café gelado com limão ou laranja dá bom?

‘hum, mas misturar laranja no café…???” já digo, logo de cara: eu também torcia o nariz. mas agora? NUM CALOR DESSES? me gusta! eu acho que cê vai experimentar e agradecer depois…

masss só tu pode dizer! então, vamo de receitinha?

limão simplão

essa aqui é facin facin. água, CAFÉ DELICIOSO, gelo e limão. a lógica é: o gelo vai derreter depois de um tempinho, então fazer um café concentrado é o ideal.
aqui vai a proporção que eu uso pra ter 1 copo americano:

  • 15 gramas de café
  • 150 ml de água
  • 2 ou 3 rodelas de limão
  • muitcho gelo!

e pra facilitar ainda mais, ó o vídeo:

laranja da elis

e agora participação especial da minha amiga Elis Bambil. a barista curte um café geladim cítrico também. mas ela prefere café com laranja… então, perguntei pra ela: comé que cê faz? e segue a dica dela:

“Miga eu faço que nem cê fez com o limão mesmo. Passo um café mais concentrado, 1:9/1:10 dependendo do café, num copo com gelo e coloco uma rodela e meia de laranja depois do café já pronto. Teve uma época que eu tava mais fancy que eu desidratava a laranja hahahaha”.

FINA né mores? desidratar laranja é outro nível! mas pra iniciar nesse universo, uma boa laranja madura já faz a alegria dos cafeinades.

essas proporções que a Elis citou (1/9 ou 1/10) são as medidas de café (tipo 10 gramas de café) para outro tanto de água (90 ou 100 mls de água). se joga nas continhas e manda a ver aí também! que nem eu fiz, nesse vídeo do instagramhttps://www.instagram.com/p/CY_mQCwpwej/:

mesma proporção, mas dessa vez com laranja… hum!

Café Fuca – pra tomar o dia todo

Um pacotinho com o que a Sandra toma na roça. E que eu tomaria o dia todo. Um café para todos os dias.

Uma das maiores alegrias de estar nas Minas Gerais é provar cafés daqui. E conhecer as histórias de quem é da cidade que me acolheu e me fez mineira (pelo menos, metade de mim 😛). Assim foi com o Café Fuca, da Sandra Ribeiro. Cafézim delícia pra tomar o dia todo. Daqueles que você apresenta para quem quer conhecer os grãos de qualidade. A famosa porta de entrada para um mundo cafeinado mais leve!

Da produção cultural à rural

A produção já está na vida de Sandra há anos. Produtora cultural em Poços de Caldas, foi só depois de anos que ela se entendeu também como produtora rural. “Eu tinha um pouco de vergonha de dizer que era produtora, porque não entendi nada de café”. Mas na lavoura da família, ela já sabia que tinha um tesouro. “Quando comecei a vender o café, eu explicava que era o café que nós mesmos bebíamos, lá na roça. Esse era o slogan”, conta ela sobre quando surgiu o Fuca, lá em 2013.

A roça fica ali, em Cabo Verde, onde ela e a família produzem. “Meu pai começou no café fazendo mudinha. Ele vendia e ia plantando o dele. Meu avô também mexia com café. Mas quando fui aprender sobre qualidade, pensei: onde eu procuro sobre café? Fiquei patinando um pouco”, ela lembra ela. Até hoje o pai, seu Antônio Carlos Ribeiro, é quem cuida da lavoura. E deu pra ela um talhão especial para experimentos. “Sempre que eu conto pra ele algo novo, ele me diz: pode ir lá e fazer! É um espaço para eu testar e é de onde vem os grãos do Fuca”, conta a Sandra.

Nessa época, nascia em Poços o Âncora Coffee. Cafeteria das boas, focada nos especiais. “Fui conhecendo pessoas. Fiz amizade com o pessoal, com a Déa [dona da cafeteria]. Eles até me chamaram pra aprender lá. Fui pro balcão e aprendi sobre água, intensidade, fui entender mais sobre torra”. Uma escola prática que continuou quando a filha de produtores, que pegava seu lote e torrava ali por perto, “pela cor”, se juntou a uma amiga que se tornou mestre de torra. Aí pronto! “Ela comprou equipamentos, fez curso e ia me ensinando. Eu levava o café, e a gente fazia juntas. Um Q-Grader [provador profissional e certificado] provou meu café e vi todos os detalhes que ele encontrou. E aí meu universo se abriu!”, contou a Sandra.

Já lá em 2018, ela conheceu a Semana Internacional do Café (SIC) ao vivo. “Não sabia nem no que me inscrever, era muita coisa. Me informei, fiz cuppings, conheci o famoso Caparaó [região produtora premiada]. Voltei com a cabeça fervilhando!”. A ida ao maior evento de café do Brasil fez ela dar um gás nos ‘pacotinhos’. A caboverdense (e poços-caldense de coração) fez vários cursos. Foi mudando a identidade do café. Mas o nome, Fuca, se manteve. “É um apelido de vó”, lembra ela, com carinho.

Pra Sandra, a marca é uma expressão de si mesma. “É uma forma militância. O Fuca eu prezei para passar a mensagem que é feito por muitas mãos. É uma rede, inclusive com quem consome. Tem essa valorização do pequeno produtor, tudo feito com microlotes”, explica ela.

