tour cafeinado por Andradas, no Sul de Minas

turismo no Sul de Minas? contei tudo do toru por Andradas. tem cafés especiais de agricultura familiar, vinhos e até um irresistível doce de banana. 😛

turismo no Sul de Minas? é pra já! Andradas tem cafés especiais de agricultura familiar, vinhos e até um irresistível doce de banana.

o Sul de Minas foi feito pra visitar. se achegar. e com um cafézin na mão, então… ahhh. é certeza que a mesa vai estar cheia. mas Andradas é uma cidadezinha dessas que guarda bem mais surpresas.

de agricultura familiar a vinhos e até uma barrinha de doce da banana de lamber os beiços! só de cafeicultura, o município mineiro tem maisde 1.200de pequenas propriedades.

A vista a partir do cafezal da Juliana Lanzani e família.

eu tive a sorte de conhecer algumas famílias ali da região. à convite da Associação da Região Vulcânica, este ano, estive por lá com um grupo de mulheres incríveis. e é o nosso tour que vou deixar registrado aqui. se preparem para fotos de paisagens incríveis e ambientes aconchegantes demais da conta (mais abaixo).

a gente fez um roteiro todo pensado pelo Ulisses Ferreira, que é especialista em comércio justo, o Fair Trade, e tá trabalhando muita na Região.

foi de encher os olhos conhecer a Associação dos Cafeicultores do Bairro Gabirobal, a Acafeg. eles também trabalham com comércio justo. e eu amo demais ver o que pequenos produtos conseguem fazer quando se associam! quem nos recebeu lá foi a querida Aline Benevene Manzoli. também conheci lá a Tamires o seu Domingos, e mais gente querida.

visitamos a lavoura da família Crochiquio, que fica na incrível Serra dos Limas. VALE MUITO A VISTA! eles tem o Café Filhos de José e pensavam em investir em uma pousadinha. eu passaria dias lá, viu? também fomos até a propriedade e casa da Juliana Lanzani, que com a filha tem o @emporiothereza.

e aí, ambas as visitas foi aquela recepção mineira, né mores? comida pra mais de metro. café a rodo… pé de árvore frutífera aqui… docinho pra lá… sol se pondo de babar… só amor. espero que dê pra sacar um pouquinho pelas fotos:

cafés

aliás, olha que turminha boa que tava nesse tour! além da Keiko, teve a Mari Proença, o Ulisses, e equipes da CaféBras, da Farmly, e da prefeitura de Andradas.

bananinhas em barra

acreditem ou não, uma das coisas que mais AMEI nesse roteiro foram as bananas. no pé também, claro. mas principalmente as que viraram doce. fizemos essa parada na fábrica de bananinhas e fomos tão bem-recebidos. nossa!

o nome da marca é Doces Lopes. e fica ali no bairro de Gabirobal. Ali, acompanhamos o processo para fazer as barrinhas. e, claro, provamos esse doce delicioso. e levamos caixas e caixas pra casa. LITERALMENTE.

comer fruta direto do pé é bom. mas você já comeu doce recém-feito na fábrica? :B

flores, vinhos e tanto mais

a real é que meu foco nesse roteiro foi mesmo no café. mas Andradas tem tanto mais! uma das coisas que me encantou ali é a diversidade. de plantações e possibilidades. entre turismo e esportes radicais, a cidadezinha tem, ainda, muito vinho.

prova disso é a Casa Geraldo. conhecida na região, o lugar tem um espaço lindo de degustação. e o melhor: cercado pelos vinhedos. coisa linda que ainda quero muito vivenciar.

fora isso, descobri esse ano que Andradas tá florescendo. literalmente! a cidade se tornou a maior produtora de rosas do País. tem também muito orquidários que, mais uma vez, sou doida pra visitar! e fotografar, claro.

E você, já visitou Andradas? Tem dicas aqui na região? Conta aqui e no instagram.com/tha.experimentando! Aliás, por lá fiz vídeo contando sobre o café da Tamires, uma das agriculturas dessa terrinha que eu conheci! Vem saber mais (e deixar seu like, né?)


