Tour em fazenda de café na Colômbia: tudo que eu vi e o que achei

um tour em fazenda de café na Colômbia é dos passeios que eu mais recomendo! te conto tudo sobre o roteiro e cafés especiais que provei em Medellín.

vocês acharam MESMO que eu ia ter passado pela Colômbia sem visitar uma fazenda de café? óbvio que não!

em Medellín, região cafeeira chamada de Antioquia, eu e meu parceirinho Gui tiramos um dia para fazer esse tour.

(se quiser saber sobre meu roteiro cafeinado em Bogotá, leia aqui)

indico muito esse passeio, especialmente porque imaginei que seria BEM mais fácil achar um tour cafeinado por lá… mas não foi bem assim. Senta, que lá vem história cafeinada!

Como escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia? 

Sabendo que o tour cafeinado é essencial, eu pedi pra várias pessoas uma dica de fazenda pra visitar na Colômbia. isso, incluindo gente que trabalha com o café especial no Brasil, viu? e nadica.

por isso, tive que arregaçar as mangas e pesquisar. e te digo que para escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia você vai precisar: 

  • entender qual tipo de café você curte: é especial? Se sim, deixe isso claro na sua pesquisa. Use “cafes de especialidad” para ser mais preciso.
  • prefira sites confiáveis: a Colômbia hoje é um país mais seguro do que anos atrás, mas você ainda é turista. Vamos ser espertos, né? melhor ir de Airbnb, TripAdvisor e outras plataformas onde tem até avaliação.
  • vá com tempo pra aproveitar o passeio: separe pelo menos 1 dia inteiro do seu itinerário. As fazendas são fora da cidade (quem diria!). então, mesmo as mais próximas, vão precisar de um tempo de deslocamento na ida e volta. 

E só pra concluir a reflexão sobre a dificuldade de encontrar alguém que me indicasse uma fazenda colombiana…

parece que realmente é muito mais fácil encontrar referência pra cafeteria nos EUA do que pra produtores latinos. isso tem vários motivos. vai de destinos mais comuns de viagem até a preferência por visitar lugares cool pra consumir. 

E, claro, tem o fato de que nós já somos produtores incríveis de café. Então, acredito que isso diminui um pouco a curiosidade por visitar outros produtores em um momento de lazer. 

Bom, como o diz a trend: pena que não é caso. Porque eu queria MUITO visitar uma finca dos nossos hermanos. E consegui! 

então, pesquisei e escolhi a que me pareceu mais bem preparada e segura pra receber turistas.

e tive uma grata surpresa descobrindo a finca Santa Elena ⛰️💚. 

Como é um tour em uma fazenda de café na Colômbia? 

Bom, na minha experiência o tour cafeinado em terras colombianas foi uma delícia! A finca (fazenda, em espanhol) Santa Elena tem uma estrutura ótima para receber.

Além do cafezal, eles também têm espaço de torra! E diversos métodos de café, que a Laura usa para servir uma degustação ao final do tour. 

a família produz ali variedades de café diferentes. Eu vi até laurina por lá, uma variedade que tem naturalmente menos cafeína. 

Além disso, eles estão se empenhando em inovar nos processos. tem cafés lavados, naturais e fermentados… e um terreiro suspenso bem legal, com telhado pra evitar as chuvas, bem comuns por lá. 

Por isso, eu pude ver e provar cafés especiais de diferentes tipos e processamentos… e torrados pela Laura! experiência fina mesmo. e a marca dela se chama El Revelo⛰️💚.

a fazenda fica pertinho de Medellín, a 1900 de altura! uma vista linda do cafezal pras comunas que ficam em volta. 

O que estava no roteiro do tour na fazenda de café na Colômbia 

o roteiro na fazenda Santa Elena todo incluiu: 

  • transporte de Medellín para a finca. 
  • todo passeio com uma guia que é um amor e habla español or speak in English. e, claro, entende portunhol, não se aflija.
  • recepção com cafezinho ou suco de uma fruta típica.
  • roupas típicas (o Gui bem que tentou fugir, mas a guia convenceu ele a viver o momento. arriba!)
  • tooooda uma explicação massa sobre as mudas de café, etapas de agricultura e mão na terra pra plantar uma semente.
  • colheita! óbvio, eu não ia embora sem comer uma frutinha do pé, né.
  • almoço campesino, com arroz, frango e várias delícias 🥘. mais suco!
  • degustação com diversos cafés de processos, variedades e sabores diferentes. todos produzidos ali!
  • opção de comprar os pacotinhos.
  • despedida 🙁 e volta até Medellín.

Em qual época é melhor fazer tour em uma fazenda de café na Colômbia 

esse tipo de tour pode ser feito o ano todinho. na Colômbia, tem colheita [praticamente] o ano inteiro. isso acontece porque lá eles colhem devagar, só os frutos maduros… e aí a colheita vai seguindo, conforme outros frutos vão madurando. 

o que facilita muito a vida do turista que praticamente em qualquer data pode participar dessa etapa da produção… e se esbaldar em cafés fresquinhos. 

Qual a minha avaliação do passeio na fazenda de café colombiana? 

⭐ pra mim, esse passeio foi: 9,9/10. 

a minha única ressalva é que no final foi um cadinho difícil dos carros subirem. nesse caso, eu fico feliz de ser prevenida e andar sempre com meu remédio pra asma! porque, se tivesse que subir tudo a pé, ia ser brabo. mas a própria Laura e a guia resolveram tudo no final). 

Eu indicaria esse tour? 

com certeza. tanto a guia quanto a Laura e a família foram umas fofas. muito receptivas. a comida estava DIVINA. Os doguinhos vieram pra coroar o rolê.

q o café? bom, eu queria ter comprado vários, mas me segurei e comprei apenas 1. o gui comprou outro.

eu encontrei esse Tour de cafés em Medellín aqui. e fechei tudo pelo Airbnb mesmo (não tô recebendo pra indicar, mas bem que podia ne, Airb?).

Onde provar café colombiano no Brasil? 

E agora um bônus para quem ficou até aqui: eu vou compartilhar meu café colombiano com vocês! Siiim. Se ainda não me conhece, eu sou jornalista especializada em cafés. Por isso, escrevo há 10 anos sobre o tema e também ofereço experiências. 

O nome deste blog não é à toa, ein? 

Então, se você e ou estará no Sul de Minas no dia 11/10, está convidado para o próximo evento! Além do café El Relevo, vou levar + cafés gringos e meu parceiro da Gamers Coffee vai trazer cafés incríveis da Região Vulcânica. 

Te espero lá, ein? As informações e inscrição estão aqui ó: 

Cupping Cafés do Mundo   

Uma experiência GAMERS COFFEE & THAIS FERNANDES  
Dia: 11 de outubro, das 09h00 às 12h00.  
onde: Gamers Coffee – Rua Corrêa Neto 589 – Poços de Caldas (MG). 
investimento: R$170,00 no cartão pago no escritório ou link de pagamento.  
R$150,00 pix conforme pix mencionado.
Se inscreva aqui. 

Se estiver lendo este texto no futuro, vem se conectar comigo via Instagram @tha.experimentando. E me pergunte lá sobre outras degustações e experiência pelo Brasil afora. Nos vemos por aí! 

5 cafeterias imperdíveis em Bogotá – Colômbia

em abril desse ano, fiz um bom rolê pela Colômbia… e, como eu já esperava, Bogotá me encantou demais. muuuita gente me perguntou sobre as cafeterias!

então, decidi criar algumas pílulas de conteúdo. aqui vai a primeira, com minha lista de 5 cafeterias incríveis de Bogotá, Colômbia. lembrando que também fiz um post sobre o tour que fiz em 1 fazenda de café na Colômbia! (e foi incrível).

agora, fique com essa lista de cafeterias imperdíveis na capital da Colômbia. e, em seguida, meu review sincero sobre cada uma.

