BonAlqahera: cafés que provei dessa torrefação gringa de excelência

muito se fala sobre torrefações européias e norte americanas… mas e se eu te disser que alguns dos melhores cafés que já tomei vieram de uma torrefação do Egito?

pois é essa mesmo a história. a empresa é a Bonalqahera, que fica no Cairo, capital egípcia. e o fundador é o Moamen Obaidi. eu conheci essa marca através de uma amiga querida, a Sara Alali, uma barista saudita incrível! só gente boa envolvida nessa conexão!

e provei quatro cafés torrados pelo Moamen e com toda a excelência da Bonalqahera… e levei esses sabores pra mais brasileiros provarem. e aprovaram, tá?

Cafés da Etiópia e Indonésia, torrados no Egito, e provados no Brasil!

se você acompanha este blog, ou é fã de cafés especiais, já entendeu a importância da Etiópia por aqui, certo? (caso contrário, tenho 1 convite! vem ler meus relatos sobre minha viagem para a Etiópia e como foi conhecer a região produtora de Sidama).

sabendo como o café etíope é incrível… cê pode imaginar minha alegria quando consegui um parceiro que compra e torra alguns desses tesouros? e – pra completar essa jornada cosmopolita – com uma marca egípcia!

somando tudo isso, o resultado foram algumas das degustações mais incríveis que eu fiz! o Moamen me enviou 4 cafés direto do Cairo. E provamos em duas oportunidades oficiais por aqui:

  • Experiência com Cafés na Punga Cafés:

foi lindimais poder contar mais uma vez o que vi e aprendi na minha viagem até a Etiópia. quem participou provou os dois cafés etíopes da Bonalqahera e quis saber como comprar!

no site dá pra ver todos os detalhes. e, quem fazendo uma compra coletiva, fique melhor e compense o frete!?

  • Experiência Sensorial Histórias e Sabores: em parceria com a Pura Caffeina.

e com a minha amiga Gi Coutinho, @puraffeina, rolou degustação com cafés africanos que ela trouxe + os que eu levei! foi demais e ainda teve experiências sensoriais antes. ela arrasa!

Quais cafés da Bonalqahera eu indico?

o café que eu mais pireeeeei… infelizmente, não tem mais, meninas, rs. pior que é verdade. o Moamen me enviou simplesmente o campeão de um dos concursos mais importantes: o Ethiopia Cup of Excellence auction 2022.

produzido JUSTAMENTE em Sidama, a região que eu visitei! muito amor envolvido. enfim, uma delícia de café pra tomar com calma, sentindo cada nota. e que foi vendido pra um dos clientes da Bonalqahera.😄

os outros três cafés que eu provei também eram incríveis! dois da Indonésia… delicinhas! e um outro da Etiópia, que também amei.

fato é que a torrefação está sempre com cafés novos! e cada café que eu provei da marca era mais incrível que o outro.

por isso, posso te indicar sem medo os novos que tem entrado por lá. minha escolha, pessoalmente, seria por esses dois:

  • café do Iêmen: uma das nações produtoras mais antigas do mundo! e mais raras de encontrar. se eu fosse comprar um café gringo, com certeza seria esse.
  • Colômbia: os grãos especiais dos hermanos, se bem selecionados e torrados, não costumam decepcionar! esse aqui é de uma região que eu não conheço, então com certeza gostaria de descobrir o sabor.

Mais sobre a Bonalqahera

a Bonalqahera surgiu depois do Moamen estar há anos trabalhando com café! ele passou por marcas nacionais e internacionais, onde progrediu de barista, torrefador e avaliador de qualidade a instrutor e juiz certificado internacionalmente.

daí, com toda essa bagagem, ele se tornou especialista e consultor. e finalmente, decidiu abrir a Bonalqahera, uma das marcas da Alqahera Company.

nascida no Egito, a empresa se inspira no país, inclusive no nome.‘Bon’ significa café em árabe e ‘Alqahera’ significa Cairo.

a identidade da capital egípcia também fica marcada nos ícones de cada pacotinho de café deles. coisa mais linda essa identidade. repare nos detalhes:

lindas essas laterais do pacote, né?

a homenagem vem também pelo legado da cidade em torno do café. “O Cairo tem um significado histórico e um impacto na história do café. E essa autenticidade e raízes profundas que unem os dois”, explicou o fundador.

além de torrar cafés, a Bonalqahera tem várias frentes de trabalho, como:

  • compra e venda de café verde;
  • consultoria, cursos e treinamento em café;
  • e, claro, uma marca de pacotinhos de café torrados e vendidos pra todo o mundo!

quando perguntei como escolher e quais as origens dos grãos hoje, Moamen explica que a busca pelos cafés é constante. “Temos café de todas as regiões do mundo. Nos esforçamos para obter os melhores grãos com a essência dessas origens, meticulosamente nutridos, selecionados e cuidados nas etapas de cultivo”, contou.

a linha de cafés da Bonalqahera é renovada constantemente. isso porque boa parte dos cafés são de pequenos lotes e raridades. além dos pacotes, eles também vendem acessórios e outros produtos ligados a café.“Oferecemos uma gama diversificada de cafés e produtos. Na Bonalqahera, cantamos sobre o Cairo e celebramos o café e as pessoas”, concluiu ele.

Tour em fazenda de café na Colômbia: tudo que eu vi e o que achei

um tour em fazenda de café na Colômbia é dos passeios que eu mais recomendo! te conto tudo sobre o roteiro e cafés especiais que provei em Medellín.

vocês acharam MESMO que eu ia ter passado pela Colômbia sem visitar uma fazenda de café? óbvio que não!

em Medellín, região cafeeira chamada de Antioquia, eu e meu parceirinho Gui tiramos um dia para fazer esse tour.

(se quiser saber sobre meu roteiro cafeinado em Bogotá, leia aqui)

indico muito esse passeio, especialmente porque imaginei que seria BEM mais fácil achar um tour cafeinado por lá… mas não foi bem assim. Senta, que lá vem história cafeinada!

Como escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia? 

Sabendo que o tour cafeinado é essencial, eu pedi pra várias pessoas uma dica de fazenda pra visitar na Colômbia. isso, incluindo gente que trabalha com o café especial no Brasil, viu? e nadica.

por isso, tive que arregaçar as mangas e pesquisar. e te digo que para escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia você vai precisar: 

  • entender qual tipo de café você curte: é especial? Se sim, deixe isso claro na sua pesquisa. Use “cafes de especialidad” para ser mais preciso.
  • prefira sites confiáveis: a Colômbia hoje é um país mais seguro do que anos atrás, mas você ainda é turista. Vamos ser espertos, né? melhor ir de Airbnb, TripAdvisor e outras plataformas onde tem até avaliação.
  • vá com tempo pra aproveitar o passeio: separe pelo menos 1 dia inteiro do seu itinerário. As fazendas são fora da cidade (quem diria!). então, mesmo as mais próximas, vão precisar de um tempo de deslocamento na ida e volta. 