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São Paulo Coffee Festival chegou BEM: experiências e consumo realzão

o que eu vi nesse São Paulo Coffee Festival dificilmente eu vi em outros eventos. experiências, mais diversidade e consumidores reais!

foram 2 anos aguardando essa edição presencial do São Paulo Coffee Festival. E, como diz a chamada na entrada do evento: “CHEGAMOS, SÃO PAULO”. e estreando muito bem, por sinal.

a edição online do ‘SPCF em casa’ já tinha sido linda de ver. mas estar na bienal do Ibirapuera! andando pelos corredores de uma feira exalando café… afff, foi emocionante.

é por isso que quero deixar registrado aqui nesse texto um cadinho do que vi e senti. bora pra esse tour? SÓ ARRASTA PRA LER 🙂

pra consumidor real!

um dos pontos altos dessa feira foi ver gente que curte café, mas não vive café. sim! porque na maior parte dos eventos que acompanho, o público maior é profissional. produtores, torrefadores, baristas… mas e os consumidores?

mas no SPCF a maioria das pessoas circulando eram gente que compra, consome. muitos buscam informação e até estudam a bebida. mas boa parte ‘só’ queria tomar e levar um café bom pra casa! uma moça me perguntou:

-você trabalha com isso? então, me diz, qual café moído é bom para eu comprar?

pergunta genuína. objetiva. e que eu queria muito ter respondido com um ‘DEPENDE’. mas tentei uma manobra, pra não perder de vez essa interlocutora que tava pronta pra me ouvir.

-olha, qual tipo de café você gosta? porque aqui tem de tudo! e na maioria dos estandes você consegue experimentar antes de levar!

assim foi o papo… ela me explicou o tipo de café que gostava. um clássico. simples e ‘forte’. o que eu hoje entendo como um estilo ‘encorpado’, doce, até básico. indicou umas três opções… e lá foi ela. experimentar.

créditos dessas 3 fotos e da foto de abertura desse texto: dos incríveis da Agência Ophelia/Divulgação São Paulo Coffee Festival

experiências e degustações

bom, como boa experimentadooora, eu fiquei de olho no que rolou ali no SPCF. além de todas as aulas nos espaços criados pela organização, o evento tava cheio de possibilidades. cito aqui algumas:

  • harmonização de queijos e cafés! vi + de um estande oferecendo essa delícia;
  • cappuccinos e diversos tipos de bebidas com leite vegetal;
  • opções de sorvetes! pago e/ou grátis (infelizmente, essa não deu pra mim kkkkring);
  • cafés gringos no estande da CULTO;
  • espresso x coado! muitos estandes tinham as duas opções e é uma delícia ver a BAITA diferença que dá o mesmo café dessas duas formas.

diversidade

aqui abro espaço para um debate. havia equilíbrio de origens, etnias e tamanhos o suficiente? não. mas o que eu vi nesse São Paulo Coffee Festival dificilmente eu vi em outros eventos, como um todo. englobo aí os de café, os de alimentação, os nacionais e os gringos onde já estive.

fiquei emocionada de ver famílias pretas passeando pela feira. provando. manjando ou aprendendo de café. vivendo aquilo ali. vi muitas equipes mais diversas do que há alguns anos.

vale dizer que ainda vejo muita padronização como um todo. branquitude. magreza. elitismo.

mas vi muito mais mulheres com a palavra. vi homens e mulheres negras ministrando cursos ou dando aula nos estandes. vi gente diferente. e isso é inspirador pra mim, uma mulher branca cis, mas sem grana e fora do padrão de magreza e de estética, no geral.

falta TANTO! mas, honestamente, é emocionante ver alguma movimentação no setor… é ‘a galera do café’ que precisa mudar como um todo. de pouco em pouco, eu vejo gente entendendo e agindo. é isso que traz mais diversidade pra cá. abrir as portas, os cursos, as vagas de emprego, os holofotes…

que as próximas feiras, cafeterias, torrefações, eventos todos sejam mais recheados de gente diferente. gente do café é gente que parece mais com o nosso país, no melhor sentido dele.

