esfriou aí? vem ver como fazer cappuccino em casa!

o leite cremoso reina! na receita base, vamos dizer assim, ele dá o toque especial. e o que capuccino em casa que eu faço fica melhor do que em muita cafeteria, visse? 😛

parece zueira, mas é sério. já tomei cada trem ruuuim, com o nome de ‘cappuccino‘ nos cardápios, que olha!

bom, pra começar tem o lance de que muitas vezes aquela bebida é outra coisa. já falei bastante sobre a definição do cappuccino clássico e tal nesse texto:

enfim, basicamente a bebida leva três partes:
um espresso + leite crema de leite

fora isso, dá pra ser um monte de coisas. eu acredito muito no bom e velho pingado!

mas aqui vamos nos atrever e mandar bala em um leite cremoso? assim, em casa mesmo. terminando com um café com leite com cara de cappuccino clássico. bora!

utensílios e ingredientes

  • primeiro: uma prensa francesa! para os Brazilian gringos, a famosa french press. essa é a cartada principal, porque é com a prensa que vamos fazer o leite cremoso.

selecionei aqui uma em oferta, confere aí, abaixo. aliás, comprando pelos links que indico aqui você fortalece meu trampo 🙂

aqui nesse outro texto, eu expliquei como usar a prensa: Prensa francesa: fazendo café, leite cremoso e chá

  • e agora, sem mais utensílios. chegou a hora dele. o café! eu indico aqui uma bebida mais concentrada, que você pode fazer na própria prensa! oooou, se tiver a máquina, pode usar também uma cápsula. ou, claro, um espresso mermo.

se escolher usar a french press, eu teria mil indicações! mas já que estamos nos links da Amazon, pega essas sugestões: o Mogiana da linha Gourmet da 3 Corações , ou essa belezinhaaa da Café Por Elas, que tá em promo, por sinal:

no caso da cápsula, esse é um café que curto: Orfeu. outra opção é esse da Santa Mônica, que eu acho um pouco mais amargo, mas também rola!

  • de volta à listinha de utensílios: o leite!

eu apostaria em um leite integral tipo esse da Leitíssimo. mas a real é que estando quentinho e cremoso, é o que vale! tanto que com certeza um leite vegetal também vai entregar muuuito. minhas indicações são Nude, ou Naveia. E, na moral? olha essa embalagem que lindeza:

bom, escolhidas suas opções de utensílios e ingredientes, a parada é bem simples. basta preparar o café na prensa (ou cafeteira italiana, por exemplo) bem concentrado. enquanto isso, aproveita que esfriou e aquece esse leite para dar o match perfeito!

café pronto? leite aquecido? hora de mandar o leite pra dentro da prensa e fazer movimentos contínuos pressionando o leite com o êmbolo. e é isso! abaixa e sobe o êmbolo até o leite ficar em uma consistência bem cremosinha.

em uma xícara, eu sirvo o café primeiro apenas por uma questão parecida com: o feijão é por baixo sim! depois, vou acrescentando o leite e voilà! aproveite seu café com leite, com alma e cremosidade de cappuccino dos bons!

e me conta aí, deu certo? compartilha e me marca vá! @tha.experimentando.

São Paulo Coffee Festival chegou BEM: experiências e consumo realzão

o que eu vi nesse São Paulo Coffee Festival dificilmente eu vi em outros eventos. experiências, mais diversidade e consumidores reais!

foram 2 anos aguardando essa edição presencial do São Paulo Coffee Festival. E, como diz a chamada na entrada do evento: “CHEGAMOS, SÃO PAULO”. e estreando muito bem, por sinal.

a edição online do ‘SPCF em casa’ já tinha sido linda de ver. mas estar na bienal do Ibirapuera! andando pelos corredores de uma feira exalando café… afff, foi emocionante.

é por isso que quero deixar registrado aqui nesse texto um cadinho do que vi e senti. bora pra esse tour? SÓ ARRASTA PRA LER 🙂

pra consumidor real!

um dos pontos altos dessa feira foi ver gente que curte café, mas não vive café. sim! porque na maior parte dos eventos que acompanho, o público maior é profissional. produtores, torrefadores, baristas… mas e os consumidores?

mas no SPCF a maioria das pessoas circulando eram gente que compra, consome. muitos buscam informação e até estudam a bebida. mas boa parte ‘só’ queria tomar e levar um café bom pra casa! uma moça me perguntou:

-você trabalha com isso? então, me diz, qual café moído é bom para eu comprar?

pergunta genuína. objetiva. e que eu queria muito ter respondido com um ‘DEPENDE’. mas tentei uma manobra, pra não perder de vez essa interlocutora que tava pronta pra me ouvir.

