente prestar atenção. Fazer essa busca. Essa pergunta. ‘O que eu tô sentindo?’. Pra mim, o que bateu foi o cheiro. Depois, o gosto: o frescor. Uma sensação de bebida macia. Que enche a boca!

E é incrível ver que é um produto feito da luta de mulheres. 👇
 
Frutinhos de café sustentável crescendo lá em Poços Fundo x Eu feliz com minha xícara cheiiia
Esse pacotinho que provei é fruto da luta das mulheres da cooperativa. Elas criaram um núcleo para discutir suas próprias pautas. O Mobi – Mulheres Organizadas Buscando Independência, onde dividem experiências na plantação de seus cafés, e em artes que fazem usando a palha e a borra.

Como um todo, a Coopfam é feita por agricultores familiares lá de Poço Fundo. Sul de Minas! E são focados em manejos sustentáveis e produção orgânica. Eu estive lá em 2017, quando escrevi uma reportagem para a Revista Espresso (Espia aqui a ‘Raízes da Terra‘).

Uma das produtoras que conheci lá foi a Vânia Silva.
E muitas, mas muitas paisagens de dar fôlego novo pra gente

Acredito muito no trabalho deles. Tanto no manejo orgânico, quanto na visibilidade conquistada pelas mulheres ali. E desse encontro, veio toda doçura que eu provei na xícara. Não é incrível? 
Me empolguei e falei um cadim disso nesse vídeo no Instagram.

Deu vontade, né minha filha? E ainda tem outro café nessa linha, feito em manejo sustentável. E muito mais no site da Coopfam. Viva a cafeicultura familiar, o cultivo orgânico e as mulheres unidas.

Cupping: o que é a prova profissional de cafés – e como ‘testar’ em casa!

 
O tal do cupping. E a invenção da prova em casa😋☕. 
Eu e meu irmão estamos em casa, bem sussas… e pensamos “por quê não montar uma mesa de prova?”. O incrível CUPPING.
Mas, calma. O que raios é cupping??? Bora trazer pro português! Cupping é exatamente isso: provar café, só que de um jeito profissional. Isso tudo é feito pra entender as características daquele grão. É doce? E o corpo? Aroma? Merece quantos pontos em determinada escala? É um trabalho incrível, muito comum em cooperativas. Vem aaantes das marcas comprarem. Bem lá no início. Assim, os cafés vão sendo classificados e ganham títulos, como o de especial.


Os provadores profissionais trabalham pra não deixar passar nada. Tá vendo a maneira como as xícaras estão dispostos na mesa ali na foto do início? Triângulo! Sim. Isso é uma das técnicas. A moagem do café? Pensada pra isso! E as tais colherzinhas? Feitas especialmente pra prova! ☕

E o que mais é levado em consideração?
-São escolhidas algumas amostras de cafés diferentes para serem provadas.
-A torra dos cafés é feita para ser a mesma para todos.
-A moagem também precisa ser igual.
-A disposição das xícaras na mesa. Triangularmente, lembra?
-A ordem para provar os cafés… e muitcho mais!

O que os provadores analisam?
-Visual na xícara;
-Aromas, antes e depois de colocar água;
-As infinitas possibilidades de sabores!
Ou seja, é trampo sério. Inclusive, por conta da danada da pandemia, a forma de fazer o cupping mudou. Se liga nessa matéria da Revista Espresso explicando timtim por timtim.

Maaaas aqui nesse caso – como as brincadeiras fazem o mundo mais interessante – virou uma forma incrível pra testar seu sensorial. E fazer a quarentena mais divertida.

Dá pra fazer em casa?

Dá, sim, pra brincar em casa! Claro que fazendo belíssimas adaptações! 🤗 E quem estuda cupping profissionalmente mesmo é o Douglas.
Maaas, se você é um #coffeelover nível hard (tipo eu), já é hora de ir pra testes avançados 😛.
Irmãos que provam unidos permanecem unidos 😎💥


Você vai precisar de:
-Xícaras!
-Colher (nem grila de procurar uma profissional, porque aqui a ideia é brincar, beleza?). Ou, sem colher, se você preferir fazer o café coado normalmente.
-3 cafés diferentes!
-1 moedor (ou quando comprar o café, pedir pra moer do mesmo jeitim 😉 )

Aqui, usamos cafés INCRÍVEIS da Gamers Coffe. Eles vendem 3 perfis diferentes, e tão com uma promoção: cada pacote de 250g sai por 25 reais. Se comprar com eles, manda uma mensagem no inbox dos meninos dizendo “VIM PELO BLOG EXPERIMENTAL” e fortalece nóis! (Mora em Poços ou SP e quer comprar o kit com os 3? Me manda inbox que tenho uma surpresa 💖).
Então, com seus utensílios e cafés em mãos: BORA!
Separa uma mesa e um lugar tranquilo. Mói seus grãos da maneira mais parecida possível, deixando eles mais grossos (se for usar a colher). Tipo:

Perceba que a perfeição não existe kkk mas a experiência é o que vale!