E só pra concluir a reflexão sobre a dificuldade de encontrar alguém que me indicasse uma fazenda colombiana…

parece que realmente é muito mais fácil encontrar referência pra cafeteria nos EUA do que pra produtores latinos. isso tem vários motivos. vai de destinos mais comuns de viagem até a preferência por visitar lugares cool pra consumir. 

E, claro, tem o fato de que nós já somos produtores incríveis de café. Então, acredito que isso diminui um pouco a curiosidade por visitar outros produtores em um momento de lazer. 

Bom, como o diz a trend: pena que não é caso. Porque eu queria MUITO visitar uma finca dos nossos hermanos. E consegui! 

então, pesquisei e escolhi a que me pareceu mais bem preparada e segura pra receber turistas.

e tive uma grata surpresa descobrindo a finca Santa Elena ⛰️💚. 

Como é um tour em uma fazenda de café na Colômbia? 

Bom, na minha experiência o tour cafeinado em terras colombianas foi uma delícia! A finca (fazenda, em espanhol) Santa Elena tem uma estrutura ótima para receber.

Além do cafezal, eles também têm espaço de torra! E diversos métodos de café, que a Laura usa para servir uma degustação ao final do tour. 

a família produz ali variedades de café diferentes. Eu vi até laurina por lá, uma variedade que tem naturalmente menos cafeína. 

Além disso, eles estão se empenhando em inovar nos processos. tem cafés lavados, naturais e fermentados… e um terreiro suspenso bem legal, com telhado pra evitar as chuvas, bem comuns por lá. 

Por isso, eu pude ver e provar cafés especiais de diferentes tipos e processamentos… e torrados pela Laura! experiência fina mesmo. e a marca dela se chama El Revelo⛰️💚.

a fazenda fica pertinho de Medellín, a 1900 de altura! uma vista linda do cafezal pras comunas que ficam em volta. 

O que estava no roteiro do tour na fazenda de café na Colômbia 

o roteiro na fazenda Santa Elena todo incluiu: 

  • transporte de Medellín para a finca. 
  • todo passeio com uma guia que é um amor e habla español or speak in English. e, claro, entende portunhol, não se aflija.
  • recepção com cafezinho ou suco de uma fruta típica.
  • roupas típicas (o Gui bem que tentou fugir, mas a guia convenceu ele a viver o momento. arriba!)
  • tooooda uma explicação massa sobre as mudas de café, etapas de agricultura e mão na terra pra plantar uma semente.
  • colheita! óbvio, eu não ia embora sem comer uma frutinha do pé, né.
  • almoço campesino, com arroz, frango e várias delícias 🥘. mais suco!
  • degustação com diversos cafés de processos, variedades e sabores diferentes. todos produzidos ali!
  • opção de comprar os pacotinhos.
  • despedida 🙁 e volta até Medellín.

Em qual época é melhor fazer tour em uma fazenda de café na Colômbia 

esse tipo de tour pode ser feito o ano todinho. na Colômbia, tem colheita [praticamente] o ano inteiro. isso acontece porque lá eles colhem devagar, só os frutos maduros… e aí a colheita vai seguindo, conforme outros frutos vão madurando. 

o que facilita muito a vida do turista que praticamente em qualquer data pode participar dessa etapa da produção… e se esbaldar em cafés fresquinhos. 

Qual a minha avaliação do passeio na fazenda de café colombiana? 

⭐ pra mim, esse passeio foi: 9,9/10. 

a minha única ressalva é que no final foi um cadinho difícil dos carros subirem. nesse caso, eu fico feliz de ser prevenida e andar sempre com meu remédio pra asma! porque, se tivesse que subir tudo a pé, ia ser brabo. mas a própria Laura e a guia resolveram tudo no final). 

Eu indicaria esse tour? 

com certeza. tanto a guia quanto a Laura e a família foram umas fofas. muito receptivas. a comida estava DIVINA. Os doguinhos vieram pra coroar o rolê.

q o café? bom, eu queria ter comprado vários, mas me segurei e comprei apenas 1. o gui comprou outro.

eu encontrei esse Tour de cafés em Medellín aqui. e fechei tudo pelo Airbnb mesmo (não tô recebendo pra indicar, mas bem que podia ne, Airb?).

Onde provar café colombiano no Brasil? 

E agora um bônus para quem ficou até aqui: eu vou compartilhar meu café colombiano com vocês! Siiim. Se ainda não me conhece, eu sou jornalista especializada em cafés. Por isso, escrevo há 10 anos sobre o tema e também ofereço experiências. 

O nome deste blog não é à toa, ein? 

Então, se você e ou estará no Sul de Minas no dia 11/10, está convidado para o próximo evento! Além do café El Relevo, vou levar + cafés gringos e meu parceiro da Gamers Coffee vai trazer cafés incríveis da Região Vulcânica. 

Te espero lá, ein? As informações e inscrição estão aqui ó: 

Cupping Cafés do Mundo   

Uma experiência GAMERS COFFEE & THAIS FERNANDES  
Dia: 11 de outubro, das 09h00 às 12h00.  
onde: Gamers Coffee – Rua Corrêa Neto 589 – Poços de Caldas (MG). 
investimento: R$170,00 no cartão pago no escritório ou link de pagamento.  
R$150,00 pix conforme pix mencionado.
Se inscreva aqui. 

Se estiver lendo este texto no futuro, vem se conectar comigo via Instagram @tha.experimentando. E me pergunte lá sobre outras degustações e experiência pelo Brasil afora. Nos vemos por aí! 

Cupping cafés do mundo: o que grandes países produtores têm a oferecer

Já provou cafés de grandes países produtores, como Colômbia, Etiópia e Brasil? Então, a hora é agora.

Você já provou o café dos grandes países produtores? Bom, de um deles eu tenho certeza que sim. Nosso Brasil lidera em volume e tem uma gama gigante de sabores a oferecer. 

Duvida? Te convido a descobrir toda potência de cafés gringos e nacionais comigo e meu parceiro Amilton (Feijão), da Gamers Coffee

Para isso, preparamos o evento: Cupping Cafés do Mundo. (se você quer saber o que é um cupping, leia aqui).

Eu estou MUITO animada pra isso! Para quem não sabe, em 2023 foi na Gamers que rolou a primeira experiência que fiz com cafés que eu trouxe direto da minha viagem à Etiópia

Agora, somo a minha seleção, que inclui países como Colômbia e Etiópia, com os cafezões da nossa Região Vulcânica! 

Vai ser no dia 11 de outubro. Eu conto histórias e o Feijão conduz o cupping! Todo mundo é bem-vindo. Se inscreva no formulário, abaixo:

Cupping Cafés do Mundo 🌎 
Uma experiência GAMERS COFFEE & THAIS FERNANDES 
Dia 11 de outubro, das 09h00 às 12h00. 
📍Gamers Coffee – Rua Corrêa Neto 589 – Poços de Caldas (MG).
Investimento: R$170,00 no cartão pago no escritório ou link de pagamento. 
R$150,00 pix conforme pix mencionado. 

Cupping Cafés do Mundo 🌎 Se inscreva:

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Território do Café 33: complexo valoriza grãos da Região Vulcânica

Leonardo Custódio e Maria Carmen lançaram neste ano o Território do Café 33, complexo cafeeiro na Região Vulcânica. O espaço vai oferecer serviços dentro e fora da porteira.

