[não tão] de repente 30! em cafés e lembranças

eu queria ter cantado mais a música do Belchior aos 25… jurei que ia legendar uma foto com aquele trecho da Tássia Reis ‘cada uma que eu já ouvi nesses 29 que eu já vivi’… mas passou TÃO rápido!

e de repente? 30! taí mais um clássico que vira realidade e desse vez posso usar e abusar. e, olha, desse título nenhum crítico dos dublados pode reclamar. É PERFEITO. especialmente quando para e pensa que é isso… de repente, trintei.

eu podia falar aqui do tanto que aprendi nos últimos anos… mas talvez um bom combo de lembranças valha mais do que qualquer textão.

em família

voltei a viver com meu núcleo familiar + próximo em 2020. mas foi esse ano que percebi como valeu ter tido esse reencontro. os cafés e almoços em família fizeram sentido – talvez pela primeira vez pra mim.

sem contar que agora, oficialmente, fiz do café especial um gosto familiar. e deu até pra comprar de quilão! economia e união fazem a força!

o novo método preferido do meu irmão.
café feito pelo meu pai.

equilíbrio é tudo e + um pouco

falando em cafés… coloquei o pé no freio. não só pelo preço (alô inflação). mas também por entender o que meu corpo pedia. a ansiedade grita vez ou outra. dá-lhe terapia e psiquiatra…. mas tem coisa que é química (ou tudo). e a cafeína precisa sim entrar nessa conta.

tem sido incrível descobrir chás… mas principalmente andar com minha garrafinha de água pra cima e pra baixo! tomar sucos! iogurte. e lembrar que se eu tomar aquela canecona do meu café preferido, posso acompanhar isso de umas castanhas… uma bolachinha de sal. enfim, o equilíbrio.

cháZÃO da capins da terra ❤

celebrar tem valor

quem me conhece sabe (a introdução do problema) que eu sou bem… como posso dizer? peculiar. excêntrica. uma das coisas que me leva a crer isso é que eu não gosto de aniversário.

“-não é que eu não goste, entende? mas gostar? também não gosto.”

enfim, há anos venho entendendo isso em mim. a ideia de ser o centro das atenções. e das expectativas. isso tudo me dá um certo desespero. compreendi. e me permiti dizer isso. e não promover celebrações.

mas esse ano, os 30. e uma pausa espécie de respiro na pandemia. achei que era motivo suficiente para chamar meus melhores. estar perto deles… talvez até celebrar de uma certa forma. e de preferência sem a canção dos ‘parabéns’.

sucesso! um barzino sussa. um karaokê. batata frita e chope. muitos amigos e amigas que eu amo de verdade. o que mais eu podia querer? de repente, muito mais motivos para celebrar do que eu jamais iria imaginar aos 13!

tim-tim!

Cupping: o que é a prova profissional de cafés – e como ‘testar’ em casa!

 
O tal do cupping. E a invenção da prova em casa😋☕. 
Eu e meu irmão estamos em casa, bem sussas… e pensamos “por quê não montar uma mesa de prova?”. O incrível CUPPING.
Mas, calma. O que raios é cupping??? Bora trazer pro português! Cupping é exatamente isso: provar café, só que de um jeito profissional. Isso tudo é feito pra entender as características daquele grão. É doce? E o corpo? Aroma? Merece quantos pontos em determinada escala? É um trabalho incrível, muito comum em cooperativas. Vem aaantes das marcas comprarem. Bem lá no início. Assim, os cafés vão sendo classificados e ganham títulos, como o de especial.


Os provadores profissionais trabalham pra não deixar passar nada. Tá vendo a maneira como as xícaras estão dispostos na mesa ali na foto do início? Triângulo! Sim. Isso é uma das técnicas. A moagem do café? Pensada pra isso! E as tais colherzinhas? Feitas especialmente pra prova! ☕

E o que mais é levado em consideração?
-São escolhidas algumas amostras de cafés diferentes para serem provadas.
-A torra dos cafés é feita para ser a mesma para todos.
-A moagem também precisa ser igual.
-A disposição das xícaras na mesa. Triangularmente, lembra?
-A ordem para provar os cafés… e muitcho mais!

O que os provadores analisam?
-Visual na xícara;
-Aromas, antes e depois de colocar água;
-As infinitas possibilidades de sabores!
Ou seja, é trampo sério. Inclusive, por conta da danada da pandemia, a forma de fazer o cupping mudou. Se liga nessa matéria da Revista Espresso explicando timtim por timtim.

Maaaas aqui nesse caso – como as brincadeiras fazem o mundo mais interessante – virou uma forma incrível pra testar seu sensorial. E fazer a quarentena mais divertida.

Dá pra fazer em casa?

Dá, sim, pra brincar em casa! Claro que fazendo belíssimas adaptações! 🤗 E quem estuda cupping profissionalmente mesmo é o Douglas.
Maaas, se você é um #coffeelover nível hard (tipo eu), já é hora de ir pra testes avançados 😛.
Irmãos que provam unidos permanecem unidos 😎💥


Você vai precisar de:
-Xícaras!
-Colher (nem grila de procurar uma profissional, porque aqui a ideia é brincar, beleza?). Ou, sem colher, se você preferir fazer o café coado normalmente.
-3 cafés diferentes!
-1 moedor (ou quando comprar o café, pedir pra moer do mesmo jeitim 😉 )

Aqui, usamos cafés INCRÍVEIS da Gamers Coffe. Eles vendem 3 perfis diferentes, e tão com uma promoção: cada pacote de 250g sai por 25 reais. Se comprar com eles, manda uma mensagem no inbox dos meninos dizendo “VIM PELO BLOG EXPERIMENTAL” e fortalece nóis! (Mora em Poços ou SP e quer comprar o kit com os 3? Me manda inbox que tenho uma surpresa 💖).
Então, com seus utensílios e cafés em mãos: BORA!
Separa uma mesa e um lugar tranquilo. Mói seus grãos da maneira mais parecida possível, deixando eles mais grossos (se for usar a colher). Tipo:

Perceba que a perfeição não existe kkk mas a experiência é o que vale!