Agora, hora de pegar o pote que sua mãe usa para servir pudim, OPA quer dizer, sua xícara de prova. Você coloca cada café em um deles. Formando aquele triângulo. Por que? A ideia é ir fazendo um zigue zague. Analisa o primeiro café, que está na base, depois o que está no ‘topo’ do triângulo, e acaba no 3, que também está na base.

A ÁGUA FERVENDO! Deixa ferver, amiga. Busca a água, e despeja em cada uma das xícaras até ficar quase cheio.

Tenta não derrubar, como nós derrubamos. Mas se derrubar, a vida segue normalzinha, viu.


E vamos começar esse zigue zague! Com a colher, “quebramos” essa cobertura que fica por cima, sabe? E fomos tirando os grãos mais grossos que sobraram.

Feito isso, começamos sentindo o aroma. E, por fim, com a colher de novo… tcham tcham… a prova! A dica, que já recebi de alguns provadores, é: Faz como se estivesse tomando sopa quente.

Depois de provar cada café, os profissionais… bom, eles cospem em outro copinho separado só pra isso. Mas isso é porque eles provam dezenas por dia. Já pensou aquilo tudo de cafeína? Pois é. Mas, quando eu gosto de um café, tomo mesmo. Sou dessas. 💁

Eu curto anotar as coisas que sinto para ver minha evolução. O aroma, pra mim, ainda é muito complexo. Mas a ideia é curtir os sentidos! É um jeito de relaxar e ouvir nosso próprio corpo. Sentir um sabor e lembrar do momento que provou aquela fruta, ou sentiu aquele cheirinho de flor. Huuuum… e mais uma desculpa pra ir tomando uns cafés bons. ☕

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Vamos conversar mais? Bora trocar experimentações no Instagram: @blogexperimental.

Mini horta caseira nesta quarentena – passo a passo!

Pra desacelerar a ansiedade nesta quarentena… resolvemos fazer uma mini horta caseira! 🍀😻🌱

Sim, o mundo tá numa daquelas descidas desenfreadas na montanha russa que ninguém quis entrar. Fiz uma listinha, inclusive, pra tornar essa quarentena mais solidária (clica para conferir).

E agora, chegou a hora dela. A nossa, que saudades, estimada saúde mental. Eu, como ansiosa de carteirinha e deprêtendenciosa, venho criando estratégias de sobrevivência.

Uma das mais legais foi fazer uma mini hortinha! E, senhoras e senhores, eu lutei por ela. Meu pai é um amante do campo. Já teve horta aqui em casa, quando tínhamos espaço de terra de dar gosto. Mas agora, cabou-se chão de terra. Tudo é acimentado ou com piso frio. E minha brilhante ideia (pra mim, sempre foi brilhante), causou espanto. “Quer plantar onde? No vaso? Não cabe nada aí”.

(Lembramos aqui que essa revolta com meu minimalismo não é de hoje. Em São Paulo, plantei um pé de café. Bem no meio da sala. Se não der fruto? Vai ser meu bonsai, ué. Chique. Diferentão. Café).

Bom, depois de muito resmungo, convenci meu irmão a participar da horta.

Vamos ao passo a passo da mini horta em casa! Usamos:

  • Terra de um campão que o ele leva a cachorrinha dele pra passear.
  • Uma jardineira que ninguém usava e as pedras britas que já estavam nela.
  • Terra de melhor qualidade que estava abandonada em vasos inutilizados aqui em casa.
  • Mudas de alface da Vida Rural Agropecuária. Para quem tá em Poços de Caldas ou Palmeiral: fica a dica!
  • Sementes de couve, também da Vida Rural!

Montamos a hortinha assim:

  • Espalhamos as pedras britas no fundo da jardineira. Elas vão servir para drenar o excesso de água!
  • Ah, a jardineira tem furinhos no fundo. Dá uma olhada se seu vaso também tem, tá? Importante pra não apodrecer as raízes das plantinhas.
  • Terra do campão no fundo. Ela é mais argilosa.
  • Terra melhor por cima! Proporção meio a meio entre as duas terras.
  • Molhaaaa tudo e prepara a terra com um adubo orgânico: casca de ovo triturada + borra de café. Mexe a terra e o adubo vai por baixo. Lembra de tampar o adubo com terra, pra não juntar moscas.

E aí é só abrir as covinhas e plantar suas sementes ou mudas! Na embalagem vem bem explicadinho a distância que você pode dar entre uma muda e outra. Nossa alface deve estar boa para colher em 30 dias! 💚 Quem já estou super animada? 🙋. No caso de sementes, pode demorar até 60 dias.

Olha o vídeo com a finalização:

Ah, escolhe um lugar que bata sol. E que seja bem facinho de você ver sua hortinha e lembrar de regar!

Café por uma quarentena solidária

Embora a quarentena ainda seja um privilégio… a gente pode fazer a nossa parte para torná-la mais solidária.