A cidade de Campestre (MG) ganhou, neste ano, um complexo cafeeiro. A Território do Café 33 é a nova empresa de Leonardo Custódio e Maria Carmen. O casal criou não só uma marca de cafés, mas também um espaço para valorizar os cafés da Região Vulcânica.

O lançamento aconteceu em março deste ano e a empresa já está prestando serviços para diversos setores, especialmente a produtores. 

A Território do Café 33 foi lançada como um complexo cafeeiro por englobar diferentes serviços. Eles vão desde a porteira para dentro até a torra e comercialização de pacotinhos ao consumidor

O que é e o que oferece um complexo cafeeiro? 

Entre os serviços que o complexo vai oferecer estão alguns como: 

  • Consultoria em fermentação de cafés. 
  • Preparo e beneficiamento de cafés. 
  • Avaliação e compra de grãos verdes. 
  • Torra para produtores e marcas terceirizadas. 
  • Venda de pacotes de café torrado ao consumidor final. 

Opa: 😊pausa pra você me seguir no instagram:@tha.experimentando


Por quê Território do Café 33? 

Desde o início, a ideia principal dos fundadores era selecionar e torrar grãos os cafés especiais da Região Vulcânica. Por isso, a marca própria de pacotinhos também carrega o ‘Território do Café’ em seu nome. O objetivo é lembrar que quem fornece os cafés são produtores da região, formada por 12 municípios mineiros e paulistas.

Já o número 33 veio porque foi nessa idade que Léo teve uma virada de chave na vida. “Eu tinha uma trava que me bloqueava. Era muito tímido. Mas com 33 anos eu desbloqueei, porque ganhamos dois prêmios no Cup of Excellence (COE). Então, o Júlio Tuim me chamou para fazer uma palestra sobre fermentação, em Franca”, contou ele. 

O casal Leo Custório e Maria Carmen lançaram a Território do Café 33 este ano.

O COE é uma das principais premiações de café do mundo. Com a equipe da Mantissa, Leo se destacou nesse e outros concursos por diversas vezes. Mas, somente depois que precisou encarar o público, ele conquistou a confiança para tomar as rédeas de sua carreira.

Com apoio de Maria Carmen e conselhos de amigos próximos, Leo superou a barreira da timidez e passou a participar de eventos por todo o país.

Leia mais: Território do Café 33: complexo valoriza grãos da Região Vulcânica

Quem é Léo Custódio 

O Léo já é figurinha conhecida no mercado de café há tempos. Classificador e provador profissional, ele também já foi juiz em diversas competições e atua na qualidade de cafés do campo à xícara.

Além de consultor, Leo trabalhou por mais de 15 anos na AgroFonte Alta, grupo ao qual a Fazenda Mantissa pertence.

Nestes anos de trabalho, ele se tornou uma referência nos processos de produção e pós-colheita, principalmente fermentação dos grãos.

Ao lado da companheira, Maria Carmen, Leo criou a Território do Café 33 há oito anos. Neste tempo, eles desenvolveram o projeto com calma e apenas agora, em 2025, decidiram lançá-lo de vez, já como complexo cafeeiro e como marca própria de café especial.

Agora, o complexo segue unindo a trajetória pessoal de Léo com o que o trabalho coletivo de todo o território.

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5 cafeterias imperdíveis em Bogotá – Colômbia

em abril desse ano, fiz um bom rolê pela Colômbia… e, como eu já esperava, Bogotá me encantou demais. muuuita gente me perguntou sobre as cafeterias!

então, decidi criar algumas pílulas de conteúdo. aqui vai a primeira, com minha lista de 5 cafeterias incríveis de Bogotá, Colômbia. lembrando que também fiz um post sobre o tour que fiz em 1 fazenda de café na Colômbia! (e foi incrível).

agora, fique com essa lista de cafeterias imperdíveis na capital da Colômbia. e, em seguida, meu review sincero sobre cada uma.

  • Tropicália Tostadores de Café
  • Quindío
  • Divino DV Café Especial
  • Robusta
  • Jaguar

Tropicália Tostadores de Café

próximo da Zona T fica uma das melhores cafeterias que fui em Bogotá. a Tropicália Tostadores de Café entrega uma grande variedade de cafés especiais. são pacotinhos coloridos e um espaço bem ensolarado.


quando você pedir um coado ou um espresso, as/os baristas vão estar prontos pra te explicar detalhes daquela produção. tem até um encarte com foto do/a agricultor/a! achei um cuidado bem massa. e as extrações estavam impecáveis!

Além disso, as comidas são deliciosas! a gente fez um baita brunch e passou uma boa manhã por lá.

📍 Cl. 81a #8-23, Bogotá, Colômbia

Quindío

a Quindío é uma rede de cafeterias e marca de grande alcance na Colômbia.. mesmo sendo uma rede ainda acho que vale muito a pena visitar uma das unidades. eu fui até a Quindío que fica do lado da feira de Usaquén.

particularmente, eu não curti a comida. já os cafés… provamos um da linha Gran Reserva que foi bem surpreendente. eu já tinha ganhado um pacote dessa marca há alguns anos, então sabia que seria bom. e a qualidade se manteve!

📍 CARRERA 7A – #116 – 50 Bogotá D.C. Colombia

leia também:

Divino DV Café

DV, ou Divino Café é um espaço super gostosinho, em meio a universidades e o Centro histórico da cidade. o Thiago foi o barista que atendeu a gente e explicou detalheees de métodos e extração. é o tipo de cafeteria que me gusta.

tomamos um v60 de grãos bourbon vermelho. e ele serviu em taças. particularmente, fico com receio de cafés servidos assim… pode parecer meio complicado, sabe? mas enfim, estava bem gostoso. indico!

A DV é, além de cafeteria, um centro de experiências em café. eles promovem essas aulas com frequência. então, você pode ficar de olho nas redes sociais pra pegar uma experiência dessas!

📍 Cl. 12b #4-06, La Candelaria, Bogotá, Colômbia

Robusta bakery coffee

andando mais um pouco ali pelo Centro histórico mesmo… você vai ver uma portinha bem lindinha. ali fica a Robusta bakery coffee. bakery, pra mim, faz todo sentido. assim que você chega, tem um balcão com vários bolos belíssimos. e realmente, pelo menos o que eu provei, estava muuuito bom!

o preparo do café achei bem bom, apesar de não ser incrível. mas ainda assim vale a pena a visita.

📍 CARRERA 6 #10- 37, La Candelaria, Bogotá, Colômbia

Jaguar Coffee Bogotá

Na Jaguar Coffee eles se declaram ‘Productores y Tostadores de café exótico’. isso já explica MUITO sobre essa cafeteria. no melhor estilo maximalista, a Jaguar tem um espaço bem comprido e cheio de coisas e decorações diferentes.

mas não se abale com a quantidade de estímulos visuais, siga em frente… pra chegar até um espaço parecido com um laboratório. ali, você é atendido pelo barista e pode tirar dúvidas e conversar…

e encontra uma das coisas mais legais! uma bela engenhoca, onde você sente os aromas do café moído sem que ele entre em contato com oxigênio! difícil até de explicar, mas você vai conseguir ver num reels que postarei no insta @tha.experimentando.

a cafeteria fica também próxima da Plaza Bolívar e tem também: torrador, máquinas de espresso e muitos métodos de preparo. além disso, a Jaguar também tem uma fazenda. eles oferecem tours na cidade e no campo, basta consultar com antecedência.