é tudo cappuccino? [+ uma experiência em cafeteria ‘to go’]

sim, lá vou eu em mais um to go. pega e vaza, enfim. mas dessa vez a expectativa era mais alta!

eu fui em uma unidade de um restaurante que amo. sim, lá vou eu em mais um to go. pega e vaza, enfim. se cê não leu o texto anterior, espia aqui. mas dessa vez a expectativa era mais alta. um espaço daquele lugar que eu gosto tanto, e mais pertinho de casa! afff, que alegria. não é bem uma cafeteria, mas tem, adivinhem, cappuccino!

daí que a comidinha tava bem gostosa! mas a apresentação… ou melhor, a entrega? ah. como é que eu vou dizer? seria ok pra um grab and go SE não fosse dentro de um shopping.

por quê? porque ali tem estrutura para as pessoas se sentarem enquanto comem e AÍ SIM, saírem vazado. é coisa básica. uma bandejinha pra apoiar a comida. um copo de um material mais ok. por mais besta que pareça, foi disso que eu senti falta.

e agora vem o questionamento relacionado ao café em si. essa loja vende alguns tipos dele. e eu pedi meu cappuccino. tinha lá no cardápio, uai. pedi. e chegou? bom, um café com um tanto de espuma de leite por cima.

e isso não é cappuccino? bom, vamos ao *polêmica alert*.

por que não chamar de média?

não tem absolutamente nada de errado com o bom e velho pingado. ou numa média. aquele café com leite, namoralzinha. é afetivo. e, se tem ingredientes bons, fica uma delícia sim!

mas daí as marcas querem falar que vendem cappuccino. mocha. unf, respiros fundos. pra quê, gente? se não vai servir o trem que tão prometendo… pra quê?

vamos dar uma olhada nas medidas:

o que é cappuccino?

a marca italiana illy diz: “Um cappuccino corresponde aproximadamente a 150ml de bebida, composta por um espresso (30 ml) + partes iguais de leite e crema de leite“.

mas há controvérsias. nesse artigo do PDG gringo (traduzido), tem algumas opiniões e vivências de baristas sobre.

pois é. no caso do shopping, algumas coisas decepcionaram. a medida menor do que os 150 ml esperados. e o leite que veio pura espuma. não rolou muita cremosidade… enfim.


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miraram no cappuccino e quase acertaram no macchiato, rs. mas acho que podia ter ficado tranquilamente na brazuca ‘média’, que geralmente acompanha pão na chapa. ia ser lindo! autêntico.

mas a embalagem, olha… ☹️. não por ser descartável, mas por ser de um papel com cara que ia se desfazer.

e aí volta o lance de não ter nem bandeja pra apoiar o pedido, que veio pelando de quente.

a atendente foi muito fofa e me descolou uma bandejinha. mas garantiu que esse não é o costume ali naquela unidade.

ou seja, comida boa. café ok. mas nada exatamente como o ‘combinado’. cappuccino é outro esquema. loja de shopping, pelo menos um pratinho ou bandejinha, é o habitual.

triste. saí com aquela impressão que não valeu, sabe? coisas de uma cliente que, em geral, só não volta mais. e você, já teve experiências assim? ou acha de boas? questão de adaptação aos novos {velhos} tempos?

região vulcânica no coletivo

morar em uma região produtora e ver ela se fortalecendo como coletivo é lindo demais! conto isso e + do que vi no 1º Seminário de Cafés da Região Vulcânica.

o que faz uma região produtora? bom, daria pra ser extremamente técnica. altitude, terroir, limites territoriais… mas em qualquer lista não pode faltar um grupo de pessoas. produtores. e no caso do café, se possível, ao redor deles, torrefadores, baristas, associações e/ou cooperativas.

a palavra região se faz no singular, mas cada vez mais eu tenho visto que na prática, é algo coletivo. plural mesmo.