  • Tropicália Tostadores de Café
  • Quindío
  • Divino DV Café Especial
  • Robusta
  • Jaguar

Tropicália Tostadores de Café

próximo da Zona T fica uma das melhores cafeterias que fui em Bogotá. a Tropicália Tostadores de Café entrega uma grande variedade de cafés especiais. são pacotinhos coloridos e um espaço bem ensolarado.


quando você pedir um coado ou um espresso, as/os baristas vão estar prontos pra te explicar detalhes daquela produção. tem até um encarte com foto do/a agricultor/a! achei um cuidado bem massa. e as extrações estavam impecáveis!

Além disso, as comidas são deliciosas! a gente fez um baita brunch e passou uma boa manhã por lá.

📍 Cl. 81a #8-23, Bogotá, Colômbia

Quindío

a Quindío é uma rede de cafeterias e marca de grande alcance na Colômbia.. mesmo sendo uma rede ainda acho que vale muito a pena visitar uma das unidades. eu fui até a Quindío que fica do lado da feira de Usaquén.

particularmente, eu não curti a comida. já os cafés… provamos um da linha Gran Reserva que foi bem surpreendente. eu já tinha ganhado um pacote dessa marca há alguns anos, então sabia que seria bom. e a qualidade se manteve!

📍 CARRERA 7A – #116 – 50 Bogotá D.C. Colombia

leia também:

Divino DV Café

DV, ou Divino Café é um espaço super gostosinho, em meio a universidades e o Centro histórico da cidade. o Thiago foi o barista que atendeu a gente e explicou detalheees de métodos e extração. é o tipo de cafeteria que me gusta.

tomamos um v60 de grãos bourbon vermelho. e ele serviu em taças. particularmente, fico com receio de cafés servidos assim… pode parecer meio complicado, sabe? mas enfim, estava bem gostoso. indico!

A DV é, além de cafeteria, um centro de experiências em café. eles promovem essas aulas com frequência. então, você pode ficar de olho nas redes sociais pra pegar uma experiência dessas!

📍 Cl. 12b #4-06, La Candelaria, Bogotá, Colômbia

Robusta bakery coffee

andando mais um pouco ali pelo Centro histórico mesmo… você vai ver uma portinha bem lindinha. ali fica a Robusta bakery coffee. bakery, pra mim, faz todo sentido. assim que você chega, tem um balcão com vários bolos belíssimos. e realmente, pelo menos o que eu provei, estava muuuito bom!

o preparo do café achei bem bom, apesar de não ser incrível. mas ainda assim vale a pena a visita.

📍 CARRERA 6 #10- 37, La Candelaria, Bogotá, Colômbia

Jaguar Coffee Bogotá

Na Jaguar Coffee eles se declaram ‘Productores y Tostadores de café exótico’. isso já explica MUITO sobre essa cafeteria. no melhor estilo maximalista, a Jaguar tem um espaço bem comprido e cheio de coisas e decorações diferentes.

mas não se abale com a quantidade de estímulos visuais, siga em frente… pra chegar até um espaço parecido com um laboratório. ali, você é atendido pelo barista e pode tirar dúvidas e conversar…

e encontra uma das coisas mais legais! uma bela engenhoca, onde você sente os aromas do café moído sem que ele entre em contato com oxigênio! difícil até de explicar, mas você vai conseguir ver num reels que postarei no insta @tha.experimentando.

a cafeteria fica também próxima da Plaza Bolívar e tem também: torrador, máquinas de espresso e muitos métodos de preparo. além disso, a Jaguar também tem uma fazenda. eles oferecem tours na cidade e no campo, basta consultar com antecedência.

📍 Cl. 12b #2-85, La Candelaria, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia

quer conhecer + sobre a Colômbia?

gostaram dessa lista? nessa viagem, ainda passei por outras 4 cidades colombianas! então, assine a Newsletter e me segue no Instagram ou TikTok pra receber os novos conteúdos!

Ah, essas cafeterias todas da listinha vão estar no Kafex. esse app serve para você encontrar as melhores cafeterias próximas de você. dá pra avaliar também e ver avaliação de outros amantes de café. e lá também tem espaço com cupons e mimos, além de eventos. eu escrevo pro blog deles 💛 e indico super!

Café sustentável: a bióloga que refloresta e colhe qualidade em Andradas

A bióloga voltou para o sítio da família e investiu em qualidade e, em seguida, em café sustentável, reflorestando plantas nativas da Região Vulcânica.

conhecer lavouras de perto é sempre um ponto alto pra mim. mas chegar ao Sítio Santa Luzia foi um pouquinho melhor. é lá que a Tamires Ribeiro e seus pais cultivam cafés e tem reflorestado parte da propriedade com plantas nativas. é um trabalho que está plantando café sustentável pra colher qualidade como um dos frutos

a lavoura fica em Andradas, na Região Vulcânica. e a visita que eu fiz foi parte de um roteiro turístico que será lançado no Andradas Café Festival. Saiba mais na primeira matéria que fiz sobre esse tour: Andradas Café Festival amplia evento com novo roteiro de agroturismo

eu conheci a Tamires há alguns anos, na primeira vez que estive em Andradas. E foi acompanhando o trabalho dela que fiquei cada vez mais curiosa para ver de perto o reflorestamento e cada detalhe. E, finalmente, esse dia chegou! 

Quem é Tamires Ribeiro, do Café da Tamires 

A Tamires Ribeiro é bióloga e cresceu no Sítio Santa Luzia com os pais Berenice e Fernando. Para estudar, Tamires se mudou e só retornou à propriedade durante a pandemia. O período foi quando muitas pessoas também retornaram ao interior para passar o período de isolamento social.

lá, ela decidiu ficar de vez e entrar de cabeça na produção cafeeira. “Esse sítio sempre foi da minha família. Quando eu voltei, durante a pandemia, vi que tínhamos potencial para produzir cafés especiais e começamos a fazer os primeiros lotes de cafés especiais e comercializar torrado. Trabalhamos juntos, eu e meu pai”, contou ela durante a visita do grupo à propriedade. 

uma das principais mudanças foi quando a produtora começou um trabalho de reflorestamento que dura até hoje. Para isso, Tamires buscou mudas de plantas nativas da região e iniciou o processo em áreas próximas a um córrego que corta a propriedade. 

são árvores como jequitibá, ipê, jatobá, aroeira, pitanga, jabuticabeira e paineira. E boa parte delas está crescida já! A Tamires sempre mostra a evolução delas no instagram (@cafe_da_tamires). 

O que é café sustentável? 

a família participa da associação local, a Acafeg, e tem o selo fair trade. Ele determina uma relação de comércio justo entre produtores, trabalhadores e compradores. 

mas Tamires queria ir além do que já era requisitado pela certificação. Como bióloga, faltava para ela a recuperação de áreas através das plantas que antes habitavam lá. “Como começamos a ter outras fontes de renda, como café torrado, investimos em manejos mais sustentáveis, e nas áreas de reflorestamento. Então, foi a partir do café especial que começamos a introduzir sustentabilidade”, lembrou ela.

hoje, a família tem uma propriedade com 11 hectares de café e outra com 10 hectares. E o 1 hectare e meio de reflorestamento está para ser ampliado. “Eu sou bióloga e sempre trabalhei em sustentabilidade e agricultura. Visando isso aqui dentro do sítio, começamos não só o reflorestamento próximo aos córregos e nascentes, mas também a sustentabilidade na área de café. Trabalhamos com planta de cobertura para melhorar a qualidade do solo e ter mais matéria orgânica. Isso é para conseguirmos viver em mais harmonia não só com a produção, mas com o meio ambiente”, explicou Tamires. 

Turismo rural em uma fazenda de café sustentável 

Andradas é um município que já tem fluxo turístico alto, impulsionado por esportes de aventura como trilhas, rapel e cachoeiras. Mas a família Ribeiro tem uma forma de se destacar. No novo roteiro turístico, o papel do Sítio Santa Luzia será mostrar como funciona uma fazenda de café sustentável. E que, sim, é possível produzir qualidade adequando manejos e reflorestando. 

“Nossa intenção é começar a receber as pessoas, porque falamos tanto que fazemos sustentabilidade… e queremos agora mostrar isso na prática também para as pessoas. Para elas saberem que comprando nosso café eles adquirem cafés de qualidade, mas também ajudando a reflorestar”, destaca a produtora. 

No passeio turístico, os visitantes são convidados a passear pelo cafezal, que fica bem próximo da casa. Lá, eles ouvem pai e filha contar sobre suas experiências, enquanto avistam uma lavoura à direta, outra à esquerda, e no meio há uma nascente e córregos que vem da mata nativa no meio do morro. É lá o foco dos trabalhos de sustentabilidade. 

No reflorestamento, a bióloga trabalha com árvores nativas e frutíferas. Como ainda há vacas na propriedade, eles separam as áreas reflorestadas com cercas. A propriedade já se dividiu entre cafeicultura e manejo de gado, mas hoje a família explica que o foco é total em cafés e as vacas e outros animais no local não são comercializados. 

Para os turistas que vem de grandes cidades, porém, os bichinhos são uma atração à parte. Além das vacas, há cavalos, cães (fofos) e até pavões no sítio! 

Café Tamires: linha de cafés sustentáveis de cara nova 

achou que estava faltando alguma coisa nesse passeio? Uma degustação, por exemplo! pois é óbvio que não vai faltar. Em uma clareira charmosa, a família montou uma mesa cheia de delícias e, claro, café coado na hora. 

os turistas vão provar delícias como diferentes bolos caseiros, doce de leite mineiro. e, claro, levar um pacote do Café da Tamires. a nova linha de cafés sustentáveis dela, aliás, está com embalagem renovada. 

“Nós montamos essa embalagem e temos uma parceria de torra. A Mariana Nakagawa também auxiliou com essa parte de embalagem e visual”, contou a produtora.

Os pacotinhos têm o nome da variedade cultivada e cores diferentes para cada perfil sensorial. Tem cafés que vão lembrar mel e avelã tostada, outro com notas de mel e laranja. E ela vende também online. Mas, sinceramente? Se tiver a oportunidade, vá presencialmente. Conhecer essa produção e entender sobre como é possível produzir café sustentável é uma delícia!

Aliás, os roteiros começam no Andradas Café Festival desse ano. Procure pela programação que já foi liberada, que vale a pena esse passeio.

Perguntas frequentes sobre café sustentável 

Qual o impacto ambiental do café? 

O impacto ambiental do café vai depender muito do manejo feito na lavoura. E, claro, de como esse alimento é processado nas outras etapas da cadeia: a indústria, o comércio, as cafeterias e supermercados. No caso da lavoura, quando a produção tem manejos como a cobertura de solo, a produção de outras culturas próximo ou em meio às linhas do cafezal, tudo isso ajuda a diminuir o impacto ambiental. 

O que é café ecológico ou sustentável? 

Café ecológico é um termo um pouco amplo, assim como café sustentável, por isso não existem certificações ou parâmetros certeiros sobre ele. Alguns manejos podem ser considerados ecológicos, como: produção orgânica, ou uso consciente de fertilizantes e outros produtos, agricultura sintrópica, agricultura regenerativa, entre outras.

Andradas Café Festival amplia evento com novo roteiro de agroturismo

a cidade de Andradas já é rota de turistas de diferentes tipos, mas o café e a agricultura vem ganhando cada vez mais espaço. dá pra entender o motivo só por essa foto que abre a matéria? eu fiz ela nos dias que passei nas terras andradenses, nesta lavoura que tem vista para a Pedra do Elefante. é de emocionar!

lançamento do Andradas Café Festival

a organização do Andradas Café Festival organizou um café da manhã na Cafeteria Reduto para lançar a edição deste ano e anunciar a nova data. o evento vai acontecer de 1 a 4 de maio de 2025.

mas uma das principais novidades é que, nesse ano, além de exposição de marcas e palestras, o festival vai para o campo! isso vai acontecer através de um novo roteiro turístico que foi estreado pelo grupo de jornalistas em que eu estive.

a ideia é mostrar na prática como é a agricultura e as paisagens locais. só para se ter uma ideia, as propriedades de café de Andradas tem de 12 a 15 hectares em média. o vinho, outra estrela local, também é de base familiar. e, claro, em torno disso estão produções artesanais de doces, queijos, bolachas e artesanato.

além disso, a cidade tem pontos turísticos de natureza que incluem o Pico do Gavião, a Pedra do Elefante, Pedra da Cruz, Pedra do Pantano, que ficam localizadas na Serra do Pau D’Alho. vem ver os detalhes desses lugares no roteiro a seguir.

novo roteiro de agroturismo de Andradas

em 2022, eu fiz um tour cafeinado bem massa por lá também, mas o passeio não era oficial. agora, esse roteiro vai ser oferecido já durante o Andradas Café Festival desse ano! então, já anota e se prepare porque é muita coisa LINDA pra ver incluindo:

  • café;
  • vinho;
  • gastronomia local;
  • música andradense;
  • turismo de natureza.

Café na Pedra da Cruz

nosso roteiro foi acompanhado pelas explicações e companhia das incríveis Camila Barbosa, gerente de Desenvolvimento Econômico e Agrário de Andradas, e Dalva Sasseron, engenheira agrônoma especializada em agricultura sintrópica e cafés especiais. e a Desbravar Turismo levou a gente para tomar um café nas alturas da Pedra da Cruz. pega essa vista maravilhosa:

sinceramente, imagina que delícia provar um café especial produzido em Andradas e extraído pela Mariana Nakagaw lá no altooo! e, além disso, o que deu um toque especial a esse momento foram as músicas que o cantor Anderson Martins tocou pra gente.

ele é um artista da cidade e tem composições lindinhas sobre Andradas e o café. e, claro, tocou clássicos da nossa música na viola de cabaça. coisa de emocionar mesmo.

foto: Gabriel M. Teixeira | Andradas Café Festival

Passeio na vinícola da Casa Geraldo

um tour com direito a degustação de vinho. tivemos essa experiência e ainda ganhamos taças personalizadas lá na Casa Geraldo, que foi lançada no ano de 2.000. a origem da marca, no entanto, é bem anterior.

na década de 60 o fundador começou a produzir e, anos depois, percebeu que a hospitalidade podia ser seu diferencial e passou a receber turistas na propriedade. e assim é até hoje. um espaço de produção e turismo famoso em toda região.

o passeio passa pelo parreiral de uva Shiraz, onde aprendemos sobre método dupla poda que possibilitou o cultivo de uvas que produzem os vinhos finos da chamada “colheita de inverno”. esse é um dos destaques, aliás, já que antes a região só conseguia produzir vinhos de mesa e foi essa técnica que revolucionou a agricultura local.

no tour, em meio à lavoura tem degustação de oito vinhos diferentes, entre secos e suaves. no final, acontece também uma harmonização com queijos de Minas e o azeite Extra Virgem da Casa Geraldo (incrível também!). a produção de oliveiras deles no local ainda não teve colheita, mas a empresa tem lavoura em Divinolândia, de onde vem a matéria para fazer o azeite.

só não esquece de ir tomando água entre uma taça e outra. eles vão te dar uma garrafinha no início do passeio, então beba mesmo. é sol na cabeça e vinho na mão, então hidratação é o mínimo. 😅

Gastronomia típica de Andradas

nos dois dias de tour, a gente foi abastecido com comida local da boa. começamos provando simplesmente um prato que é reconhecido como patrimônio cultural andradense. o Virado de Frango! preparado no Taverna Restaurante, ele pode levar coxa, moela e até coração de frango. o caldo é feito com floco de farinha de milho e os relatos é que este prato tem origem na comida de tropeiros que passavam pela região antigamente. eu amei.