📍 Cl. 12b #2-85, La Candelaria, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia

quer conhecer + sobre a Colômbia?

gostaram dessa lista? nessa viagem, ainda passei por outras 4 cidades colombianas! então, assine a Newsletter e me segue no Instagram ou TikTok pra receber os novos conteúdos!

Ah, essas cafeterias todas da listinha vão estar no Kafex. esse app serve para você encontrar as melhores cafeterias próximas de você. dá pra avaliar também e ver avaliação de outros amantes de café. e lá também tem espaço com cupons e mimos, além de eventos. eu escrevo pro blog deles 💛 e indico super!

Café sustentável: a bióloga que refloresta e colhe qualidade em Andradas

A bióloga voltou para o sítio da família e investiu em qualidade e, em seguida, em café sustentável, reflorestando plantas nativas da Região Vulcânica.

conhecer lavouras de perto é sempre um ponto alto pra mim. mas chegar ao Sítio Santa Luzia foi um pouquinho melhor. é lá que a Tamires Ribeiro e seus pais cultivam cafés e tem reflorestado parte da propriedade com plantas nativas. é um trabalho que está plantando café sustentável pra colher qualidade como um dos frutos

a lavoura fica em Andradas, na Região Vulcânica. e a visita que eu fiz foi parte de um roteiro turístico que será lançado no Andradas Café Festival. Saiba mais na primeira matéria que fiz sobre esse tour: Andradas Café Festival amplia evento com novo roteiro de agroturismo

eu conheci a Tamires há alguns anos, na primeira vez que estive em Andradas. E foi acompanhando o trabalho dela que fiquei cada vez mais curiosa para ver de perto o reflorestamento e cada detalhe. E, finalmente, esse dia chegou! 

Quem é Tamires Ribeiro, do Café da Tamires 

A Tamires Ribeiro é bióloga e cresceu no Sítio Santa Luzia com os pais Berenice e Fernando. Para estudar, Tamires se mudou e só retornou à propriedade durante a pandemia. O período foi quando muitas pessoas também retornaram ao interior para passar o período de isolamento social.

lá, ela decidiu ficar de vez e entrar de cabeça na produção cafeeira. “Esse sítio sempre foi da minha família. Quando eu voltei, durante a pandemia, vi que tínhamos potencial para produzir cafés especiais e começamos a fazer os primeiros lotes de cafés especiais e comercializar torrado. Trabalhamos juntos, eu e meu pai”, contou ela durante a visita do grupo à propriedade. 

uma das principais mudanças foi quando a produtora começou um trabalho de reflorestamento que dura até hoje. Para isso, Tamires buscou mudas de plantas nativas da região e iniciou o processo em áreas próximas a um córrego que corta a propriedade. 

são árvores como jequitibá, ipê, jatobá, aroeira, pitanga, jabuticabeira e paineira. E boa parte delas está crescida já! A Tamires sempre mostra a evolução delas no instagram (@cafe_da_tamires). 

O que é café sustentável? 

a família participa da associação local, a Acafeg, e tem o selo fair trade. Ele determina uma relação de comércio justo entre produtores, trabalhadores e compradores. 

mas Tamires queria ir além do que já era requisitado pela certificação. Como bióloga, faltava para ela a recuperação de áreas através das plantas que antes habitavam lá. “Como começamos a ter outras fontes de renda, como café torrado, investimos em manejos mais sustentáveis, e nas áreas de reflorestamento. Então, foi a partir do café especial que começamos a introduzir sustentabilidade”, lembrou ela.

hoje, a família tem uma propriedade com 11 hectares de café e outra com 10 hectares. E o 1 hectare e meio de reflorestamento está para ser ampliado. “Eu sou bióloga e sempre trabalhei em sustentabilidade e agricultura. Visando isso aqui dentro do sítio, começamos não só o reflorestamento próximo aos córregos e nascentes, mas também a sustentabilidade na área de café. Trabalhamos com planta de cobertura para melhorar a qualidade do solo e ter mais matéria orgânica. Isso é para conseguirmos viver em mais harmonia não só com a produção, mas com o meio ambiente”, explicou Tamires. 

Turismo rural em uma fazenda de café sustentável 

Andradas é um município que já tem fluxo turístico alto, impulsionado por esportes de aventura como trilhas, rapel e cachoeiras. Mas a família Ribeiro tem uma forma de se destacar. No novo roteiro turístico, o papel do Sítio Santa Luzia será mostrar como funciona uma fazenda de café sustentável. E que, sim, é possível produzir qualidade adequando manejos e reflorestando. 

“Nossa intenção é começar a receber as pessoas, porque falamos tanto que fazemos sustentabilidade… e queremos agora mostrar isso na prática também para as pessoas. Para elas saberem que comprando nosso café eles adquirem cafés de qualidade, mas também ajudando a reflorestar”, destaca a produtora. 

No passeio turístico, os visitantes são convidados a passear pelo cafezal, que fica bem próximo da casa. Lá, eles ouvem pai e filha contar sobre suas experiências, enquanto avistam uma lavoura à direta, outra à esquerda, e no meio há uma nascente e córregos que vem da mata nativa no meio do morro. É lá o foco dos trabalhos de sustentabilidade. 

No reflorestamento, a bióloga trabalha com árvores nativas e frutíferas. Como ainda há vacas na propriedade, eles separam as áreas reflorestadas com cercas. A propriedade já se dividiu entre cafeicultura e manejo de gado, mas hoje a família explica que o foco é total em cafés e as vacas e outros animais no local não são comercializados. 

Para os turistas que vem de grandes cidades, porém, os bichinhos são uma atração à parte. Além das vacas, há cavalos, cães (fofos) e até pavões no sítio! 

Café Tamires: linha de cafés sustentáveis de cara nova 

achou que estava faltando alguma coisa nesse passeio? Uma degustação, por exemplo! pois é óbvio que não vai faltar. Em uma clareira charmosa, a família montou uma mesa cheia de delícias e, claro, café coado na hora. 

os turistas vão provar delícias como diferentes bolos caseiros, doce de leite mineiro. e, claro, levar um pacote do Café da Tamires. a nova linha de cafés sustentáveis dela, aliás, está com embalagem renovada. 

“Nós montamos essa embalagem e temos uma parceria de torra. A Mariana Nakagawa também auxiliou com essa parte de embalagem e visual”, contou a produtora.

Os pacotinhos têm o nome da variedade cultivada e cores diferentes para cada perfil sensorial. Tem cafés que vão lembrar mel e avelã tostada, outro com notas de mel e laranja. E ela vende também online. Mas, sinceramente? Se tiver a oportunidade, vá presencialmente. Conhecer essa produção e entender sobre como é possível produzir café sustentável é uma delícia!

Aliás, os roteiros começam no Andradas Café Festival desse ano. Procure pela programação que já foi liberada, que vale a pena esse passeio.

Perguntas frequentes sobre café sustentável 

Qual o impacto ambiental do café? 

O impacto ambiental do café vai depender muito do manejo feito na lavoura. E, claro, de como esse alimento é processado nas outras etapas da cadeia: a indústria, o comércio, as cafeterias e supermercados. No caso da lavoura, quando a produção tem manejos como a cobertura de solo, a produção de outras culturas próximo ou em meio às linhas do cafezal, tudo isso ajuda a diminuir o impacto ambiental. 

O que é café ecológico ou sustentável? 

Café ecológico é um termo um pouco amplo, assim como café sustentável, por isso não existem certificações ou parâmetros certeiros sobre ele. Alguns manejos podem ser considerados ecológicos, como: produção orgânica, ou uso consciente de fertilizantes e outros produtos, agricultura sintrópica, agricultura regenerativa, entre outras.

Poços de Caldas Coffee Week: 7 combos para provar no festival

essa é a primeira vez que o festival, originalmente chamado Brasil Coffee Week, acontece em Poços. saiba como foi a experiência de visitar sete cafeterias participantes. 

até o dia 24 de novembro a Poços de Caldas Coffee Week está aquecendo o circuito de cafés especiais da minha cidade querida, no Sul de Minas. à convite da organização, eu provei sete dos 20 combos oferecidos nas cafeterias participantes! (amo meu trabalho ou sim?). 

essa é a primeira edição do festival gastronômico em Poços! ele reúne cafeterias, confeitarias e panificadoras para que cada uma crie um menu de valor fixo de R$25. Os menus incluem comida e bebida, mas cada um foi uma surpresa. 

o tanto que eu me esbaldei desse tour… fiz todas as cafeterias em 2 dias! haja cafeína no sangue 😛

teve salgadão + coado on the rocks; salgado + doce + coado; doce grandão + café gelado; porçãozinha + cappuccino… enfim, a especialidade de cada casa em uma curadoria massa. 


Processando…
Sucesso! Você está na lista.

cafeterias para visitar no Poços de Caldas Coffee Week 

no total, são 20 cafés participantes, o que me impressionou muito… mesmo conhecendo o potencial de Poços na cena, foi surpreendente perceber a quantidade de lugares com cafés de qualidade! muitas casas novas surgirem. e muitas tradicionais estão, agora, com café especial! que lindo ver essa evolução. 

O festival vai até dia 24/11, então tanto quem é da região, quanto turistas podem aproveitar finais de semana e feriado (São Paulo), para visitar!  

quer saber onde tomar o combo de café em Poços de Caldas? vem saber da experiência e dos menus que eu provei:

Nita Padaria Artesanal 

combo: café coado + financier + pão de queijo. a bebida é feita com grãos do café Mourisco, uma marca de produtor local que eu estava doida pra provar.

e valeu super a pena. o pão de queijo é um mix de queijinhos, cheiroso e delicioso! e o doce eu provei o financier de pistache, que estava bem suave. 

Café Sete Quedas 

combo: café coado na V60 + bolo gelado + folhado. O café é feito na própria fazenda da dona da cafeteria. muito gostoso e ornou super com o folhado de alho-poró que escolhi. e o bolo gelado de doce de leite? de dar água na bocaaaa.

o ambiente é amplo e delicioso. já as comidas desse combo são um pouco menores, então se vier em dupla peça mais comidinhas para complementar. 

Âncora Coffee House 

combo: focaccia recheada + café do dia gelado. café de qualidade, já habitual na Âncora que é referência em grãos especiais na cidade. Eles também estão usando café Mourisco (do Pedro Lotti) e a torra é do Gamers Coffee (que sempre indico aqui e tenho cupom de desconto EXPERIMENTAL. pode usar que vale a pena!). 

A focaccia também tava delícia e bem servida. Aqui vale a pena vir com tempo porque a cafeteria é bem movimentada, o que pode gerar um pouquinho de demora na entrega do pedido. 

Panedota 

combo: cold brew + croissant de coco com doce de leite de corte regional. Café extraído a frio, o cold brew estava delicoso. como já foi feio gelado, ele segue sem derreter o gelo e é a melhor opção no calorão! A massa do croissant é incrível, trabalho da padeira dona da casa.

Só achei que o doce de leite estava meio durinho e acumulou de um lado só (logo na minha vez haha, porque sei que a qualidade ali é boa e acredito que foi uma experiência pontual). 

Casa do Colono 

combo: Capuccino trufado + pão de queijo com pernil. Um dos combos mais diferentes e que atrai até quem não é focado em cafés especiais. O cappuccino é mais focado em quem gosta de uma bebida com café, mas bem adocicada. (caiu super bem, já que sou uma formiguinha), e o pão de queijo com pernil de-li-ci-o-so!

Vale a pena só consultar antes para saber se está disponível, ou se tem tempo de preparo maior. no dia em que fui aconteceu de ter uma diferença entre a entrega do cappuccino e do pão de queijo, até por isso as fotos são separadas.

Cafétopia 

combo: drip coffee ou cold brew + toast de queijo canastra, mel e castanha + fatia de bolo de iogurte com cobertura de limão. a foto que abre esta matéria do combo do Cafetopia. pensa em um combão! vale a pena ir com fome lá, porque o combo deles vale muito a pena! 

bolo de fundo, cold brew em destaque! e a foto de destaque deste texto mostra também o toast de queijo da canastra com mel. huuuum…

eu provei o cold brew e ele estava mais encorpado do que as outras bebidas geladas que provei no festival. Minha fica é prová-lo junto com o bolo de iogurte com cobertura de limão. o toast de queijo canastra estava diviiino. O café é feito na propriedade da família, também no Sul de Minas. 

Prosa & Café Gourmet  

combo: café filtrado no método koar + bolo de café. Uma grata surpresa chegar no shoppig da cidade e encontrar um lugar com várias opções de cafés especiais. O combo do festival estava bem gostoso!

cafezão e bolo! tudo que eu queria pra terminar esse mega tour.

O café é feito com grãos da propriedade dos donos também e foi filtrado no Koar, um método brasileiro e lindão. Também gostei bastante do bolo de café com chocolate. Docin!

As outras cafeteria participantes do evento são: Art Café, Bold Bloom, Café Concerto, D’Gust Confeitaria e Café, Doce na Roça, DuckBill Cookies & Coffee, Floricitá Café, Lascaux Chocolates Rústicos, Lyla Café,  Rotina Café Galeria, Sower e Tradi Café.

vale lembrar que a cada 5 combos, o consumidor pode concorrer a um kit para coffeelovers. se for nas cafeterias, você pode pedir um cartãozinho para os cafés ire carimbando a cada visita.

a Poços de Caldas Coffee Week também contou com workshops sobre cafés especiais e chá. O festival originalmente se chama Brasil Coffee Week e tem chegado a diferentes cidades do país. 

