Consumindo localmente: cinco marcas de café pra comprar em poços

Tomar café é um ato danado de impactante. Por isso, consumir mais localmente é uma meta. Aqui vão 5 dicas de ótimos pacotinhos pra comprar em Poços de Caldas, Sul de Minas.

Tomar café é um ato danado de impactante. Um dos pilares da minha escolha é: consumir localmente. Uma mistura do ‘Think globally, act locally‘, em português ‘pense globalmente, aja localmente’, com ‘compre do pequeno’.

-O primeiro jargão gringo, traz a estratégia de pensar: ao invés de me desesperar pensando no tamanho do problema, repenso. o que posso fazer aqui, na minha casa? na minha vila? no meu pequeno alcance? Um desses problemões que vejo é gasto enorme de combustível fóssil no mundo. O que posso fazer daqui, da minha vilinha? Comprar de quem tá mais perto é uma pequena possível ação.

-Já o ‘compre do pequeno‘ é um belo slogan do Sebrae. E faz muito sentido! Dou o maior duro pra ganhar meu salário… quero escolher bem pra quem ‘repassar’ a grana. E melhor ainda se esse dinheiro for pros pequenos negócios.

Pensando nisso, quero te ajudar a repensar o café que cê tem aí no armário. Como minha vida se divide entre Poços de Caldas e São Paulo, vamos começar com o lado mineiro?

cafés produzidos perto: fortalece negócios locais! usa menos recursos do planeta (tipo gasolina, que vem do petróleo, que vem da terra….)

Cafés de Poços de Caldas

Poços faz parte de uma macrorregião produtora importante. O Sul de Minas. E, mais especificamente, é o polo da região dos Cafés Vulcânicos. (Se quiser que eu te conte mais sobre isso, deixa um alô nos comentários. Combinado?) Mas hoje quero falar sobre as MARCAS DE CAFÉ TORRADO que você encontra para comprar diretamente em Poços.

  • Café FUCA: Um café pro dia a dia! Esse pacotinho com um design lindo é produzido em Cabo Verde. Também Sul de Minas, bem pertim. E é um café que eu recomendo para quem tá começando a buscar qualidade. Por quê? Ele é bastante equilibrado! Então, esquece aquela conversa de ‘notas disso’, ‘sabores daquilo’. O Fuca é doce, e é café bom! Ainda por cima, produzido por uma família e vendido por uma mina massa! Aliás, contei a história da Sandra neste texto.
    Como comprar? Pelo telefone (35) 9 999 648 436.

  • Tradi Café: uma microtorrefação com diversos pacotinhos? Temos! A maior parte dos grãos da Tradi são do entorno de Poços. É café bão e local pra mais de metro! E sempre tem renovação. Para quem, assim como eu, ama descobrir novos sabores, é o canal!
    Quer saber mais? Também tem texto especial sobre essa marca que produz cafés de Torra fresca em pleno mercadão de Poços!
    Como comprar? No telefone (35) 99704-6930.

  • UCA: Café orgânico de produtor local. Quer mais o que??? Café de qualidade, lógico. Esses grãos são produzidos pelo Delmar Benelli (ou Tuca Mineiro). Ele produz micro e nano lotes. Ou seja, os cafés são separados em ‘pacotinhos pequenos’ ainda no campo. É tudo daqui do Sul de Minas e vendido direto pelo produtor. Massa, né?
    Como comprar? Você pode fazer pedidos no inbox do insta @ucacafeorganicoespecial

  • Âncora Coffee: Tá no auge da vida coffeelover? Ah, então você já deve conhecer a Âncora. Cafeteria voltada aos grãos especiais – às bikes? – no centro da cidade. Com uma equipe super querida e pacotinhos novos de tempos em tempos. É uma boa pedida pra garantir seus cafés frescos e aquecer o mercado local!
    Como comprar? Delivery no telefone (35) 3715-9951 ou iFood!

  • Gamers Coffee: O bônus é pra dar o play nesses cafés! A Gamers tem grãos torrados por um poços-caldense. Isso acontece lá em Franca, mas como ele é daqui – e parceiro deste blog! – os cafés vem pra cá fácil fácil toda semana.
    Como comprar? Com meu cupom EXPERIMENTAL, cê ganha 10% de desconto! É só ir direto no site deles: Gamers Coffee.
    OU se você tá em Poços, me chama aqui thais.blogexperimental@gmail.com ou no instagram @blogexperimental que te conto + como ter desconto e retirar direto aqui no centro da cidade.