e a noite? uma pizza? não sei se dá pra dizer que foi ‘só’ uma pizza, porque que trem maravilhoso que a Pizzaria Tradicionalle faz. as pizzas são artesais, assadas em forno à lenha com massa com longa maturação. a de abobrinha foi a que mais me ganhou, com um recheio suculento e saborosa demais. (mas deixe espaço para a pizza doce de banana com chocolate branco, vai valer a pena!).

ah, o último almoço foi no Mirante of Dreams, com uma comida caseira delícia e a seguinte vista:

Visita aos cafeicultores e cafeicultoras

no dia seguinte, esse mega passeio seguiu com a World Adventure Tur. e a gente foi visitar uma das associações de produtores que eu mais curto o trabalho, a Associação dos Cafeicultores do Bairro Gabirobal (Acafeg). eles trabalham com fair trade, o comércio justo. e desde quando os visitei pela primeira vez, tem expandido e crescido!

o café é incrível e a qualidade é um dos focos, mas o que eu mais valorizo ali é ver o empenho deles em oferecer conhecimento para as cafeicultoras e cafeicultores e contribuir com a comunidade como um todo.

só pra ter uma ideia, além do salão para reuniões e eventos, a Acafeg tem um laboratório de provas de café… e uma sala de pilates! sim, eles construíram esse espaço pensando na saúde dos associados, que trabalham nas lavouras e precisam ter esse tipo de cuidado com o corpo ainda mais reforçado. mas o serviço também é oferecido à toda a comunidade local.

e hoje, entre os cerca de 30 alunos, a maioria é de não-associados, contou a Aline Benevene, que cuida do administrativo da cooperativa e é filha do Seu Sebastião Benevene, presidente da Acafeg.

tá achando que acabou? pois a gente ainda foi conhecer de pertinho o Sítio Santa Luzia, da Tamires Ribeiro. mas essa história é tão bacana que eu vou deixar para contar em um texto todinho dela, tá? fica de olho no meu insta @tha.experimentando e assine [de graça] a Newsletter Experimental para saber em prima mão quando o texto for publicado!

*eu viajei à convite da organização do Andradas Café Festival e fiquei hospedada no Hotel Delainn, no centro da cidade. Vale fazer reserva com antecedência, porque turistas visitam a cidade o ano todo.

Poços de Caldas Coffee Week: 7 combos para provar no festival

essa é a primeira vez que o festival, originalmente chamado Brasil Coffee Week, acontece em Poços. saiba como foi a experiência de visitar sete cafeterias participantes. 

até o dia 24 de novembro a Poços de Caldas Coffee Week está aquecendo o circuito de cafés especiais da minha cidade querida, no Sul de Minas. à convite da organização, eu provei sete dos 20 combos oferecidos nas cafeterias participantes! (amo meu trabalho ou sim?). 

essa é a primeira edição do festival gastronômico em Poços! ele reúne cafeterias, confeitarias e panificadoras para que cada uma crie um menu de valor fixo de R$25. Os menus incluem comida e bebida, mas cada um foi uma surpresa. 

o tanto que eu me esbaldei desse tour… fiz todas as cafeterias em 2 dias! haja cafeína no sangue 😛

teve salgadão + coado on the rocks; salgado + doce + coado; doce grandão + café gelado; porçãozinha + cappuccino… enfim, a especialidade de cada casa em uma curadoria massa. 


Processando…
Sucesso! Você está na lista.

cafeterias para visitar no Poços de Caldas Coffee Week 

no total, são 20 cafés participantes, o que me impressionou muito… mesmo conhecendo o potencial de Poços na cena, foi surpreendente perceber a quantidade de lugares com cafés de qualidade! muitas casas novas surgirem. e muitas tradicionais estão, agora, com café especial! que lindo ver essa evolução. 

O festival vai até dia 24/11, então tanto quem é da região, quanto turistas podem aproveitar finais de semana e feriado (São Paulo), para visitar!  

quer saber onde tomar o combo de café em Poços de Caldas? vem saber da experiência e dos menus que eu provei:

Nita Padaria Artesanal 

combo: café coado + financier + pão de queijo. a bebida é feita com grãos do café Mourisco, uma marca de produtor local que eu estava doida pra provar.

e valeu super a pena. o pão de queijo é um mix de queijinhos, cheiroso e delicioso! e o doce eu provei o financier de pistache, que estava bem suave. 

Café Sete Quedas 

combo: café coado na V60 + bolo gelado + folhado. O café é feito na própria fazenda da dona da cafeteria. muito gostoso e ornou super com o folhado de alho-poró que escolhi. e o bolo gelado de doce de leite? de dar água na bocaaaa.

o ambiente é amplo e delicioso. já as comidas desse combo são um pouco menores, então se vier em dupla peça mais comidinhas para complementar. 

Âncora Coffee House 

combo: focaccia recheada + café do dia gelado. café de qualidade, já habitual na Âncora que é referência em grãos especiais na cidade. Eles também estão usando café Mourisco (do Pedro Lotti) e a torra é do Gamers Coffee (que sempre indico aqui e tenho cupom de desconto EXPERIMENTAL. pode usar que vale a pena!). 

A focaccia também tava delícia e bem servida. Aqui vale a pena vir com tempo porque a cafeteria é bem movimentada, o que pode gerar um pouquinho de demora na entrega do pedido. 

Panedota 

combo: cold brew + croissant de coco com doce de leite de corte regional. Café extraído a frio, o cold brew estava delicoso. como já foi feio gelado, ele segue sem derreter o gelo e é a melhor opção no calorão! A massa do croissant é incrível, trabalho da padeira dona da casa.

Só achei que o doce de leite estava meio durinho e acumulou de um lado só (logo na minha vez haha, porque sei que a qualidade ali é boa e acredito que foi uma experiência pontual). 

Casa do Colono 

combo: Capuccino trufado + pão de queijo com pernil. Um dos combos mais diferentes e que atrai até quem não é focado em cafés especiais. O cappuccino é mais focado em quem gosta de uma bebida com café, mas bem adocicada. (caiu super bem, já que sou uma formiguinha), e o pão de queijo com pernil de-li-ci-o-so!

Vale a pena só consultar antes para saber se está disponível, ou se tem tempo de preparo maior. no dia em que fui aconteceu de ter uma diferença entre a entrega do cappuccino e do pão de queijo, até por isso as fotos são separadas.

Cafétopia 

combo: drip coffee ou cold brew + toast de queijo canastra, mel e castanha + fatia de bolo de iogurte com cobertura de limão. a foto que abre esta matéria do combo do Cafetopia. pensa em um combão! vale a pena ir com fome lá, porque o combo deles vale muito a pena! 

bolo de fundo, cold brew em destaque! e a foto de destaque deste texto mostra também o toast de queijo da canastra com mel. huuuum…

eu provei o cold brew e ele estava mais encorpado do que as outras bebidas geladas que provei no festival. Minha fica é prová-lo junto com o bolo de iogurte com cobertura de limão. o toast de queijo canastra estava diviiino. O café é feito na propriedade da família, também no Sul de Minas. 

Prosa & Café Gourmet  

combo: café filtrado no método koar + bolo de café. Uma grata surpresa chegar no shoppig da cidade e encontrar um lugar com várias opções de cafés especiais. O combo do festival estava bem gostoso!

cafezão e bolo! tudo que eu queria pra terminar esse mega tour.

O café é feito com grãos da propriedade dos donos também e foi filtrado no Koar, um método brasileiro e lindão. Também gostei bastante do bolo de café com chocolate. Docin!