Serviço 

Cardápio completo e programação do festival: www.brasilcoffeeweek.com.br 

Valor de cada combo: R$25,00

Instagram: @brasilcoffeeweek 

descubra mais sobre cafés em Poços e no mundo

se você chegou por aqui recentemente, saiba que escrevo sobre café desde 2014! então, por aqui neste blog e no instagram @tha.experimentando tem muito conteúdo! alguns que selecionei para você começar são:

café especial em Monte Belo: descubra o potencial da região

Monte Belo: cidade com cafés especiais e potencial pra crescer na área.

frutas vermelhas, como morango e amora.  e imaginar que isso tudo estava no café especial de Monte Belo. nas notas da bebida que a família que eu visitei produziu!

lá no alto de 1.200 metros de altitude, as lavouras da família Adolfo venceram o 3º Concurso de Qualidade da Apcemb, a Associação dos Produtores de Cafés Especiais de Monte Belo e Região. foi com esses produtores que eu fiz um pequeno tour, e vou contar agora o que vi: 

o café especial em Monte Belo 

o município fica na região do Sudoeste de Minas. e, há cinco anos, os produtores se uniram para focar no que muito me interessa: café especial em Monte Belo

foi por causa do trabalho da Apcemb que eu fui fazer esse pequeno tour pela cidade! Monte Belo faz divisa com outros municípios conhecidos pela cafeicultura, como Cabo Verde, cidade que eu conheço e adoro! 

se tem uma coisa que eu amo é viajar para novos lugares. por isso, topei na hora conhecer Monte Belo. lá, acompanhei o concurso e também consegui conhecer a propriedade, vejam só, da família que acabou vencendo a premiação! 

sou pé quente sim, e essa história vai provar: 

Luz da Serra: café especial feito em família 

a produtora que me buscou na rodoviária e me levou para conhecer Monte Belo foi a Bianca Caldas Adolfo! entusiasta dos cafés especiais por ali, conhecer ela me ajudou a ver porquê a cafeicultura de Monte Belo está crescendo.

a família dela cultiva cafés de alta qualidade na Serra Escura, bairro local. e nas alturas: o ponto mais elevado ali gira em torno de 1.200 metros. de lá, saiu o café natural vencedor da Apcemb (85,25 pontos na escala da SCA) e o vice-campeão em Cabo Verde (com 86,68 pontos).

Foto: acervo Bianca Caldas

“Se eu conseguir vender as sacas da minha família a um preço melhor, já será uma realização”, contou ela, que aposta e trabalha pelo café especial na região. 

mas quando era mais nova, a Bianca não se interessava por cafeicultura. só depois, trabalhando com lingeries, outro setor importante para Monte Belo, que ela despertou para o potencial dos cafés especiais.

em uma das reuniões com o Sebrae, Bianca ouviu sobre o incentivo para produtores se unirem visando qualidade.

“quando ouvi que iam criar uma associação para cafeicultores, pensei na hora no meu pai. falei que também tínhamos interesse de participar. dali para frente, fui aprendendo sobre a qualidade e que trabalhar com cafés especiais poderia ser melhor inclusive financeiramente”. 

a Bianca é filha do José Gervásio Adolfo e da Roseli Caldas Adolfo, e irmã da Letícia Conceição Adolfo. os pais sustentaram a família com o trabalho no campo. porém, até poucos anos atrás, não tinham ainda seu próprio pedaço de terra. 

só quando começaram programas governamentais de incentivo a compra de terras por pequenos agricultores é que a família decidiu tentar dar esse passo. a compra acabou saindo de forma direta e é até hoje motivo de orgulho para eles.

Foto: acervo Bianca Caldas

“foi com muito esforço, e ajuda que ele agradece até hoje, que meu pai comprou nossa lavoura. incluindo o ponto mais alto de onde veio o café que ganhou o concurso”, disse ela.

a Bianca, que também trabalha com pedagogia, me contou que a família já criou uma marca para seu café. é o Luz da Serra! “esse nome é porque os tesouros vem de onde há luz”, me contou ela.

a família segue produzindo nas alturas e secando os cafés no terreiro que fica em frente à casa. tudo feito com cuidado e trabalho coletivo, inclusive os processos pós-colheita. e assim é com a maioria dos agricultores da associação.

Produtores de Cafés Especiais de Monte Belo e Região 

em apenas cinco anos de existência, a Apcemb, já tem uma estrutura que me surpreendeu. a sede da associação fica no centro da cidade e já conta com salas de prova e de seleção dos cafés, torradores de amostra, sala de reunião… um baita capricho! 

sede da Apcemb: bom demais ver produtores investindo em qualidade e em conhecer seus próprios cafés. fotos: Thais Fernandes

e com a orientação do Sebrae, os agricultores tem se envolvido em cada etapa da construção dessa marca deles. a grande vantagem da associação, pra mim, está justamente na marca que eles criam juntos. assim, quando o café de um produtor da Apcemb é exportado, ou ganha um prêmio, todos eles são elevados juntos.

foi sobre isso que eu falei durante a cerimônia de premiação deles. Fui lá na frente pra parabenizar a organização e o trabalho coletivo. porque eu vejo, na prática, como isso funciona!

eu e a Bianca durante a minha visita ao cafezal dela & família! foto: Thais Fernandes

como eu disse no evento:

quando um produtor da cidade tem um café reconhecido, todo mundo ganha. Porque o consumidor vai lembrar “o café de Monte Belo é incrível”. e sempre que ver um outro café com essa mesma origem, a tendência é confiar na qualidade! 

por isso, fazer o marketing e comunicar o que se está produzindo é tão importante. e isso a própria cerimônia de premiação já mostrou. nesse ano, o concurso cresceu e eles apostaram em tornar o evento uma festa para a cidade como um todo. na minha opinião um grande acerto!

além do anúncio dos campeões, o concurso também teve um cupping para quem quisesse experimentar os cafés finalistas. fotos: Thais Fernandes

hoje, a Apcemb tem 22 associados que produzem em 16 propriedades diferentes. como o nome já diz, os agricultores são tanto de Monte Belo quanto de municípios próximos. 

o café da família Caldas Adolfo, por exemplo, fica no bairro da Serra Escura, um lugar bem pertinho da divisa de Monte Belo e Cabo Verde. e é com as imagens lindíssimas do sítio deles que eu fecho esse texto, cheia de vontade de encontrar cada vez mais cafés de Monte Belo nas minhas andanças por aí! 

Monte Belo: e coloca BELO nisso! (tunduntssss). Foto: acervo Bianca Caldas

bônus: dúvidas sobre café especial e Monte Belo  

quais são os cafés especiais? 

caiu de paraquedas aqui e quer saber o que são os cafés especiais? te explico! existem diferentes categorias de qualidade de café. o café especial é aquele produzido de forma sustentável, incluindo ambientalmente e socialmente.

na definição de café especial também é preciso que esses grãos tenham nota acima de 80 pontos na escala que vai de zero a 100 pontos e foi criada pela SCA (sigla em inglês para Associação de Cafés Especiais). 

idealmente, esses grãos especiais também devem seguir outros critérios, como rastreabilidade. isso quer dizer que quando chegar ao consumidor, a gente ainda precisa saber a origem daquele café, quem produziu, onde e quando. 

onde fica Monte Belo?

