café canéfora: quem você pensa que ele é?

conilon ou robusta. os dois nomes mais comuns de ouvirmos quando o assunto é um café ser antagonista do arábica. mas que rivalidade de diva pop é essa gente? não precisa disso, rs.

os dois são apenas variedades da espécie canéfora. uma de muitas outras espécies que existem além do próprio café arábica. calma lá. vamos conversar mais sobre isso 🙂

café canéfora é uma outra espécie. não tente comparar com arábica. Foto: Thais Fernandes©

fiz um reels falando sobre a importância de tratar do café no plural. são CAFÉS possíveis. não dá pra tratar tudo como uma coisa só.

>>> assista aqui o vídeo: canéfora é uma coisa, arábica é outra.

canéfora é espécie

acontece que até alguns anos atrás poucas pessoas conheciam à fundo o canéfora (ou canephora). eu lembro de entrevistar diversas pessoas que chamavam de conilon (que é a variedade) tudo que não fosse arábica.

hoje, com muito trabalho dos pesquisadores, a gente começa a entender mais da espécie canéfora. e dentro dela, suas variedades: as mais conhecidas aqui são o conilon (agora sim!) e o robusta.

Foto: Thais Fernandes©

entendido isso, também foram institutos de pesquisa, como o Incaper e a Embrapa que investiram pra criar tecnologias de manejo próprias pros canéforas. a planta é muuuuito diferente do arábica. posso escrever sobre isso qualquer dia…

patinho feio dos cafés

tá, mas e a qualidade? ou falta de qualidade, né? é assim que muita gente ainda vê os cafés canéfora… mas isso vem mudando. lembro que lá em 2014, a Mariana Proença, à época diretora da Revista Espresso e minha chefe, pediu para eu entrar em contato com o Artur Fioroti, da Conilon Brasil, pra eles escreverem uma coluna sobre um trabalho pioneiro! esse pessoal já queria mostrar que o conilon podia ter, sim, qualidade.

fico imaginando quantas pessoas torceram o nariz pra eles. Como deve ter sido chegar pros ‘100% arábica’ e lançar um ‘conilon também pode ter qualidade’ lá em 2014…

a coluna que seria para o site que eu era repórter e editora, o CaféPoint, acabou não rolando. mas eu fiquei com um pulguinha atrás da orelha… ‘Qual é o problema desse tal de conilon?’. taí uma das vantagens de ser inexperiente. Eu tinha acabado de chegar no meio do café. estava aprendendo. sabia que existiam essas duas espécies. são diferentes… e e pensava: qual o problema com nisso? foi tentando entender que me aproximei de cooperativas de conilon. dos produtores. e esperei pra descobrir quando é que o patinho feio ia virar cisne.

um espresso incrível e todinho de conilon

aí veio minha primeira experiência marcante com o conilon! cobri a seca de 2017 lá no Espírito Santo, in loco. Fui à Cooabriel, maior cooperativa de conilon do País, eu tomei um café espresso de uma das máquinas automáticas. ‘Huuum… muito bom esse café’. ‘É conilon’, me responderam, orgulhosos.

‘É CONILON’. A pulga atrás da minha orelha virava um elefante. Não tinha sentido. É ruim, mas é bom. Aqueeela prosa de mineiro… E assim fui construindo minha própria visão desse café. Mais barato de produzir, porque é mais resistente às pragas. Contudo, com menos cuidado nos processos de pós-colheita… justamente porque a saca valia menos! Um ciclo. Entendi que a maioria dos conilons, é verdade, não tinham qualidade. Mas isso não queria dizer que não PODIAM ter qualidade.

0% Arábica

Mais uns anos se passaram. Me tornei a responsável pela comunicação da rede de cafeterias Santo Grão e aprendi a gostar da outra ponta da cadeia: o consumo. Estava lá, aprendendo tudo de novo. Barista, extração, torra, flat white. E de repente: ‘compramos uma saca de conilon‘. Quase caí das pernas. e foi um processo delicioso (literalmente) fazer a comunicação para aquele café! Por um tempão pensei em nomes… quebramos a cabeça com a descrição. ‘Pipoca doce’. Era o puro sabor doce daquelas pipocas de saquinho rosa. Você sabe do que eu tô falando? Fazia sentido, porque o conilon tem uma gama diferente de sabores e aromas do que o arábica. Mas tinha a danada da pipoca doce. Que mais eu vou querer?