foi isso que vi no 1º Seminário de Cafés da Região Vulcânica, nessa semana. embora o meu RG diga SP, eu me considero de Poços. cresci aqui. aprendi a ser aqui. e ver essa região se unindo, construindo coisas juntos, é gratificante de verdade.

do solo vulcânico

o evento teve muito conteúdo. só do que eu vi, destaco a palestra sobre o solo vulcânico, com o professor Francisco Ladeira, diretor do Núcleo de Geologia da Unicamp. e sobre cafeicultura conservativa, do Alessandro Guieiro, especialista em microbiologia do solo.

palestra sobre o solo vulcânico.

Ah, o solo vivo! salve Ana Primavesi. essa incrível pesquisadora que, inclusive, foi citada pelo Guieiro na palestra dele. se você, que tá lendo, quer iniciar nessas informações sobre a importância do manejo do solo, eu indico dois livros dela:

  • A Convenção dos Ventos: Agroecologia em Contos. livro delícia de ler, introdutório no tema da agroecologia.
  • e Pergunte o Porquê ao Solo e às Raízes. esse segundo, pra mim, é mais avançado. mas a linguagem da Primavesi e os estudos dela valem muito a pena.
  • p.s: comprando os livros nesses dois links, cê apoia esse blog, que é associado da Amazon. ou seja, uma pequena comissão vem pra monetizar meu trabalho ❤ e você não paga nada a mais por isso!

depois de colhido

além de toda troca sobre produção, o evento teve conteúdos sobre qualidade, marketing e preparo de cafés. aqui, posso dizer que vi um baita workshop sobre fermentação! com a Andrea Braga, da Bourbon Specialty Coffee. tem muitas marcas fermentando cafés de formas diferentes, mas vale lembrar que é preciso cuidado e muitos testes (calma lá com os processos, gente).

e, ainda, uma oficina de mídias sociais. importante demais pra todos, né? de produtor até marca de café torrado, esse é um jogo que a gente precisa aprender a jogar.

e sabe o melhor de tudo? teve muitos cafés diferentes pra provar! mas segura aí, que minhas impressões vou deixar para um #experimentandoCafés exclusivo.

enquanto isso, você pode seguir a página do blog no instagram: @tha.experimentando. e assinar a nossa newsletter. te espero lá!

[não tão] de repente 30! em cafés e lembranças

eu queria ter cantado mais a música do Belchior aos 25… jurei que ia legendar uma foto com aquele trecho da Tássia Reis ‘cada uma que eu já ouvi nesses 29 que eu já vivi’… mas passou TÃO rápido!

e de repente? 30! taí mais um clássico que vira realidade e desse vez posso usar e abusar. e, olha, desse título nenhum crítico dos dublados pode reclamar. É PERFEITO. especialmente quando para e pensa que é isso… de repente, trintei.

eu podia falar aqui do tanto que aprendi nos últimos anos… mas talvez um bom combo de lembranças valha mais do que qualquer textão.

em família

voltei a viver com meu núcleo familiar + próximo em 2020. mas foi esse ano que percebi como valeu ter tido esse reencontro. os cafés e almoços em família fizeram sentido – talvez pela primeira vez pra mim.

sem contar que agora, oficialmente, fiz do café especial um gosto familiar. e deu até pra comprar de quilão! economia e união fazem a força!

o novo método preferido do meu irmão.
café feito pelo meu pai.

equilíbrio é tudo e + um pouco

falando em cafés… coloquei o pé no freio. não só pelo preço (alô inflação). mas também por entender o que meu corpo pedia. a ansiedade grita vez ou outra. dá-lhe terapia e psiquiatra…. mas tem coisa que é química (ou tudo). e a cafeína precisa sim entrar nessa conta.

tem sido incrível descobrir chás… mas principalmente andar com minha garrafinha de água pra cima e pra baixo! tomar sucos! iogurte. e lembrar que se eu tomar aquela canecona do meu café preferido, posso acompanhar isso de umas castanhas… uma bolachinha de sal. enfim, o equilíbrio.

cháZÃO da capins da terra ❤

celebrar tem valor

quem me conhece sabe (a introdução do problema) que eu sou bem… como posso dizer? peculiar. excêntrica. uma das coisas que me leva a crer isso é que eu não gosto de aniversário.