Monte Belo fica próximo a cidades como Poços de Caldas e Alfenas. o município faz parte da região do Sul de Minas. já em termos de café, as regiões reconhecidas são Sudoeste de Minas (que Monte Belo faz parte) e Região Vulcânica (bem próximo).

Qual região de Minas tem o melhor café? 

pergunta de 1 milhão de dólares! e a resposta, claro, não existe. qual região de Minas tem o melhor café vai depender de qual o tipo de café que cada consumidor busca. além disso, são tantos detalhes que influenciam um café especial que, também se alternam os vencedores de prêmios de qualidade. 

o fato é que Minas Gerais é o estado que mais produz cafés no Brasil. só os mineiros produziram cerca de 29 milhões de sacas de 60 quilos em 2023. o dado é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 


quer acompanhar mais viagens como essas? posto bastante no instagram @tha.experimentando! também pode ser que você curta a newsletter que envio de quando em quando> assine as Notas Experimentais aqui ó


Desinformação hypada: conteúdo e café feitos rápido demais

vamos falar de criação de conteúdo? e de desinformação hypada e precarização no café?

já fez um café correndo, com a moagem que apareceu na frente, tacando a água de qualquer jeito? e provou como fica depois? então, vamos falar de conteúdos feitos desse jeitinho.

começamos com exemplos práticos dessa desinformação hypada (e precarização) e, depois, a gente vai se aprofundar, combinado?

  1. coar café com uma fatia de bacon (ou qualquer comida que achar). 
  1. termos técnicos jogados e ‘fermentações’ milagrosas. 
  1. compartilhar conteúdo histórico com erros básicos. 
  1. precarizar profissionais de conteúdo = não pagar por palestras, mediações, parcerias e afins. 

1 – Trends bizarras: colocar bacon e outras comidas no café coado 

Isso dá visualização. E como dá! Mas alguém acredita que faz sentido coar um café com uma fatia de bacon junto

Deve ter quem acredite, sim. E até quem goste. Eu tinha um amigo que comia linguiça com leite condensado e adorava. O ponto, então, não é gosto. Mas, sim, o desespero por likes. 

Eu e criadoras que eu admiro (como a @PuraCaffeina) recebemos sempre mensagens diretas (DMs) compartilhando esse tipo de vídeo. Não é nosso estilo. Por que, então, as pessoas compartilham? Pelo absurdo. Pela vontade de dizer: “olha isso, que bizarro”. 

especialista em café. será?  

Eu te respondo: não. Isso não é ser especialista em café, isso é estratégia de crescimento com base no absurdo.

eu sei que é tentador compartilhar as doideiras, masss você pode muito mais! por isso, compartilhe e salve posts de quem estuda e quer democratizar o acesso ao café como alimento de qualidade.

formas de criar conteúdo 

existem diferentes estratégias para criar conteúdo. o modo turbo dos virais requer velocidade. o que muitas vezes significa sair passando a bola pra frente sem pensar. como naquela brincadeira da ‘batata quente’, sabe?

só que todo conteúdo traz uma informação. pode ser através da música, do texto, da fala, da dança… enfim. nenhum vídeo, foto ou post, mesmo os mais rápidos, vem num ‘vácuo’. afinal, é conteúdo. 

por outro lado, tem estilos mais ‘slow content‘. aqueles criadores que aparecem vez em quando, sem necessariamente seguirem trends. um conteúdo que muitas vezes tem aquela carinha de ‘acordei assim’. toda naturalzinha. e esses? bom, eles também tem uma mensagem. mesmo os que parecem mais ‘despretenciosos’. 

e, por fim, chegamos aos conteúdos especializados. ou naqueles que são lidos como especializados. é mais ou menos por aqui que quero estacionar com vocês. bora dar uma olhadinha de perto? e, claro, focando no nosso café de cada dia? 

2- fermentação (nem nada) sozinha não faz verão 

mais uma pequena polêmica. falar ‘difícil’ ou usar termos hypados também é estratégia.  

eu tive um professor que dizia “escrever difícil não é escrever bem”. e é exatamente nisso que eu acredito! só que usar termos técnicos pode, sim, passar uma imagem de ‘especialista’. e quando a pessoa só joga as palavras por aí, sem conhecer mesmo, acaba sendo só enganação.

um exemplo bem atual é falar de fermentação – baita assunto complexo – como se fosse a tábua de salvação de um café. “Ah, tal café é fermentado, por isso é tão bom”.

gente, fermentação pode ser feita de várias formas. é complexo e é caso de saúde. se você é produtor, busque cursos com quem sabe realmente sobre isso. não faça correndo, sem estudar, só porque estão pagando melhor. e se tu é consumidor, vai com calma. confia no seu paladar mais do que nos coachs. 

3 -compartilhar conteúdo histórico com erros básicos. 

é o seguinte, todo mundo está sujeito a errar. isso tá claro. mas produzir visando só os likes… sem pesquisa, sem embasamento, sem noção até (rs)… é muito diferente de errar tentando acertar.

isso acontece em todas as áreas do conhecimento e divulgação. inclusive no café! mas, por favor, se você se propõe a ser criador de conteúdo/influencer… estude. pesquise. diga de onde veio aquela informação. é o mínimo.

se a ideia é informar, e não levar desinformação hypada, pesquisa é só o começo. q é uma delícia, vai por mim. eu amo fazer! se quiser, me contrate 🙂 

4 – você apoia grandes eventos que precarizam profissionais de conteúdo e nem sabe 

uma palestra incrível. um painel com uma baita mediação e convidados que trouxeram muita informação da boa! 

e todos esses trampos não são remunerados. já imaginou? nem precisa. essa é a realidade na maioria dos grandes eventos do café. e eu estou falando de eventos grandes mesmo, tá?

os Mestres de Cerimônia dos campeonatos, por exemplo. já perguntou para algum deles como tá o pagamento pelo trabalhão que dá apresentar uma disputa tão específica?

melhor: vamos começar a perguntar aos organizadores dos eventos:
-Quanto você paga para trazer conteúdos bons? (evento que cobra entrada, cobra espaço de exposição e tem patrocínio, viu).

se a resposta for que não pagam nada, ou pagam muito mal, há algo muito estranho no reino do café especial… concorda?


mais conteúdo em vídeo, foto e algumas reflexões em @tha.experimentando

Como fazer café árabe e o que ele tem de diferente

Para saber como fazer café árabe tradicional, entrevistei uma barista da Arábia Saudita. Ela contou o que esse método tem de diferente do café turco.

Para saber como fazer café árabe tradicional, entrevistei uma barista da Arábia Saudita. Ela contou o que esse método tem de diferente do café turco. 

Café árabe é um dos métodos mais antigos do mundo. Também chamado de qahwa (ou kahwa), que significa ‘café’ no idioma árabe, essa belezinha é cheia de tradição e características próprias no preparo e no sabor. Te conto aqui como fazer café árabe e o que ele tem de diferente dos outros métodos de preparo.

Essa jarra linda é a Dallah, utensílio árabe para o preparo do café. Créditos da foto: ©Sara Alali/That Coffee Shop

O que é ser árabe, afinal?

