esfriou aí? vem ver como fazer cappuccino em casa!

o leite cremoso reina! na receita base, vamos dizer assim, ele dá o toque especial. e o que capuccino em casa que eu faço fica melhor do que em muita cafeteria, visse? 😛

parece zueira, mas é sério. já tomei cada trem ruuuim, com o nome de ‘cappuccino‘ nos cardápios, que olha!

bom, pra começar tem o lance de que muitas vezes aquela bebida é outra coisa. já falei bastante sobre a definição do cappuccino clássico e tal nesse texto:

enfim, basicamente a bebida leva três partes:
um espresso + leite crema de leite

fora isso, dá pra ser um monte de coisas. eu acredito muito no bom e velho pingado!

mas aqui vamos nos atrever e mandar bala em um leite cremoso? assim, em casa mesmo. terminando com um café com leite com cara de cappuccino clássico. bora!

utensílios e ingredientes

  • primeiro: uma prensa francesa! para os Brazilian gringos, a famosa french press. essa é a cartada principal, porque é com a prensa que vamos fazer o leite cremoso.

selecionei aqui uma em oferta, confere aí, abaixo. aliás, comprando pelos links que indico aqui você fortalece meu trampo 🙂

aqui nesse outro texto, eu expliquei como usar a prensa: Prensa francesa: fazendo café, leite cremoso e chá

  • e agora, sem mais utensílios. chegou a hora dele. o café! eu indico aqui uma bebida mais concentrada, que você pode fazer na própria prensa! oooou, se tiver a máquina, pode usar também uma cápsula. ou, claro, um espresso mermo.

se escolher usar a french press, eu teria mil indicações! mas já que estamos nos links da Amazon, pega essas sugestões: o Mogiana da linha Gourmet da 3 Corações , ou essa belezinhaaa da Café Por Elas, que tá em promo, por sinal:

no caso da cápsula, esse é um café que curto: Orfeu. outra opção é esse da Santa Mônica, que eu acho um pouco mais amargo, mas também rola!

  • de volta à listinha de utensílios: o leite!

eu apostaria em um leite integral tipo esse da Leitíssimo. mas a real é que estando quentinho e cremoso, é o que vale! tanto que com certeza um leite vegetal também vai entregar muuuito. minhas indicações são Nude, ou Naveia. E, na moral? olha essa embalagem que lindeza:

bom, escolhidas suas opções de utensílios e ingredientes, a parada é bem simples. basta preparar o café na prensa (ou cafeteira italiana, por exemplo) bem concentrado. enquanto isso, aproveita que esfriou e aquece esse leite para dar o match perfeito!

café pronto? leite aquecido? hora de mandar o leite pra dentro da prensa e fazer movimentos contínuos pressionando o leite com o êmbolo. e é isso! abaixa e sobe o êmbolo até o leite ficar em uma consistência bem cremosinha.

em uma xícara, eu sirvo o café primeiro apenas por uma questão parecida com: o feijão é por baixo sim! depois, vou acrescentando o leite e voilà! aproveite seu café com leite, com alma e cremosidade de cappuccino dos bons!

e me conta aí, deu certo? compartilha e me marca vá! @tha.experimentando.

Minas Mais Café é papo de protagonismo feminino (e degustação!)

Minas Mais Café é novo projeto focado em protagonismo feminino no Sul de Mnas. E já começa com evento que oferece papo e degustação nesse mês

primeira ação do novo projeto já vem cheia de cultura e, óbvio, café! vai rolar esse sábado, dia 22, lá no Mercado Municipal de Poços. o Minas Mais Café é organizado e vai ter protagonismo de mulheres que fazem essa produção aqui na região. Na foto acima, uma barista faz café na SIC de 2018, em BH.

foi olhando a cena de produção de café na região do Sul de Minas e o expressivo número de mulheres agricultoras da região, que a agitadora cultura AND produtora, Sandra Ribeiro se juntou a outras mulheres para criar o Minas Mais Café. O projeto é novinho e já vai ter sua primeira ação dentro da programação do Festival de Inverno de Poços de Caldas.

Reprodução/Instagram Minas Mais Café
Essa imagem lindona é reprodução de um post do instagram Minas Mais Café

a ideia é promover a gastronomia mineira e outras vertentes artísticas, em especial as artes visuais e a música. eu conheço o trampo da Sandra nas artes há um bom tempo, só observando de longe. mas foi com o Fuca Café, a marca que ela criou, que eu descobri mais dessa poços-caldense massa que vive entre cultura e agricultura. tem tudo a ver, aliás.

Minas Mais Café no inverno

prepara os sentidos aí, porque a primeira da ação do projeto acontece neste sábado, 22 de junho, às 15h, no Box Cultural, lá em cima, no 2º piso do Mercado Municipal de Poços.

eu sei que você tá aqui pra ler isso.. então, sim! vai ter degustação de cafés de sensoriais diferentes e degustação de quitutes à base de café.

vai rolar uma exposição fotográfica e intervenção visual no espaço. o projeto também convidou produtoras de café da região para criar um bate-papo entre elas e a comunidade. e pra esquentar ainda mais, música! com discotecagem e tudo.

esta é só uma de muitas ações que estão por vir. um evento maior está em fase de produção para acontecer no segundo semestre. e eu só tenho a desejar: vida longa!

“Estamos muito felizes em fazer parte da programação do Festival de Inverno com esta pequena amostra do nosso evento que será realizado em meados do segundo semestre. Queremos demonstrar o protagonismo da mulher na cultura do café e enaltecer as possibilidades de empreendedorismo feminino em diversas áreas relacionadas, mostrando o desenvolvimento de talentos, desde a produção do café à pesquisa científica, reconhecendo os saberes ancestrais das mulheres, e claro, aliando a arte a cultura para tanto”, disse, em nota a Sandra.

a equipe do projeto é formada por: Sandra Ribeiro (idealização e direção geral), Chiara Carvalho (produção executiva), Bjuá Masofie (criação identidade visual e mídias digitais), Kauana Benelli (direção de arte e curadoria) e Isadbob (assistente de produção e dj).

O Festival de Inverno é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas / Prefeitura de Poços de Caldas, e a ação Minas Mais Café tem apoio da Carvalho Agência Cultural, Café Fuca, Associação de Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde (ASSPROCAFÉ), Casa do Artesão de Cabo Verde.

A programação é:

Local: Box Cultural do Mercado Municipal de Poços de Caldas (Rua Pernambuco, s/n, Centro, 2º piso)

Dias 20 e 21 de julho – montagem da intervenção

*público poderá acompanhar a construção da intervenção visual

Dia 22 de julho (15h às 18h)

Abertura da exposição fotográfica de Sandra Ribeiro e intervenção visual com direção e curadoria de Kauana Benelli

Bate-papo

Degustação de cafés especiais da região vulcânica

Degustação de receitas feitos à base de café

Discotecagem com a DJ Isadbob

De 23 de julho a 22 de agosto

Exposição aberta à visitação no Box Cultural do Mercado

Horários: Segunda à Sábado: 7h às 18h / Domingo: 7h às 13h

qual é o país do café, afinal?

uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café’ nas cidades. e de ‘país do café’ entre as nações.

polêmica alert* mais um texto de opinião chegando 🙂 mais um tema que ressoa na minha caixola. e não é de hoje.

nos últimos anos, tenho frequentado muitas feiras. no Brasil ou na gringa. em São Paulo, capital, e nos interiores daqui e de Minas. e uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café‘ nas cidades. e de ‘país do café‘ entre as nações.

agora cê já pode estar com raiva dessa jornalista que inventa moda até de questionar o título de ‘Brazil, the Coffee Nation‘. esse, aliás, é o nome do projeto que promove o café do Brasil no exterior, juntando a associação do setor dos especiais, a BSCA, com a nossa agência ApexBrasil.

então… calma, bem. eu vou concordar com você! esse é um belo slogan. acho mesmo bonito. e o principal: acho mesmo real. a gente aqui é um país que viveu e vive café ainda hoje. (apesar de precisar registrar aqui a história escravagista que nos marcou).

então, qual o que me deixa curiosa no coffee nation? a pulga mora na orelha do singular. se um é O país do café, os outros todos deixam de ser? é uma pergunta genuína.

só para citar três casos emblemáticos:

  • Etiópia
  • Colômbia
  • Vietnã

esses aí, acima, não são também nações do café? o primeiro, berço da espécie da arábica; o segundo, referência no marketing; o terceiro, maior produtor da espécie canéfora. para simplificar e reduzir beeeeem o envolvimento de cada um com o grão.

mas a danada da dúvida só foi crescendo quando estive na Expo 2020. um evento que reúne pavilhões de países do mundo todo! eles querem se mostrar. escolhem tudo de melhor e estampam em fotografias e apresentações. e lá eu vi o tamanho do café que a gente precisa dividir. não é só a xícara. é o simbolismo.

fui buscar o site de um desses países que me chamou a atenção pelos frutos que coloriam o pavilhão. era o Burundi. uma nação que também é o café:

o Burundi era só um dos países que tinham café em slogans e fotos lá na exposição universal

Brazil, the coffee nation

o maior produtor. principal exportador. dono de uma diversidade gigantesca. criador de tecnologias do setor. lançador de tendências na prova (alô, sabiás). referência em pesquisa. eu sei, nós somos mesmo a nação do café.

o que me deixa com vontade de trazer essa provocação é entender o tamanho desse setor. se no mundo dá pra ter dezenas de países tão envolvidos com o café, a ponto de colocarem essa planta/fruto/bebida nos seus estandes, slogans, turismos… o que dirá de cidades que tem nessa produção a base da economia toda?

de Londrina, no Paraná, à Cacoal, em Rondônia… passando por Três Pontas, Minas Gerais, e incluindo São Paulo, capital… esse título de ‘cidade do café’ tá pra todo lado. e tem justificativa. é justo. todos esses lugares encontram um lugar muito simbólico no café.

por isso, pra mim, o que dá para falar sem medo de ser feliz é do papel de cada um nessa história. tem o que manda bem nos cafés de altitude. aquele que criou um processo. o país com mais cafeterias de especiais. e aquele que tá inovando agora. sem esquecer do berço dessa planta. enfim, espaço e característica tem pra todo mundo.

mas, de toda forma, é forte pra caramba perceber isso. e bem compreensível. (quase) todo mundo já se sentiu um pouco capital do café no Brasil. e, por que não?, no mundo.

etiópia: minha viagem ao berço do café arábica [parte 1]

berço e presente. fui a Adis Abeba e fiz uma viagem de 5 horas até de carro até uma região produtora de café.

quantas vezes na vida 1 oportunidade de realizar um sonho aparece do NA-DA?

esse ano rolou! no meu trabalho, tive que cobrir um evento na gringa, e o voo passava por – adivinhem? – ETIÓPIA! a origem do café da espécie arábica. cara, sempre que via algo desse país, eu corria pra saber mais… ler, ver. e de repente eu estava lá!

viajei sozinha à Etiópia e quero trazer detalhes para ajudar quem quer fazer algo parecido. vale muito! vem comigo. vou te guiar nessa viagem!

a agência de turismo que indico

para começar, não foi tão simples assim fechar um pacote de turismo. ou melhor, encontrar uma agência com pacotes flexíveis. eu só tinha 2 dias, inicialmente (depois, viraram 3) e queria conhecer a capital e uma região produtora de café. mas a maioria das agências que contatei só tinha pacotes acima 3 dias só nos cafezais. só que eu não queria passar tão reto assim pela capital, Addis Abeba. a gente nunca sabe quando vai ter uma segunda chance de conhecer um lugar, né?

enfim, por intermédio do Vinícius Assis, um jornalista que cobre diferentes países africanos, conheci a Travel Ethiopia. melhor presente que recebi! a CEO da agência é a etíope Samrawit Moges. eu também fui atendida por uma gerente mulher, a querida Wusfte.

ainda assim, decidi fazer um tour pela capital primeiro, para viajar com mais tranquilidade depois.

e que surpresa boa foi conhecer o guia Assefa (que significa fortune, algo como fortuna ou sorte, em português) e o motorista Fikar (que quer dizer love, amor). sim, os nomes por lá costumam ter significado conhecido por cada um. massa, né? e eles são dois queridos! muito respeitosos e tranquilos.

sério, indico demais. principalmente se você for mulher e estiver viajando sozinha, como eu estava, é importantíssimo escolher bem a agência e os guias. quer falar comigo sobre a experiência com essa agência? me manda uma DM.

adis abeba: a nova flor

Adis Abeba, a capital etíope. esse nome significa ‘a nova flor da África’. o nome foi dado por uma rainha desse império, quando subiu a um dos pontos mais altos da cidade e decidiu que, ali, eles criaram a capital. essa história quem me contou foi o Assefa, o guia mais risonho que já conheci, e que me acompanhou nos meus passeios pela Etiópia.

a capital etíope é bem grande, embora o centro mais conhecido seja concentrado. a questão é que Adis cresce espalhada. é linda e contraditória. com riquezas e desigualdades, que acredito que quem é brasileiro consegue ter a consciência dessa realidade por vezes bem parecida com a nossa.

impressões e dicas

particularmente, a minha experiência com a recepção do povo etíope foi muito boa. mas vale falar de algumas impressões e dicas:

  • língua nacional: é o amárico. que vem do tronco linguístico semítico. (mesmo do árabe, por exemplo). o amárico foi escolhido para ser a língua de trabalho do país, que tem cerca de 80 idiomas falados por lá. mas me senti bem tranquila, porque no setor do turismo, a maioria de quem encontrei falava inglês.
  • mulher viajando sozinha: me senti relativamente segura. infelizmente, ser mulher é estar alerta em todos os locais, então nada de novo. uma questão é que muitos homens perguntaram sobre meu marido (risos), mas isso costuma acontecer sempre que viajo sozinha (no Brasil, inclusive).
  • táxi: não pegue. foi o que ouvi de toooodo mundo. inclusive dos meus amigos dos hotéis. o que todos indicam é usar um app local chamado RIDE;
  • internet: não conte com ela. haha tô rindo, mas é de nervoso. mesmo no wi-fi o sinal é bem ruim. eu fui com um pacote internacional da Claro, e tentei também da Vivo, e simplesmente não rolou. acredito que o lance seja comprar um chip local, coisa que acabei não fazendo, mas não recomendo, rs;
  • segurança: em todos os hotéis, e até um bar que fui, há revistas e/ou detectores de metais. isso pode dar um clima um pouco tenso, mas entendo que é uma questão de segurança que só a história do país pode explicar;
  • segurança 2: como sempre faço, converso bastante com a equipe do hotel onde estou sobre os locais e a segurança neles. só saí sozinha à noite quando um amigo que mora lá me acompanhou. e durante o dia, é aquela coisa de evitar sair com o celular à mostra, etc. natural para quem vive em São Paulo;
  • moeda: Birr etíope. já vi sites indicando comprar a moeda de forma irregular, porque é muito mais barato. e, sim, vão te oferecer. mas eu indico usar um daqueles cartões de viagem para pagar hotéis e passeios turísticos, e pedir indicação de casas de moeda confiáveis para ter um trocado em dinheiro. o Birr está bastante desvalorizado, então poucos dólares vão resultar em um bolo de dinheiro local, não se assuste;

história milenar

império e resistência. a etiópia já foi um império, sabia? também conhecida como Abissínia, nome que até hoje é bem simbólico por lá e batiza até um banco do país. fiquei impressionada em ver como os etíopes conhecem sua história e fazem questão de contá-la. o país tem uma questão bem forte de demonstrar autoestima, principalmente em relação a países colonizadores, como os da europa.

aliás, a Etiópia se orgulha de ser o único país da África a nunca ter sido colonizado. apesar de ter sido ocupado pela Itália durante alguns anos, a nação manteve sua identidade ao máximo que pôde. isso, talvez, explique um pouco o que comentei sobre a segurança reforçada que vi por lá. mas isso é só uma impressão de quem veio de fora e ainda tem muito o que aprender sobre esse país.

a resistência etíope aos colonizadores é muito simbólica para o continente africano como um todo. tanto é que as cores da bandeira do país estão estampadas em várias outras bandeiras dos vizinhos, e ilustram as cores do movimento Pan-Africano.

com uma história tão longa, claro que uma parada obrigatória era o Museu Nacional da Etiópia! lá você vai descobrir porque o país, inclusive, também é citado por muitos como berço da humanidade. ❤

um dos pontos altos do museu é ver de perto a Lucy. ou Dinkinesh! quando foi descoberta, ela era o fóssil do hominídeo mais antigo do mundo. encontrado e conservado lá na Etiópia! o fóssil fica no laboratório do museu, e uma réplica está à disposição dos turistas, olha só:

tem tanta coisa que eu podia falar sobre esse museu. as artes de diferentes períodos e influências. os fósseis. os artefatos e utensílios antigos e os clássicos (usados até hoje!) de diferentes tribos da nação.

para você ter ideia, uma das coisas mais delicada e simbólica que vi foram banquinhos! isso mesmo. cada região e tribo etíope tem seu próprio estilo de bancos, usados para diferentes atividades. depois, eu vi como são usados na prática, inclusive nas cerimônias do café. mas isso é papo para um outro texto que #vemaí! fica de olho nesse blog 🙂

e, se quiserem, posso escrever sobre o Merkato, maior mercado a céu aberto da África, as igrejas que visitei e +! me conta lá no instagram/tha.experimentando se querem. E:

aproveita e se inscreve na newsletter!

Processando…
Sucesso! Você está na lista.

degustação de cafés etíopes! quer viver essa experiência?

eu finalmente fui pra ETIÓPIA! país que é berço do café! e vou oferecer uma experiência de degustação. quer participar? vem ler como.

eu finalmente fui pra ETIÓPIA! país que é berço do café! e antes de contar TODA essa saga por aqui no blog, resolvi fazer diferente.

em Poços de Caldas (MG), vai rolar uma degustação dos cafés que eu trouxe!

serão 4 cafés + um papo onde conto sobre esse país incrível!
(aproveita e já me segue nos insta @tha.experimentando).

em Minas, vai ser parceria com a Target Coffee!

gratuito! vagas limitadas 🙂

quando? sábado, dia 11 de março, às 14h00
onde? na Target Coffee: R. Peru, 139 – 1 – Jardim Quisisana, Poços de Caldas
como? se inscreva no formulário, abaixo:

degustação de cafés etíopes!

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Agradecemos pela sua resposta. ✨

dia 11 de março, hora(obrigatório)

minifestival de cafeterias + grãos da Chapada Diamantina

tá rolando um minifestival por cafeterias da capital! degustação, workshop e venda de um café que é produto social. vamos lá que te conto 😉:

BAITA notícia pros paulistanos e região! até o dia 06 de fevereiro tá rolando um minifestival por cafeterias da capital! e mais: a iniciativa gira em torno de divulgar um café. não, um cafezão. um produto social. vamos lá que te conto 😉:

a iniciativa é da Nescafé Origens do Brasil, a marca sustentável de cafés da Nestlé. mas a real é que esse Minifestival de Cafeterias tem um propósito maior: mostrar novo Origens do Brasil Fazedores de Café. Essa latinha carrega o café especial (já móido, tá?) produzido na Chapada Diamantina (BA) por alunos que participaram de um projeto incrível. o Fazedores de Café!

os Fazedores de Café

essa iniciativa merece um texto só dela, masss vou resumir aqui pro cê. o Fazedores é um projeto que forma jovens, em situação de risco, na profissão de barista! foi criado pelo Sofá Café e apoiado por professores fodas da área. recentemente, o Fazedores capacitou também jovens cafeicultores. Aí entrou o apoio da Nescafé. e dessa parceria nasceu o primeiro produto social da Nescafé no mundo.

>>> confere os conteúdos sobre esse café e MUITO mais lá meu instagram! @tha.experimentando!

TCHANDÃN! essa latinha aqui vai ter seu valor revertido para o próprio Fazedores! massa, né?

cafézão. e como instrumento de transformação social.

o que é que esse café tem? a descrição é de aroma de rapadura, melaço e frutas secas. 😮

o minifestival em SP

nessa primeira edição, o minifestival faz um giro pela capital paulista, (inclusive, ele começou logo no aniversário de 469 anos de São Paulo, 25 de janeiro). mas calma que vai até 6 de fevereiro! e passa por cinco cafeterias de excelência: Sofá Café, Fora da Lei, Futuro Refeitório, Over Coffee Roasters e Perseu.

o que vai rolar? degustação gratuita do Origens do Brasil Fazedores de Café! e claro, as latinhas desse café vão estar à venda! e em um pack limitado, viu? o kit inclui uma xícara desenvolvida pelas neurocientistas Fabiana Carvalho e Maísa Mancini, do projeto The Coffee Sensorium.

vão rolar também workshops de barismo gratuito com Renan Dantas, barista premiado da Nescafé. Interessados em participar devem contatar diretamente a cafeteria selecionada para reservar sua vaga.

SERVIÇO MINI FESTIVAL DE CAFETERIAS NESCAFÉ ORIGENS E WORKSHOPS:

OVER COFFEE
Workshop: 27/01, às 10h-11h e 16h-17h.
Endereço: R. Eugênio de Medeiros, 466 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05425-001
Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 10h às 17h e aos sábados das 10h às 15h.

SOFÁ CAFÉ
Workshop: Dias 30/01, às 11h, e 31/01, às 14h.
Endereço: R. Jaguaribe, 258 – Consolação, São Paulo – SP, 01224-000
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 08h às 18h30, sábados e domingos das 10h às 18h.

PERSEU
Workshop: Dia 31/01, às 9h.
Endereço: Alameda Santos, 2.159 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01419-002
Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 08h às 23h, aos sábados das 09h às 23h e domingos das 09h às 21h.

FORA DA LEI CAFÉ
Workshop: Dia 01/02, às 9h.
Endereço: R. Cubatão, 131 – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04013-040
Horário de funcionamento: Segunda a sábado, das 10h às 18h, e domingos das 11h às 17h.

FUTURO REFEITÓRIO
Endereço: R. Cônego Eugênio Leite, 808 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05414-001
Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira, das 08h às 22h, aos domingos das 09h às 16h.

modelar minhas próprias canecas foi o melhor presente que fiz por mim

na reta final de 2022, fiz a oficina de cerâmica que mentalizo há vários anos… e saí com 2 canecas de café feitas por mim!

torno de cerâmica. cena e um filme antigo ou sonho não realizado da infância? bom, nenhum os dois porque não foi dessa vez. o torno é para os mais safos. mas eu dei meu primeiro passo! na reta final de 2022, fiz a oficina de cerâmica que mentalizo há vários anos… coloco em listinhas. e finalmente, coloquei em prática.

talvez tenha sido um dos melhores presentes que me dei. cá entre nós, eu estava merecendo. e é tão engraçado ter consciência disso. verbalizar. escrever. EU MEREÇO me proporcionar isso. e ainda ganhar 2 canecas de café feitas por mim mesma!

colocar a mão na massa, literalmente. lembrei tanto das aulas de artes que fiz na infância na Galeria Ziriguidum… minha professora mais inspiradora, a Dalmoni, vivia trazendo novas ideias, objetos, materiais. e um dia ela trouxe argila. e madeirinhas pra apoiar a argila. eu lembro da delícia que foi colocar a mão naquela espécie de terra. e entender como funcionava. de ir borrifando mais água, caso começasse a secar… e de ir apertando e ferindo a massa.

copinho de café… galático, tortinho. meu!

argila vira cerâmica

nessa época eu fazia esculturas. e tomei gosto pelas miudezas. pequenos porquinhos. ou pessoinhas. cachorrinhos aos montes. alguns mini vasos.

dessa vez, aprendi a abrir a massa. respeitando um processo de argila que eu não conhecia. o que faz ela se tornar cerâmica. nas minhas aulas de arte, minhas esculturazinhas não iam ao forno e nem se tornavam utilitárias. eu podia estar viajando enquanto às fazia… mas dessa vez, parece que a atenção plena se fez mais presente. ainda assim, tive boas companheiras de aprendizado. dei risada. me reconcentrei. relaxei. e me senti satisfeita em uma atividade com zero pretensão de ser perfeita. ❤ (isso sim foi perfeito! irônico, mas true).

agora, minhas observo minhas duas canecas esculturas. encho uma com café. a outra com chá. e vejo como brilham no sol… como foi delicioso e difícil ter feito cada uma delas. tem todo o cuidado para não deixar as rachaduras se criarem. e as ideias mil de como modelar… o que elas iam ser, afinal de contas! caneca? prato? copinho?

ou canequinha de chá com alça-apoio de coher? temos! fiz!

as minhas duas quiseram ser… porque, né, primeira aula… a argila ainda escolhe muito mais do que eu. mas quem sabe… quem sabe com mais treinos eu não posso descobrir como fazer um porta filtros? uma chaleira? meu próprio jogo de café. e tanto mais momentos de presente pra mim mesma.

ah, a oficina eu fiz na Respiro, com lana. uma queridíssima! quem sabe tu não se anima a se dar esse presente, onde quer que seja?

cafés especiais, cachaça e doces mineiros de Cabo Verde

testei em primeira mão um roteiro turístico da Região Vulcânica! Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas no Caminhos Gerais.

pense numa viagem com simplicidade e, daquela mais que especial. Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas em um roteiro dos Caminhos Gerais

eu amo pegar a estrada e passar uns dias na roça. até aqui, nada de surpreendente, né? falo muito de turismo rural. e tem aumentado TANTO no nosso BR! mas quando se fala em Região Vulcânica, a coisa fica melhor ainda.

há uns 55 quilômetros de Poços de Caldas, fica Cabo Verde. cidadezinha com igreja fofa e uns baita morros. típico Sul de Minas. e com muitos tesouros que vão se tornar um roteiro turístico organizado pelo Caminhos Gerais. sorte a minha que fui convidada para um ‘teste’ desse tour!

conheci três famílias produtoras de café, uma outra que tem seu próprio alambique!, e ainda a associação de artesãs e artesãos locais. prepara o bucho e os olhos para essa experiência:

melhores cafés

NO DIA SEGUINTE à premiação dos melhores cafés de Cabo Verde e da Região Vulcânica? partimos para o tour! no time, pessoas incríveis como a Vânia Marques e a Mariana Proença.

a primeira parada – e banquete – foi na família Palma. lá na Serra de São Bartholomeu, os avós, pais e a Raiza, seu irmão Henrique, além da esposa dele, Marcela, produzem café a 1.150 metros de altitude!

desse agricultura familiar resultaram muitas homenagens, como a marca Café Mãe Cota, que faz menção à avó da família. e como eles experimentam em outrooos cultivos, tem também nome do avô por aí. Conto + depois dessa galeria de fotos:

1: plantação de lúpulo / 2: café mãe cota / 3: e degustação!

pois uma das outras culturas que os Palm produzem é o lúpulo! eu nunca tinha visto isso de perto. a planta vai se agarrando em fios pra crescer. uma espécie de trepadeira mesmo. ali, eles estão experimentando diferentes variedades para descobrir qual se adequa melhor. enquanto isso, eles fazem para consumo próprio… e o Henrique contou que vai provando, né? 😛

cachaça artesanal

e como álcool bom é álcool variado, a família também criou a “cachaça” João Fortes. o destilado, acredite, leva café no seu processamento! há 3 anos, a família desenvolveu essa técnica que usa o café ainda em formato de fruto para fazer a pinga.

então, na verdade, não é uma cachaça porque não leva cana… mas cê vai me perdoar porque te peguei pela palavra e agora deu vontade de provar, né?

como eles mesmos definem, é “destilado fino obtido de cerejas de café“. essa já tem pra vender. eu provei. e, não sou especialista, mas ó: coisa boa!


outra cachaça das boas que descobrimos foi a do seu Ednilson de Paula. ele e a família tem nada menos do que um alambique para chamar de seu! lá no Sítio Santa Bárbara ele e a esposa, Sirlene, e o filho produzem uma cachaça que começaram a desenvolver há 20 anos.

eles produzem a própria cana, e fazem todo o processo até chegar aos carvalhos. lá, a cachaça descansa em tonéis de carvalho ou jequitibá. é coisa de primeira mesmo, viu:

cafés campeões

e se a família Palma ficou em nono lugar, entre os cafés chamados de CD, do concurso da Região Vulcânica… o Jucemar Alves Moreira e sua família, ficaram em oitavo lugar! e o filho, Gustavo, apresentou a lavoura pra gente! a 1.230 metros, o cafezal deles fica no Córrego dos Silva. e tem uma das vistas mais lindas da cidade. café bom e passeio incrível, temos!

quem também ficou entre os top 10, só que na categoria de café natural, foi o Ivan Santana. também passamos pelas lavouras dele, que é também provador e torrador muito bem falado, viu?

para além das lavouras, vimos também outra etapa importante: a secagem do café. aí ficou por conta do Leandro, do Café Córrego Fundo, mostrar seus grãos bem esparramados no terreiro suspenso (foto no topo do texto). arrisco que essa é uma das cenas que mais vai encantar os turistas. e são 30 dias pra secar o café, então tempo vai ter!

docidileite e doces de vó

e pra concluir de um jeito mais doce do mundo? muita arte! e siiim: doce caseiroo! visitamos a Casa do Artesão! e eu saí carregada de doces, porque era óbvio! haha teve pra todo gosto. o clássico doce de figo pro meu pai. um doce de leite clarinho e incrível pra mim. e um doce feito com casca de limão, só pra não dizerem que não experimentei algo totalmente novo!

lá também tinham muitos objetos feitos com madeira de cafezal. coisa linda e fina. com um acabamento e cores… de encantar. além de colchas, e muitos bordados. sou suspeita, sempre quero levar tudo.

os doces são INCRÍVEIS. e olha o cuidado com que as artesãs também fazem as embalagens!

bônus: café do jacu

quem aí já ouviu falar de ‘um dos cafés mais caros do mundo’? frequentemente, alguém me pergunta sobre o café do jacu. esses grãos são coletados por pássaros, os jacus. eles são bem seletivos, só comem os frutos maduros. e daí alguém – sabe lá o que passa na caixola das pessoas – teve a ideia de recolher os grãos que ficam nas fezes do pássaro, higienizá-los, e fazer um lote.

existem cafés processados do mesmo jeito, mas com fezes de outros animais. só posso dizer que nesse caso aqui, ficou muito bom mesmo. o Leandro percebeu as visitas dos jacus na sua lavoura e ficou de olho para conseguir coletar o suficiente pra fazer uma edição limitada.

pra mim, vale a experiência! se os bichinhos foram soltos como é aqui nesse caso, e o processo for bem feito, o resultado é um café doce, mas exótico. difícil de descrever.

mas sabe o que vale mesmo? fazer um roteiro assim. com quem produz te guiando… sabendo as melhores vistas! os detalhes que só quem vive aquilo ali pode te revelar. valeu demais mesmo visitar Cabo Verde.

bom demais dividir esse dia com esses queridos!

uma ‘boa cafeteria’ tem que ser descolada?

(já dá pra saber a resposta pela minha cara na foto que abre esse texto) eu tava em uma cafeteria lindíssima. descolada. ponto alto de Cusco, no Peru. e o espresso? bom. acidez nível chupando limão e equilíbrio nível nenhum.

mas essa provocação do ‘ah, se tem cara de ‘não-descolada’ eu nem vou’ é coisa que percebi nos últimos tempos. ouvi, mais de 1 vez, sobre o que se considera uma boa cafeteria. eee como dou um boi pra não entrar em treta, e 1 boiada pra não sair dela… vou falar uma paradinha pra vocês 😊. a fórmula mágica não existe. é um lugar descolado? que tem um café que custe o salário mínimo? ou aquele que te falaram que é incrível? pequeno? grande? salões e cadeiras coloridas? minimalista?