Café em casa/ #ficaemcasa


Cursos on-line

Pura Caffeina. A Gi Coutinho é barista, jornalista e dona de pequeno negócio. O Pura Caffeina faz entregas e cursos! E tem curso online especial! Essa é a MELHOR hora para fortalecer!
A Gi contou: “Criei um curso que são dicas em meia hora, personalizado, para você preparar seu café em casa com os utensílios que tem. Vou falar sobre medidas, temperatura da água, tudo pra ficar bem gostoso esse café da quarentena! ❤ É por Whats ou Skype, o que preferir. Mas um bom jeito pra gente se ver".
Para conhecer e comprar: www.puracaffeina.com.br

Benfeitoria

As cafeterias pequenas precisam pensar em como se manter, mesmo fechadas. O Astronauta Café lançou uma vaquinha on-line no site Benfeitoria. O projeto ‘Ao Infinito e Além’ é um sistema de café pré-pago. A cafeteria montou 5 combos! Tem, por exemplo, pão na chapa + espresso / pacotinho de café + ecobag. Os valores vão de R$10 a R$50. 👽

Quem ajudar, garante seu combo para retirar depois que a crise passar. E ajuda agora a manter o negócio aberto! E outras cafeterias, como a Cupping Café também estão com vaquinha on-line!

Café coado… na sua porta

Aqui em Poços de Caldas (MG) (onde tô passando minha quarentinha), a Âncora Coffee House está fazendo tudo por delivery! Essa galera é ciclista e estão eles mesmos entregando de bike + frete grátis na região central de Poços. De pacotinhos a café coado. Se liga no número para pedidos: (35) 37159951.

Entregas até quando der…

A Revista Espresso é mara! E fez uma lista de pequenos cafés no Brasil todo! E estão fazendo entrega para se sustentar!
Acesse o post da Espresso e contribua! Bora comprar do pequeno?

Conteúdo para degustar e APOIAR

Aliás… aproveite para consumir e apoiar produtores de conteúdo de responsa!
-Podcast COFFEA, colabore aqui ó.
Revista Espresso, assine aqui ó.
-Podcast PuraCaffeina.
-E, por quê não, esse bloguinho que vos escreve? 🙂 Instagram: @blogexperimental.

Curso de Barista do Santo Grão: do zero a ser capaz!

Há alguns meses, fiz pela segunda vez um curso de Barista Básico! HÃN? Duas vezes o mesmo módulo? Sim! Eu podia dizer que sou de Peixes, mas só sou doida mesma. Na primeira vez que acompanhei esse curso, eu trabalhava na comunicação do Santo Grão.

Lá, eu vi o trabalho do barista de um outro jeito. A ponta final desse linha do café. O dia a dia, os clientes. O olho no olho. Vi como pode ser apaixonante! Científico e matemático. E pé no chão. Todos os sentidos à postos.

Mas eu nunca tinha me permitido realmente parar de ver e FAZER. Acompanhei a aula… mas com a cabeça pensando no que escrever… e não em viver o ‘ali’.

Agora, tive uma experiência completamente diferente. E aqui vão as dicas de uma aprendiz de barista de segunda viagem:

Mão na massa!
Esse módulo tem três dias de conhecimento. E muita mão na massa! Por isso eu curti tanto. Escrevo sobre café há anos, mas quando você tá de frente a uma máquina de espresso… é ooooutra coisa. Por isso, indico dar uma pesquisada. O curso que você tá pensando em fazer tem teoria e prática?

Atenção para o agora
Você já meditou? Para mim, viver é meditar. A cabeça começa a viajar… e você percebe. E se lembra do que está vivendo neste momento. E volta para o momento. E o ciclo segue… é a tal da busca pela atenção plena.
Aprender a extrair um espresso, é muita atenção plena! A ideia da presença, inclusive, já foi uma das filosofias do Santo Grão. Acho que para muita coisa segue válida. Inclusive, nos cursos.
Escolher bem para confiar
Tem muitas escolas massas por aí… mas qual delas tem Keiko Sato? Dá pra ver o brilho no olho dessa japinha a cada aluno com quem ela troca experiências! Ela é professora dos cursos do Santo Grão. Cuidadora da qualidade dos cafés da rede. Barista chefa. Mestra de torra. Ufa
E tem uma coisa que eu considero primordial em uma professora. Tranquilidade. Ela dá uma segurança pros alunos, sabe? Sobre a possibilidade de tentar de novo. E, aos poucos, se apaixonar por café também. Maravilhosa. E minha amigona! (E, cara, eu escolho bem meus amigos, visse?).

Tudo é novo
O café é um trenzinho. Planta. Semente. Bebida. Polpa. Casca… É bom se preparar para ampliar sua ideia sobre tudo isso. E aproveitar ao máximo cada um destes três dias! Faz…faz de novo! O bacana do curso do Grão é que cada um vai ter tempo de colocar a mão na massa mesmo. E tirar dúvidas. Calma e se joga!

Treine e treine e treine
🙂 Como a Keiko diz, se você já trabalha em cafeterias… aproveite para colocar o máximo que conseguir em prática!

Eu, por exemplo, estava segurando a xícara de um jeito totalmente desconfortável nos primeiros dias. Veja meu semblante de sofrimento kkkk Ainda bem que a gente pode melhorar com o treino 🙂


Ei, psiu! Tem + conteúdo aqui ó: https://www.instagram.com/blogexperimental/