As outras cafeteria participantes do evento são: Art Café, Bold Bloom, Café Concerto, D’Gust Confeitaria e Café, Doce na Roça, DuckBill Cookies & Coffee, Floricitá Café, Lascaux Chocolates Rústicos, Lyla Café,  Rotina Café Galeria, Sower e Tradi Café.

vale lembrar que a cada 5 combos, o consumidor pode concorrer a um kit para coffeelovers. se for nas cafeterias, você pode pedir um cartãozinho para os cafés ire carimbando a cada visita.

a Poços de Caldas Coffee Week também contou com workshops sobre cafés especiais e chá. O festival originalmente se chama Brasil Coffee Week e tem chegado a diferentes cidades do país. 

Serviço 

Cardápio completo e programação do festival: www.brasilcoffeeweek.com.br 

Valor de cada combo: R$25,00

Instagram: @brasilcoffeeweek 

descubra mais sobre cafés em Poços e no mundo

se você chegou por aqui recentemente, saiba que escrevo sobre café desde 2014! então, por aqui neste blog e no instagram @tha.experimentando tem muito conteúdo! alguns que selecionei para você começar são:

Etiópia [parte 2]: como é visitar Sidama, região produtora de café!

depois de boas horas de carro, cheguei aos cafezais no Sul da Etiópia. e que escolha incrível! foi uma aventura memorável na região produtora de Sidama. vem comigo!

ei, antes de ler esse texto… vale a pena visitar a primeira parte da aventura.

agora sim, vamos lá!

de 5 a 6 horas de carro. é o tempo que leva uma viagem da capital, Adis Abeba, até a região de Sidama, no sul do país. mas, pra mim, o tempo passou muuuito rápido. com certeza isso foi por conta das longas conversas com o Assefa, o guia que me acompanhou, um dos homens mais inteligentes que já conheci. e mais animados também! Assefa falava muito, tanto quanto ria. gargalhava.

-você teve muita sorte de encontrar esse guia, viu? – me dizia o guia de Sidama (ou Sidamo, você pode encontrar as duas grafias). e ele estava mais do que certo! (já indiquei aqui a agência de turismo com qual eu viajei, se quiser o contato direto, e mais dicas, fala comigo por aqui @tha.experimentando!)

no caminho, eu vi dromedários! indústrias, casas… passamos por planícies e paramos para eu avistar os três maiores lagos da Etiópia. tudo isso enquanto a paisagem seca ia dando espaço, aos poucos, pra uma região mais alta e úmida.

finalmente, chegamos na cidade de Yirgalem, onde ficava o hotel e a vila de produtores que eu visitaria no dia seguinte. tudo bem próximo a uma área de floresta, e dos lagos Woyima e Gidawo.

você consegue encontrar o macaquinho nesse registro que fiz já em Sidama? 🙂
Fotos: Thais Fernandes©

o hotel charmoso e aconchegante

já ia entardecendo… e um friozinho bom veio quando chegamos no hotel. e que hotel! pense num lugar charmoso. era perto da cidade o suficiente para ouvir os cantos religiosos de lá à noite. e longe o suficiente para ouvir cada passarinho durante o dia.

a Lâmila, uma das funcionárias de lá, me recebeu com um copão de suco natural de manga fresco! aliás, tudo que ela cozinhava era fresquinho e delicioso. ela também foi é a coffee lady de lá. ou seja, a responsável pela cerimônia do café ☕🖤. (Sobre essa cerimônia eu vou falar em um post especial. me segue no instagram para saber quando for lançado!)

tudo fresquinho! e muitas frutas à vista!
Foto: Thais Fernandes©

enfim, teve janta farta, com direto à cerveja. e uma fogueira pra conversar e ser bem recebida demais! (e ouvir as hienas, ao fundo, chamando umas às outras)… além de mim, vi uma família e um grupo de japoneses hospedados por lá também.

ah, e eu não ia ter um quarto. eu ia ter uma morada toda pra mim! como se fosse um chalé, meu quarto era na verdade a reprodução das casas tradicionais de Sidama.

casas do estilo de Sidama

fiquei fascinada quando o Assefa me contou que existe toda uma tecnologia ancestral na construção das casas de Sidama. primeiro, elas são feitas principalmente com um tipo de bambu. material resistente e flexível ao mesmo tempo. na estrada, eu vi várias pessoas trabalhando nas tramas de bambu, aliás.

era uma casa assim que o meu quarto do hotel reproduzia. na verdade, além do telhado em bambu, a decoração era toda feita de itens produzidos ali por artesãos de Sidama. coisa linda de ver!

o quarto por dentro/ e por fora. um primor esse hotel!
Fotos: Thais Fernandes©

nas casas originais, as famílias acendem fogueiras para cozinhar lá dentro e a fumaça ajuda a selar o teto. por isso, os moradores locais só precisam trocar as tramas de década em década. elas seguem muitos anos resistentes a chuva, sol, ventos… tecnologia!

e ainda por cima tem uma trama bem linda, que lembra bastante o formato de algumas teias de aranha. tem um termo na arquitetura que se chama biomimética, que é a técnica de ‘imitar’ formatos e soluções da natureza na hora de construir. eu vi bastante disso por lá.

olha só esse vídeo, que explica bem o processo de produção dessa casa:

informações importantes:

separei aqui uma listinha que coisas importantes pra você saber. e bem específicas para a região de Sidama:

  • clima: um friozinho bom demais. foi assim que amanheci em Sidama. a região ali tem uma altitude de cerca de 1.700 metros;
  • seca: quando estive lá, em fevereiro, o país passava por um período mais seco. apesar disso, pegamos chuva na estrada (mas eu costumo atrair chuva em viagens, rs);
  • idioma: a Etiópia é país diverso pra caramba e isso inclui os idiomas. lá a língua de trabalho é o amárico, mas nem todo mundo vai falar essa língua. no caso de Sidama, muitas pessoas falam apenas o idioma homônimo, o Sidama;
  • guia local: por causa de ‘detalhes’ como o do idioma, é importantíssimo ter um profissional local! no meu caso, a agência já tinha contratado um, que fez a tradução inclusive para o Assefa.

ainda quero falar sobre comidas da Etiópia. nossa! um prato cheio (literalmente, rs). sobre a visita à casa de uma produtora de café de Sidama e sua famíia!

e, óbvio, sobre a cerimônia do café! então, me aguardem que virão novos textos sobre esse país rico e maravilhoso. enquanto isso, assine minha newsletter e receba as novidades por seu e-mail:

Processando…
Sucesso! Você está na lista.

Cafeterias incríveis no Uruguai (um roteiro de viagem!)

visitei o Uruguai e descobri 7 cafeterias incríveis! vem conhecer todas no meu roteiro cafeinado.

descobri cafés lindos nesse país hermano que é o Uruguai. e o que é uma viagem minha sem um roteiro de cafeterias logo na sequência, né? 😜

tá planejando conhecer Argentina e/ou Uruguai? se não está, vem comigo que eu já vou plantar essa vontade aí. fiz uma viagem curtinha e delícia pelos nossos hermanos agorinha (de 28 de agosto até 03 de setembro).

nesse texto foi focar no URUGUAI. e tenho bastante coisa pra contar! OBVIAMENTE, muitas cafeterias no caminho. ☕ e participação especial do meu ‘chivito’ Gui Miranda, um grande tradutor e amigo de vida.

la plata: como pagar as contas no Uruguai?

nessa viagem, o que eu mais usei foi um cartão pré-pago de viagem, sabe? optei pelo WISE, por conta de taxas melhores e porque eles tem a opção de converter para peso uruguaio (não é publi, mas bem que podia ein WISE?). funcionou muito bem. alguns locais aceitam real, algumas vezes compensou.

honestamente, só me arrependi porque acho que poderia muito bem ter parcelado compras um cartão de crédito internacional comum, no meu caso, o do Nubank. (também não é publi, e também bem que podia, né Nubank? hehe). enfim, Uruguai é sussa com relação a dinheiro. só é caro 😶.