“-não é que eu não goste, entende? mas gostar? também não gosto.”

enfim, há anos venho entendendo isso em mim. a ideia de ser o centro das atenções. e das expectativas. isso tudo me dá um certo desespero. compreendi. e me permiti dizer isso. e não promover celebrações.

mas esse ano, os 30. e uma pausa espécie de respiro na pandemia. achei que era motivo suficiente para chamar meus melhores. estar perto deles… talvez até celebrar de uma certa forma. e de preferência sem a canção dos ‘parabéns’.

sucesso! um barzino sussa. um karaokê. batata frita e chope. muitos amigos e amigas que eu amo de verdade. o que mais eu podia querer? de repente, muito mais motivos para celebrar do que eu jamais iria imaginar aos 13!

tim-tim!

Cold brew nitro e + no Nightjar Coffee [cafés em Dubai]

no calorão de Dubai, só cafeterias como a Nightjar Coffee salvam! lá tem coldbre nitro e pão indiano. vem descobrir tudo isso :).

ah, o Oriente Médio… 30 graus no inverno. Um clima árido, como se eu acordasse com a textura de tijolo nas narinas.

é brincadeira. mas é sério. e contra essa sensação térmica só uma bebida trincando de geladinha. e, por que não, café nessa temperatura? até tentei pedir outros métodos, mas o cold brew reinou na minha estadia em Dubai em fevereiro deste ano.

essa é a segunda vez que vou pra lá à trabalho [proletária fina]. escrevi todos os detalhes do meu primeiro tour cafeinado pelo emirado nessa reportagem para a agência onde trabalho.

e dessa vez eu queria achar novas cafeterias! a verdadeira alma coffee hunter, né mores. peguei dicas com amigos brasileiros, e sugestões com baristas que conheci lá nos Emirados. e lá fui com meu bloquinho. e – literalmente – muita sede.

Nightjar Coffee

um dos lugares que mais amei conhecer foi a Nightjar Coffee. tanto que fui em duas unidades dessa cafeteria \o/. a primeira foi no Alserkal Avenue. esse bairro era um distrito industrial que virou cultural. é, cercado de galerias, pequenas lojas. e até um cinema!

na Nightjar, dei de cara com mais do que um café. o lugar é restaurante, bar, café, torrefação… e de encher os olhos! a arte que estampa os pacotinhos de café deles tá nas paredes em formato de pôsteres, e até em camisetas à venda. (meu maior arrependimento é não ter comprado uma, inclusive).

Foto:  ©Thais Fernandes de Sousa

coldbrew nitro e gastronomia

quando vi as torneiras no estilo de chopp, já sabia que ia pedir uma bebida gelada! mas me surpreendi com as opções. tem até chá gelado. como aqui o foco é café, fui de coldbrew nitro! o café extraído a frio ganha uma dose de nitrogênio.

e que delícia! realmente esse nitro tava daquele jeito: cremoso e doce. o café é torrado e o coldbre feito na própria loja. tem grãos de lugares tããão diferentes quanto Burundi, Indonésia e El Salvador. e claro, café brasileiro! inclusive, esse foi um dos recomendados pelos baristas da casa <3.

 as torneiras de café, kombucha e chá gelado! Foto: © Thais Fernandes de Sousa

pra acompanhar? era hora do almoço e decidi mandar um prato mais robusto. escolhi o frango assado! a coxa e sobrecoxa estavam deliiiciosas, principalmente quando eu adicionei um molho que eles servem junto!

e pra acompanhar o garçom indicou um pão indiano. o paratha é uma massa frita. bem comum também em países como sri lanka e bangladesh. e bem gostoso.