Antes de mergulhar no método, vamos dar uma pincelada na definição de ‘árabe’ como um todo? Árabe é uma etnia e um idioma. Ser árabe é fazer parte de um povo, e uma das principais definições deles é justamente o idioma árabe clássico.

Quer conhecer mais sobre café? Siga meu perfil no instagram @tha.experimentando.

Mas mesmo dentro dos países tem muita diversidade! Como jornalista, eu escrevi e entrevistei muitas pessoas dessas nações para a agência onde trabalhei, a ANBA. Por isso acabei aprendendo e entendendo um pouquinho sobre esse tema tão complexo.

Existe inclusive uma Liga dos Estados Árabes, que inclui 22 países. Sabia dessa?

Ah, e o alfabeto árabe é diferente do que nós usamos (alfabeto latino). Por isso, a forma de escrita deles é transliterada para as nossas letras. Só assim a gente consegue ler! Mas, por causa disso, acabamos tendo maneiras diferentes de escrever a mesma coisa. Tipo qahwa e kahwa!

O que o café árabe tem de diferente?

O método do café árabe começa bem antes do preparo. Na torra a gente já vê a diferença. Em geral, o café árabe tem uma torra bem clara. Isso pode variar um pouco de um país para outro, já que são 22 nações e muita diversidade. 

O que se mantém sempre é a moagem ou granulometria. Ou seja, o tamanho e como os grãos são moídos. O pó do café árabe é sempre bem fininho. Isso é necessário porque no método árabe o pó vai direto na água fervente e não é filtrado. Daí, com o pó mais fino, ele vai ter mais contato com a água e decantar lá para o fundo. 

Também é muito comum adicionar especiarias ao pó do café. Dá-lhe cardamomo! Mas também pode ter açafrão e muitas outras. 

P.S: Lá no final do texto coloquei um passo a passo para fazer o café árabe! 

Entrevista com Sara Alali, barista árabe

Com um tema tão amplo e cheio de história e cultura, eu quis falar com alguém que vivesse o café árabe de fato. Por isso, entrevistei uma barista incrível e árabe! 

A Sara Alali é barista e treinadora de barismo na AArábia Saudita. Ela também é dona da cafeteria That Coffee Shop, que fica em Riad, capital saudita. Ah, e também é campeã saudita no preparo de café turco (calma, hoje ela vai falar do árabe e até falar das diferenças entre eles). 

Com vocês, Sara Alali:

Sara Alali, barista e treinadora de barismo que dá aula para homens e mulheres da Arábia Saudita. Créditos da foto: ©Sara Alali/Acervo Pessoal

Thais: -Como é a torra do café árabe? Ele é torrado mais claro do que o turco?

Sara: O café árabe é preparado da maneira tradicional na Arábia Saudita é sim torrado em uma escala mais clara em comparação com o que chamamos de ‘café turco’ aqui na região.

Thais: -E dentro dos diferentes países árabes também existem diferenças? Eu ganhei, por exemplo, um café árabe e um libanês e a cor é diferente.

Sara: Isso depende da região e da cultura. O café árabe pode oferecer coisas diferentes para pessoas diferentes.

Thais: -E as especiarias? Eu sei que o café árabe geralmente usa muito cardamomo, por exemplo. 

Sara: Também depende da região e da cultura local, na Arábia Saudita usamos cardamomo inclusive no preparo turco. 

No café árabe (café preparado aqui na Arábia Saudita) usamos principalmente açafrão e cardamomo. Mas na região sul do nosso país eles adicionam mais especiarias, como gengibre e, às vezes, sementes de endro. Já na região Oeste algumas pessoas acrescentam mástique. Na região Norte a torra é mais escura. E na região central as pessoas acrescentam mais cardamomo. 

Thais: -Queria que você falasse mais sobre os utensílios. O Ibrik é turco, mas também pode ser usado na preparação árabe? E a Dallah, que é um pote árabe, como é usada no preparo? 

Sara: O ibrik (o pote) tem nomes diferentes em diferentes regiões do Oriente Médio, alguns o chamam de kanakah, Rakwah, Cezve, Zajwah. Todos são potes pequenos com alça longa, usados para preparar no máximo 1 a 3 xícaras e é o que chamamos café turco

Já a Dallah é um pote árabe de metal de quase um litro com bico longo. Tradicionalmente, nós temos 3 tipos. O primeiro é para ferver o café, o segundo é para adicionar os temperos e o terceiro geralmente mais sofisticado é para servir. 

Hoje em dia as pessoas simplificaram e usam apenas uma dallah para ferver e preparar o café e depois decantam em outra para servir. 

E normalmente você também pode usar nossas xícaras, chamadas finjan. Elas têm um formato específico e não tem as alças. 

Como fazer café árabe: passo a passo

Confira um passo a passo para fazer seu café árabe (e adaptar o que for preciso para fazer em casa): 

  1. Moa o pó bem fininho (ou compre já moído, fino também).
  2. Separe a água filtrada que vai levar ao fogo. Se tiver uma Dallah, lindo! Se não, pode usar sua leiteira habitual. (Sugestão? 1 litro de água)
  3. Se tiver comprado um pacotinho já com as especiarias moídas junto ao pó, maravilha!
  4. Se não, adicione as especiarias que quiser (pelo menos um cardamomo vale comprar pra tornar a experiência mais rica, ein?).
  5. Adicione o pó antes de ligar ou fogo, ou assim que a água ferver (Se quiser uma sugestão: 2 a 3 colheres de sopa – cada uma com cerca de 10 gramas).
  6. Leve sua dallah ao fogo e quando começar a ferver retire para não derramar.
  7. Repita por 3 vezes, deixando a água se manter na temperatura alta (mas sem derramar, né? :P) por cerca de 10 minutos.
  8. Tire o café do fogo.
  9. Se já estiver usando a Dallah, ou tiver reservado a sua para esse momento, a hora é agora. Se não tiver nenhuma por aí, vale escolher uma jarra que tenha o fundo mais largo um bico mais fino, ou pelo menos menor do que a base.
  10. Com seu recipiente com a base mais larga do que o topo, isso vai ajudar o pó do café a não cair na xícara na hora de servir.
  11. Deixe o pó do café decantar por cerca de 2 minutos.
  12. Agora, sirva com cuidado. Você pode usar xícaras comuns, ou uma finjan.
  13. Aprecie seu café! (no final da xícara ainda deve ficar um pouco de pó, então é melhor evitar virar a xícara no final).

Quer ouvir mais sobre essa história, em vídeo? Assista o reels que preparei sobre o tema:

Café árabe e café turco: é tudo igual? 

Os preparos de café árabe e café turco tem muitas semelhanças… mas não são a mesma coisa.

Para começar, é importante explicar que quando se diz ‘café árabe’ ou ‘café turco’, a gente está falando do método de preparo. Mas um pouco mais que isso. A forma que aquele determinado povo criou para fazer seu café também inclui utensílios próprios, o tipo de torra e de moagem e toda a simbologia por trás desse preparo. 

Por isso, o próximo texto aqui será sobre o preparo de café turco e seus utensílios, como o ibrik. Já assina a newsletter para receber por e-mail sempre que sair do forno esse texto novinho!