Aô trem! Com esse tantão de dica, quero saber: qual você vai escolher???

Por que ter seu próprio moedor de café?

Um amigo pediu pra indicar um primeiro método. Pra iniciar a vida de coffeelover, sabe? Lembrei do V60. Da prensa francesa… da clever. Mil possibilidades! Mas aí esbarrei em: e o moedor? Já tem? Não tinha. OPA. Para tudo, vamos repensar a prioridade.

Só pra aquecer, pega essa informação: Logo depois de moído, o café perde 70% de gás carbônico. Um dos compostos mais voláteis produzidos. Essa perda pode servir como um parâmetro para determinar o “envelhecimento” do grão inteiro após a torra. Isso também pode ser uma referência de percentual de perda dos outros compostos.

Resumindo, é correr contra o tempo. Da torra à moagem. Por isso, moer na hora é uma vantagem e tanto.

Outro motivo pra investir primeiro no moedor é: cada método pede uma moagem!
Pra prensa, por exemplo, a moagem é mais grossa. No V60? Média pra fina… E se você curte um preparo árabe (vai que), vai de grão moído bem fino!

Além disso, moer o café JÁ é uma experiência! E o que é o coffeelover se não um sedento por viver coisas únicas???

É um dos meus momentos preferidos. Porque quando abro o pacote já é bom. Mas quando moo? Aí o trem fica doido. Aí, a dúvida… Por que isso acontece?

O que acontece moendo na hora

Moer é quebrar em micropedaços. Milhões deles. Assim que a gente mói, o café começa a liberar seus bens preciosos. Aromas. Gases (ué, você também libera). São os danados dos voláteis. Óleos ou gases liberados pelos café… e que dão o sabor e aroma! Ou seja, quando eles escapam… lá se vão também as delícias que queremos sentir.

Pra entender melhor isso, eu falei com a pesquisadora Michelle Amaral. Ela tem PHD em Química, e cientista de produtos naturais, alimentos, aromas e fragrâncias, e escreveu um artigo bem legal chamado “O irresistível aroma do café“. Então, ela vem com a parte técnica, e eu com a simplicidade da ´prática, certcho? 😜.

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Processando…
Sucesso! Você está na lista.

Pra começar, a Michele lembrou que os “compostos voláteis de aroma” ou “compostos orgânicos voláteis”, começam a ‘fugir’ dos cafés ainda antes da moagem. “A etapa mais determinante para o aroma do café é a torra. Nesse momento, todos os compostos voláteis de aroma são produzidos e o odor é bastante rico e intenso, variando conforme o grau de torra escolhido. A partir daí, os voláteis começam a ser liberados dos grãos”.

A partir daí, abrem-se as portas e tudo que é aroma e sabor quer sair correndo do grão! E quanto mais contato com o oxigênio? Mais os voláteis escapam! “Podemos pensar no grão como uma “cápsula protetora” para os aromas produzidos durante a torra. O processo de moagem, portanto, destrói essa “cápsula”, aumentando a superfície de contato dos grãos com o ar e facilitando a perda dos voláteis e oxidação de lipídios, o que gera a rancidez”, me falou a Michelle.

Café moído na hora… pra quê?

Logo depois de moído, o café perde 70% de gás carbônico! Já no grão inteiro, essa liberação pode levar atééé 30 dias. Baita diferença, ein?

Fuga rápida de aromas e sabores

No caso dos voláteis de café, a Michele frisa: “Estamos falando de mais de 500 compostos”.
Esse estudo aqui conta os cafés perdem até 70% de gás carbônico (CO2) imediatamente após a moagem! Isso tudo só escapa dos grãos inteiros em até 30 dias. “A partir desse dado e considerando que o CO2 é um dos componentes mais voláteis no café torrado, pode-se ter uma noção dos tempos e percentuais máximos para a perda dos outros componentes com a moagem”, explicou a cientista.