-olha, qual tipo de café você gosta? porque aqui tem de tudo! e na maioria dos estandes você consegue experimentar antes de levar!

assim foi o papo… ela me explicou o tipo de café que gostava. um clássico. simples e ‘forte’. o que eu hoje entendo como um estilo ‘encorpado’, doce, até básico. indicou umas três opções… e lá foi ela. experimentar.

créditos dessas 3 fotos e da foto de abertura desse texto: dos incríveis da Agência Ophelia/Divulgação São Paulo Coffee Festival

experiências e degustações

bom, como boa experimentadooora, eu fiquei de olho no que rolou ali no SPCF. além de todas as aulas nos espaços criados pela organização, o evento tava cheio de possibilidades. cito aqui algumas:

  • harmonização de queijos e cafés! vi + de um estande oferecendo essa delícia;
  • cappuccinos e diversos tipos de bebidas com leite vegetal;
  • opções de sorvetes! pago e/ou grátis (infelizmente, essa não deu pra mim kkkkring);
  • cafés gringos no estande da CULTO;
  • espresso x coado! muitos estandes tinham as duas opções e é uma delícia ver a BAITA diferença que dá o mesmo café dessas duas formas.

diversidade

aqui abro espaço para um debate. havia equilíbrio de origens, etnias e tamanhos o suficiente? não. mas o que eu vi nesse São Paulo Coffee Festival dificilmente eu vi em outros eventos, como um todo. englobo aí os de café, os de alimentação, os nacionais e os gringos onde já estive.

fiquei emocionada de ver famílias pretas passeando pela feira. provando. manjando ou aprendendo de café. vivendo aquilo ali. vi muitas equipes mais diversas do que há alguns anos.

vale dizer que ainda vejo muita padronização como um todo. branquitude. magreza. elitismo.

mas vi muito mais mulheres com a palavra. vi homens e mulheres negras ministrando cursos ou dando aula nos estandes. vi gente diferente. e isso é inspirador pra mim, uma mulher branca cis, mas sem grana e fora do padrão de magreza e de estética, no geral.

falta TANTO! mas, honestamente, é emocionante ver alguma movimentação no setor… é ‘a galera do café’ que precisa mudar como um todo. de pouco em pouco, eu vejo gente entendendo e agindo. é isso que traz mais diversidade pra cá. abrir as portas, os cursos, as vagas de emprego, os holofotes…

que as próximas feiras, cafeterias, torrefações, eventos todos sejam mais recheados de gente diferente. gente do café é gente que parece mais com o nosso país, no melhor sentido dele.

é tudo cappuccino? [+ uma experiência em cafeteria ‘to go’]

sim, lá vou eu em mais um to go. pega e vaza, enfim. mas dessa vez a expectativa era mais alta!

eu fui em uma unidade de um restaurante que amo. sim, lá vou eu em mais um to go. pega e vaza, enfim. se cê não leu o texto anterior, espia aqui. mas dessa vez a expectativa era mais alta. um espaço daquele lugar que eu gosto tanto, e mais pertinho de casa! afff, que alegria. não é bem uma cafeteria, mas tem, adivinhem, cappuccino!

daí que a comidinha tava bem gostosa! mas a apresentação… ou melhor, a entrega? ah. como é que eu vou dizer? seria ok pra um grab and go SE não fosse dentro de um shopping.

por quê? porque ali tem estrutura para as pessoas se sentarem enquanto comem e AÍ SIM, saírem vazado. é coisa básica. uma bandejinha pra apoiar a comida. um copo de um material mais ok. por mais besta que pareça, foi disso que eu senti falta.

e agora vem o questionamento relacionado ao café em si. essa loja vende alguns tipos dele. e eu pedi meu cappuccino. tinha lá no cardápio, uai. pedi. e chegou? bom, um café com um tanto de espuma de leite por cima.

e isso não é cappuccino? bom, vamos ao *polêmica alert*.

por que não chamar de média?

não tem absolutamente nada de errado com o bom e velho pingado. ou numa média. aquele café com leite, namoralzinha. é afetivo. e, se tem ingredientes bons, fica uma delícia sim!

mas daí as marcas querem falar que vendem cappuccino. mocha. unf, respiros fundos. pra quê, gente? se não vai servir o trem que tão prometendo… pra quê?

vamos dar uma olhada nas medidas:

o que é cappuccino?

a marca italiana illy diz: “Um cappuccino corresponde aproximadamente a 150ml de bebida, composta por um espresso (30 ml) + partes iguais de leite e crema de leite“.

mas há controvérsias. nesse artigo do PDG gringo (traduzido), tem algumas opiniões e vivências de baristas sobre.

pois é. no caso do shopping, algumas coisas decepcionaram. a medida menor do que os 150 ml esperados. e o leite que veio pura espuma. não rolou muita cremosidade… enfim.


ei, quer receber conteúdo de graça?*

Processando…
Sucesso! Você está na lista.

miraram no cappuccino e quase acertaram no macchiato, rs. mas acho que podia ter ficado tranquilamente na brazuca ‘média’, que geralmente acompanha pão na chapa. ia ser lindo! autêntico.

mas a embalagem, olha… ☹️. não por ser descartável, mas por ser de um papel com cara que ia se desfazer.

e aí volta o lance de não ter nem bandeja pra apoiar o pedido, que veio pelando de quente.

a atendente foi muito fofa e me descolou uma bandejinha. mas garantiu que esse não é o costume ali naquela unidade.

ou seja, comida boa. café ok. mas nada exatamente como o ‘combinado’. cappuccino é outro esquema. loja de shopping, pelo menos um pratinho ou bandejinha, é o habitual.

triste. saí com aquela impressão que não valeu, sabe? coisas de uma cliente que, em geral, só não volta mais. e você, já teve experiências assim? ou acha de boas? questão de adaptação aos novos {velhos} tempos?