Nova identidade do Fuca. Mãos que fazem o alimento!

Esse ano, a marca ganhou visual novo. “Todos os desenhos foram feitos por mulheres. E o café bem feito é alimento e medicina. A repercussão do que a gente ingere, é uma medicina da terra. Com ele, aprendi a respeitar o tempo da terra”. Concordo tanto com ela! E olha essa identidade, que trem mais lindo.

Um café equilibrado

Daí, eu provei o Fuca! Tchanãn. E minhas impressões combinam muito com o que a Sandra me falou. É um café do dia a dia! Equilibrado. Tem doçura e acidez bem sussa. Daqueles fáceis de tomar em família. É essa a sensação que tive. E a família aqui concordou.

É bom pra tomar junto com: doces! Fiz ele coado na Hario V60, acompanhado de um panetone… que, olha! Delícia.

Variedade: catuaí
Colheita: manual e com equipamento
Secagem: em média, uma semana rodando os grãos no terreiro de cimento. Depois? Vai pro secador mecânico
Torra: hoje, é feita pelo Sanches Cafés
Valor: 15 reais o pacote com 250 gramas. Tem em grãos ou moído!
Como comprar? Chama no instagram @cafefuca ou no e-mail: contatofuca@gmail.com

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Quer me contar a história da sua produção também? Vou amar te ouvir! Deixa um alô aqui ou no e-mail thais.blogexperimental@gmail.com.

Drip Coffee, sachê para coar uma xícara de café por vez

Um sachê pra coar uma xícara por vez. É isso que o drip coffee faz! A invenção é… adivinha? Japonesa! Sim, eles contribuem pra caramba com as criações para consumo do café. Olha só um histórico da patente. A invenção data lá da década de 90!

Como funfa? Cada pacote vem com uma medida igual de café moído. O sachê tem duas abinhas. Funciona como se fosse um origami. Você abre elas para encaixar nas laterais da xícara. Abre a parte de cima do pacote… e tcharãm! Tá pronto pra coar o café na medida pra uma dose.

Abrindo as asinhas do sachê 🙂

Se liga no vídeo que publiquei no instagram @blogexperimental. Mostrando na prática fica facim de sacar.

Pontos fortes: Agilidade no preparo: não precisa nem moer, né?
E dose única. Ou seja, menos desperdício de café.

Pontos fracos: aumento do lixo gerado. Pô, tu vai me falar: mas é só um sachêzinho… Sim, mas na proporção que eu tomo café, isso vira uma montanha! haha. Filtros de papel convencionais fazem mais café por vez = menos filtros descartados por dia.
E menos frescor. Aquela coisa, moer na hora faz muuuita diferença.

Apesar de antiga, essa forma de fazer café ainda não é muito comum aqui no Brasil. Você já conhecia?

Jardin do Centro – café, plantinhas & preço justo

A louca das plantinhas. E dos cafés! As definições de ambiente delicioso foram atualizadas.

Quer combinação mais amorosa que um café cheio de plantinhas? Eu quero! E a Jardin do Centro acertou! Já fazia tempo que queria conhecer essa cafeteria, que também é loja de plantas. Ela fica pertinho do metrô Higienópolis. E é um baita passeio de domingo bão.

Preço justo pra café delicioso

Bom, além do verde e da cafeína, a Jardin ajustou recentemente seus preços… pra baixo! Vi o anúncio no Instagram e me chamou bastante a atenção! Não é todo dia que uma empresa resolve cobrar menos, certo? A ideia deles é preço mais acessível pra receber mais gente, mais vezes. Me gusta.

O café coado que tomei – e estava muito bom! – custou apenas R$3,50.
O método foi Melitta. Aquele coador clássico nosso de cada dia. E os grãos são do Café do Centro, da linha Origens. Eles também tem espresso (3,50), cold brew (7), prensa francesa (9) e cappuccino (6). Hum, já quero voltar pra provar outro dia.

Delícias da casa

Mas… quero compartilhar o que escolhi para acompanhar o café. Gente, por favor, ESSA DUPLA: café coado + sorvete artesanal!!!


   
Plaquinha da alegria: sorvetes artesanais à vista!

Lá tem sabores bem diferentes tipo ‘canela’ e ‘paçoca’ e bem brasucas tipo ‘jabuticaba’.
Eu escolhi o sabor de cupuaçu. Bem Brasil, bem refrescante. E com aquele azedinho do cupuaçu de dupla pro café docinho. Indico essa dupla!

Como fui no horário de almoço, aproveitei pra provar a feijuca vegana deles. Eu confesso que senti falta de um sabor mais marcante… Mas quer saber? Uma das coisas que me conquista nesse café é o quanto eles vendem o que acreditam. E fazem bem e bem servido! (Se liga na fotinha).

 

A alegria no rosto de quem acertou na escolha do sorvete de cupuaçu + café coado ❤

BÔNUS do veludo roxo:

a loja de plantas é no mesmo local da cafeteria. Tem tanta plantinha diferente! Não resisti a esse veludo roxo maravilhoso. Conheci essa planta na casa de uma amiga artista maravilhosa, a Jess. Na Jardin, também tem o vaso e o pratinho. Quite completo e um domingo aproveitado com sucesso: