café especial em Monte Belo: descubra o potencial da região

Monte Belo: cidade com cafés especiais e potencial pra crescer na área.

frutas vermelhas, como morango e amora.  e imaginar que isso tudo estava no café especial de Monte Belo. nas notas da bebida que a família que eu visitei produziu!

lá no alto de 1.200 metros de altitude, as lavouras da família Adolfo venceram o 3º Concurso de Qualidade da Apcemb, a Associação dos Produtores de Cafés Especiais de Monte Belo e Região. foi com esses produtores que eu fiz um pequeno tour, e vou contar agora o que vi: 

o café especial em Monte Belo 

o município fica na região do Sudoeste de Minas. e, há cinco anos, os produtores se uniram para focar no que muito me interessa: café especial em Monte Belo

foi por causa do trabalho da Apcemb que eu fui fazer esse pequeno tour pela cidade! Monte Belo faz divisa com outros municípios conhecidos pela cafeicultura, como Cabo Verde, cidade que eu conheço e adoro! 

se tem uma coisa que eu amo é viajar para novos lugares. por isso, topei na hora conhecer Monte Belo. lá, acompanhei o concurso e também consegui conhecer a propriedade, vejam só, da família que acabou vencendo a premiação! 

sou pé quente sim, e essa história vai provar: 

Luz da Serra: café especial feito em família 

a produtora que me buscou na rodoviária e me levou para conhecer Monte Belo foi a Bianca Caldas Adolfo! entusiasta dos cafés especiais por ali, conhecer ela me ajudou a ver porquê a cafeicultura de Monte Belo está crescendo.

a família dela cultiva cafés de alta qualidade na Serra Escura, bairro local. e nas alturas: o ponto mais elevado ali gira em torno de 1.200 metros. de lá, saiu o café natural vencedor da Apcemb (85,25 pontos na escala da SCA) e o vice-campeão em Cabo Verde (com 86,68 pontos).

Foto: acervo Bianca Caldas

“Se eu conseguir vender as sacas da minha família a um preço melhor, já será uma realização”, contou ela, que aposta e trabalha pelo café especial na região. 

mas quando era mais nova, a Bianca não se interessava por cafeicultura. só depois, trabalhando com lingeries, outro setor importante para Monte Belo, que ela despertou para o potencial dos cafés especiais.

em uma das reuniões com o Sebrae, Bianca ouviu sobre o incentivo para produtores se unirem visando qualidade.

“quando ouvi que iam criar uma associação para cafeicultores, pensei na hora no meu pai. falei que também tínhamos interesse de participar. dali para frente, fui aprendendo sobre a qualidade e que trabalhar com cafés especiais poderia ser melhor inclusive financeiramente”. 

a Bianca é filha do José Gervásio Adolfo e da Roseli Caldas Adolfo, e irmã da Letícia Conceição Adolfo. os pais sustentaram a família com o trabalho no campo. porém, até poucos anos atrás, não tinham ainda seu próprio pedaço de terra. 

só quando começaram programas governamentais de incentivo a compra de terras por pequenos agricultores é que a família decidiu tentar dar esse passo. a compra acabou saindo de forma direta e é até hoje motivo de orgulho para eles.

Foto: acervo Bianca Caldas

“foi com muito esforço, e ajuda que ele agradece até hoje, que meu pai comprou nossa lavoura. incluindo o ponto mais alto de onde veio o café que ganhou o concurso”, disse ela.

a Bianca, que também trabalha com pedagogia, me contou que a família já criou uma marca para seu café. é o Luz da Serra! “esse nome é porque os tesouros vem de onde há luz”, me contou ela.

a família segue produzindo nas alturas e secando os cafés no terreiro que fica em frente à casa. tudo feito com cuidado e trabalho coletivo, inclusive os processos pós-colheita. e assim é com a maioria dos agricultores da associação.

Produtores de Cafés Especiais de Monte Belo e Região 

em apenas cinco anos de existência, a Apcemb, já tem uma estrutura que me surpreendeu. a sede da associação fica no centro da cidade e já conta com salas de prova e de seleção dos cafés, torradores de amostra, sala de reunião… um baita capricho! 

sede da Apcemb: bom demais ver produtores investindo em qualidade e em conhecer seus próprios cafés. fotos: Thais Fernandes

e com a orientação do Sebrae, os agricultores tem se envolvido em cada etapa da construção dessa marca deles. a grande vantagem da associação, pra mim, está justamente na marca que eles criam juntos. assim, quando o café de um produtor da Apcemb é exportado, ou ganha um prêmio, todos eles são elevados juntos.

foi sobre isso que eu falei durante a cerimônia de premiação deles. Fui lá na frente pra parabenizar a organização e o trabalho coletivo. porque eu vejo, na prática, como isso funciona!

eu e a Bianca durante a minha visita ao cafezal dela & família! foto: Thais Fernandes

como eu disse no evento:

quando um produtor da cidade tem um café reconhecido, todo mundo ganha. Porque o consumidor vai lembrar “o café de Monte Belo é incrível”. e sempre que ver um outro café com essa mesma origem, a tendência é confiar na qualidade! 

por isso, fazer o marketing e comunicar o que se está produzindo é tão importante. e isso a própria cerimônia de premiação já mostrou. nesse ano, o concurso cresceu e eles apostaram em tornar o evento uma festa para a cidade como um todo. na minha opinião um grande acerto!

além do anúncio dos campeões, o concurso também teve um cupping para quem quisesse experimentar os cafés finalistas. fotos: Thais Fernandes

hoje, a Apcemb tem 22 associados que produzem em 16 propriedades diferentes. como o nome já diz, os agricultores são tanto de Monte Belo quanto de municípios próximos. 

o café da família Caldas Adolfo, por exemplo, fica no bairro da Serra Escura, um lugar bem pertinho da divisa de Monte Belo e Cabo Verde. e é com as imagens lindíssimas do sítio deles que eu fecho esse texto, cheia de vontade de encontrar cada vez mais cafés de Monte Belo nas minhas andanças por aí! 

Monte Belo: e coloca BELO nisso! (tunduntssss). Foto: acervo Bianca Caldas

bônus: dúvidas sobre café especial e Monte Belo  

quais são os cafés especiais? 

caiu de paraquedas aqui e quer saber o que são os cafés especiais? te explico! existem diferentes categorias de qualidade de café. o café especial é aquele produzido de forma sustentável, incluindo ambientalmente e socialmente.

na definição de café especial também é preciso que esses grãos tenham nota acima de 80 pontos na escala que vai de zero a 100 pontos e foi criada pela SCA (sigla em inglês para Associação de Cafés Especiais). 

idealmente, esses grãos especiais também devem seguir outros critérios, como rastreabilidade. isso quer dizer que quando chegar ao consumidor, a gente ainda precisa saber a origem daquele café, quem produziu, onde e quando. 

onde fica Monte Belo?

Monte Belo fica próximo a cidades como Poços de Caldas e Alfenas. o município faz parte da região do Sul de Minas. já em termos de café, as regiões reconhecidas são Sudoeste de Minas (que Monte Belo faz parte) e Região Vulcânica (bem próximo).

Qual região de Minas tem o melhor café? 

pergunta de 1 milhão de dólares! e a resposta, claro, não existe. qual região de Minas tem o melhor café vai depender de qual o tipo de café que cada consumidor busca. além disso, são tantos detalhes que influenciam um café especial que, também se alternam os vencedores de prêmios de qualidade. 

o fato é que Minas Gerais é o estado que mais produz cafés no Brasil. só os mineiros produziram cerca de 29 milhões de sacas de 60 quilos em 2023. o dado é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 


quer acompanhar mais viagens como essas? posto bastante no instagram @tha.experimentando! também pode ser que você curta a newsletter que envio de quando em quando> assine as Notas Experimentais aqui ó


Minas Mais Café volta com feira e papo com mulheres em Poços

ação movimenta a cena de mulheres que trabalham com café, desde a produção até várias formas de arte. vai ter uma boa roda de conversa, mediada por essa jornalista que vos escreve, Thais Fernandes. espero vocês, dia 07, no IF Sul de Minas de Poços!

uma feira, degustação e uma boa roda de conversa com mulheres incríveis do café! vai ter tudo isso na nova ação do Minas Mais Café. esse projeto incentiva o setor cafeeiro feito por mulheres no Sul de Minas. e a ideia é ir além para aliar a produção do café a vertentes artísticas, em especial as artes visuais e a música.

  • há alguns meses o projeto teve sua primeira edição. e eu contei sobre isso nesse texto aqui. estão lembradas?

pois bem! agora, teremos esse novo encontro gratuito, na quinta-feira, 07 de dezembro, das 17h às 21h. o evento é lá no no IF Sul de Minas – Campus Poços de Caldas. e eu estarei lá! vou mediar uma roda de conversa muito massa. e espero te ver lá, hein? olha só os detalhes:

feira, degustação e papo bom!

o encontro vai ter uma feira de produtos relacionados ao café com as inúmeras possibilidades dessa cultura. curiosos? eu já! e como se não bastasse, ainda vai ter degustação de cafés e de quitutes à base de café.

também acontece uma roda de conversa com diversas participações, mediada por mim, Thais Fernandes 🥰.esse papo vai ser sobre a valorização e preservação dos saberes das mulheres relacionados ao café, evidenciando a riqueza da cultura sul-mineira e da Região Vulcânica. vai ser uma prosa boa e necessária demais!

a arte fica por conta da exposição fotográfica e intervenção visual de textos por Sandra Ribeiro (adianto que me emocionei com vários textos na primeira ação). também vai ter pocket show da cantora Nathalia Diniz e a discotecagem da dj Isadbob.

novo encontro do Minas Mias Café movimenta a cena de mulheres que trabalham com café. vai ter uma boa roda de conversa, mediada por essa jornalista que vos escreve, Thais Fernandes.
Sandra Ribeiro, idealizadora e fotógrafa talentosa, e eu na primeira ação do Minas Mais Café.

a ação é gratuita e aberta ao público de todas as idades, justamente pra mostrar as inúmeras possibilidades da cultura do café. ou seja, é só chegar e celebrar com a gente!

o evento conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas / Prefeitura de Poços de Caldas, com produção da equipe formada por Sandra Ribeiro (idealização e direção geral), Chiara Carvalho (produção executiva), Diego Ávila (assistente de produção), Bjuá Masofie (criação identidade visual e mídias digitais), Isadbob (assistente de produção e dj) e Kauana Benelli (curadoria de imagens), tem apoio da Carvalho Agência Cultural, Café Fuca, IF Sul de Minas, Associação de Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde (ASSPROCAFÉ) e Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica.

Minas Mais Café é papo de protagonismo feminino (e degustação!)

Minas Mais Café é novo projeto focado em protagonismo feminino no Sul de Mnas. E já começa com evento que oferece papo e degustação nesse mês

primeira ação do novo projeto já vem cheia de cultura e, óbvio, café! vai rolar esse sábado, dia 22, lá no Mercado Municipal de Poços. o Minas Mais Café é organizado e vai ter protagonismo de mulheres que fazem essa produção aqui na região. Na foto acima, uma barista faz café na SIC de 2018, em BH.

foi olhando a cena de produção de café na região do Sul de Minas e o expressivo número de mulheres agricultoras da região, que a agitadora cultura AND produtora, Sandra Ribeiro se juntou a outras mulheres para criar o Minas Mais Café. O projeto é novinho e já vai ter sua primeira ação dentro da programação do Festival de Inverno de Poços de Caldas.

Reprodução/Instagram Minas Mais Café
Essa imagem lindona é reprodução de um post do instagram Minas Mais Café

a ideia é promover a gastronomia mineira e outras vertentes artísticas, em especial as artes visuais e a música. eu conheço o trampo da Sandra nas artes há um bom tempo, só observando de longe. mas foi com o Fuca Café, a marca que ela criou, que eu descobri mais dessa poços-caldense massa que vive entre cultura e agricultura. tem tudo a ver, aliás.

Minas Mais Café no inverno

prepara os sentidos aí, porque a primeira da ação do projeto acontece neste sábado, 22 de junho, às 15h, no Box Cultural, lá em cima, no 2º piso do Mercado Municipal de Poços.

eu sei que você tá aqui pra ler isso.. então, sim! vai ter degustação de cafés de sensoriais diferentes e degustação de quitutes à base de café.

vai rolar uma exposição fotográfica e intervenção visual no espaço. o projeto também convidou produtoras de café da região para criar um bate-papo entre elas e a comunidade. e pra esquentar ainda mais, música! com discotecagem e tudo.

esta é só uma de muitas ações que estão por vir. um evento maior está em fase de produção para acontecer no segundo semestre. e eu só tenho a desejar: vida longa!

“Estamos muito felizes em fazer parte da programação do Festival de Inverno com esta pequena amostra do nosso evento que será realizado em meados do segundo semestre. Queremos demonstrar o protagonismo da mulher na cultura do café e enaltecer as possibilidades de empreendedorismo feminino em diversas áreas relacionadas, mostrando o desenvolvimento de talentos, desde a produção do café à pesquisa científica, reconhecendo os saberes ancestrais das mulheres, e claro, aliando a arte a cultura para tanto”, disse, em nota a Sandra.

a equipe do projeto é formada por: Sandra Ribeiro (idealização e direção geral), Chiara Carvalho (produção executiva), Bjuá Masofie (criação identidade visual e mídias digitais), Kauana Benelli (direção de arte e curadoria) e Isadbob (assistente de produção e dj).

O Festival de Inverno é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas / Prefeitura de Poços de Caldas, e a ação Minas Mais Café tem apoio da Carvalho Agência Cultural, Café Fuca, Associação de Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde (ASSPROCAFÉ), Casa do Artesão de Cabo Verde.

A programação é:

Local: Box Cultural do Mercado Municipal de Poços de Caldas (Rua Pernambuco, s/n, Centro, 2º piso)

Dias 20 e 21 de julho – montagem da intervenção

*público poderá acompanhar a construção da intervenção visual

Dia 22 de julho (15h às 18h)

Abertura da exposição fotográfica de Sandra Ribeiro e intervenção visual com direção e curadoria de Kauana Benelli

Bate-papo

Degustação de cafés especiais da região vulcânica

Degustação de receitas feitos à base de café

Discotecagem com a DJ Isadbob

De 23 de julho a 22 de agosto

Exposição aberta à visitação no Box Cultural do Mercado

Horários: Segunda à Sábado: 7h às 18h / Domingo: 7h às 13h

5 coletivos de mulheres do café pra seguir nesse 8 de março

Dia internacional das mulheres. Vou começar com uma pequena polêmica. Recebi esses dias um e-mail marketing dizendo que a marca havia lançado o ‘primeiro café feminista do mundo’. Poxa. Eu sei que aquela marca tem o feminismo no nome… mas, primeiro do mundo? Sério? Num meio onde conheci tantas mulheres fodas. Trabalhos fodas. Coletivos incríveis! Muito anteriores a 2021. Fiquei bolada. Não sabia o que fazer com esse sentimento.. mas com o 08 de março chegando… decidi que era uma boa hora pra citar algumas mulheres que vieram antes.

Aproveito pra dizer que tenho aprendido MUITO com o feminismo negro sobre isso. Lembrar quem veio antes. Aquelas que abriram o caminho. Ouviram, viveram, escreveram e fizeram… E que o dia ‘das mulheres’ precisa realmente ser no plural. ‘Mulheres’. Somos muitas, diversas. Cada uma distinta da outra. Indico muitcho a coleção Feminismos Plurais, da editora Jandaria, organizada pela Djamila Ribeiro.

Agora, sem mais delongas… vamos a lista de 5 coletivos de mulheres incríveis do café?

  • 1- IWCA – A Aliança Internacional das Mulheres do Café. EITCHA. Vem de movimento internacional, bb. A IWCA tem capítulo brasileiro. E aqui dentro, vários subcapítulos espalhados por regiões produtoras.
    E quando eu digo espalhas pelo Brasil… não é brincadeira! Olha só onde tem grupos:
    Em Rondônia, no Norte Pioneiro do Paraná, no Sul de Minas, nas Matas de Minas, na Mantiqueira de Minas, no Cerrado Mineiro, na Chapada Diamantina, em Campos das Vertentes, no Espírito Santo. UAU! É mulher produtora incrível pra mais de metro. Com certeza tem um grupo mais próximo de você aí pra conhecer.
  • 2 – bucecoffeebr: “Bem-vindas ao Bucecoffee: um lugar seguro para as mulheres do café”, assim dizia o primeiro post desse coletivo que já me ganhou logo no nome. As fundadoras contam que o Bucecoffee é uma forma de expressão feminista da cadeia do café. Significa mulheres apoiando mulheres desde o plantio até a xícara.
    O grupo surgiu para ser um lugar confortável para tirar dúvidas, compartilhar receitas, conselhos, experiências, e muito mais. “A parte mais importante, foi criar um lugar livre de julgamentos para mulheres dentro de uma área predominantemente dominada por homens.
  • 3 – Selo Amor Espresso: Esse trabalho começou no ano passado. O projeto busca ajudar a quebrar o ciclo de pobreza e opressão da mulher no Brasil. Como? Promovendo a formação de barista para essas mulheres. Assim, com uma profissão, elas terão acesso a recursos financeiros e isso impacta direto nas comunidades vulneráveis. A Jornada da Autonomia, criada no projeto, envolve 7 semanas. Nesse tempo, há acompanhamento psicológico treinamento profissional de Barista.
  • 4- confrariadocafesm: Vou estar puxando uma sardinha pra minha cidade do coração? Sim, rs. Aqui em Poços, a Confraria do Café do Sul de Minas reúne mulheres para compartilhar conhecimento e experiências. Tem produtoras, consumidoras, empreendedoras. É uma alegria ver as fotos dos encontros delas, saber dos trabalhos que promovem juntas. Vale a pena o quentinho no coração.
  • 5- elastorram: Aqui entra uma parte da cadeia que eu fico animadíssima quando vejo uma mina. A torra do café. Ciência pura. Acho que é uma das etapas consideradas mais complexas. E ver mulheres mestras de torra é a certeza de que mulheres e ciência tem tudo a ver! É aí que entra o Elas Torras, instagram que compartilha a história dessas ‘torradoras’ incríveis. A iniciada da Moni Abreu vem identificar, valorizar e impulsionar mulheres envolvidas com torra!

Bônus: marcas de cafés que visibilizam mulheres

  • lunaroastery: Essa torrefação é feita por duas minas, e está nas suas últimas semanas de venda antes de uma pausa! Aproveite 🙂
  • MOBI – grupo de mulheres da Coopfam: Eu já provei os dois cafés produzidos pelas incríveis cafeicultoras da Coopfam. Ave, ques trem bom! Meu preferido é o Café Orgânico. Vem cá pra ver a resenha: Orgânico, feminino e macio. O café produzido pelas mulheres da Coopfam
  • As produtoras de Mtão, no Paraná, também vendem seus cafés! Em parceria com a Supernova, olha que lindeza de pacotinho do blend ‘PIONEIRAS‘.
  • projetoconsolida: Embora esteja pausado, o Projeto Consolida tem um lugar especial no meu coração. Conheci elas através do PuraCafeina (outra empreendedora fodaaa pra você conhecer já!). E me encantei com os detalhes. São apenas cafés produzidos por mulheres, torrados por elas e que levam nas entregas uma arte – também de minas. E a torra… meu Deus, que primor!

Café Fuca – pra tomar o dia todo

Um pacotinho com o que a Sandra toma na roça. E que eu tomaria o dia todo. Um café para todos os dias.

Uma das maiores alegrias de estar nas Minas Gerais é provar cafés daqui. E conhecer as histórias de quem é da cidade que me acolheu e me fez mineira (pelo menos, metade de mim 😛). Assim foi com o Café Fuca, da Sandra Ribeiro. Cafézim delícia pra tomar o dia todo. Daqueles que você apresenta para quem quer conhecer os grãos de qualidade. A famosa porta de entrada para um mundo cafeinado mais leve!

Da produção cultural à rural

A produção já está na vida de Sandra há anos. Produtora cultural em Poços de Caldas, foi só depois de anos que ela se entendeu também como produtora rural. “Eu tinha um pouco de vergonha de dizer que era produtora, porque não entendi nada de café”. Mas na lavoura da família, ela já sabia que tinha um tesouro. “Quando comecei a vender o café, eu explicava que era o café que nós mesmos bebíamos, lá na roça. Esse era o slogan”, conta ela sobre quando surgiu o Fuca, lá em 2013.

A roça fica ali, em Cabo Verde, onde ela e a família produzem. “Meu pai começou no café fazendo mudinha. Ele vendia e ia plantando o dele. Meu avô também mexia com café. Mas quando fui aprender sobre qualidade, pensei: onde eu procuro sobre café? Fiquei patinando um pouco”, ela lembra ela. Até hoje o pai, seu Antônio Carlos Ribeiro, é quem cuida da lavoura. E deu pra ela um talhão especial para experimentos. “Sempre que eu conto pra ele algo novo, ele me diz: pode ir lá e fazer! É um espaço para eu testar e é de onde vem os grãos do Fuca”, conta a Sandra.

Nessa época, nascia em Poços o Âncora Coffee. Cafeteria das boas, focada nos especiais. “Fui conhecendo pessoas. Fiz amizade com o pessoal, com a Déa [dona da cafeteria]. Eles até me chamaram pra aprender lá. Fui pro balcão e aprendi sobre água, intensidade, fui entender mais sobre torra”. Uma escola prática que continuou quando a filha de produtores, que pegava seu lote e torrava ali por perto, “pela cor”, se juntou a uma amiga que se tornou mestre de torra. Aí pronto! “Ela comprou equipamentos, fez curso e ia me ensinando. Eu levava o café, e a gente fazia juntas. Um Q-Grader [provador profissional e certificado] provou meu café e vi todos os detalhes que ele encontrou. E aí meu universo se abriu!”, contou a Sandra.

Já lá em 2018, ela conheceu a Semana Internacional do Café (SIC) ao vivo. “Não sabia nem no que me inscrever, era muita coisa. Me informei, fiz cuppings, conheci o famoso Caparaó [região produtora premiada]. Voltei com a cabeça fervilhando!”. A ida ao maior evento de café do Brasil fez ela dar um gás nos ‘pacotinhos’. A caboverdense (e poços-caldense de coração) fez vários cursos. Foi mudando a identidade do café. Mas o nome, Fuca, se manteve. “É um apelido de vó”, lembra ela, com carinho.

Pra Sandra, a marca é uma expressão de si mesma. “É uma forma militância. O Fuca eu prezei para passar a mensagem que é feito por muitas mãos. É uma rede, inclusive com quem consome. Tem essa valorização do pequeno produtor, tudo feito com microlotes”, explica ela.

Nova identidade do Fuca. Mãos que fazem o alimento!

Esse ano, a marca ganhou visual novo. “Todos os desenhos foram feitos por mulheres. E o café bem feito é alimento e medicina. A repercussão do que a gente ingere, é uma medicina da terra. Com ele, aprendi a respeitar o tempo da terra”. Concordo tanto com ela! E olha essa identidade, que trem mais lindo.

Um café equilibrado

Daí, eu provei o Fuca! Tchanãn. E minhas impressões combinam muito com o que a Sandra me falou. É um café do dia a dia! Equilibrado. Tem doçura e acidez bem sussa. Daqueles fáceis de tomar em família. É essa a sensação que tive. E a família aqui concordou.

É bom pra tomar junto com: doces! Fiz ele coado na Hario V60, acompanhado de um panetone… que, olha! Delícia.

Variedade: catuaí
Colheita: manual e com equipamento
Secagem: em média, uma semana rodando os grãos no terreiro de cimento. Depois? Vai pro secador mecânico
Torra: hoje, é feita pelo Sanches Cafés
Valor: 15 reais o pacote com 250 gramas. Tem em grãos ou moído!
Como comprar? Chama no instagram @cafefuca ou no e-mail: contatofuca@gmail.com

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