A linha era perfeita: ‘Um Café Diferente’. Eu tava bem satisfeita. Fizemos o descritivo para os consumidores entenderem o que era aquele café. Foto do produtor. Entrevista pra saber o processo. Tudo feito. Pronto. Menos o nome… Acho até que eu tinha pensado em algumas opções. Mas em uma reunião de gerentes, ouvi o Marco Kerkmeester (fundador do Santo Grão), dizer algo como: “Temos esse café. Ele não tem nada de arábica. É 100% conilon”. Anotei… fiquei matutando. Era tudo muito verdade.

O café não tinha nada de arábica. E tinha tudo de conilon. Eu entendi na hora, mas como os garçons iam entender isso? como os consumidores iam achar aquilo tão genial quanto eu? Eu queria chegar em cada um e dizer: Esse café é o contrário de todos naquela gôndola lotada do mercado. Nada de 100% arábica. Mas eu não ia estar lá, então precisava que o nome do café dissesse tudo naqueles 5 segundos em que o cliente gira a embalagem pra ler.

E aí, deslizou pelos meus dedos: 0% arábica. Zero por cento arábica. Acho que é isso. Eu dei o nome apenas para o jornal interno do Santo Grão. Queria que a equipe entendesse e se apaixonasse pelo café. E o Marco leu. E ficou louco! (ele já é um pouco, assim que nem eu, ne? Mas ficou mais hahaha). Quis dar aquele nome para o café. E assim ficou.

0% arábica é isso. não explica coisa nenhuma. Pega a pessoa pelo lado oposto. Pela dúvida. Pelo ‘que diabo é isso?’. ZERO? Não é 100? Escreveram errado? Eu quero saber! Eu quero saber. E finalmente, ela pergunta. E tem tempo e prazer em ouvir a resposta. Veja, a resposta não é simples. Nem rápida. Mas é deliciosa, como aquele conilon espresso que eu tomei em 2017. E nunca mais esqueci.

illycaffè lança café de agricultura regenerativa do Cerrado Mineiro

illy lança café Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro, o primeiro 100% de agricultura regenerativa com certificação regenagri.

O Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro é o primeiro café 100% agricultura regenerativa com certificação regenagri e vai ser vendido globalmente

nessa semana, estive no lançamento de um café pioneiro entre as linhas da illycaffè. a marca italiana lançou seu primeiro produto feito 100% agricultura regenerativa com certificação regenagri. os grãos tem também selo de Denominação de Origem que comprova que é produzido na Região do Cerrado Mineiro. e vai ser vendido globalmente!

o evento aconteceu no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, capital. e tava cheinho, viu? um grupo grande de cafeicultores veio do Cerrado para acompanhar a novidade e ver de perto a mais nova latinha da illy, em parceria com a Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

uma coisa bacana dessa linha é que ela não será limitada. ou seja, a ideia é que o café produzido com uma agricultura regenerativa continue à venda por um bom tempo.

agricultura regenerativa?

não é de hoje que a sustentabilidade é destaque – e necessidade – na produção de alimentos, né? uma das formas de produzir com mais responsabilidade ambiental é a agricultura regenerativa. Samuel Giordano, professor e diretor da Universidade do Café Brasil, explicou em um seminário promovido pela illy, que a agricultura regenerativa é a prática de restauração de áreas produtivas que leve à saúde do ambiente como um todo, estabelecendo o tripé da sustentabilidade: social, econômica e ambiental.

a illy afirma que esse novo lançamento faz parte da busca da empresa em se comprometer em mitigar os efeitos das mudanças climáticas em toda a cadeia de fornecimento. por isso, a marca quer fortalecer o modelo de agricultura regenerativa, que permite regenerar naturalmente o solo e reduzir as emissões de CO2, contribuindo para a produção de um café mais sustentável, saboroso e saudável

lançamento do novo café da illy, e momento de encontrar amigos como o José Cordeiro, gerente de qualidade da illy em SP.

do lado do Cerrado Mineiro, algumas fazendas já vinham trilhando esse caminho, como a Fazenda Três Meninas. é de lá que vem boa parte dos grãos que será vendido agora, e muitas das imagens que estavam sendo mostradas no evento no MIS. além dos produtores, como os donos da Três Meninas, Paula Curiacos e Marcelo Urtado, também estiveram no evento o diretor-geral da illycaffè Sud America, Frederico Canepa, do presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, e Fernando Beloni, presidente da Expocacer. 

Mostra com Degustação de Café no MIS

para quem é de São Paulo, até 15 de outubro, os visitantes do MIS terão a oportunidade de conhecer mais sobre a produção do Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro e ainda degustar o primeiro café proveniente da agricultura regenerativa.

o espaço também conta com uma breve mostra com painéis e imagens sobre a origem desse café tão especial e os visitantes do museu poderão degustar e apreciar o sabor único dos grãos selecionados do Cerrado Mineiro.

Cabo Verde vai ter festival cheio de cafés especiais e oficinas

De coffeelovers à profissionais, vai ter programação para todo mundo no Festival da Terra dos Cafés Especiais de Cabo Verde, Sul de Minas. A 2a edição do evento vai acontecer de 06 a 08 de outubro, reunindo pequenos produtores locais, donos de cafeterias e apreciadores de café de toda a região.

Mas também vale levar a família toda, porque o festival terá, ainda, gastronomia local e desfile de moda. E até passeio rural pelas fazendas locais! Eu já fiz um passeio pela região e escrevi sobre isso, leia aqui para saber como são os cafés especiais, cachaça e doces mineiros de Cabo Verde.

Como fazer um café especial em casa?

Para os coffeelovers de plantão, o festival é um prato cheio. Para começar, será possível conhecer e provar os cafés das marcas expostas pelos dos produtores da Associação de Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde-MG.

Mas tem mais: na sexta-feira (06), vai ter o Workshop de Métodos de Extração, às 19h30. E, no sábado (07), às 9h00, uma Oficina de Provas

Os gestores também terão conteúdo. Além do workshop em Gestão de Pessoas em Cafeterias, na sexta-feira, 19h30, um painel sobre Gestão em 360o acontece no sábado, às 14h00.

O Café Mãe Cota é um dos vááários pacotinhos de marcas de produtores da cidade!

Melhores cafés dessa safra!

Você já viu uma premiação de concurso de cafés especiais? Então, só venha porque é muito emocionante! Esse tipo de competição muda a vida de muitos pequenos e médios produtores, que tem seus cafés reconhecidos.

E nesse ano, a Premiação do 10o Concurso de Qualidade dos Cafés Especiais de Cabo Verde vai acontecer no meio do festival. Vai ser no sábado, às 16h00. 

Gastronomia e passeio

Comidas e bebidas eu já falei que tem demais em Cabo Verde, né? Até por isso o festival vai ter um Concurso de Gastronômico! Já pensou em conhecer um monte de delícias criadas pela comunidade da cidade? Essa é a hora.

Já no domingo um grupo sortudo vai sair para um Passeio Rural, passando pelas fazendas de Cabo Verde, às 8h00. E os ciclistas seguem, em paralelo, pela Trilha Ciclística da cidade. Tem trajetos de 20 km e 45 km.

Eu vou fazer a cobertura lá nos três dias de evento. Você pode acompanhar as novidades pela Instagram @cafesespeciaiscaboverde / e @tha.experimentando

Nos vemos em Cabo Verde?

Serviço

Festival da Terra dos Cafés Especiais, de Cabo Verde

De 06 a 08 de outubro

Praça da Matriz, Cabo Verde, Sul de Minas

Programação completa aqui

Mais informações: (35) 99900-7028

Tocantins vai ganhar torrefação de cafés especiais

A Amoracajú está de mudança para Palmas, capital do estado do Tocantins. A torrefação lançou sua nova marca no Festival Santos Café e carrega, agora, um nome e identidade ainda mais brasileira.

A Amoracajú Cafés Especiais do Brasil ganhou, recentemente, novo nome e identidade e está de mudança para Palmas, no Tocantins. Conheci pessoalmente Mauricio Braga e Mari Antonichen, os fundadores da marca, lá no Festival Santos Café, no começo deste mês.

Lá, a reação de quem provou os cafés da torrefação durante foi um estímulo a mais para os fundadores da empresa. Entre um gole e outro, os feedbacks e a troca com o público mostraram pros dois que a evolução da marca valeu a pena.

Do coração do Brasil para todo o País

Junto à transformação de identidade, com novas cores e o próprio nome simbolizando a grandeza do Brasil, o casal está de mudança para a cidade que é capital do Tocantins, para onde vão levar a torrefação. “Escolhemos estar no centro do Brasil. E isso caminha junto com nosso propósito de ter cafés de todo o País. Inclusive, vamos ter mais grãos da região de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, por exemplo. Queremos trazer mais cafés dessas regiões”, concluiu Maurício.

FOTOs: Giulliana Iannaco

Hoje, os dois são formados em cursos de torra e se dividem nas atividades da torrefação. Juntos, eles também visitam e conhecem de perto cada produtor com quem trabalham. “Eu sempre quis cafés diferentes e das mais variadas regiões. Sou do Paraná, e queria descobrir algum produtor de lá. Então pela internet descobri uma associação e fui até lá conhecer a produtora. Nós sempre vamos pessoalmente”, contou a Mari sobre um dos primeiros microlotes com os quais a Amoracajú trabalhou.

Eu provei os cafés deles por lá, e deu muito bom, viu. Café delícia pro dia a dia. Indico pro cês. Além de ter sido uma experiência muito massa ter trabalhado na comunicação da marca junto com a Giulliana Iannaco e a equipe Mariana Proença.

Quem sabe, em um futuro não tão distante, consiga visitar o espaço da Amoracajú Cafés lá em Tocantins? 🥳

já me segue? 🙂

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futuro da comida: laboratórios ou orgânicos?

a maior feira de alimentação do Oriente Médio. um fórum sobre a comida do futuro. uma das cidades mais cosmopolitas da atualidade. e eu, lá no meio!

em fevereiro, tive + 1 oportunidade DAQUELAS. fui à trabalho pra dubai. cobrir eventos sobre alimentos, agricultura e tecnologia. a Gulfood e Food For Future Summit & Expo (onde tirei a foto de capa desse texto!) e eu vi TANTA coisa! ficou até difícil contar pros amigos e família ‘como foi a viagem?’. então, decidi escrever.

comida feita em impressoras 3 D

começando com as expectativas. pré-viagem. olhando algumas companhias que estariam em eventos em dubai… de repente: comida impressa.

sim. uma das empresas está desenvolvendo carne feita em impressoras 3D. ~basicamente~ a ideia deles é utilizar algumas células de um bifão que já existe e, com elas, produzir mais carne. bizarro, né? ainda preciso, francamente, estudar muito mais pra entender a real das impressões em 3D.

inovador é. mas – vide NFT – toda inovação é boa? quanta energia e recursos seriam gastos pra produzir essa carne? qual recurso é esse? pra quem o produto seria acessível? já podemos imaginar algumas respostas.

também é uma solução de alguma forma menos cruel com os animais, já que não seria preciso criar + gado para depois abater. mas a que custo para quem consome? se ultraprocessados já são um problema quando se tornam base da nossa alimentação, imagina como seria o cenário com carnes ‘criadas’ em lab?

todas essas perguntas seguiram em diferentes inovações que vi. a tecnologia vem, claro. mas gosto de pensar que junto vem um questionário. ou seria bom se viesse.

mas quer saber o que + encontrei em dubai no final das contas? orgânicos!! e alimentos produzidos no meio do deserto da Península Arábica. é mole?

orgânicos do deserto

perto do Food For Future eu já tava desconfiada que o jogo ia virar. na Gulfood, eu já visto muito ‘organic‘, ‘vegan’, ‘plant based‘. proporcionalmente, pouco ‘lab’ ou ‘3D’. depois disso, visitei uma feira com pelo menos 3 bancas de produtores orgânicos e locais. COMIDA PRODUZIDA NO DESERTO, literalmente. de mel à vegetais.

claro que aqui há o meu viés pessoal. sou mais atraída por agriculture do que high tech. dá pra pegar a diferença? mas de toda forma, realmente me surpreendi com a quantidade de ‘fazendas’ e projetos de alimentação raiz nos emirados.

só como exemplo: a Emirates Bio Farm. a maior fazenda de produção orgânica do país. e faz delivery direto da produção pros consumidores! a propriedade, em geral, também recebe visitas. uma espécie de turismo rural árabe. infelizmente, por conta da pandemia eles estavam fechados :(.

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café gelado com limão ou laranja dá bom?

‘hum, mas misturar laranja no café…???” já digo, logo de cara: eu também torcia o nariz. mas agora? NUM CALOR DESSES? me gusta! eu acho que cê vai experimentar e agradecer depois…

masss só tu pode dizer! então, vamo de receitinha?

limão simplão

essa aqui é facin facin. água, CAFÉ DELICIOSO, gelo e limão. a lógica é: o gelo vai derreter depois de um tempinho, então fazer um café concentrado é o ideal.
aqui vai a proporção que eu uso pra ter 1 copo americano:

  • 15 gramas de café
  • 150 ml de água
  • 2 ou 3 rodelas de limão
  • muitcho gelo!

e pra facilitar ainda mais, ó o vídeo:

laranja da elis

e agora participação especial da minha amiga Elis Bambil. a barista curte um café geladim cítrico também. mas ela prefere café com laranja… então, perguntei pra ela: comé que cê faz? e segue a dica dela:

“Miga eu faço que nem cê fez com o limão mesmo. Passo um café mais concentrado, 1:9/1:10 dependendo do café, num copo com gelo e coloco uma rodela e meia de laranja depois do café já pronto. Teve uma época que eu tava mais fancy que eu desidratava a laranja hahahaha”.

FINA né mores? desidratar laranja é outro nível! mas pra iniciar nesse universo, uma boa laranja madura já faz a alegria dos cafeinades.

essas proporções que a Elis citou (1/9 ou 1/10) são as medidas de café (tipo 10 gramas de café) para outro tanto de água (90 ou 100 mls de água). se joga nas continhas e manda a ver aí também! que nem eu fiz, nesse vídeo do instagramhttps://www.instagram.com/p/CY_mQCwpwej/:

mesma proporção, mas dessa vez com laranja… hum!

grab and go: vale a pena ir em cafeterias que querem que a gente vaze?

*alerta de polêmica e termos in English de sobra…

desde que retomei o trampo presencial {ainda bem que não todos os dias}, senti a falta real das cafeterias que fecharam as portas na região do meu trabalho. triste pra caramba não ter mais clemente café ou caffe latte a um pulo de distância… e decidi conferir o que tinha em ‘to go‘, ou formatos de espaços mais enxutos.

daí que um dos meus melhores amigos, me conhecendo, lançou: ‘mano, fechou tudoooo :/. mas tem aquele the coffee novo’. eu já tinha ouvido falar da franquia. a proposta faz sentido real nos nossos tempos. quem dirá na maior metrópole da América Latina…

café tá salgado…

mas eu broxei. de colar lá, provar o café… sentir e pensar ‘é, bom café’. mas é isso, bom. 17,40 reais no coado. é bom. mesmo! origem única e tudo, diz a embalagem. mas não me fez brilhar o olho pra repetir a dose. não nesse valor.

mas ainda não é bem esse o ponto… ‘o preço do café tá mesmo caro’, diria qualquer um que faz compras. eu sei. embora ache que esse valor que paguei não vai baixar de acordo com a cotação da saca… mas tem o lance da acolhida.

só o mínimo. mesmo.

vamos ao senso comum do negócio: em geral, é preferível que o cliente pague, pegue e vaze. isso libera espaço pra outras pessoas. faz você circular por aí fazendo propaganda do produto, se estiver na embalagem… e, em tempos de covid, até eu não acho a ideia ruim…. mas estar em um ambiente 100% voltado pra isso, e sem nadica de intenção de troca de ideia com o barista? sem grandes informações sobre o café, o método… aí já não é minha praia mesmo.

no lugar do minimalismo, senti meio que um vazio.

será que a galera gosta desse sensação de fila do metrô? porque faz sucesso. pelo que eu vi nos dias anteriores. lotado. fila no caixa de auto atendimento. e é, o café é bom. talvez a fila seja porque da minha idade pra cima a galera já tem dificuldade de entender o conceito de ‘se atende sozinho aí’. pode ser... mas o modelo tem feito sucesso, sim.

só que, ouvindo em volta… ‘não tem cardápio?’. ‘ah, eu que faço o pedido e pago sozinha..’. ‘mas o que é ‘salted caramel’?’… hum, é complicado. a comunicação de muuuuitos lugares dão preferência pro inglês. o café especial em si, geralmente, chega com termos que criam muitas barreiras.


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mas grab and go? o clássico ‘pega e vaza’. dá pra perceber bem antes de ler o texto na embalagem. e, ah, antes disso, paga aí você mesma e no cartão, tá?

como eu disse pro meu amigo: acho que pelo espresso deve valer a pena. espresso bom é bem difícil de achar…. mas o coado? acho que é hora de levar as bugigangas e começar a fazer eu mesma lá no trampo.

O que é cafeína, afinal?

que tem cafeína em várias plantas acho que você já sabia, né? é café (coffea)! chá (camelia sinenses)! guaraná! mate! ah, chocolate (cacaueiro). uhum!

mas cê já imaginava que ela tá presente em mais de 60 espécies?

eu tenho pesquisado muito pra entender como o café me afeta. faz algum tempo que entendi que convivo com ansiedade. é algo que provavelmente vai seguir me acompanhando… então, vamos chamar isso de ‘vida em andamento’.

e, sem dúvidas, tem uma coisinha que faz parte da minha vida: uma boa xícara de café. parece meio contraditório querer manter os dois? às vezes, é. por isso tudo, comecei a me perguntar: o que no café pode acender o interruptor da minha ansiedade? e, obviamente, me veio à mente ela. a famigerada cafeína.

nas plantas

que tem cafeína em várias plantas acho que você já sabia, né? só pra ficar na nossa mesa de quase-todo-dia: café (coffea)´! chá (camelia sinenses)! guaraná! mate! ah, e também tem o chocolate (cacaueiro). uhum!

mas cê já imaginava que ela tá presente em mais de 60 espécies? (cara de espanto). nem eu!
os cientistas ainda estão estudando qual a função desse composto nas plantas. será que servem como um repelente natural? xô insetos e pragas! ou ajuda a formar uma reservinha de nitrogênio? pelo menos nesse artigo aqui, ainda não há conclusões. mas que ela tá em muita ´planta, isso tá!

um alcalóide nervoso

beleza… mas, quimicamente, o que é cafeína? ela é um composto orgânico da família dos alcaloides. a nomenclatura oficial é 1,3,7-trimetil-3,7-dihi­dro-1H-purina-2,6-diona. e olha só como é estrutura química da cafeína da danada:

fonte: Brasil Escola

agora, tecla SPA: a cafeína é, basicamente, como um estimulante do nosso sistema nervoso central (SNC).

como funfa?

bom, pra saber isso, você precisa conhecer outra substância: a adenosina. essa fofa aqui é produzida pelo corpo e ajuda a gente a dormir!
o modus operandi da cafeína é justamente driblar a ação da adenosina. os receptores confundem as duas. e aí? a cafeína passa na frente! e no lugar de dar sono, ela dá AQUELA sensação de AGORA VAI! uma energia que a gente busca muito nesses tempos acelerados.

claro que essa explicação de 1 parágrafo é bem rasa, né? vamos combinar que o drauzio varella deve te explicar BEM melhor do que eu: aqui neste artigo do site dele, tem infos sobre uma pesquisa que analisa a relação cafeína x sono.

porta pra drogas + pesadas

“A cafeína é a droga mais consumida em todo mundo“. foi o que eu li em dois artigos sobre ela.
bom, fato é que muitos estudos apontaram que a cafeína pode causar dependência.
nessa matéria da Revista Galileu, eles explicam os efeitos que esse consumo tem no nosso corpitcho. mas tenho a impressão que você já deve saber alguns deles… tipo:

  • insônia
  • acelero
  • ansiedade
  • cansaço excessivo depois do pico de energia louca ai meu deus do céu

ok, acima eu descrevi os meus próprios sintomas quando tomo café DEMAIS. e, principalmente, se eu SÓ tomo café. dicas muito simples pra evitar isso são:

  • reduzir a quantidade (avá)
  • comer algo enquanto toma café. se você não quiser que interfira muito no sabor do café, pode comer um pedaço de pão simples, ou uma bolacha de água e sal, manja?
  • estar atento ao seu organismo. eu não costumo ter muito problema com a quantidade, mas a cafeína definitivamente potencializa o que já estou sentindo no dia.
foto: Thais Fernandes (eu merma)

de toda forma, vale ficar atento a tudo que tá ‘demais’. café é uma delícia. um cházinho é amor. chocolate é o paraíso. vamos só tomar cuidado com volume… e, por que não?, cuidar mais da qualidade!


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Oi, mudei! a nova cara do blog experimental

Já faz mais de sete anos que tenho esse blog. Aliás, pra quem não me conhece, muito prazer! Sou a Thais. Jornalista, leitora, curiosa e observadora. Também sou palhaça. A vida tem dessas coisas, né? A gente é um montão em uma só.

E com o Blog Experimental também é assim. Aqui, eu já contei as aventuras da primeira viagem ao exterior. Sozinha, num intercâmbio incrível pela África do Sul. Escrevi sobre exposições… histórias que vi e ouvi. E as que vivi mesmo.

Café e mulheres inspiradoras

Hoje, o café é o rei desse espaço. Mas não só ele: as pessoas que fazem o café, principalmente!

E as mulheres, cada dia mais as musas inspiradoras! Porque eu mudei. Passei a querer contar mais as histórias das minhas manas. Das que vieram abrindo caminho… das que produzem no campo. Ou fazem história nas cidades.

Descobri que café é planta. É alimento. E nisso tem tanta importância. Tanta luta!

Renovando a cara pro Blog Experimental

https://www.behance.net/pokegiuMinha alegria é ter esse espaço pra poder contar tudinho. Me expressar. E como essa forma de expressão vem mudando, nada melhor que um novo visual! Logo, cores, tudo feita pelas mãos de uma mina incrível. A artista e designer gráfica Giulliana Iannaco. Minha amiga desde os tempos em que eu trampava na Café Editora, a Giu tem um olhar ‘moderno e leve’, como disse outra grande amiga linha ao ver o logo pronto! Conheçam mais o trampo dessa pequena full pistola: Aqui no Behance dela, ou no insta da @pokegiu.

As cores: verde e vermelho. Verdinho das plantações. Vermelho dos frutos e da luta. Formas circulares e rechonchudas. Pra ter sempre possibilidade de expandir pra tudo quanto é lado… e deslizar. Porque como diz o ditado ‘pedra que não rola cria limo’.

Seguimos aqui mais um capítulo deste Blog! Espero que curtam tanto quanto eu. E ainda vem mais novidades nos próximos dias! Vídeos! Entrevistas e dicas de preparo mais mão na massa ainda! Nos vemos! Um abraço bem apertado,

Thais.

Tô só orgulho: nossa nova logo. A cara do Blog Experimental!

Festival em Poços tem café pra beber e pra comer

Café em métodos e pratos! O Festival Café & Cultura rola em Poços de Caldas.

Festival Café & Cultura acontece em 12 estabelecimentos de Poços de Caldas. É café pra beber e comer em combos e pratos especiais.

Café em diversos métodos e… pratos! Além de cafeterias, esse ano restaurantes também estão na programação. E misturaram o grão em receitas próprias. Essa é a principal novidade do Festival Café & Cultura, que já tá rolando aqui em Poços de Caldas. A segunda edição do evento começou no último dia 19, e vai até 19 de dezembro. Nessa foto aí em cima, em destaque, um dos pratos que estão sendo servidos: filé-mignon com risoto de damasco, molho de café com mostarda e tuile de café e sal de café.