>aproveita pra ver os conteúdos em vídeo que já estão saindo no Instagram @tha.experimentando.

cafés de especialidad 💖

eu já sabia que minha trajetória pelo Uruguai ia ser cheia de cafés! mas, pra começar, minha maior surpresa, foi logo na primeira cidade que conheci. descobri uma torrefação em Colonia Del Sacramento, a Colonia Roasters.

1- Colonia Sandwich Coffee Shop – cafés especiais na chiquita Colonia
📍Gral. Flores 272, Colonia Del Sacramento, Uruguai

e, claro, pra descobrir essa torrefação, primeiro eu tive que esbarrar na cafeteria. aliás, em uma das 2 unidades da cidade. se você visitar esse local, de apenas 26 mil habitantes, vai entender o motivo da minha surpresa. Colonia é uma belezinha, cheia de arquiteturas com influências portuguesas e espanholas.. e é realmente pequena.

por isso, encontrar lá a Colonia Sandwich Coffee Shop foi tipo: UMA ALEGRIA. fora que as atendentes são gente finíssima. e extraem bem o espresso <3. eles também tem pacotinhos e xícaras à venda.

eu realmente curti o café deles. que coisa boa!
FOTO: Thais Fernandes©
©uma foto finíssima, idealizada pelo meu novo vício nesse estilo nas cafeterias, e com créditos da
FOTO: Gui Miranda 💚 ©

Montevidéu

chegamos à capital mais charmosa que já visitei. namoral, eu amei o Uruguai e Montevidéu tem muito a ver com isso. apesar de não ter visto nada de mais na orla, o centro e a arquitetura, a arborização e as pessoas. tudo isso me encantou!

e, lógico, as cafeterias! um parque de diversões pra alguém como eu e você, que amamos um roteiro cafeinado. então, prepara e anota:

  • 2 – Café Brasilero – o do Galeano
    📍 Ituzaingó 1447- Ciudad Vieja, Montevideo, Uruguai

essa cafeteria eu fiquei mega empolgada em ir… e nem foi pelo café. 😮 siiim, a história por trás do Café Brasilero valeu mais que os goles (e olha que gostei do café!). essa cafeteria é a mais antiga do Uruguai. foi fundada em 1877!

mas aqui vai o motivo que me levou a incluir ela no meu roteiro: Eduardo Galeano. o autor de As Veias Abertas da América Latina e O Livro dos Abraços ia sempre ao Café Brasilero. lá tem várias fotos do escritor nas paredes. e a icônica fotinha que eu bati o pé pra reproduzir:

©mais uma da série: fotos em cafeterias com vitrines. e a verdadeira inspiração: Eduardo Galeano. créditos: foto 1: Gui Miranda© // foto 3: Thais Fernandes©

lá, eu conversei com a atual dona do espaço. uma simpática argentina, que me contou que o nome Café Brasilero (assim mesmo, sem o ‘i’) foi dado porque um de seus fundadores veio mesmo do Brasil. e no início, a cafeteria comprava mesmo grãos produzidos pelo gigante vizinho, mas hoje em dia os cafés torrados vem direto da Colômbia. e são de qualidade, admito. 😛

  • 3 – La Farmacia Café – cenário lindo e finalmente café coado
    📍 Cerrito 550, Montevideo, Uruguai

    fiiinalmente métodos! a maior parte das cafeterias que visitei só tinha bebidas à base de espresso. o La Farmacia Café foi o primeiro onde encontrei opções de coados, como cafés feitos na Hario V60 e a Chemex. (só cuidado, porque o menu tem alguns problemas na comunicação… e quando fui lá a atendente não estava em um bom dia, vamos dizer assim, rs).

    por outro lado, o barista que fez meu café foi super gentil 💖e compartilhou comigo as informações todas do grão. um belo Etiópia, cheio de acidez e doçura. huuum! também tem vários pacotes de grãos à venda, incluindo origens como Colômbia, Brasil e mais.

    e pensa em um cenário bom pra foto! é o La Farmacia. localizado em mais um dos belíssimos prédios históricos do centro, o café conservou elementos que remetem a uma antiga farmácia e fez disso uma baita decor. olha só:

euzinha, curtindo um bom café feito na chemex, lá no La Farmacia Café. FOTO 1: Thais Fernandes©/ FOTO 2: Gui Miranda©

  • 4-BACACAY La Diaria
    📍 Em frente ao Teatro Solis, Montevideo, Uruguai

aproveitando que ainda estamos pelo centro antigo de Montevidéu, a famosa Ciudad Vieja também guarda cafés bem em frente ao Teatro Solis. um deles é o Bacacay. as baristas foram umas fofas. e vale bastante pelo ambiente, em meio a prédios e arquitetura antigos. o café é bem honesto, viu? um espresso bem tirado e com grãos torrados pelo Culto Café (que atua no Brasil também, aliás)

  • 5- Barda Café (meu xodó🤎)
    📍 Francisco Joaquín Muñoz 3150, 11300 Montevideo, Uruguai

    pensa em um achado! é a Barda Café. dois dos donos argentinos, e seu cãozinho, me receberam com a maior simpatia. a decoração e a vibe estão super entre casa de vó e hipster estiloso, sabe? haha juro, só faltou o filtro de barro. e depois de saber que a paleta é inspirada nas “bardas”, que são montanhas da Patagônia, região natal dos donos do café, tudo ficou mais massa ainda!

    e os cafés servidos lá estava uma delícia! eu e o Gui nos esbaldamos no coado da Colômbia. e ganhamos de brinde um espresso com grãos produzidos na minha terrinha Poços de Caldas, no Sul de Minas 💁🏻‍♀️.

FOTO: Thais Fernandes©

  • 6-The Lab Coffee Roasters
    📍The Lab MNAV – National Museum Of Visual Arts, Av Tomas Giribaldi 2283, 11200 Montevideo, Uruguai

    quase por fim, a cafeteria que eu coloquei primeiro na minha lista, e a que tinha mais unidades espalhadas por Montevidéu. eu inclusive passei por 2 unidades dela. a The Lab! (são 5 no total). particularmente, eu não curti muito o espresso que tomei, mas acredito que em um café com tantas possibilidades, é possível achar outros que eu (e você) possa gostar em uma próxima. por isso, mantive no roteiro!
espressin que não curti mto. lugar lindinho! FOTO: Thais Fernandes©
  • 7-Vrote Uruguay🌿 – cafeteria vegana
    📍Av. Luis Alberto de Herrera 1123 Montevideo, Uruguai

    é um espaço vegano que você quer? toma cafeteria vegana! a Vrote tem um espaço bem cleanzin, e opções de café à base de espresso. a equipe foi bem receptiva. pedi um espresso e achei a bebida equilibrada. vale conferir a lojinha deles com vários produtos veg, incluindo a marca brasileira de leites vegetais Nude.
espressin que não curti mto. lugar lindinho! FOTO: Thais Fernandes©

fim! gostou desse tour? então fortalece esse conteúdo totalmente artesanal! haha

>>> me segue no instagram @tha.experimentando, e assine DE GRÁTIS a minha newsletter aqui. e, se puder, contribua ou anuncie comigo! nos vemos pelo mundo.