eu não sei. só posso te dizer: nem tudo que reluz é ouro. nem tudo que é descolado é de qualidade. nem todo dinheiro que cê paga no seu pacotinho remunera bem os elos da cadeia. de produtor à barista. a cafeteria que cê paga um pau tá devendo algum deles? talvez sim.

são muitos pontos que compõe um lugar bacana. mas eu olho muito o café especial como 2 coisas: o produto em si. e as pessoas que fazem ele. tem tanto pacotinho sendo vendido como exótico, mas que só é médião. e tanto lugar bonito que não dá nome e nem protagonismo pra quem produziu.

só um café bom. é tão bom!

fico pensando… qual o problema de vender um café que é bom. e dizer isso. e qual o problema de ser bom? bom é uma delícia. é o suficiente em boa parte dos meus dias, inclusive!

só que parece que os descolados não concordam. ou não querem concordar. pra cobrar 60 reais em 150 gramas… eu realmente creio que o café PRECISA SER INCRÍVEL. e dizer de onde veio, quem produziu, torrou… e pagar bem cada parte envolvida.

enfim. pode cobrar caro, porque vai ter público. pode ter um espaço descoladão, porque vai ter cliente. pode – e deve – aparecer nas mídias. se posicionar. eu amo isso tudo. e agrega valor mesmo. MAS concluir que ‘só’ por isso o café é bom? já é outra história…

tem muito pacotinho no kraft que tá entregando mais que embalagem requentada. e muita portinha ou salãozão que vende de tudo, comida, drinks, doces… mas que mesmo assim tira um espresso muito bem tirado. eu amo demais essa sensação. e tenho pensado… ‘instagramável é daora. mas amável é bem melhoooor!’.

experimentei congelar café pra durar mais

e aí, será que dá certo?

guardar café na geladeira não rola. mas e no congelador? *alerta polêmica* (nunca achei que ia usar tanto esse aviso aqui nesse blog kkkkring)

eu achava muuuuito estranha essa ideia de congelar café (em grãos) para conservar por mais tempo. e adianto que há controvérsias até entre os especialistas que já li e ouvi… MAS, né. experimentar é a regra por aqui.

ok, na verdade eu apelei pra isso porque do mais absoluto NADA me tornei uma acumuladora de cafés. recebidos reais 💛, cafés que ganhei de amigues 💛 e comprados gringos! ou seja, desespero pra tomar tanto café sem perder os sabores e cheirinhos e tudo mais.

por isso, decidi experimentar congelar alguns deles. a ideia é conservar os sabores e aromas… tentar paralisar mesmo o processo de envelhecimento por um tempo. e quando tiver espaço pra ele, aí sim, abrir a embalagem e consumir. e a experiência…

… deu bom quando:

  • eu decidi mandar pro freezer logo. sem enrolação. chegou, foi pro freezer.
  • escolhi os cafés em pacotes mais ‘isolantes’ quanto fosse possível. fechadíssimo. a vácuo, etc.
  • tinha muitos cafés ao mesmo tempo. e assim, consegui provar cada um de uma vez, e acredito que no melhor que cada um tinha pra oferecer.

minhas impressões quando tirei do freezer e logo moí é que isso até facilitou o processo da moagem. mais uma vez, Keiko Sato estava certa. quem acompanha este blog sabe que aqui celebramos essa pequena mestra do café (segue ela lá no insta, aliás @akeikosato). ela foi uma das que me incentivou a congelar grãos.

claro, nem tudo é só alegria… por isso, quando tive experiências ruins, fiz o que qualquer adulta madura faria: chorei muito pois o café está caro demais pra desperdiçar!!! e depois refleti sobre o que eu tinha feito de diferente…. e que poderia ter zuado o rolê. confira meus erros pra não chorar pelos mesmos motivos:

deu ruim quando:

  • usei café com embalagem de papelão por fora. por maaaais que o café mesmo estivesse dentro de uma embalagem metalizada, senti que o papelão absorveu muita umidade… e, enfim, deu ruim.
  • deixei tempo demais no freezer. lembrem-se crianças, a oxidação chega pra todos… mesmo os que tentam se auto congelar pra sempre, rs.
  • tirei do freezer e demorei pra consumir. vide motivo acima :B.

mas e tu? já fez esse teste? quero muito saber se deu bom! e pegar mais diquinhas de como manter meu café delícia por mais tempo. ou do que ~evitar~ fazer.

vamo se falando?

aproveita e me segue no instagram @tha.experimentando! lá eu mostro quais cafés ando tomando... lugares que fui! e outras experimentações do dia a dia. (além dos perrengues do proletariado brasileiro pra tomar cafés bãos).

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