Para ficar bem explicado, a Michelle me lembrou que “o CO2 é um gás e é volátil, mas os outros compostos voláteis não são gases. Gases e compostos voláteis são duas coisas diferentes. A importância do CO2 para a bebida está relacionada à formação daquela espuma que aparece em algumas preparações de café. O CO2 é apenas um dos compostos mais voláteis produzidos, cuja perda pode servir como um parâmetro para determinar o “envelhecimento” do grão inteiro após a torra, ou melhor dizendo, determinar há quanto tempo atrás a torra foi feita. Podendo também ser uma referência quanto ao percentual de perda dos outros compostos. Já que ele é um gás, espera-se que ele seja um dos primeiros voláteis a serem perdidos”, explicou ela.

Perguntei para a Michele o que ela acha de moer na hora do consumo. “A importância da torra e moagem na hora do consumo, no final das contas, será determinada pelo consumidor ou o local de venda da bebida. Em analogia, um barista ou um profundo apreciador de café sentirá grande diferença na moagem dos grãos na hora do preparo, da mesma forma que um chef de cozinha sempre opta por ingredientes frescos para o preparo dos pratos. Os chefs, inclusive, também costumam moer ingredientes como a pimenta do reino na hora do uso principalmente pelo mesmo motivo – o aroma”.

Então, moer é coisa de profissional? Para a Michelle, não tem uma coisa melhor ou pior que a outra. “São só expectativas diferentes”, ela disse. Pra mim, moer na hora é pra todos os amantes de café. Alguém que dedica tempo e dinheiro a esse alimento. E se você gasta mais dinheiro pra comprar um café bom… por que perder tanto dele antes de sentir o cheiro?

Vai comprar um moedor?

  • Pega essa dica: Aqui tá o link do moedor que eu uso! <- comprando por aqui, você apoia meu trampo! Tô de associada à Amazon, então quando alguém compra pelo meu link, eu ganho um cadim – e isso não encarece em nada sua compra!
    Moedor elétrico: É um modelo da Cadence. Um dos mais simples e em conta. É elétrico e mói 45 gramas por vez. E atende super bem pra preparos em casa! 🙂 Dica de ouro: quando usar esse modelo, chacoalha! haha É sério. Quando você mexe o moedor, ele deixa a moagem mais uniforme.
  • Se preferir um modelo manual: O moedor da Hario de cerâmica é uma boa. Só prepara o braço, ta? Moer é tipo musculação.
  • Quer começar com um moedor mais robusto? Esse da Philco é uma boa pedida.

Moedores escolhidos? Divirta-se!


Cê também vai gostar de ler:

Café Fuca – pra tomar o dia todo

Um pacotinho com o que a Sandra toma na roça. E que eu tomaria o dia todo. Um café para todos os dias.

Uma das maiores alegrias de estar nas Minas Gerais é provar cafés daqui. E conhecer as histórias de quem é da cidade que me acolheu e me fez mineira (pelo menos, metade de mim 😛). Assim foi com o Café Fuca, da Sandra Ribeiro. Cafézim delícia pra tomar o dia todo. Daqueles que você apresenta para quem quer conhecer os grãos de qualidade. A famosa porta de entrada para um mundo cafeinado mais leve!

Da produção cultural à rural

A produção já está na vida de Sandra há anos. Produtora cultural em Poços de Caldas, foi só depois de anos que ela se entendeu também como produtora rural. “Eu tinha um pouco de vergonha de dizer que era produtora, porque não entendi nada de café”. Mas na lavoura da família, ela já sabia que tinha um tesouro. “Quando comecei a vender o café, eu explicava que era o café que nós mesmos bebíamos, lá na roça. Esse era o slogan”, conta ela sobre quando surgiu o Fuca, lá em 2013.

A roça fica ali, em Cabo Verde, onde ela e a família produzem. “Meu pai começou no café fazendo mudinha. Ele vendia e ia plantando o dele. Meu avô também mexia com café. Mas quando fui aprender sobre qualidade, pensei: onde eu procuro sobre café? Fiquei patinando um pouco”, ela lembra ela. Até hoje o pai, seu Antônio Carlos Ribeiro, é quem cuida da lavoura. E deu pra ela um talhão especial para experimentos. “Sempre que eu conto pra ele algo novo, ele me diz: pode ir lá e fazer! É um espaço para eu testar e é de onde vem os grãos do Fuca”, conta a Sandra.

Nessa época, nascia em Poços o Âncora Coffee. Cafeteria das boas, focada nos especiais. “Fui conhecendo pessoas. Fiz amizade com o pessoal, com a Déa [dona da cafeteria]. Eles até me chamaram pra aprender lá. Fui pro balcão e aprendi sobre água, intensidade, fui entender mais sobre torra”. Uma escola prática que continuou quando a filha de produtores, que pegava seu lote e torrava ali por perto, “pela cor”, se juntou a uma amiga que se tornou mestre de torra. Aí pronto! “Ela comprou equipamentos, fez curso e ia me ensinando. Eu levava o café, e a gente fazia juntas. Um Q-Grader [provador profissional e certificado] provou meu café e vi todos os detalhes que ele encontrou. E aí meu universo se abriu!”, contou a Sandra.

Já lá em 2018, ela conheceu a Semana Internacional do Café (SIC) ao vivo. “Não sabia nem no que me inscrever, era muita coisa. Me informei, fiz cuppings, conheci o famoso Caparaó [região produtora premiada]. Voltei com a cabeça fervilhando!”. A ida ao maior evento de café do Brasil fez ela dar um gás nos ‘pacotinhos’. A caboverdense (e poços-caldense de coração) fez vários cursos. Foi mudando a identidade do café. Mas o nome, Fuca, se manteve. “É um apelido de vó”, lembra ela, com carinho.

Pra Sandra, a marca é uma expressão de si mesma. “É uma forma militância. O Fuca eu prezei para passar a mensagem que é feito por muitas mãos. É uma rede, inclusive com quem consome. Tem essa valorização do pequeno produtor, tudo feito com microlotes”, explica ela.

Nova identidade do Fuca. Mãos que fazem o alimento!

Esse ano, a marca ganhou visual novo. “Todos os desenhos foram feitos por mulheres. E o café bem feito é alimento e medicina. A repercussão do que a gente ingere, é uma medicina da terra. Com ele, aprendi a respeitar o tempo da terra”. Concordo tanto com ela! E olha essa identidade, que trem mais lindo.

Um café equilibrado

Daí, eu provei o Fuca! Tchanãn. E minhas impressões combinam muito com o que a Sandra me falou. É um café do dia a dia! Equilibrado. Tem doçura e acidez bem sussa. Daqueles fáceis de tomar em família. É essa a sensação que tive. E a família aqui concordou.

É bom pra tomar junto com: doces! Fiz ele coado na Hario V60, acompanhado de um panetone… que, olha! Delícia.

Variedade: catuaí
Colheita: manual e com equipamento
Secagem: em média, uma semana rodando os grãos no terreiro de cimento. Depois? Vai pro secador mecânico
Torra: hoje, é feita pelo Sanches Cafés
Valor: 15 reais o pacote com 250 gramas. Tem em grãos ou moído!
Como comprar? Chama no instagram @cafefuca ou no e-mail: contatofuca@gmail.com

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Quer me contar a história da sua produção também? Vou amar te ouvir! Deixa um alô aqui ou no e-mail thais.blogexperimental@gmail.com.

Torra fresca em pleno Mercadão de Poços de Caldas

Sentiu o aroma? A Tradi Café torra seus microlotes bem no meio do Mercadão de Poços de Caldas.

Tradi Café: uma microtorrefação bem no Mercadão de Poços

O Mercadão, pra mim, é meio mágico. Frutas, verduras, doces, pimentas. Tudo ali tem frescor. Tem cor. Os cheiros e a vontade de provar um pedacinho daquele queijo.

E aqui em Poços, minha descoberta mais recente: um torrador de café! Lá no segundo andar: microtorrefação e cafeteria. Tudo juntim! A Tradi Café abarca toda uma experiência. De um lado, uma prateleira com cafés de diferentes produtores, variedades e sabores. Do outro, uma máquina de espresso e uma prateleira de métodos. E no meio, o responsável pelo cheirinho no ar: o torrador.

Microlotes
Quando visitei a Tradi, em novembro, eles tinham cinco microlotes diferentes! Que danado é isso? Microlote é um café comprado em pequena quantidade. E mais: a qualidade é rara. Ou seja, com aquelas características ali tem poucos!

Fiquei bem doida com o que vi ali: Arara, Mundo Novo, Obatã, Catuaí e Bourbon Amarelo. Todos esses títulos são os nomes das variedades da planta de café da espécie arábica. Cada uma é diferente da outra. Isso ajuda a tornar esses cafés únicos. Claro, tem muito mais variável aí: o processo de secagem dos grãos, a altitude, o solo… a mão de cada produtor!

O que posso dar de dica? Eu mesma levei o Arara e o Obatã pra casa. E estou BEM satisfeita! O Arara tem um acidez… que dá aquela puxada no canto da boca. Brilha! Eu tava doida pra provar essa variedade. Ela foi desenvolvida aqui no Brasil. E tem sido bem falada, visse?
E o Obatã também é diferente, doce que nem caramelo. (Pra entender essas definições doidas? Melhor cê provar :P).

Tradi Café
De Belém, o Sandro Dias é um pouco de tudo: fundador, barista, caçador de novos cafés, e, claro, mestre de torras. Ele começou a Tradi Café há 2 anos. Estudou sobre métodos, prova e sensoriais. Muito do que aprendeu foi com o pessoal da Um Coffee, de São Paulo. E ele colocou em prática, viu? Na cafeteria, além de ter grãos que ele mesmo ‘caçou’, tem muito método.

De ondulada Kalita Wave, ao clássico Hario v60, passando pelo espresso… E até globinho! O famoso sifão. Você já viu? Parece um método de alquimista. E a Tradi tem! Achei isso um detalhe de apaixonado mesmo. De quem testa, prova… e descobre novas possibilidades no café. Me senti em casa.

O Sandro, criador da Tradi, e o Roni. Quem extraiu os cafés pra gente, inclusive, foi o Roni. Figurinha e barista de mão cheia.

Na real, o café tá na vida do Sandro há muitos anos. O pai dele trabalhou com café lá no Pará, quando ele era pequeno. Mas o Sandro só descobriu que esse universo era cheeeio de possibilidades agora, depois de adulto. “Nunca pensei que tantos anos depois eu ia trabalhar com café também”, lembrou. Reencontros que a vida traz. Que bom que esse trouxe junto essa cafeteria tão querida.

Quer ver mais conteúdo? Segue lá no @blogexperimental

Cafezões parceiros + E-book cheio de dicas!

Agora este blog tem um parceiro! Você pode comprar 1 café, usar o cupom e ganhar meu e-book!

Escrevi um mini livrinho! Sabe pra quem? Pra você, que apoia esse blog que me enche de alegria!

Para dar um gás nos conteúdos, tenho o prazer de anunciar uma parceria: É Gamers Coffee + Blog Experimental!

Quem comprar um dos cafezões no site deles, usa o Cupom ‘EXPERIMENTAL‘ e GANHA meu E-book cafeinado!🎮☕ (Não esquece do cupom, tá?).

E-BOOK EXPERIMENTAL
Um mini livrinho virtual! Preparei dicas sobre o preparo. E dúvidas que são saem da caixola, tipo: O que é café especial? Quanto usar de café e quanto de água? Dá pra medir isso sem mil instrumentos profissas? Como guardar pra manter + tempo a qualidade?

CUPOM: ‘EXPERIMENTAL’ 🙂

✊🏼 PRA APOIAR essa produtora de conteúdo?

Entra lá no site deles (gamerscoffee.com.br) pra escolher seu 1 café! Vai querer em grãos ou moído? Eles tem os dois. E não esquece, tá? Use o CUPOM: EXPERIMENTAL ! 💛 Você leva 1 cafezão e eu te envio por e-mail o E-Book que fiz com todo carinho só pros apoiadores.

Que café é esse? São 3 cafezões deliciosos. E cada um é pra um gosto de diferente. Quer uma ajuda pra escolher? Essa semana vou postar no instagram @blogexperimental um cadinho de cada um. Fica de 👀. Inclusive as embalagens já eram lindas nessa foto, e essa semana eles lançaram novas!

Ah, e tem preços mais em conta para 1 dos cafés especiais. E também para pacotões de 1kg.

Aqui em casa já pedimos o de 1 quilo! Quarentena = dividir café com a família. 😤😍. E o povo gostou, viu?

Quem faz? Conheci a marca há um ano. Os meninos provam e torram lá em Franca. E, por sorte, o @feijaumjr é um deles e é daqui de Poços! Os produtores são da região da Mogiana, estado de São Paulo. E cada um produz de um jeito. Ou seja? Cada café é um café ♡.

E aí, o que mais você quer saber sobre essa parceria mara???🤤☕🍀

Tem dúvida? Me chama aqui ou no Instagram! E vamos juntinhas e juntinhos. ❤

Prensa francesa: fazendo café, leite cremoso e chá

Quer um método coringa? Prensa francesa! Dá pra fazer café, leite cremoso e chá!

E eu tô apaixonada pela minha! O modelo é simplão. Mas ela já quebra um galhão! Nessa quarentena, tô morando em Minas. Privilégio! E decidi me dar um método novo de café! Quem não tá precisando de um auto-carinho, né?

Minha prensa é neste modelo aqui: Cafeteira Francesa Pressão French Press Inox E Vidro 600 Ml. (Se for comprar, vem por esse link que você ajuda a manter esse Blog vivo e cheio de conteúdo bão! E não custa nadica a mais pro cê 👩)


Escolhi a prensa francesa ~ a famosinha french press ~ por 2 motivos.
1- Deixar o filtro de papel de lado um cadim. Economizar $ e gerar menos lixo!
2- Café bom e certeiro. Simples, sabe? Bem pique preguiçosa mesmo. E? A prensa cumpriu seu papel!

Massss para dar dicas melhores ainda, perguntei pros queridos do Âncora Coffee House como fazer um cafezão da prensa! Eles inclusive vendem esse método, para quem morar em Poços. (chega no direct deles e conta que veio pelo Blog Experimental 😍).

Prontas pra testar as dicas do Âncora para café na prensa?

-Thais: Qual é a moagem ideal para prensa? O que as pessoas podem entender como moagem grossa? Um bom comparativo é a textura do ovomaltine, por exemplo? Ou sal grosso?

-Âncora: A moagem ideal pra french press ou prensa francesa é a grossa. Similar ao sal grosso sim, ótimo comparativo.
Mói mais grosso pra que não passe na peneirinha que o método possui.



-Thais: Em casa, muita gente vai moer com moedor elétrico tipo Cadence (que é meu caso). Tem algum dica para esses casos? Tipo, moer balançando o moedor para ficar mais uniforme?
ÂncoraEsse moedor realmente não é tão preciso por conta dessa dificuldade na regularidade com as moagens. Nesse caso eu moeria balançando sim, e parando em segundos pra olhar como está. Até chegar no desejado.

-Thais: Quanto tempo vocês recomendam para infusão?
ÂncoraO tempo de infusão na prensa não tem uma receita certa. Utilizamos de 4 a 7 minutos de infusão. Dependendo do que o grão pode oferecer e do gosto de cada um. Mais leve, mais intenso.
A french press é um método bem resistente no sentido de que você pode acertar muito mais do que errar o processo de extração. Deixamos mais tempo em infusão quando queremos extrair mais corpo sim do café.

Cházinho na prensa:

Não é chafé, mores. É chá mesmo. Uma camomila pra aguentar as notícias diárias desse País. Coisa básica. E, adivinha? Dá pra fazer na prenssaaaa!
O Âncora, inclusive, tem uma linha de chás!

Thais: Como são os chás que vocês tem?

Âncora: Servimos aqui os chás chineses, lá da Chaye de São Paulo. São chás bem naturais e selecionados.

Thais: A mesma medida do café vale para o chá? E o tempo de infusão?

Âncora: Poderia sim ser feita a infusão do chá na prensa.
Aqui usamos 3 gramas de chá para 150ml de água quente, a 85graus
Como esse chá possibilita mais infusões com a mesma erva, começamos a primeira infusão entre 1 minuto e 5. Aumento 1 minuto em cada infusão seguinte.

Eu testei um cházinho aqui na minha prensa. E DEU BOM! Mas quero logo comprar esses do Âncora para experimentar ❤

 

Leite cremoso na prensa

Bora para mais uma utilidade da prensa? Minha mãe ficou apaixonada por essa! Dá pra fazer leite cremoso! Dá aquela aerada, manja? Leite fofo. Macio. Fica um aconchego em forma de bebida.

 

Para fazer eu coloco leite até a metade da prensa e vou apertando o pistão pra cima e pra baixo. Nesse movimento já dá pra ver o leite ‘crescer’ o volume. 

É ele ganhando espaço e ficando cremosinho. Já testei com leite frio ou quente e funciona dos dois jeitos 🙂 Quando deu um volume legal e vejo que a textura tá bonita, TCHARÃM: Tá pronto!

ALERTA: Em um outro papo com a Julia Fortini, da Academia do Café, ela me lembrou que a prensa é delicada. Então, “Cuidado para não fazer muuuito e acabar estragando sua prensa”. Tá dado o recado. Palavra de barista campeã de Brewers 2020 (competição de preparo).

Não sei vocês… Eu que não vou exagerar no leite e acabar ficando seu meu café. 👀😂

Orgânico, feminino e macio. O café produzido pelas mulheres da Coopfam

Café macio??? Sim! Exatamente isso. Ou melhor.. não tem nada de exato. É muita história envolvida.

Uma das coisas mais difíceis para mim é sentir o corpo do café. Mas nesse café que recebi da Cooperativa de Cafeicultores de Poço Fundo… ficou clara a sensação do café se espalhando na língua… Um abraço! Foi isso que senti no Café orgânico Feminino da Coopfam.
A percepção é muito pessoal, sabe?  👀👃👅 E eu acho que depende também da gente prestar atenção. Fazer essa busca. Essa pergunta. ‘O que eu tô sentindo?’. Pra mim, o que bateu foi o cheiro. Depois, o gosto: o frescor. Uma sensação de bebida macia. Que enche a boca!

E é incrível ver que é um produto feito da luta de mulheres. 👇
 
Frutinhos de café sustentável crescendo lá em Poços Fundo x Eu feliz com minha xícara cheiiia
Esse pacotinho que provei é fruto da luta das mulheres da cooperativa. Elas criaram um núcleo para discutir suas próprias pautas. O Mobi – Mulheres Organizadas Buscando Independência, onde dividem experiências na plantação de seus cafés, e em artes que fazem usando a palha e a borra.

Como um todo, a Coopfam é feita por agricultores familiares lá de Poço Fundo. Sul de Minas! E são focados em manejos sustentáveis e produção orgânica. Eu estive lá em 2017, quando escrevi uma reportagem para a Revista Espresso (Espia aqui a ‘Raízes da Terra‘).

Uma das produtoras que conheci lá foi a Vânia Silva.
E muitas, mas muitas paisagens de dar fôlego novo pra gente

Acredito muito no trabalho deles. Tanto no manejo orgânico, quanto na visibilidade conquistada pelas mulheres ali. E desse encontro, veio toda doçura que eu provei na xícara. Não é incrível? 
Me empolguei e falei um cadim disso nesse vídeo no Instagram.

Deu vontade, né minha filha? E ainda tem outro café nessa linha, feito em manejo sustentável. E muito mais no site da Coopfam. Viva a cafeicultura familiar, o cultivo orgânico e as mulheres unidas.

Cupping: o que é a prova profissional de cafés – e como ‘testar’ em casa!

 
O tal do cupping. E a invenção da prova em casa😋☕. 
Eu e meu irmão estamos em casa, bem sussas… e pensamos “por quê não montar uma mesa de prova?”. O incrível CUPPING.
Mas, calma. O que raios é cupping??? Bora trazer pro português! Cupping é exatamente isso: provar café, só que de um jeito profissional. Isso tudo é feito pra entender as características daquele grão. É doce? E o corpo? Aroma? Merece quantos pontos em determinada escala? É um trabalho incrível, muito comum em cooperativas. Vem aaantes das marcas comprarem. Bem lá no início. Assim, os cafés vão sendo classificados e ganham títulos, como o de especial.