HASTA LA VISTA 😎.

qual é o país do café, afinal?

uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café’ nas cidades. e de ‘país do café’ entre as nações.

polêmica alert* mais um texto de opinião chegando 🙂 mais um tema que ressoa na minha caixola. e não é de hoje.

nos últimos anos, tenho frequentado muitas feiras. no Brasil ou na gringa. em São Paulo, capital, e nos interiores daqui e de Minas. e uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café‘ nas cidades. e de ‘país do café‘ entre as nações.

agora cê já pode estar com raiva dessa jornalista que inventa moda até de questionar o título de ‘Brazil, the Coffee Nation‘. esse, aliás, é o nome do projeto que promove o café do Brasil no exterior, juntando a associação do setor dos especiais, a BSCA, com a nossa agência ApexBrasil.

então… calma, bem. eu vou concordar com você! esse é um belo slogan. acho mesmo bonito. e o principal: acho mesmo real. a gente aqui é um país que viveu e vive café ainda hoje. (apesar de precisar registrar aqui a história escravagista que nos marcou).

então, qual o que me deixa curiosa no coffee nation? a pulga mora na orelha do singular. se um é O país do café, os outros todos deixam de ser? é uma pergunta genuína.

só para citar três casos emblemáticos:

  • Etiópia
  • Colômbia
  • Vietnã

esses aí, acima, não são também nações do café? o primeiro, berço da espécie da arábica; o segundo, referência no marketing; o terceiro, maior produtor da espécie canéfora. para simplificar e reduzir beeeeem o envolvimento de cada um com o grão.

mas a danada da dúvida só foi crescendo quando estive na Expo 2020. um evento que reúne pavilhões de países do mundo todo! eles querem se mostrar. escolhem tudo de melhor e estampam em fotografias e apresentações. e lá eu vi o tamanho do café que a gente precisa dividir. não é só a xícara. é o simbolismo.

fui buscar o site de um desses países que me chamou a atenção pelos frutos que coloriam o pavilhão. era o Burundi. uma nação que também é o café:

o Burundi era só um dos países que tinham café em slogans e fotos lá na exposição universal

Brazil, the coffee nation

o maior produtor. principal exportador. dono de uma diversidade gigantesca. criador de tecnologias do setor. lançador de tendências na prova (alô, sabiás). referência em pesquisa. eu sei, nós somos mesmo a nação do café.

o que me deixa com vontade de trazer essa provocação é entender o tamanho desse setor. se no mundo dá pra ter dezenas de países tão envolvidos com o café, a ponto de colocarem essa planta/fruto/bebida nos seus estandes, slogans, turismos… o que dirá de cidades que tem nessa produção a base da economia toda?

de Londrina, no Paraná, à Cacoal, em Rondônia… passando por Três Pontas, Minas Gerais, e incluindo São Paulo, capital… esse título de ‘cidade do café’ tá pra todo lado. e tem justificativa. é justo. todos esses lugares encontram um lugar muito simbólico no café.

por isso, pra mim, o que dá para falar sem medo de ser feliz é do papel de cada um nessa história. tem o que manda bem nos cafés de altitude. aquele que criou um processo. o país com mais cafeterias de especiais. e aquele que tá inovando agora. sem esquecer do berço dessa planta. enfim, espaço e característica tem pra todo mundo.

mas, de toda forma, é forte pra caramba perceber isso. e bem compreensível. (quase) todo mundo já se sentiu um pouco capital do café no Brasil. e, por que não?, no mundo.

etiópia: minha viagem ao berço do café arábica [parte 1]

berço e presente. fui a Adis Abeba e fiz uma viagem de 5 horas até de carro até uma região produtora de café.

quantas vezes na vida 1 oportunidade de realizar um sonho aparece do NA-DA?

esse ano rolou! no meu trabalho, tive que cobrir um evento na gringa, e o voo passava por – adivinhem? – ETIÓPIA! a origem do café da espécie arábica. cara, sempre que via algo desse país, eu corria pra saber mais… ler, ver. e de repente eu estava lá!

viajei sozinha à Etiópia e quero trazer detalhes para ajudar quem quer fazer algo parecido. vale muito! vem comigo. vou te guiar nessa viagem!

a agência de turismo que indico

para começar, não foi tão simples assim fechar um pacote de turismo. ou melhor, encontrar uma agência com pacotes flexíveis. eu só tinha 2 dias, inicialmente (depois, viraram 3) e queria conhecer a capital e uma região produtora de café. mas a maioria das agências que contatei só tinha pacotes acima 3 dias só nos cafezais. só que eu não queria passar tão reto assim pela capital, Addis Abeba. a gente nunca sabe quando vai ter uma segunda chance de conhecer um lugar, né?

enfim, por intermédio do Vinícius Assis, um jornalista que cobre diferentes países africanos, conheci a Travel Ethiopia. melhor presente que recebi! a CEO da agência é a etíope Samrawit Moges. eu também fui atendida por uma gerente mulher, a querida Wusfte.

ainda assim, decidi fazer um tour pela capital primeiro, para viajar com mais tranquilidade depois.

e que surpresa boa foi conhecer o guia Assefa (que significa fortune, algo como fortuna ou sorte, em português) e o motorista Fikar (que quer dizer love, amor). sim, os nomes por lá costumam ter significado conhecido por cada um. massa, né? e eles são dois queridos! muito respeitosos e tranquilos.

sério, indico demais. principalmente se você for mulher e estiver viajando sozinha, como eu estava, é importantíssimo escolher bem a agência e os guias. quer falar comigo sobre a experiência com essa agência? me manda uma DM.

adis abeba: a nova flor

Adis Abeba, a capital etíope. esse nome significa ‘a nova flor da África’. o nome foi dado por uma rainha desse império, quando subiu a um dos pontos mais altos da cidade e decidiu que, ali, eles criaram a capital. essa história quem me contou foi o Assefa, o guia mais risonho que já conheci, e que me acompanhou nos meus passeios pela Etiópia.

a capital etíope é bem grande, embora o centro mais conhecido seja concentrado. a questão é que Adis cresce espalhada. é linda e contraditória. com riquezas e desigualdades, que acredito que quem é brasileiro consegue ter a consciência dessa realidade por vezes bem parecida com a nossa.

impressões e dicas

particularmente, a minha experiência com a recepção do povo etíope foi muito boa. mas vale falar de algumas impressões e dicas:

  • língua nacional: é o amárico. que vem do tronco linguístico semítico. (mesmo do árabe, por exemplo). o amárico foi escolhido para ser a língua de trabalho do país, que tem cerca de 80 idiomas falados por lá. mas me senti bem tranquila, porque no setor do turismo, a maioria de quem encontrei falava inglês.
  • mulher viajando sozinha: me senti relativamente segura. infelizmente, ser mulher é estar alerta em todos os locais, então nada de novo. uma questão é que muitos homens perguntaram sobre meu marido (risos), mas isso costuma acontecer sempre que viajo sozinha (no Brasil, inclusive).
  • táxi: não pegue. foi o que ouvi de toooodo mundo. inclusive dos meus amigos dos hotéis. o que todos indicam é usar um app local chamado RIDE;
  • internet: não conte com ela. haha tô rindo, mas é de nervoso. mesmo no wi-fi o sinal é bem ruim. eu fui com um pacote internacional da Claro, e tentei também da Vivo, e simplesmente não rolou. acredito que o lance seja comprar um chip local, coisa que acabei não fazendo, mas não recomendo, rs;
  • segurança: em todos os hotéis, e até um bar que fui, há revistas e/ou detectores de metais. isso pode dar um clima um pouco tenso, mas entendo que é uma questão de segurança que só a história do país pode explicar;
  • segurança 2: como sempre faço, converso bastante com a equipe do hotel onde estou sobre os locais e a segurança neles. só saí sozinha à noite quando um amigo que mora lá me acompanhou. e durante o dia, é aquela coisa de evitar sair com o celular à mostra, etc. natural para quem vive em São Paulo;
  • moeda: Birr etíope. já vi sites indicando comprar a moeda de forma irregular, porque é muito mais barato. e, sim, vão te oferecer. mas eu indico usar um daqueles cartões de viagem para pagar hotéis e passeios turísticos, e pedir indicação de casas de moeda confiáveis para ter um trocado em dinheiro. o Birr está bastante desvalorizado, então poucos dólares vão resultar em um bolo de dinheiro local, não se assuste;

história milenar

império e resistência. a etiópia já foi um império, sabia? também conhecida como Abissínia, nome que até hoje é bem simbólico por lá e batiza até um banco do país. fiquei impressionada em ver como os etíopes conhecem sua história e fazem questão de contá-la. o país tem uma questão bem forte de demonstrar autoestima, principalmente em relação a países colonizadores, como os da europa.

