Tour em fazenda de café na Colômbia: tudo que eu vi e o que achei

um tour em fazenda de café na Colômbia é dos passeios que eu mais recomendo! te conto tudo sobre o roteiro e cafés especiais que provei em Medellín.

vocês acharam MESMO que eu ia ter passado pela Colômbia sem visitar uma fazenda de café? óbvio que não!

em Medellín, região cafeeira chamada de Antioquia, eu e meu parceirinho Gui tiramos um dia para fazer esse tour.

(se quiser saber sobre meu roteiro cafeinado em Bogotá, leia aqui)

indico muito esse passeio, especialmente porque imaginei que seria BEM mais fácil achar um tour cafeinado por lá… mas não foi bem assim. Senta, que lá vem história cafeinada!

Como escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia? 

Sabendo que o tour cafeinado é essencial, eu pedi pra várias pessoas uma dica de fazenda pra visitar na Colômbia. isso, incluindo gente que trabalha com o café especial no Brasil, viu? e nadica.

por isso, tive que arregaçar as mangas e pesquisar. e te digo que para escolher uma fazenda de café pra visitar na Colômbia você vai precisar: 

  • entender qual tipo de café você curte: é especial? Se sim, deixe isso claro na sua pesquisa. Use “cafes de especialidad” para ser mais preciso.
  • prefira sites confiáveis: a Colômbia hoje é um país mais seguro do que anos atrás, mas você ainda é turista. Vamos ser espertos, né? melhor ir de Airbnb, TripAdvisor e outras plataformas onde tem até avaliação.
  • vá com tempo pra aproveitar o passeio: separe pelo menos 1 dia inteiro do seu itinerário. As fazendas são fora da cidade (quem diria!). então, mesmo as mais próximas, vão precisar de um tempo de deslocamento na ida e volta. 

E só pra concluir a reflexão sobre a dificuldade de encontrar alguém que me indicasse uma fazenda colombiana…

parece que realmente é muito mais fácil encontrar referência pra cafeteria nos EUA do que pra produtores latinos. isso tem vários motivos. vai de destinos mais comuns de viagem até a preferência por visitar lugares cool pra consumir. 

E, claro, tem o fato de que nós já somos produtores incríveis de café. Então, acredito que isso diminui um pouco a curiosidade por visitar outros produtores em um momento de lazer. 

Bom, como o diz a trend: pena que não é caso. Porque eu queria MUITO visitar uma finca dos nossos hermanos. E consegui! 

então, pesquisei e escolhi a que me pareceu mais bem preparada e segura pra receber turistas.

e tive uma grata surpresa descobrindo a finca Santa Elena ⛰️💚. 

Como é um tour em uma fazenda de café na Colômbia? 

Bom, na minha experiência o tour cafeinado em terras colombianas foi uma delícia! A finca (fazenda, em espanhol) Santa Elena tem uma estrutura ótima para receber.

Além do cafezal, eles também têm espaço de torra! E diversos métodos de café, que a Laura usa para servir uma degustação ao final do tour. 

a família produz ali variedades de café diferentes. Eu vi até laurina por lá, uma variedade que tem naturalmente menos cafeína. 

Além disso, eles estão se empenhando em inovar nos processos. tem cafés lavados, naturais e fermentados… e um terreiro suspenso bem legal, com telhado pra evitar as chuvas, bem comuns por lá. 

Por isso, eu pude ver e provar cafés especiais de diferentes tipos e processamentos… e torrados pela Laura! experiência fina mesmo. e a marca dela se chama El Revelo⛰️💚.

a fazenda fica pertinho de Medellín, a 1900 de altura! uma vista linda do cafezal pras comunas que ficam em volta. 

O que estava no roteiro do tour na fazenda de café na Colômbia 

o roteiro na fazenda Santa Elena todo incluiu: 

  • transporte de Medellín para a finca. 
  • todo passeio com uma guia que é um amor e habla español or speak in English. e, claro, entende portunhol, não se aflija.
  • recepção com cafezinho ou suco de uma fruta típica.
  • roupas típicas (o Gui bem que tentou fugir, mas a guia convenceu ele a viver o momento. arriba!)
  • tooooda uma explicação massa sobre as mudas de café, etapas de agricultura e mão na terra pra plantar uma semente.
  • colheita! óbvio, eu não ia embora sem comer uma frutinha do pé, né.
  • almoço campesino, com arroz, frango e várias delícias 🥘. mais suco!
  • degustação com diversos cafés de processos, variedades e sabores diferentes. todos produzidos ali!
  • opção de comprar os pacotinhos.
  • despedida 🙁 e volta até Medellín.

Em qual época é melhor fazer tour em uma fazenda de café na Colômbia 

esse tipo de tour pode ser feito o ano todinho. na Colômbia, tem colheita [praticamente] o ano inteiro. isso acontece porque lá eles colhem devagar, só os frutos maduros… e aí a colheita vai seguindo, conforme outros frutos vão madurando. 

o que facilita muito a vida do turista que praticamente em qualquer data pode participar dessa etapa da produção… e se esbaldar em cafés fresquinhos. 

Qual a minha avaliação do passeio na fazenda de café colombiana? 

⭐ pra mim, esse passeio foi: 9,9/10. 

a minha única ressalva é que no final foi um cadinho difícil dos carros subirem. nesse caso, eu fico feliz de ser prevenida e andar sempre com meu remédio pra asma! porque, se tivesse que subir tudo a pé, ia ser brabo. mas a própria Laura e a guia resolveram tudo no final). 

Eu indicaria esse tour? 

com certeza. tanto a guia quanto a Laura e a família foram umas fofas. muito receptivas. a comida estava DIVINA. Os doguinhos vieram pra coroar o rolê.

q o café? bom, eu queria ter comprado vários, mas me segurei e comprei apenas 1. o gui comprou outro.

eu encontrei esse Tour de cafés em Medellín aqui. e fechei tudo pelo Airbnb mesmo (não tô recebendo pra indicar, mas bem que podia ne, Airb?).

Onde provar café colombiano no Brasil? 

E agora um bônus para quem ficou até aqui: eu vou compartilhar meu café colombiano com vocês! Siiim. Se ainda não me conhece, eu sou jornalista especializada em cafés. Por isso, escrevo há 10 anos sobre o tema e também ofereço experiências. 