Os provadores profissionais trabalham pra não deixar passar nada. Tá vendo a maneira como as xícaras estão dispostos na mesa ali na foto do início? Triângulo! Sim. Isso é uma das técnicas. A moagem do café? Pensada pra isso! E as tais colherzinhas? Feitas especialmente pra prova! ☕

E o que mais é levado em consideração?
-São escolhidas algumas amostras de cafés diferentes para serem provadas.
-A torra dos cafés é feita para ser a mesma para todos.
-A moagem também precisa ser igual.
-A disposição das xícaras na mesa. Triangularmente, lembra?
-A ordem para provar os cafés… e muitcho mais!

O que os provadores analisam?
-Visual na xícara;
-Aromas, antes e depois de colocar água;
-As infinitas possibilidades de sabores!
Ou seja, é trampo sério. Inclusive, por conta da danada da pandemia, a forma de fazer o cupping mudou. Se liga nessa matéria da Revista Espresso explicando timtim por timtim.

Maaaas aqui nesse caso – como as brincadeiras fazem o mundo mais interessante – virou uma forma incrível pra testar seu sensorial. E fazer a quarentena mais divertida.

Dá pra fazer em casa?

Dá, sim, pra brincar em casa! Claro que fazendo belíssimas adaptações! 🤗 E quem estuda cupping profissionalmente mesmo é o Douglas.
Maaas, se você é um #coffeelover nível hard (tipo eu), já é hora de ir pra testes avançados 😛.
Irmãos que provam unidos permanecem unidos 😎💥


Você vai precisar de:
-Xícaras!
-Colher (nem grila de procurar uma profissional, porque aqui a ideia é brincar, beleza?). Ou, sem colher, se você preferir fazer o café coado normalmente.
-3 cafés diferentes!
-1 moedor (ou quando comprar o café, pedir pra moer do mesmo jeitim 😉 )

Aqui, usamos cafés INCRÍVEIS da Gamers Coffe. Eles vendem 3 perfis diferentes, e tão com uma promoção: cada pacote de 250g sai por 25 reais. Se comprar com eles, manda uma mensagem no inbox dos meninos dizendo “VIM PELO BLOG EXPERIMENTAL” e fortalece nóis! (Mora em Poços ou SP e quer comprar o kit com os 3? Me manda inbox que tenho uma surpresa 💖).
Então, com seus utensílios e cafés em mãos: BORA!
Separa uma mesa e um lugar tranquilo. Mói seus grãos da maneira mais parecida possível, deixando eles mais grossos (se for usar a colher). Tipo:

Perceba que a perfeição não existe kkk mas a experiência é o que vale!


Agora, hora de pegar o pote que sua mãe usa para servir pudim, OPA quer dizer, sua xícara de prova. Você coloca cada café em um deles. Formando aquele triângulo. Por que? A ideia é ir fazendo um zigue zague. Analisa o primeiro café, que está na base, depois o que está no ‘topo’ do triângulo, e acaba no 3, que também está na base.

A ÁGUA FERVENDO! Deixa ferver, amiga. Busca a água, e despeja em cada uma das xícaras até ficar quase cheio.

Tenta não derrubar, como nós derrubamos. Mas se derrubar, a vida segue normalzinha, viu.


E vamos começar esse zigue zague! Com a colher, “quebramos” essa cobertura que fica por cima, sabe? E fomos tirando os grãos mais grossos que sobraram.

Feito isso, começamos sentindo o aroma. E, por fim, com a colher de novo… tcham tcham… a prova! A dica, que já recebi de alguns provadores, é: Faz como se estivesse tomando sopa quente.

Depois de provar cada café, os profissionais… bom, eles cospem em outro copinho separado só pra isso. Mas isso é porque eles provam dezenas por dia. Já pensou aquilo tudo de cafeína? Pois é. Mas, quando eu gosto de um café, tomo mesmo. Sou dessas. 💁

Eu curto anotar as coisas que sinto para ver minha evolução. O aroma, pra mim, ainda é muito complexo. Mas a ideia é curtir os sentidos! É um jeito de relaxar e ouvir nosso próprio corpo. Sentir um sabor e lembrar do momento que provou aquela fruta, ou sentiu aquele cheirinho de flor. Huuuum… e mais uma desculpa pra ir tomando uns cafés bons. ☕

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Vamos conversar mais? Bora trocar experimentações no Instagram: @blogexperimental.