Agora, hora de pegar o pote que sua mãe usa para servir pudim, OPA quer dizer, sua xícara de prova. Você coloca cada café em um deles. Formando aquele triângulo. Por que? A ideia é ir fazendo um zigue zague. Analisa o primeiro café, que está na base, depois o que está no ‘topo’ do triângulo, e acaba no 3, que também está na base.

A ÁGUA FERVENDO! Deixa ferver, amiga. Busca a água, e despeja em cada uma das xícaras até ficar quase cheio.

Tenta não derrubar, como nós derrubamos. Mas se derrubar, a vida segue normalzinha, viu.


E vamos começar esse zigue zague! Com a colher, “quebramos” essa cobertura que fica por cima, sabe? E fomos tirando os grãos mais grossos que sobraram.

Feito isso, começamos sentindo o aroma. E, por fim, com a colher de novo… tcham tcham… a prova! A dica, que já recebi de alguns provadores, é: Faz como se estivesse tomando sopa quente.

Depois de provar cada café, os profissionais… bom, eles cospem em outro copinho separado só pra isso. Mas isso é porque eles provam dezenas por dia. Já pensou aquilo tudo de cafeína? Pois é. Mas, quando eu gosto de um café, tomo mesmo. Sou dessas. 💁

Eu curto anotar as coisas que sinto para ver minha evolução. O aroma, pra mim, ainda é muito complexo. Mas a ideia é curtir os sentidos! É um jeito de relaxar e ouvir nosso próprio corpo. Sentir um sabor e lembrar do momento que provou aquela fruta, ou sentiu aquele cheirinho de flor. Huuuum… e mais uma desculpa pra ir tomando uns cafés bons. ☕

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Vamos conversar mais? Bora trocar experimentações no Instagram: @blogexperimental.

Mini horta caseira nesta quarentena – passo a passo!

Pra desacelerar a ansiedade nesta quarentena… resolvemos fazer uma mini horta caseira! 🍀😻🌱

Sim, o mundo tá numa daquelas descidas desenfreadas na montanha russa que ninguém quis entrar. Fiz uma listinha, inclusive, pra tornar essa quarentena mais solidária (clica para conferir).

E agora, chegou a hora dela. A nossa, que saudades, estimada saúde mental. Eu, como ansiosa de carteirinha e deprêtendenciosa, venho criando estratégias de sobrevivência.

Uma das mais legais foi fazer uma mini hortinha! E, senhoras e senhores, eu lutei por ela. Meu pai é um amante do campo. Já teve horta aqui em casa, quando tínhamos espaço de terra de dar gosto. Mas agora, cabou-se chão de terra. Tudo é acimentado ou com piso frio. E minha brilhante ideia (pra mim, sempre foi brilhante), causou espanto. “Quer plantar onde? No vaso? Não cabe nada aí”.

(Lembramos aqui que essa revolta com meu minimalismo não é de hoje. Em São Paulo, plantei um pé de café. Bem no meio da sala. Se não der fruto? Vai ser meu bonsai, ué. Chique. Diferentão. Café).

Bom, depois de muito resmungo, convenci meu irmão a participar da horta.

Vamos ao passo a passo da mini horta em casa! Usamos:

  • Terra de um campão que o ele leva a cachorrinha dele pra passear.
  • Uma jardineira que ninguém usava e as pedras britas que já estavam nela.
  • Terra de melhor qualidade que estava abandonada em vasos inutilizados aqui em casa.
  • Mudas de alface da Vida Rural Agropecuária. Para quem tá em Poços de Caldas ou Palmeiral: fica a dica!
  • Sementes de couve, também da Vida Rural!

Montamos a hortinha assim:

  • Espalhamos as pedras britas no fundo da jardineira. Elas vão servir para drenar o excesso de água!
  • Ah, a jardineira tem furinhos no fundo. Dá uma olhada se seu vaso também tem, tá? Importante pra não apodrecer as raízes das plantinhas.
  • Terra do campão no fundo. Ela é mais argilosa.
  • Terra melhor por cima! Proporção meio a meio entre as duas terras.
  • Molhaaaa tudo e prepara a terra com um adubo orgânico: casca de ovo triturada + borra de café. Mexe a terra e o adubo vai por baixo. Lembra de tampar o adubo com terra, pra não juntar moscas.

E aí é só abrir as covinhas e plantar suas sementes ou mudas! Na embalagem vem bem explicadinho a distância que você pode dar entre uma muda e outra. Nossa alface deve estar boa para colher em 30 dias! 💚 Quem já estou super animada? 🙋. No caso de sementes, pode demorar até 60 dias.

Olha o vídeo com a finalização:

Ah, escolhe um lugar que bata sol. E que seja bem facinho de você ver sua hortinha e lembrar de regar!