Quer apoiar o blog? Vem por esse link pra garantir sua prensa francesa na promo da Blac Friday:

Vai ser um mês, com 12 cafeterias e restaurantes poços caldenses participando. Cada café criou um combo e, cada restaurante um prato ou sobremesa. Nesse ano de pandemia (que ainda não acabou), fiz questão de perguntar e a organização do festival me confirmou que os locais estão seguindo os protocolos de segurança… Eu, mantenho a quarentena sempre que possível. E descobri que alguns dos participantes faz entrega dos pratos. Se você também tá se cuidando em casa, essa pode ser uma boa pedida! No mais, se for provar essas delícias, se cuide também. Máscara no caminho até lá e pra falar com os funcionários. Álcool em gel e carinho com os atendentes. Não costuma lembrar 🙂

Cafés especiais de Poços

Ahhhh e os cafés! O festival arrematou sacas do Concurso de Qualidade dos Cafés de Poços de Caldas deste ano. A ideia é valorizar os produtores locais e usar cafés especiais. Sabe como definem esses grãos? São aqueles provados por profissionais e avaliados com pelo menos 80 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA). A escala vai 0 a 100. Então, né, imagina que belezuras esses especiais!

Os combos de café + acompanhamento das cafeterias custam, no máximo, R$ 16,90. Os métodos de extração vão de coador de pano a espresso, prensa francesa, aeropress e hario V60. Já os restaurantes criaram pratos e sobremesas que custam no máximo R$ 32,90.

Nos últimos dias, eu estava imersa na Semana Internacional do Café. E logo logo tem conteúdo aqui sobre! (Pra matar a saudade, confere como foi a SIC de 2019, aqui).

Olha o combo do Sete Quedas aí! Aeropress ❤

A organização do evento é de Prisma Eventos e Juliano Silva Comunicação & Eventos. E o site deles estão prontinho e cheio de informações: www.cafeculturapc.com.br.

Olha só o que cada local preparou:

Âncora Coffee House
Combo: Cold brew e wrap de pão folha, presunto defumado, cream cheese, frescor de hortelã, patê de gorgonzola, rúcula e salsa da casa
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Casa do Colono
Combo: Café vietnamita com leite condensado, bolo de milho e três minipães de queijo acompanhados de carne louca
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 9,00 (bebida)

Café Beduíno
Combo: Bolo de café com ganache de capuccino, Odalisca (açaí batido com café e marshmallow) e café espresso
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 3,80 (bebida)

Doce da Roça
Combo: Café coado na hora e bolo de laranja OU bolo de fubá com goiabada e manteiga caipira – eleita a segunda melhor do mundo
Valores: R$ 15,00 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Fazenda Irarema*
Combo: Café e torta de caramelo salgado com ganache de azeite de limão siciliano e praliné de noz pecan.
Valores: R$ 15,00 (combo) – R$ 8,00 (bebida) *Entrada R$ 10,00

O combo do Âncora tem café gelado, sim!

Aliás, vem ler as dicas do Âncora para fazer uma french press incrível, aqui.

Prosa & Café Gourmet
Combo: Café e pão de mel recheado de doce de leite e coberto com chocolate amargo.
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 10,00 (bebida)

Rotina Café Galeria
Combo: Café espresso, gelo de café, caramelo salgado, creme de leite, calda de laranja e licor, acompanhado de donuts recheado de creme belga com limão siciliano.
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 12,90 (bebida)

Sete Quedas
Combo: Café e mini strudel OU baguete com requeijão, queijo brie e mel
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Ollivia Gastronomia
Sobremesa: Tiramisù trufado com sorvete de café
Valor: R$ 32,90

Pizza na Roça
Prato: Lombo de porco assado ao molho de café, acompanhado de batata sauté e couve ao alho
Valor: R$ 32,90

Sá Rosa Café
Sobremesa: Gelato de café com brownie fudge e chantilly salpicado com café moído na hora
Valor: R$ 20,00

Touro Grill
Prato: Filé-mignon com risoto de damasco, molho de café com mostarda e tuile de café e sal de café
Valor: R$ 32,90

Mais informações, no site do Festival Café e Cultura.