O nome deste blog não é à toa, ein? 

Então, se você e ou estará no Sul de Minas no dia 11/10, está convidado para o próximo evento! Além do café El Relevo, vou levar + cafés gringos e meu parceiro da Gamers Coffee vai trazer cafés incríveis da Região Vulcânica. 

Te espero lá, ein? As informações e inscrição estão aqui ó: 

Cupping Cafés do Mundo   

Uma experiência GAMERS COFFEE & THAIS FERNANDES  
Dia: 11 de outubro, das 09h00 às 12h00.  
onde: Gamers Coffee – Rua Corrêa Neto 589 – Poços de Caldas (MG). 
investimento: R$170,00 no cartão pago no escritório ou link de pagamento.  
R$150,00 pix conforme pix mencionado.
Se inscreva aqui. 

Se estiver lendo este texto no futuro, vem se conectar comigo via Instagram @tha.experimentando. E me pergunte lá sobre outras degustações e experiência pelo Brasil afora. Nos vemos por aí! 

5 cafeterias imperdíveis em Bogotá – Colômbia

em abril desse ano, fiz um bom rolê pela Colômbia… e, como eu já esperava, Bogotá me encantou demais. muuuita gente me perguntou sobre as cafeterias!

então, decidi criar algumas pílulas de conteúdo. aqui vai a primeira, com minha lista de 5 cafeterias incríveis de Bogotá, Colômbia. lembrando que também fiz um post sobre o tour que fiz em 1 fazenda de café na Colômbia! (e foi incrível).

agora, fique com essa lista de cafeterias imperdíveis na capital da Colômbia. e, em seguida, meu review sincero sobre cada uma.

  • Tropicália Tostadores de Café
  • Quindío
  • Divino DV Café Especial
  • Robusta
  • Jaguar

Tropicália Tostadores de Café

próximo da Zona T fica uma das melhores cafeterias que fui em Bogotá. a Tropicália Tostadores de Café entrega uma grande variedade de cafés especiais. são pacotinhos coloridos e um espaço bem ensolarado.


quando você pedir um coado ou um espresso, as/os baristas vão estar prontos pra te explicar detalhes daquela produção. tem até um encarte com foto do/a agricultor/a! achei um cuidado bem massa. e as extrações estavam impecáveis!

Além disso, as comidas são deliciosas! a gente fez um baita brunch e passou uma boa manhã por lá.

📍 Cl. 81a #8-23, Bogotá, Colômbia

Quindío

a Quindío é uma rede de cafeterias e marca de grande alcance na Colômbia.. mesmo sendo uma rede ainda acho que vale muito a pena visitar uma das unidades. eu fui até a Quindío que fica do lado da feira de Usaquén.

particularmente, eu não curti a comida. já os cafés… provamos um da linha Gran Reserva que foi bem surpreendente. eu já tinha ganhado um pacote dessa marca há alguns anos, então sabia que seria bom. e a qualidade se manteve!

📍 CARRERA 7A – #116 – 50 Bogotá D.C. Colombia

leia também:

Divino DV Café

DV, ou Divino Café é um espaço super gostosinho, em meio a universidades e o Centro histórico da cidade. o Thiago foi o barista que atendeu a gente e explicou detalheees de métodos e extração. é o tipo de cafeteria que me gusta.

tomamos um v60 de grãos bourbon vermelho. e ele serviu em taças. particularmente, fico com receio de cafés servidos assim… pode parecer meio complicado, sabe? mas enfim, estava bem gostoso. indico!

A DV é, além de cafeteria, um centro de experiências em café. eles promovem essas aulas com frequência. então, você pode ficar de olho nas redes sociais pra pegar uma experiência dessas!

📍 Cl. 12b #4-06, La Candelaria, Bogotá, Colômbia

Robusta bakery coffee

andando mais um pouco ali pelo Centro histórico mesmo… você vai ver uma portinha bem lindinha. ali fica a Robusta bakery coffee. bakery, pra mim, faz todo sentido. assim que você chega, tem um balcão com vários bolos belíssimos. e realmente, pelo menos o que eu provei, estava muuuito bom!

o preparo do café achei bem bom, apesar de não ser incrível. mas ainda assim vale a pena a visita.

📍 CARRERA 6 #10- 37, La Candelaria, Bogotá, Colômbia

Jaguar Coffee Bogotá

Na Jaguar Coffee eles se declaram ‘Productores y Tostadores de café exótico’. isso já explica MUITO sobre essa cafeteria. no melhor estilo maximalista, a Jaguar tem um espaço bem comprido e cheio de coisas e decorações diferentes.

mas não se abale com a quantidade de estímulos visuais, siga em frente… pra chegar até um espaço parecido com um laboratório. ali, você é atendido pelo barista e pode tirar dúvidas e conversar…

e encontra uma das coisas mais legais! uma bela engenhoca, onde você sente os aromas do café moído sem que ele entre em contato com oxigênio! difícil até de explicar, mas você vai conseguir ver num reels que postarei no insta @tha.experimentando.

a cafeteria fica também próxima da Plaza Bolívar e tem também: torrador, máquinas de espresso e muitos métodos de preparo. além disso, a Jaguar também tem uma fazenda. eles oferecem tours na cidade e no campo, basta consultar com antecedência.

📍 Cl. 12b #2-85, La Candelaria, Bogotá, Cundinamarca, Colômbia

quer conhecer + sobre a Colômbia?

gostaram dessa lista? nessa viagem, ainda passei por outras 4 cidades colombianas! então, assine a Newsletter e me segue no Instagram ou TikTok pra receber os novos conteúdos!

Ah, essas cafeterias todas da listinha vão estar no Kafex. esse app serve para você encontrar as melhores cafeterias próximas de você. dá pra avaliar também e ver avaliação de outros amantes de café. e lá também tem espaço com cupons e mimos, além de eventos. eu escrevo pro blog deles 💛 e indico super!

Cafeterias incríveis no Uruguai (um roteiro de viagem!)

visitei o Uruguai e descobri 7 cafeterias incríveis! vem conhecer todas no meu roteiro cafeinado.

descobri cafés lindos nesse país hermano que é o Uruguai. e o que é uma viagem minha sem um roteiro de cafeterias logo na sequência, né? 😜

tá planejando conhecer Argentina e/ou Uruguai? se não está, vem comigo que eu já vou plantar essa vontade aí. fiz uma viagem curtinha e delícia pelos nossos hermanos agorinha (de 28 de agosto até 03 de setembro).

nesse texto foi focar no URUGUAI. e tenho bastante coisa pra contar! OBVIAMENTE, muitas cafeterias no caminho. ☕ e participação especial do meu ‘chivito’ Gui Miranda, um grande tradutor e amigo de vida.

la plata: como pagar as contas no Uruguai?

nessa viagem, o que eu mais usei foi um cartão pré-pago de viagem, sabe? optei pelo WISE, por conta de taxas melhores e porque eles tem a opção de converter para peso uruguaio (não é publi, mas bem que podia ein WISE?). funcionou muito bem. alguns locais aceitam real, algumas vezes compensou.

honestamente, só me arrependi porque acho que poderia muito bem ter parcelado compras um cartão de crédito internacional comum, no meu caso, o do Nubank. (também não é publi, e também bem que podia, né Nubank? hehe). enfim, Uruguai é sussa com relação a dinheiro. só é caro 😶.

>aproveita pra ver os conteúdos em vídeo que já estão saindo no Instagram @tha.experimentando.

cafés de especialidad 💖

eu já sabia que minha trajetória pelo Uruguai ia ser cheia de cafés! mas, pra começar, minha maior surpresa, foi logo na primeira cidade que conheci. descobri uma torrefação em Colonia Del Sacramento, a Colonia Roasters.

1- Colonia Sandwich Coffee Shop – cafés especiais na chiquita Colonia
📍Gral. Flores 272, Colonia Del Sacramento, Uruguai

e, claro, pra descobrir essa torrefação, primeiro eu tive que esbarrar na cafeteria. aliás, em uma das 2 unidades da cidade. se você visitar esse local, de apenas 26 mil habitantes, vai entender o motivo da minha surpresa. Colonia é uma belezinha, cheia de arquiteturas com influências portuguesas e espanholas.. e é realmente pequena.

por isso, encontrar lá a Colonia Sandwich Coffee Shop foi tipo: UMA ALEGRIA. fora que as atendentes são gente finíssima. e extraem bem o espresso <3. eles também tem pacotinhos e xícaras à venda.

eu realmente curti o café deles. que coisa boa!
FOTO: Thais Fernandes©
©uma foto finíssima, idealizada pelo meu novo vício nesse estilo nas cafeterias, e com créditos da
FOTO: Gui Miranda 💚 ©

Montevidéu

chegamos à capital mais charmosa que já visitei. namoral, eu amei o Uruguai e Montevidéu tem muito a ver com isso. apesar de não ter visto nada de mais na orla, o centro e a arquitetura, a arborização e as pessoas. tudo isso me encantou!

e, lógico, as cafeterias! um parque de diversões pra alguém como eu e você, que amamos um roteiro cafeinado. então, prepara e anota:

  • 2 – Café Brasilero – o do Galeano
    📍 Ituzaingó 1447- Ciudad Vieja, Montevideo, Uruguai

essa cafeteria eu fiquei mega empolgada em ir… e nem foi pelo café. 😮 siiim, a história por trás do Café Brasilero valeu mais que os goles (e olha que gostei do café!). essa cafeteria é a mais antiga do Uruguai. foi fundada em 1877!

mas aqui vai o motivo que me levou a incluir ela no meu roteiro: Eduardo Galeano. o autor de As Veias Abertas da América Latina e O Livro dos Abraços ia sempre ao Café Brasilero. lá tem várias fotos do escritor nas paredes. e a icônica fotinha que eu bati o pé pra reproduzir:

©mais uma da série: fotos em cafeterias com vitrines. e a verdadeira inspiração: Eduardo Galeano. créditos: foto 1: Gui Miranda© // foto 3: Thais Fernandes©

lá, eu conversei com a atual dona do espaço. uma simpática argentina, que me contou que o nome Café Brasilero (assim mesmo, sem o ‘i’) foi dado porque um de seus fundadores veio mesmo do Brasil. e no início, a cafeteria comprava mesmo grãos produzidos pelo gigante vizinho, mas hoje em dia os cafés torrados vem direto da Colômbia. e são de qualidade, admito. 😛

  • 3 – La Farmacia Café – cenário lindo e finalmente café coado
    📍 Cerrito 550, Montevideo, Uruguai

    fiiinalmente métodos! a maior parte das cafeterias que visitei só tinha bebidas à base de espresso. o La Farmacia Café foi o primeiro onde encontrei opções de coados, como cafés feitos na Hario V60 e a Chemex. (só cuidado, porque o menu tem alguns problemas na comunicação… e quando fui lá a atendente não estava em um bom dia, vamos dizer assim, rs).

    por outro lado, o barista que fez meu café foi super gentil 💖e compartilhou comigo as informações todas do grão. um belo Etiópia, cheio de acidez e doçura. huuum! também tem vários pacotes de grãos à venda, incluindo origens como Colômbia, Brasil e mais.

    e pensa em um cenário bom pra foto! é o La Farmacia. localizado em mais um dos belíssimos prédios históricos do centro, o café conservou elementos que remetem a uma antiga farmácia e fez disso uma baita decor. olha só:

euzinha, curtindo um bom café feito na chemex, lá no La Farmacia Café. FOTO 1: Thais Fernandes©/ FOTO 2: Gui Miranda©

  • 4-BACACAY La Diaria
    📍 Em frente ao Teatro Solis, Montevideo, Uruguai

aproveitando que ainda estamos pelo centro antigo de Montevidéu, a famosa Ciudad Vieja também guarda cafés bem em frente ao Teatro Solis. um deles é o Bacacay. as baristas foram umas fofas. e vale bastante pelo ambiente, em meio a prédios e arquitetura antigos. o café é bem honesto, viu? um espresso bem tirado e com grãos torrados pelo Culto Café (que atua no Brasil também, aliás)

  • 5- Barda Café (meu xodó🤎)
    📍 Francisco Joaquín Muñoz 3150, 11300 Montevideo, Uruguai

    pensa em um achado! é a Barda Café. dois dos donos argentinos, e seu cãozinho, me receberam com a maior simpatia. a decoração e a vibe estão super entre casa de vó e hipster estiloso, sabe? haha juro, só faltou o filtro de barro. e depois de saber que a paleta é inspirada nas “bardas”, que são montanhas da Patagônia, região natal dos donos do café, tudo ficou mais massa ainda!

    e os cafés servidos lá estava uma delícia! eu e o Gui nos esbaldamos no coado da Colômbia. e ganhamos de brinde um espresso com grãos produzidos na minha terrinha Poços de Caldas, no Sul de Minas 💁🏻‍♀️.

FOTO: Thais Fernandes©

  • 6-The Lab Coffee Roasters
    📍The Lab MNAV – National Museum Of Visual Arts, Av Tomas Giribaldi 2283, 11200 Montevideo, Uruguai

    quase por fim, a cafeteria que eu coloquei primeiro na minha lista, e a que tinha mais unidades espalhadas por Montevidéu. eu inclusive passei por 2 unidades dela. a The Lab! (são 5 no total). particularmente, eu não curti muito o espresso que tomei, mas acredito que em um café com tantas possibilidades, é possível achar outros que eu (e você) possa gostar em uma próxima. por isso, mantive no roteiro!
espressin que não curti mto. lugar lindinho! FOTO: Thais Fernandes©
  • 7-Vrote Uruguay🌿 – cafeteria vegana
    📍Av. Luis Alberto de Herrera 1123 Montevideo, Uruguai

    é um espaço vegano que você quer? toma cafeteria vegana! a Vrote tem um espaço bem cleanzin, e opções de café à base de espresso. a equipe foi bem receptiva. pedi um espresso e achei a bebida equilibrada. vale conferir a lojinha deles com vários produtos veg, incluindo a marca brasileira de leites vegetais Nude.
espressin que não curti mto. lugar lindinho! FOTO: Thais Fernandes©

fim! gostou desse tour? então fortalece esse conteúdo totalmente artesanal! haha

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HASTA LA VISTA 😎.

qual é o país do café, afinal?

uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café’ nas cidades. e de ‘país do café’ entre as nações.

polêmica alert* mais um texto de opinião chegando 🙂 mais um tema que ressoa na minha caixola. e não é de hoje.

nos últimos anos, tenho frequentado muitas feiras. no Brasil ou na gringa. em São Paulo, capital, e nos interiores daqui e de Minas. e uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café‘ nas cidades. e de ‘país do café‘ entre as nações.

agora cê já pode estar com raiva dessa jornalista que inventa moda até de questionar o título de ‘Brazil, the Coffee Nation‘. esse, aliás, é o nome do projeto que promove o café do Brasil no exterior, juntando a associação do setor dos especiais, a BSCA, com a nossa agência ApexBrasil.

então… calma, bem. eu vou concordar com você! esse é um belo slogan. acho mesmo bonito. e o principal: acho mesmo real. a gente aqui é um país que viveu e vive café ainda hoje. (apesar de precisar registrar aqui a história escravagista que nos marcou).

então, qual o que me deixa curiosa no coffee nation? a pulga mora na orelha do singular. se um é O país do café, os outros todos deixam de ser? é uma pergunta genuína.

só para citar três casos emblemáticos:

  • Etiópia
  • Colômbia
  • Vietnã

esses aí, acima, não são também nações do café? o primeiro, berço da espécie da arábica; o segundo, referência no marketing; o terceiro, maior produtor da espécie canéfora. para simplificar e reduzir beeeeem o envolvimento de cada um com o grão.

mas a danada da dúvida só foi crescendo quando estive na Expo 2020. um evento que reúne pavilhões de países do mundo todo! eles querem se mostrar. escolhem tudo de melhor e estampam em fotografias e apresentações. e lá eu vi o tamanho do café que a gente precisa dividir. não é só a xícara. é o simbolismo.

fui buscar o site de um desses países que me chamou a atenção pelos frutos que coloriam o pavilhão. era o Burundi. uma nação que também é o café:

o Burundi era só um dos países que tinham café em slogans e fotos lá na exposição universal

Brazil, the coffee nation

o maior produtor. principal exportador. dono de uma diversidade gigantesca. criador de tecnologias do setor. lançador de tendências na prova (alô, sabiás). referência em pesquisa. eu sei, nós somos mesmo a nação do café.

o que me deixa com vontade de trazer essa provocação é entender o tamanho desse setor. se no mundo dá pra ter dezenas de países tão envolvidos com o café, a ponto de colocarem essa planta/fruto/bebida nos seus estandes, slogans, turismos… o que dirá de cidades que tem nessa produção a base da economia toda?

de Londrina, no Paraná, à Cacoal, em Rondônia… passando por Três Pontas, Minas Gerais, e incluindo São Paulo, capital… esse título de ‘cidade do café’ tá pra todo lado. e tem justificativa. é justo. todos esses lugares encontram um lugar muito simbólico no café.

por isso, pra mim, o que dá para falar sem medo de ser feliz é do papel de cada um nessa história. tem o que manda bem nos cafés de altitude. aquele que criou um processo. o país com mais cafeterias de especiais. e aquele que tá inovando agora. sem esquecer do berço dessa planta. enfim, espaço e característica tem pra todo mundo.

mas, de toda forma, é forte pra caramba perceber isso. e bem compreensível. (quase) todo mundo já se sentiu um pouco capital do café no Brasil. e, por que não?, no mundo.

etiópia: minha viagem ao berço do café arábica [parte 1]

berço e presente. fui a Adis Abeba e fiz uma viagem de 5 horas até de carro até uma região produtora de café.

quantas vezes na vida 1 oportunidade de realizar um sonho aparece do NA-DA?

esse ano rolou! no meu trabalho, tive que cobrir um evento na gringa, e o voo passava por – adivinhem? – ETIÓPIA! a origem do café da espécie arábica. cara, sempre que via algo desse país, eu corria pra saber mais… ler, ver. e de repente eu estava lá!

viajei sozinha à Etiópia e quero trazer detalhes para ajudar quem quer fazer algo parecido. vale muito! vem comigo. vou te guiar nessa viagem!

a agência de turismo que indico

para começar, não foi tão simples assim fechar um pacote de turismo. ou melhor, encontrar uma agência com pacotes flexíveis. eu só tinha 2 dias, inicialmente (depois, viraram 3) e queria conhecer a capital e uma região produtora de café. mas a maioria das agências que contatei só tinha pacotes acima 3 dias só nos cafezais. só que eu não queria passar tão reto assim pela capital, Addis Abeba. a gente nunca sabe quando vai ter uma segunda chance de conhecer um lugar, né?

enfim, por intermédio do Vinícius Assis, um jornalista que cobre diferentes países africanos, conheci a Travel Ethiopia. melhor presente que recebi! a CEO da agência é a etíope Samrawit Moges. eu também fui atendida por uma gerente mulher, a querida Wusfte.

ainda assim, decidi fazer um tour pela capital primeiro, para viajar com mais tranquilidade depois.

e que surpresa boa foi conhecer o guia Assefa (que significa fortune, algo como fortuna ou sorte, em português) e o motorista Fikar (que quer dizer love, amor). sim, os nomes por lá costumam ter significado conhecido por cada um. massa, né? e eles são dois queridos! muito respeitosos e tranquilos.

sério, indico demais. principalmente se você for mulher e estiver viajando sozinha, como eu estava, é importantíssimo escolher bem a agência e os guias. quer falar comigo sobre a experiência com essa agência? me manda uma DM.

adis abeba: a nova flor

Adis Abeba, a capital etíope. esse nome significa ‘a nova flor da África’. o nome foi dado por uma rainha desse império, quando subiu a um dos pontos mais altos da cidade e decidiu que, ali, eles criaram a capital. essa história quem me contou foi o Assefa, o guia mais risonho que já conheci, e que me acompanhou nos meus passeios pela Etiópia.

a capital etíope é bem grande, embora o centro mais conhecido seja concentrado. a questão é que Adis cresce espalhada. é linda e contraditória. com riquezas e desigualdades, que acredito que quem é brasileiro consegue ter a consciência dessa realidade por vezes bem parecida com a nossa.

impressões e dicas

particularmente, a minha experiência com a recepção do povo etíope foi muito boa. mas vale falar de algumas impressões e dicas:

  • língua nacional: é o amárico. que vem do tronco linguístico semítico. (mesmo do árabe, por exemplo). o amárico foi escolhido para ser a língua de trabalho do país, que tem cerca de 80 idiomas falados por lá. mas me senti bem tranquila, porque no setor do turismo, a maioria de quem encontrei falava inglês.
  • mulher viajando sozinha: me senti relativamente segura. infelizmente, ser mulher é estar alerta em todos os locais, então nada de novo. uma questão é que muitos homens perguntaram sobre meu marido (risos), mas isso costuma acontecer sempre que viajo sozinha (no Brasil, inclusive).
  • táxi: não pegue. foi o que ouvi de toooodo mundo. inclusive dos meus amigos dos hotéis. o que todos indicam é usar um app local chamado RIDE;
  • internet: não conte com ela. haha tô rindo, mas é de nervoso. mesmo no wi-fi o sinal é bem ruim. eu fui com um pacote internacional da Claro, e tentei também da Vivo, e simplesmente não rolou. acredito que o lance seja comprar um chip local, coisa que acabei não fazendo, mas não recomendo, rs;
  • segurança: em todos os hotéis, e até um bar que fui, há revistas e/ou detectores de metais. isso pode dar um clima um pouco tenso, mas entendo que é uma questão de segurança que só a história do país pode explicar;
  • segurança 2: como sempre faço, converso bastante com a equipe do hotel onde estou sobre os locais e a segurança neles. só saí sozinha à noite quando um amigo que mora lá me acompanhou. e durante o dia, é aquela coisa de evitar sair com o celular à mostra, etc. natural para quem vive em São Paulo;
  • moeda: Birr etíope. já vi sites indicando comprar a moeda de forma irregular, porque é muito mais barato. e, sim, vão te oferecer. mas eu indico usar um daqueles cartões de viagem para pagar hotéis e passeios turísticos, e pedir indicação de casas de moeda confiáveis para ter um trocado em dinheiro. o Birr está bastante desvalorizado, então poucos dólares vão resultar em um bolo de dinheiro local, não se assuste;

história milenar

império e resistência. a etiópia já foi um império, sabia? também conhecida como Abissínia, nome que até hoje é bem simbólico por lá e batiza até um banco do país. fiquei impressionada em ver como os etíopes conhecem sua história e fazem questão de contá-la. o país tem uma questão bem forte de demonstrar autoestima, principalmente em relação a países colonizadores, como os da europa.

aliás, a Etiópia se orgulha de ser o único país da África a nunca ter sido colonizado. apesar de ter sido ocupado pela Itália durante alguns anos, a nação manteve sua identidade ao máximo que pôde. isso, talvez, explique um pouco o que comentei sobre a segurança reforçada que vi por lá. mas isso é só uma impressão de quem veio de fora e ainda tem muito o que aprender sobre esse país.

a resistência etíope aos colonizadores é muito simbólica para o continente africano como um todo. tanto é que as cores da bandeira do país estão estampadas em várias outras bandeiras dos vizinhos, e ilustram as cores do movimento Pan-Africano.

com uma história tão longa, claro que uma parada obrigatória era o Museu Nacional da Etiópia! lá você vai descobrir porque o país, inclusive, também é citado por muitos como berço da humanidade. ❤

um dos pontos altos do museu é ver de perto a Lucy. ou Dinkinesh! quando foi descoberta, ela era o fóssil do hominídeo mais antigo do mundo. encontrado e conservado lá na Etiópia! o fóssil fica no laboratório do museu, e uma réplica está à disposição dos turistas, olha só:

tem tanta coisa que eu podia falar sobre esse museu. as artes de diferentes períodos e influências. os fósseis. os artefatos e utensílios antigos e os clássicos (usados até hoje!) de diferentes tribos da nação.

para você ter ideia, uma das coisas mais delicada e simbólica que vi foram banquinhos! isso mesmo. cada região e tribo etíope tem seu próprio estilo de bancos, usados para diferentes atividades. depois, eu vi como são usados na prática, inclusive nas cerimônias do café. mas isso é papo para um outro texto que #vemaí! fica de olho nesse blog 🙂

e, se quiserem, posso escrever sobre o Merkato, maior mercado a céu aberto da África, as igrejas que visitei e +! me conta lá no instagram/tha.experimentando se querem. E:

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Processando…
Sucesso! Você está na lista.

cafés especiais, cachaça e doces mineiros de Cabo Verde

testei em primeira mão um roteiro turístico da Região Vulcânica! Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas no Caminhos Gerais.

pense numa viagem com simplicidade e, daquela mais que especial. Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas em um roteiro dos Caminhos Gerais

eu amo pegar a estrada e passar uns dias na roça. até aqui, nada de surpreendente, né? falo muito de turismo rural. e tem aumentado TANTO no nosso BR! mas quando se fala em Região Vulcânica, a coisa fica melhor ainda.

há uns 55 quilômetros de Poços de Caldas, fica Cabo Verde. cidadezinha com igreja fofa e uns baita morros. típico Sul de Minas. e com muitos tesouros que vão se tornar um roteiro turístico organizado pelo Caminhos Gerais. sorte a minha que fui convidada para um ‘teste’ desse tour!

conheci três famílias produtoras de café, uma outra que tem seu próprio alambique!, e ainda a associação de artesãs e artesãos locais. prepara o bucho e os olhos para essa experiência:

melhores cafés

NO DIA SEGUINTE à premiação dos melhores cafés de Cabo Verde e da Região Vulcânica? partimos para o tour! no time, pessoas incríveis como a Vânia Marques e a Mariana Proença.

a primeira parada – e banquete – foi na família Palma. lá na Serra de São Bartholomeu, os avós, pais e a Raiza, seu irmão Henrique, além da esposa dele, Marcela, produzem café a 1.150 metros de altitude!

desse agricultura familiar resultaram muitas homenagens, como a marca Café Mãe Cota, que faz menção à avó da família. e como eles experimentam em outrooos cultivos, tem também nome do avô por aí. Conto + depois dessa galeria de fotos:

1: plantação de lúpulo / 2: café mãe cota / 3: e degustação!

pois uma das outras culturas que os Palm produzem é o lúpulo! eu nunca tinha visto isso de perto. a planta vai se agarrando em fios pra crescer. uma espécie de trepadeira mesmo. ali, eles estão experimentando diferentes variedades para descobrir qual se adequa melhor. enquanto isso, eles fazem para consumo próprio… e o Henrique contou que vai provando, né? 😛

cachaça artesanal

e como álcool bom é álcool variado, a família também criou a cachaça João Fortes. o destilado, acredite, leva café no seu processamento! há 3 anos, a família desenvolveu essa técnica que usa o café ainda em formato de fruto para fazer a pinga.

como eles mesmos definem, “destilado fino obtido de cerejas de café”. essa já tem pra vender. eu provei. e, não sou especialista, mas ó: coisa boa!

outra cachaça das boas que descobrimos foi a do seu Ednilson de Paula. ele e a família tem nada menos do que um alambique para chamar de seu! lá no Sítio Santa Bárbara ele e a esposa, Sirlene, e o filho produzem uma cachaça que começaram a desenvolver há 20 anos.

eles produzem a própria cana, e fazem todo o processo até chegar aos carvalhos. lá, a cachaça descansa em tonéis de carvalho ou jequitibá. é coisa de primeira mesmo, viu:

cafés campeões

e se a família Palma ficou em nono lugar, entre os cafés chamados de CD, do concurso da Região Vulcânica… o Jucemar Alves Moreira e sua família, ficaram em oitavo lugar! e o filho, Gustavo, apresentou a lavoura pra gente! a 1.230 metros, o cafezal deles fica no Córrego dos Silva. e tem uma das vistas mais lindas da cidade. café bom e passeio incrível, temos!

quem também ficou entre os top 10, só que na categoria de café natural, foi o Ivan Santana. também passamos pelas lavouras dele, que é também provador e torrador muito bem falado, viu?

para além das lavouras, vimos também outra etapa importante: a secagem do café. aí ficou por conta do Leandro, do Café Córrego Fundo, mostrar seus grãos bem esparramados no terreiro suspenso (foto no topo do texto). arrisco que essa é uma das cenas que mais vai encantar os turistas. e são 30 dias pra secar o café, então tempo vai ter!

docidileite e doces de vó

e pra concluir de um jeito mais doce do mundo? muita arte! e siiim: doce caseiroo! visitamos a Casa do Artesão! e eu saí carregada de doces, porque era óbvio! haha teve pra todo gosto. o clássico doce de figo pro meu pai. um doce de leite clarinho e incrível pra mim. e um doce feito com casca de limão, só pra não dizerem que não experimentei algo totalmente novo!

lá também tinham muitos objetos feitos com madeira de cafezal. coisa linda e fina. com um acabamento e cores… de encantar. além de colchas, e muitos bordados. sou suspeita, sempre quero levar tudo.

os doces são INCRÍVEIS. e olha o cuidado com que as artesãs também fazem as embalagens!

bônus: café do jacu

quem aí já ouviu falar de ‘um dos cafés mais caros do mundo’? frequentemente, alguém me pergunta sobre o café do jacu. esses grãos são coletados por pássaros, os jacus. eles são bem seletivos, só comem os frutos maduros. e daí alguém – sabe lá o que passa na caixola das pessoas – teve a ideia de recolher os grãos que ficam nas fezes do pássaro, higienizá-los, e fazer um lote.

existem cafés processados do mesmo jeito, mas com fezes de outros animais. só posso dizer que nesse caso aqui, ficou muito bom mesmo. o Leandro percebeu as visitas dos jacus na sua lavoura e ficou de olho para conseguir coletar o suficiente pra fazer uma edição limitada.

pra mim, vale a experiência! se os bichinhos foram soltos como é aqui nesse caso, e o processo for bem feito, o resultado é um café doce, mas exótico. difícil de descrever.

mas sabe o que vale mesmo? fazer um roteiro assim. com quem produz te guiando… sabendo as melhores vistas! os detalhes que só quem vive aquilo ali pode te revelar. valeu demais mesmo visitar Cabo Verde.

bom demais dividir esse dia com esses queridos!

tour cafeinado por Andradas, no Sul de Minas

turismo no Sul de Minas? contei tudo do toru por Andradas. tem cafés especiais de agricultura familiar, vinhos e até um irresistível doce de banana. 😛

turismo no Sul de Minas? é pra já! Andradas tem cafés especiais de agricultura familiar, vinhos e até um irresistível doce de banana.

o Sul de Minas foi feito pra visitar. se achegar. e com um cafézin na mão, então… ahhh. é certeza que a mesa vai estar cheia. mas Andradas é uma cidadezinha dessas que guarda bem mais surpresas.

de agricultura familiar a vinhos e até uma barrinha de doce da banana de lamber os beiços! só de cafeicultura, o município mineiro tem maisde 1.200de pequenas propriedades.

A vista a partir do cafezal da Juliana Lanzani e família.

eu tive a sorte de conhecer algumas famílias ali da região. à convite da Associação da Região Vulcânica, este ano, estive por lá com um grupo de mulheres incríveis. e é o nosso tour que vou deixar registrado aqui. se preparem para fotos de paisagens incríveis e ambientes aconchegantes demais da conta (mais abaixo).

a gente fez um roteiro todo pensado pelo Ulisses Ferreira, que é especialista em comércio justo, o Fair Trade, e tá trabalhando muita na Região.

foi de encher os olhos conhecer a Associação dos Cafeicultores do Bairro Gabirobal, a Acafeg. eles também trabalham com comércio justo. e eu amo demais ver o que pequenos produtos conseguem fazer quando se associam! quem nos recebeu lá foi a querida Aline Benevene Manzoli. também conheci lá a Tamires o seu Domingos, e mais gente querida.

visitamos a lavoura da família Crochiquio, que fica na incrível Serra dos Limas. VALE MUITO A VISTA! eles tem o Café Filhos de José e pensavam em investir em uma pousadinha. eu passaria dias lá, viu? também fomos até a propriedade e casa da Juliana Lanzani, que com a filha tem o @emporiothereza.

e aí, ambas as visitas foi aquela recepção mineira, né mores? comida pra mais de metro. café a rodo… pé de árvore frutífera aqui… docinho pra lá… sol se pondo de babar… só amor. espero que dê pra sacar um pouquinho pelas fotos:

cafés

aliás, olha que turminha boa que tava nesse tour! além da Keiko, teve a Mari Proença, o Ulisses, e equipes da CaféBras, da Farmly, e da prefeitura de Andradas.

bananinhas em barra

acreditem ou não, uma das coisas que mais AMEI nesse roteiro foram as bananas. no pé também, claro. mas principalmente as que viraram doce. fizemos essa parada na fábrica de bananinhas e fomos tão bem-recebidos. nossa!

o nome da marca é Doces Lopes. e fica ali no bairro de Gabirobal. Ali, acompanhamos o processo para fazer as barrinhas. e, claro, provamos esse doce delicioso. e levamos caixas e caixas pra casa. LITERALMENTE.

comer fruta direto do pé é bom. mas você já comeu doce recém-feito na fábrica? :B

flores, vinhos e tanto mais

a real é que meu foco nesse roteiro foi mesmo no café. mas Andradas tem tanto mais! uma das coisas que me encantou ali é a diversidade. de plantações e possibilidades. entre turismo e esportes radicais, a cidadezinha tem, ainda, muito vinho.

prova disso é a Casa Geraldo. conhecida na região, o lugar tem um espaço lindo de degustação. e o melhor: cercado pelos vinhedos. coisa linda que ainda quero muito vivenciar.

fora isso, descobri esse ano que Andradas tá florescendo. literalmente! a cidade se tornou a maior produtora de rosas do País. tem também muito orquidários que, mais uma vez, sou doida pra visitar! e fotografar, claro.

E você, já visitou Andradas? Tem dicas aqui na região? Conta aqui e no instagram.com/tha.experimentando! Aliás, por lá fiz vídeo contando sobre o café da Tamires, uma das agriculturas dessa terrinha que eu conheci! Vem saber mais (e deixar seu like, né?)


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Processando…
Sucesso! Você está na lista.

Cold brew nitro e + no Nightjar Coffee [cafés em Dubai]

no calorão de Dubai, só cafeterias como a Nightjar Coffee salvam! lá tem coldbre nitro e pão indiano. vem descobrir tudo isso :).

ah, o Oriente Médio… 30 graus no inverno. Um clima árido, como se eu acordasse com a textura de tijolo nas narinas.

é brincadeira. mas é sério. e contra essa sensação térmica só uma bebida trincando de geladinha. e, por que não, café nessa temperatura? até tentei pedir outros métodos, mas o cold brew reinou na minha estadia em Dubai em fevereiro deste ano.

essa é a segunda vez que vou pra lá à trabalho [proletária fina]. escrevi todos os detalhes do meu primeiro tour cafeinado pelo emirado nessa reportagem para a agência onde trabalho.

e dessa vez eu queria achar novas cafeterias! a verdadeira alma coffee hunter, né mores. peguei dicas com amigos brasileiros, e sugestões com baristas que conheci lá nos Emirados. e lá fui com meu bloquinho. e – literalmente – muita sede.

Nightjar Coffee

um dos lugares que mais amei conhecer foi a Nightjar Coffee. tanto que fui em duas unidades dessa cafeteria \o/. a primeira foi no Alserkal Avenue. esse bairro era um distrito industrial que virou cultural. é, cercado de galerias, pequenas lojas. e até um cinema!

na Nightjar, dei de cara com mais do que um café. o lugar é restaurante, bar, café, torrefação… e de encher os olhos! a arte que estampa os pacotinhos de café deles tá nas paredes em formato de pôsteres, e até em camisetas à venda. (meu maior arrependimento é não ter comprado uma, inclusive).

Foto:  ©Thais Fernandes de Sousa

coldbrew nitro e gastronomia

quando vi as torneiras no estilo de chopp, já sabia que ia pedir uma bebida gelada! mas me surpreendi com as opções. tem até chá gelado. como aqui o foco é café, fui de coldbrew nitro! o café extraído a frio ganha uma dose de nitrogênio.

e que delícia! realmente esse nitro tava daquele jeito: cremoso e doce. o café é torrado e o coldbre feito na própria loja. tem grãos de lugares tããão diferentes quanto Burundi, Indonésia e El Salvador. e claro, café brasileiro! inclusive, esse foi um dos recomendados pelos baristas da casa <3.

 as torneiras de café, kombucha e chá gelado! Foto: © Thais Fernandes de Sousa

pra acompanhar? era hora do almoço e decidi mandar um prato mais robusto. escolhi o frango assado! a coxa e sobrecoxa estavam deliiiciosas, principalmente quando eu adicionei um molho que eles servem junto!

e pra acompanhar o garçom indicou um pão indiano. o paratha é uma massa frita. bem comum também em países como sri lanka e bangladesh. e bem gostoso.

franguinho acompanhado de pão indiano. Foto:  ©Thais Fernandes de Sousa

ah, e a outra unidade do Nightjar que eu fui? infelizmente, fechou esses dias :/. mas o lugar é tão espetacular que ainda vai valer um texto sobre! fica ligado.

Deixe café pago para o próximo na Motherland Coffee – na África do Sul

Por Thais Fernandes 

P
ara aquecer meu coração nesse friozinho… comecei a me lembrar das aventuras em Cape Town, um ano atrás. Deu saudade! Em Cidade do Cabo eu conheci o mundo! Como é que sairia de lá sem conhecer os cafés? Hora de colocar esses grãozinhos para trabalhar a meu favor. Falar inflês e viver! E, fora que já tinha dado aquele café solúvel das escolas, casas... OMG. 


Assuntando com os sul-africanos. Upando o nível de cafeína no organismo. Assim meus dias passaram deliciosamente. E aqui vão minhas lembranças mais quentinhas das melhores cafeterias que visitei na África do Sul. Começando por essa:
  

Motherland Coffee Company – share your love! 

Lembra que Cidade do Cabo é conhecida como Mother City? ❤ Com muita fofura, a Motherland Coffee Company se apropriou do apelido. E criou uma cafeteria no centro da cidade. Clima de inverno lá fora – quentinho lá dentro. Olha só essa belezinha.

Isso aí. Você podia deixar um café pago para o próximo + recadinho compartilhando amor. Muito motherland, sim. E os cafés? Espresso bem tirado pra mim. Cappuccino pra Alice, com direito a latte arte de coração. 

Love this place: 

Como dizia uma das paredes do MotherLand, Africa is the future”. I totally agree!

Onde fica? Mandela Rhodes PlaceWale St & Georges Mall, Cape Town City Centre, Cape Town, 8000, África do Sul 

E se a gente se refugiasse na gente? Nazaré Paulista e uma manhã na Uniluz

O que é retiro? E de onde precisamos fugir? 
Cheia de questões, ein? Pois é. 
Tempos e amores líquidos… passando pelas nossas mãos. Parece real demais, bauman 
E pra onde se vai quando não suportamos ficar ‘aqui’? Eu saí de São Paulo por dois dias… e fugi de tudo. Desde a cidade até as pessoas. Desde este meu computador, que agora teclo, até os gritos das pessoas dos prédios. O pessoal dos prédios tá cada dia mais insano. Eu estou perdendo a cabeça – quem me conhece vai se perguntar se um dia eu tive ela no lugar. E eu não tinha. Mas parecia okey assim. 


Eu não fui pra um lugar. Eu só saí de outro. -QUÊ-. Sabe quando você sai sem rumo pra caminhar e pensar? É isso. E fui pra uma pessoa. Um amigo. Um par de ouvidos. Ele está em Nazaré Paulista. Foi pra lá que eu fui. 

“O que é jogar ‘fora’? Não existe ‘fora'”, o  me lembrou. É isso. Que louco. Horas e horas de conversas malucas. Músicas sem sentido: -Alô, é o Ed Motta? Isso, não dá pra entender absolutamente NADA daqueles barulhos do começo das músicas. Isso. Aproveita e passa pro Jorge Vercillo. Manda avisar que da parte dele nem a letra salvou… 




Mas, o que ir visitar meu amigo tem a ver com retiro? Primeiro: nunca tente entender meus amigos. Cada um… olha, cada um faz seu próprio mundo. *morta de orgulho*. O Gabriel viveu coisas que levaram ele até a Nazaré Universidade da Luz. Toda vez que vou explicar onde ele está, por que foi pra lá, quanto tempo fica… é uma dificuldade do pessoal assimilar. 
Gabriel é um publicitário-ummilhãodecoisasmaisdoqueisso. Bicho na faculdade. Pessoa ímpar. Descobriu a Uniluz . Quando ele me falou, não lembro de estranhar… parecia um nome que tinha a ver com ele! E tinha mesmo. A Uniluz é tanta coisa quanto o Gabriel. Mas, vamos resumir? Retiro, Autoconhecimento, Convivência, Aprendizado. 

Eles têm mais de 30 anos de história… trabalham com Mindfulness, Comunicação Não-Violenta (crush! <3), ioga… e, de novo, tanto mais! 
Enfim,  foi pra lá ser estudante em um curso de três meses. Ficou para ser residente. Hoje, é o profissional da Comunicação desse lugar… inacreditavelmente movido pelo comunitário. 
 Pães de grãos e australiano! Feitos pelos residentes e alunos da Uniluz. Lá, a alimentação a vegetariana. Os alimentos vem em boa parte da horta. Ou são produzidos lá, como estes pãezinhos. DICA: esse de grãos com um requeijãozim ❤ 
No Campus, não é permitido filmar nem tirar fotos. Viver o momento presente é mais importante. – e necessário, né? Então, só visitando as redes da Uniluz para começar a entender… 
Enfim, meu final de semana foi descanso e muita conversa! Falei sobre ser boa em escutar. E fui tão mais ouvida nestes dias! Grata por ter amigos, por ter uma história para contar. Por saber que não existe retiro melhor que um amigo. Não existe início do auto-conhecimento maior do que respirar e se perceber respirando. 
Valeu, também, Ed Motta, Maurício Manieri, PIO Box e – o incrível – Vercilo. Tomar cerveja, ouvir música nonsense e dançar também são terapia. Anote aqui. Dance por aí…