Etiópia [parte 2]: como é visitar Sidama, região produtora de café!

depois de boas horas de carro, cheguei aos cafezais no Sul da Etiópia. e que escolha incrível! foi uma aventura memorável na região produtora de Sidama. vem comigo!

ei, antes de ler esse texto… vale a pena visitar a primeira parte da aventura.

agora sim, vamos lá!

de 5 a 6 horas de carro. é o tempo que leva uma viagem da capital, Adis Abeba, até a região de Sidama, no sul do país. mas, pra mim, o tempo passou muuuito rápido. com certeza isso foi por conta das longas conversas com o Assefa, o guia que me acompanhou, um dos homens mais inteligentes que já conheci. e mais animados também! Assefa falava muito, tanto quanto ria. gargalhava.

-você teve muita sorte de encontrar esse guia, viu? – me dizia o guia de Sidama (ou Sidamo, você pode encontrar as duas grafias). e ele estava mais do que certo! (já indiquei aqui a agência de turismo com qual eu viajei, se quiser o contato direto, e mais dicas, fala comigo por aqui @tha.experimentando!)

no caminho, eu vi dromedários! indústrias, casas… passamos por planícies e paramos para eu avistar os três maiores lagos da Etiópia. tudo isso enquanto a paisagem seca ia dando espaço, aos poucos, pra uma região mais alta e úmida.

finalmente, chegamos na cidade de Yirgalem, onde ficava o hotel e a vila de produtores que eu visitaria no dia seguinte. tudo bem próximo a uma área de floresta, e dos lagos Woyima e Gidawo.

você consegue encontrar o macaquinho nesse registro que fiz já em Sidama? 🙂
Fotos: Thais Fernandes©

o hotel charmoso e aconchegante

já ia entardecendo… e um friozinho bom veio quando chegamos no hotel. e que hotel! pense num lugar charmoso. era perto da cidade o suficiente para ouvir os cantos religiosos de lá à noite. e longe o suficiente para ouvir cada passarinho durante o dia.

a Lâmila, uma das funcionárias de lá, me recebeu com um copão de suco natural de manga fresco! aliás, tudo que ela cozinhava era fresquinho e delicioso. ela também foi é a coffee lady de lá. ou seja, a responsável pela cerimônia do café ☕🖤. (Sobre essa cerimônia eu vou falar em um post especial. me segue no instagram para saber quando for lançado!)

tudo fresquinho! e muitas frutas à vista!
Foto: Thais Fernandes©

enfim, teve janta farta, com direto à cerveja. e uma fogueira pra conversar e ser bem recebida demais! (e ouvir as hienas, ao fundo, chamando umas às outras)… além de mim, vi uma família e um grupo de japoneses hospedados por lá também.

ah, e eu não ia ter um quarto. eu ia ter uma morada toda pra mim! como se fosse um chalé, meu quarto era na verdade a reprodução das casas tradicionais de Sidama.

casas do estilo de Sidama

fiquei fascinada quando o Assefa me contou que existe toda uma tecnologia ancestral na construção das casas de Sidama. primeiro, elas são feitas principalmente com um tipo de bambu. material resistente e flexível ao mesmo tempo. na estrada, eu vi várias pessoas trabalhando nas tramas de bambu, aliás.

era uma casa assim que o meu quarto do hotel reproduzia. na verdade, além do telhado em bambu, a decoração era toda feita de itens produzidos ali por artesãos de Sidama. coisa linda de ver!

o quarto por dentro/ e por fora. um primor esse hotel!
Fotos: Thais Fernandes©

nas casas originais, as famílias acendem fogueiras para cozinhar lá dentro e a fumaça ajuda a selar o teto. por isso, os moradores locais só precisam trocar as tramas de década em década. elas seguem muitos anos resistentes a chuva, sol, ventos… tecnologia!

e ainda por cima tem uma trama bem linda, que lembra bastante o formato de algumas teias de aranha. tem um termo na arquitetura que se chama biomimética, que é a técnica de ‘imitar’ formatos e soluções da natureza na hora de construir. eu vi bastante disso por lá.

olha só esse vídeo, que explica bem o processo de produção dessa casa:

informações importantes:

separei aqui uma listinha que coisas importantes pra você saber. e bem específicas para a região de Sidama:

  • clima: um friozinho bom demais. foi assim que amanheci em Sidama. a região ali tem uma altitude de cerca de 1.700 metros;
  • seca: quando estive lá, em fevereiro, o país passava por um período mais seco. apesar disso, pegamos chuva na estrada (mas eu costumo atrair chuva em viagens, rs);
  • idioma: a Etiópia é país diverso pra caramba e isso inclui os idiomas. lá a língua de trabalho é o amárico, mas nem todo mundo vai falar essa língua. no caso de Sidama, muitas pessoas falam apenas o idioma homônimo, o Sidama;
  • guia local: por causa de ‘detalhes’ como o do idioma, é importantíssimo ter um profissional local! no meu caso, a agência já tinha contratado um, que fez a tradução inclusive para o Assefa.

ainda quero falar sobre comidas da Etiópia. nossa! um prato cheio (literalmente, rs). sobre a visita à casa de uma produtora de café de Sidama e sua famíia!

e, óbvio, sobre a cerimônia do café! então, me aguardem que virão novos textos sobre esse país rico e maravilhoso. enquanto isso, assine minha newsletter e receba as novidades por seu e-mail:

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