franguinho acompanhado de pão indiano. Foto:  ©Thais Fernandes de Sousa

ah, e a outra unidade do Nightjar que eu fui? infelizmente, fechou esses dias :/. mas o lugar é tão espetacular que ainda vai valer um texto sobre! fica ligado.

futuro da comida: laboratórios ou orgânicos?

a maior feira de alimentação do Oriente Médio. um fórum sobre a comida do futuro. uma das cidades mais cosmopolitas da atualidade. e eu, lá no meio!

em fevereiro, tive + 1 oportunidade DAQUELAS. fui à trabalho pra dubai. cobrir eventos sobre alimentos, agricultura e tecnologia. a Gulfood e Food For Future Summit & Expo (onde tirei a foto de capa desse texto!) e eu vi TANTA coisa! ficou até difícil contar pros amigos e família ‘como foi a viagem?’. então, decidi escrever.

comida feita em impressoras 3 D

começando com as expectativas. pré-viagem. olhando algumas companhias que estariam em eventos em dubai… de repente: comida impressa.

sim. uma das empresas está desenvolvendo carne feita em impressoras 3D. ~basicamente~ a ideia deles é utilizar algumas células de um bifão que já existe e, com elas, produzir mais carne. bizarro, né? ainda preciso, francamente, estudar muito mais pra entender a real das impressões em 3D.

inovador é. mas – vide NFT – toda inovação é boa? quanta energia e recursos seriam gastos pra produzir essa carne? qual recurso é esse? pra quem o produto seria acessível? já podemos imaginar algumas respostas.

também é uma solução de alguma forma menos cruel com os animais, já que não seria preciso criar + gado para depois abater. mas a que custo para quem consome? se ultraprocessados já são um problema quando se tornam base da nossa alimentação, imagina como seria o cenário com carnes ‘criadas’ em lab?

todas essas perguntas seguiram em diferentes inovações que vi. a tecnologia vem, claro. mas gosto de pensar que junto vem um questionário. ou seria bom se viesse.

mas quer saber o que + encontrei em dubai no final das contas? orgânicos!! e alimentos produzidos no meio do deserto da Península Arábica. é mole?

orgânicos do deserto

perto do Food For Future eu já tava desconfiada que o jogo ia virar. na Gulfood, eu já visto muito ‘organic‘, ‘vegan’, ‘plant based‘. proporcionalmente, pouco ‘lab’ ou ‘3D’. depois disso, visitei uma feira com pelo menos 3 bancas de produtores orgânicos e locais. COMIDA PRODUZIDA NO DESERTO, literalmente. de mel à vegetais.

claro que aqui há o meu viés pessoal. sou mais atraída por agriculture do que high tech. dá pra pegar a diferença? mas de toda forma, realmente me surpreendi com a quantidade de ‘fazendas’ e projetos de alimentação raiz nos emirados.

só como exemplo: a Emirates Bio Farm. a maior fazenda de produção orgânica do país. e faz delivery direto da produção pros consumidores! a propriedade, em geral, também recebe visitas. uma espécie de turismo rural árabe. infelizmente, por conta da pandemia eles estavam fechados :(.

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café gelado com limão ou laranja dá bom?

‘hum, mas misturar laranja no café…???” já digo, logo de cara: eu também torcia o nariz. mas agora? NUM CALOR DESSES? me gusta! eu acho que cê vai experimentar e agradecer depois…

masss só tu pode dizer! então, vamo de receitinha?

limão simplão

essa aqui é facin facin. água, CAFÉ DELICIOSO, gelo e limão. a lógica é: o gelo vai derreter depois de um tempinho, então fazer um café concentrado é o ideal.
aqui vai a proporção que eu uso pra ter 1 copo americano:

  • 15 gramas de café
  • 150 ml de água
  • 2 ou 3 rodelas de limão
  • muitcho gelo!

e pra facilitar ainda mais, ó o vídeo:

laranja da elis

e agora participação especial da minha amiga Elis Bambil. a barista curte um café geladim cítrico também. mas ela prefere café com laranja… então, perguntei pra ela: comé que cê faz? e segue a dica dela:

“Miga eu faço que nem cê fez com o limão mesmo. Passo um café mais concentrado, 1:9/1:10 dependendo do café, num copo com gelo e coloco uma rodela e meia de laranja depois do café já pronto. Teve uma época que eu tava mais fancy que eu desidratava a laranja hahahaha”.