aliás, a Etiópia se orgulha de ser o único país da África a nunca ter sido colonizado. apesar de ter sido ocupado pela Itália durante alguns anos, a nação manteve sua identidade ao máximo que pôde. isso, talvez, explique um pouco o que comentei sobre a segurança reforçada que vi por lá. mas isso é só uma impressão de quem veio de fora e ainda tem muito o que aprender sobre esse país.

a resistência etíope aos colonizadores é muito simbólica para o continente africano como um todo. tanto é que as cores da bandeira do país estão estampadas em várias outras bandeiras dos vizinhos, e ilustram as cores do movimento Pan-Africano.

com uma história tão longa, claro que uma parada obrigatória era o Museu Nacional da Etiópia! lá você vai descobrir porque o país, inclusive, também é citado por muitos como berço da humanidade. ❤

um dos pontos altos do museu é ver de perto a Lucy. ou Dinkinesh! quando foi descoberta, ela era o fóssil do hominídeo mais antigo do mundo. encontrado e conservado lá na Etiópia! o fóssil fica no laboratório do museu, e uma réplica está à disposição dos turistas, olha só:

tem tanta coisa que eu podia falar sobre esse museu. as artes de diferentes períodos e influências. os fósseis. os artefatos e utensílios antigos e os clássicos (usados até hoje!) de diferentes tribos da nação.

para você ter ideia, uma das coisas mais delicada e simbólica que vi foram banquinhos! isso mesmo. cada região e tribo etíope tem seu próprio estilo de bancos, usados para diferentes atividades. depois, eu vi como são usados na prática, inclusive nas cerimônias do café. mas isso é papo para um outro texto que #vemaí! fica de olho nesse blog 🙂

e, se quiserem, posso escrever sobre o Merkato, maior mercado a céu aberto da África, as igrejas que visitei e +! me conta lá no instagram/tha.experimentando se querem. E:

aproveita e se inscreve na newsletter!

Processando…
Sucesso! Você está na lista.

cafés especiais, cachaça e doces mineiros de Cabo Verde

testei em primeira mão um roteiro turístico da Região Vulcânica! Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas no Caminhos Gerais.

pense numa viagem com simplicidade e, daquela mais que especial. Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas em um roteiro dos Caminhos Gerais

eu amo pegar a estrada e passar uns dias na roça. até aqui, nada de surpreendente, né? falo muito de turismo rural. e tem aumentado TANTO no nosso BR! mas quando se fala em Região Vulcânica, a coisa fica melhor ainda.

há uns 55 quilômetros de Poços de Caldas, fica Cabo Verde. cidadezinha com igreja fofa e uns baita morros. típico Sul de Minas. e com muitos tesouros que vão se tornar um roteiro turístico organizado pelo Caminhos Gerais. sorte a minha que fui convidada para um ‘teste’ desse tour!

conheci três famílias produtoras de café, uma outra que tem seu próprio alambique!, e ainda a associação de artesãs e artesãos locais. prepara o bucho e os olhos para essa experiência:

melhores cafés

NO DIA SEGUINTE à premiação dos melhores cafés de Cabo Verde e da Região Vulcânica? partimos para o tour! no time, pessoas incríveis como a Vânia Marques e a Mariana Proença.

a primeira parada – e banquete – foi na família Palma. lá na Serra de São Bartholomeu, os avós, pais e a Raiza, seu irmão Henrique, além da esposa dele, Marcela, produzem café a 1.150 metros de altitude!

desse agricultura familiar resultaram muitas homenagens, como a marca Café Mãe Cota, que faz menção à avó da família. e como eles experimentam em outrooos cultivos, tem também nome do avô por aí. Conto + depois dessa galeria de fotos:

1: plantação de lúpulo / 2: café mãe cota / 3: e degustação!

pois uma das outras culturas que os Palm produzem é o lúpulo! eu nunca tinha visto isso de perto. a planta vai se agarrando em fios pra crescer. uma espécie de trepadeira mesmo. ali, eles estão experimentando diferentes variedades para descobrir qual se adequa melhor. enquanto isso, eles fazem para consumo próprio… e o Henrique contou que vai provando, né? 😛

cachaça artesanal

e como álcool bom é álcool variado, a família também criou a cachaça João Fortes. o destilado, acredite, leva café no seu processamento! há 3 anos, a família desenvolveu essa técnica que usa o café ainda em formato de fruto para fazer a pinga.

como eles mesmos definem, “destilado fino obtido de cerejas de café”. essa já tem pra vender. eu provei. e, não sou especialista, mas ó: coisa boa!

outra cachaça das boas que descobrimos foi a do seu Ednilson de Paula. ele e a família tem nada menos do que um alambique para chamar de seu! lá no Sítio Santa Bárbara ele e a esposa, Sirlene, e o filho produzem uma cachaça que começaram a desenvolver há 20 anos.

eles produzem a própria cana, e fazem todo o processo até chegar aos carvalhos. lá, a cachaça descansa em tonéis de carvalho ou jequitibá. é coisa de primeira mesmo, viu:

cafés campeões

e se a família Palma ficou em nono lugar, entre os cafés chamados de CD, do concurso da Região Vulcânica… o Jucemar Alves Moreira e sua família, ficaram em oitavo lugar! e o filho, Gustavo, apresentou a lavoura pra gente! a 1.230 metros, o cafezal deles fica no Córrego dos Silva. e tem uma das vistas mais lindas da cidade. café bom e passeio incrível, temos!

quem também ficou entre os top 10, só que na categoria de café natural, foi o Ivan Santana. também passamos pelas lavouras dele, que é também provador e torrador muito bem falado, viu?

para além das lavouras, vimos também outra etapa importante: a secagem do café. aí ficou por conta do Leandro, do Café Córrego Fundo, mostrar seus grãos bem esparramados no terreiro suspenso (foto no topo do texto). arrisco que essa é uma das cenas que mais vai encantar os turistas. e são 30 dias pra secar o café, então tempo vai ter!

docidileite e doces de vó

e pra concluir de um jeito mais doce do mundo? muita arte! e siiim: doce caseiroo! visitamos a Casa do Artesão! e eu saí carregada de doces, porque era óbvio! haha teve pra todo gosto. o clássico doce de figo pro meu pai. um doce de leite clarinho e incrível pra mim. e um doce feito com casca de limão, só pra não dizerem que não experimentei algo totalmente novo!

lá também tinham muitos objetos feitos com madeira de cafezal. coisa linda e fina. com um acabamento e cores… de encantar. além de colchas, e muitos bordados. sou suspeita, sempre quero levar tudo.

os doces são INCRÍVEIS. e olha o cuidado com que as artesãs também fazem as embalagens!

bônus: café do jacu

quem aí já ouviu falar de ‘um dos cafés mais caros do mundo’? frequentemente, alguém me pergunta sobre o café do jacu. esses grãos são coletados por pássaros, os jacus. eles são bem seletivos, só comem os frutos maduros. e daí alguém – sabe lá o que passa na caixola das pessoas – teve a ideia de recolher os grãos que ficam nas fezes do pássaro, higienizá-los, e fazer um lote.

existem cafés processados do mesmo jeito, mas com fezes de outros animais. só posso dizer que nesse caso aqui, ficou muito bom mesmo. o Leandro percebeu as visitas dos jacus na sua lavoura e ficou de olho para conseguir coletar o suficiente pra fazer uma edição limitada.

pra mim, vale a experiência! se os bichinhos foram soltos como é aqui nesse caso, e o processo for bem feito, o resultado é um café doce, mas exótico. difícil de descrever.

mas sabe o que vale mesmo? fazer um roteiro assim. com quem produz te guiando… sabendo as melhores vistas! os detalhes que só quem vive aquilo ali pode te revelar. valeu demais mesmo visitar Cabo Verde.

bom demais dividir esse dia com esses queridos!