FINA né mores? desidratar laranja é outro nível! mas pra iniciar nesse universo, uma boa laranja madura já faz a alegria dos cafeinades.

essas proporções que a Elis citou (1/9 ou 1/10) são as medidas de café (tipo 10 gramas de café) para outro tanto de água (90 ou 100 mls de água). se joga nas continhas e manda a ver aí também! que nem eu fiz, nesse vídeo do instagramhttps://www.instagram.com/p/CY_mQCwpwej/:

mesma proporção, mas dessa vez com laranja… hum!

grab and go: vale a pena ir em cafeterias que querem que a gente vaze?

*alerta de polêmica e termos in English de sobra…

desde que retomei o trampo presencial {ainda bem que não todos os dias}, senti a falta real das cafeterias que fecharam as portas na região do meu trabalho. triste pra caramba não ter mais clemente café ou caffe latte a um pulo de distância… e decidi conferir o que tinha em ‘to go‘, ou formatos de espaços mais enxutos.

daí que um dos meus melhores amigos, me conhecendo, lançou: ‘mano, fechou tudoooo :/. mas tem aquele the coffee novo’. eu já tinha ouvido falar da franquia. a proposta faz sentido real nos nossos tempos. quem dirá na maior metrópole da América Latina…

café tá salgado…

mas eu broxei. de colar lá, provar o café… sentir e pensar ‘é, bom café’. mas é isso, bom. 17,40 reais no coado. é bom. mesmo! origem única e tudo, diz a embalagem. mas não me fez brilhar o olho pra repetir a dose. não nesse valor.

mas ainda não é bem esse o ponto… ‘o preço do café tá mesmo caro’, diria qualquer um que faz compras. eu sei. embora ache que esse valor que paguei não vai baixar de acordo com a cotação da saca… mas tem o lance da acolhida.

só o mínimo. mesmo.

vamos ao senso comum do negócio: em geral, é preferível que o cliente pague, pegue e vaze. isso libera espaço pra outras pessoas. faz você circular por aí fazendo propaganda do produto, se estiver na embalagem… e, em tempos de covid, até eu não acho a ideia ruim…. mas estar em um ambiente 100% voltado pra isso, e sem nadica de intenção de troca de ideia com o barista? sem grandes informações sobre o café, o método… aí já não é minha praia mesmo.

no lugar do minimalismo, senti meio que um vazio.

será que a galera gosta desse sensação de fila do metrô? porque faz sucesso. pelo que eu vi nos dias anteriores. lotado. fila no caixa de auto atendimento. e é, o café é bom. talvez a fila seja porque da minha idade pra cima a galera já tem dificuldade de entender o conceito de ‘se atende sozinho aí’. pode ser... mas o modelo tem feito sucesso, sim.

só que, ouvindo em volta… ‘não tem cardápio?’. ‘ah, eu que faço o pedido e pago sozinha..’. ‘mas o que é ‘salted caramel’?’… hum, é complicado. a comunicação de muuuuitos lugares dão preferência pro inglês. o café especial em si, geralmente, chega com termos que criam muitas barreiras.


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mas grab and go? o clássico ‘pega e vaza’. dá pra perceber bem antes de ler o texto na embalagem. e, ah, antes disso, paga aí você mesma e no cartão, tá?

como eu disse pro meu amigo: acho que pelo espresso deve valer a pena. espresso bom é bem difícil de achar…. mas o coado? acho que é hora de levar as bugigangas e começar a fazer eu mesma lá no trampo.

Harmonizando café com chocolates da Mission

harmonizar alimentos (e não pessoas) é incrível! experimentei unir cafés especiais e chocolates da Mission Chocolate. Se deu bom? IMAGINA!

harmonizar alimentos (e não pessoas) é incrível! com estudo e testes, dá para achar combinações que exaltem o sabor. o aroma. as delícias de cada comidinha ou bebida. pesquisei bastante sobre isso, quando entrevistei a fazedora de chocolates Arcelia Gallardo. ela criou nada menos do que um chocolate ao leite de camela! (aqui cê pode ler a reportagem sobre isso).

bom, daí que quando recebi 4 chocolates diferentes da Mission Chocolate, não tive dúvida. era hora de harmonizar com cafés incríveis!
a harmonização pode ter diferentes técnicas:

  • uma das possibilidades é combinar dois sabores parecidos. doce com doce. salgado com salgado. ácido com ácido.
  • OUTRA? juntar os opostos. uma bebida docinha misturada com um salgado acentuado. um vinho com acidez boa somado a um doce de leite. Huuummm… já dá agua na boca só de pensar.

Chocolate + café – o dream team da harmonização

aqui, a ideia foi complementar. então, busquei um café com características opostas ao do chocolate.
bora lá que vou te contar minhas escolhas. e espero que você se inspire (ou fique com muita vontade) e experimente suas próprias combinações por aí. vamos lá:

1 – Café com acidez e doçura + chocolate ao leite com especiarias

e deu bom! apesar da acidez do café ter ficado menos presente, as especiarias do chocolate foram lá pra cima! e o todo foi doçura boa.

☕ o café que escolhi é o Arara, da rede Santo Grão. a torra é clara e feita pela minha grande amiga Keiko Sato. o resultado é uma bebida docinhaaa e com uma acidez gostosa. eu sinto esse acidinho ainda depois de tomar o café. é o que se chama de retrogosto. chiquérrimo, né?

barras da Mission Chocolate harmonizando com cafés especiais.

🍫 já o chocolate que harmonizei com o Arara foi o Pão de Mel! (passarinho e agora doce?). é, o nome é justamente por conta do projeto da Mission que se chama Sobremesas Brasileiras. nele, a Arcélia, criadora da marca, busca características dos doces nacionais. e, de quebra, ainda apresenta nossas gostosuras pros compradores gringos.

2- Chocolate ao leite de camela + café floralzão

aqui, a ideia foi mesclar a doçura desse chocolatão com a delicadeza de um café com notas florais. deu bom, viu? o chocolate é da marca parceira aqui do blog, a Gamers Coffee (e comprando com cupom EXPERIMENTAL cê tem 10% de desconto). então, capricha na escolha e harmoniza lá.

Chocolate ao leite de camela, e um café floralzão.

3 – Chocolate Cupuaçu com um café de doçura e corpão!

ahhhh, um café encorpado! nada como esse perfilzão para harmonizar com um chocolate complexo que nem esse. a barra tem até pedacinhos de capuaçu! uma explosão de azedinho e textura. foi muito bem com um café menos delicado, que nem esse que é da Associação de Pequenos Agricultores Familiares de Palmeiral, a Assofé.

Café docinho e chocolate com cupuaçu.

4 – Chocolate Arroz Doce somado a um café frutado

e pra concluir, uma barrinha de chocolate branco! mas não só isso. chocolate branco com sabor de ARROZ DOCE. mais uma barra do projeto Sobremesas Brasileiras da Mission. esse chocolate também vem bastante informação de sabores, viu? e doçura alta! por isso, escolho o cafézão Frutas Amarelas, da UCA café orgânico, pra harmonizar. um café com mais acidez pra contrapor a doçura do chocolate. achei que foi bem!

Chocolate Arroz Doce + café frutas amarelas!

AH! no insta @blogexperimental, fiz uma análise em vídeo dessa harmonização! pra assistir, cola aqui ó.

e aí, o que achou das misturas? dá um alô quem também AMA harmonizar café e chocolate. e, claro, manda suas dicas pra cá também. 💅🏼