minifestival de cafeterias + grãos da Chapada Diamantina

tá rolando um minifestival por cafeterias da capital! degustação, workshop e venda de um café que é produto social. vamos lá que te conto 😉:

BAITA notícia pros paulistanos e região! até o dia 06 de fevereiro tá rolando um minifestival por cafeterias da capital! e mais: a iniciativa gira em torno de divulgar um café. não, um cafezão. um produto social. vamos lá que te conto 😉:

a iniciativa é da Nescafé Origens do Brasil, a marca sustentável de cafés da Nestlé. mas a real é que esse Minifestival de Cafeterias tem um propósito maior: mostrar novo Origens do Brasil Fazedores de Café. Essa latinha carrega o café especial (já móido, tá?) produzido na Chapada Diamantina (BA) por alunos que participaram de um projeto incrível. o Fazedores de Café!

os Fazedores de Café

essa iniciativa merece um texto só dela, masss vou resumir aqui pro cê. o Fazedores é um projeto que forma jovens, em situação de risco, na profissão de barista! foi criado pelo Sofá Café e apoiado por professores fodas da área. recentemente, o Fazedores capacitou também jovens cafeicultores. Aí entrou o apoio da Nescafé. e dessa parceria nasceu o primeiro produto social da Nescafé no mundo.

>>> confere os conteúdos sobre esse café e MUITO mais lá meu instagram! @tha.experimentando!

TCHANDÃN! essa latinha aqui vai ter seu valor revertido para o próprio Fazedores! massa, né?

cafézão. e como instrumento de transformação social.

o que é que esse café tem? a descrição é de aroma de rapadura, melaço e frutas secas. 😮

o minifestival em SP

nessa primeira edição, o minifestival faz um giro pela capital paulista, (inclusive, ele começou logo no aniversário de 469 anos de São Paulo, 25 de janeiro). mas calma que vai até 6 de fevereiro! e passa por cinco cafeterias de excelência: Sofá Café, Fora da Lei, Futuro Refeitório, Over Coffee Roasters e Perseu.

o que vai rolar? degustação gratuita do Origens do Brasil Fazedores de Café! e claro, as latinhas desse café vão estar à venda! e em um pack limitado, viu? o kit inclui uma xícara desenvolvida pelas neurocientistas Fabiana Carvalho e Maísa Mancini, do projeto The Coffee Sensorium.

vão rolar também workshops de barismo gratuito com Renan Dantas, barista premiado da Nescafé. Interessados em participar devem contatar diretamente a cafeteria selecionada para reservar sua vaga.

SERVIÇO MINI FESTIVAL DE CAFETERIAS NESCAFÉ ORIGENS E WORKSHOPS:

OVER COFFEE
Workshop: 27/01, às 10h-11h e 16h-17h.
Endereço: R. Eugênio de Medeiros, 466 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05425-001
Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 10h às 17h e aos sábados das 10h às 15h.

SOFÁ CAFÉ
Workshop: Dias 30/01, às 11h, e 31/01, às 14h.
Endereço: R. Jaguaribe, 258 – Consolação, São Paulo – SP, 01224-000
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 08h às 18h30, sábados e domingos das 10h às 18h.

PERSEU
Workshop: Dia 31/01, às 9h.
Endereço: Alameda Santos, 2.159 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01419-002
Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 08h às 23h, aos sábados das 09h às 23h e domingos das 09h às 21h.

FORA DA LEI CAFÉ
Workshop: Dia 01/02, às 9h.
Endereço: R. Cubatão, 131 – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04013-040
Horário de funcionamento: Segunda a sábado, das 10h às 18h, e domingos das 11h às 17h.

FUTURO REFEITÓRIO
Endereço: R. Cônego Eugênio Leite, 808 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05414-001
Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira, das 08h às 22h, aos domingos das 09h às 16h.

cafés especiais, cachaça e doces mineiros de Cabo Verde

testei em primeira mão um roteiro turístico da Região Vulcânica! Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas no Caminhos Gerais.

pense numa viagem com simplicidade e, daquela mais que especial. Cabo Verde está preparando tudo pra receber turistas em um roteiro dos Caminhos Gerais

eu amo pegar a estrada e passar uns dias na roça. até aqui, nada de surpreendente, né? falo muito de turismo rural. e tem aumentado TANTO no nosso BR! mas quando se fala em Região Vulcânica, a coisa fica melhor ainda.

há uns 55 quilômetros de Poços de Caldas, fica Cabo Verde. cidadezinha com igreja fofa e uns baita morros. típico Sul de Minas. e com muitos tesouros que vão se tornar um roteiro turístico organizado pelo Caminhos Gerais. sorte a minha que fui convidada para um ‘teste’ desse tour!

conheci três famílias produtoras de café, uma outra que tem seu próprio alambique!, e ainda a associação de artesãs e artesãos locais. prepara o bucho e os olhos para essa experiência:

melhores cafés

NO DIA SEGUINTE à premiação dos melhores cafés de Cabo Verde e da Região Vulcânica? partimos para o tour! no time, pessoas incríveis como a Vânia Marques e a Mariana Proença.

a primeira parada – e banquete – foi na família Palma. lá na Serra de São Bartholomeu, os avós, pais e a Raiza, seu irmão Henrique, além da esposa dele, Marcela, produzem café a 1.150 metros de altitude!

desse agricultura familiar resultaram muitas homenagens, como a marca Café Mãe Cota, que faz menção à avó da família. e como eles experimentam em outrooos cultivos, tem também nome do avô por aí. Conto + depois dessa galeria de fotos:

1: plantação de lúpulo / 2: café mãe cota / 3: e degustação!

pois uma das outras culturas que os Palm produzem é o lúpulo! eu nunca tinha visto isso de perto. a planta vai se agarrando em fios pra crescer. uma espécie de trepadeira mesmo. ali, eles estão experimentando diferentes variedades para descobrir qual se adequa melhor. enquanto isso, eles fazem para consumo próprio… e o Henrique contou que vai provando, né? 😛

cachaça artesanal

e como álcool bom é álcool variado, a família também criou a “cachaça” João Fortes. o destilado, acredite, leva café no seu processamento! há 3 anos, a família desenvolveu essa técnica que usa o café ainda em formato de fruto para fazer a pinga.

então, na verdade, não é uma cachaça porque não leva cana… mas cê vai me perdoar porque te peguei pela palavra e agora deu vontade de provar, né?

como eles mesmos definem, é “destilado fino obtido de cerejas de café“. essa já tem pra vender. eu provei. e, não sou especialista, mas ó: coisa boa!


outra cachaça das boas que descobrimos foi a do seu Ednilson de Paula. ele e a família tem nada menos do que um alambique para chamar de seu! lá no Sítio Santa Bárbara ele e a esposa, Sirlene, e o filho produzem uma cachaça que começaram a desenvolver há 20 anos.

eles produzem a própria cana, e fazem todo o processo até chegar aos carvalhos. lá, a cachaça descansa em tonéis de carvalho ou jequitibá. é coisa de primeira mesmo, viu:

cafés campeões

e se a família Palma ficou em nono lugar, entre os cafés chamados de CD, do concurso da Região Vulcânica… o Jucemar Alves Moreira e sua família, ficaram em oitavo lugar! e o filho, Gustavo, apresentou a lavoura pra gente! a 1.230 metros, o cafezal deles fica no Córrego dos Silva. e tem uma das vistas mais lindas da cidade. café bom e passeio incrível, temos!

quem também ficou entre os top 10, só que na categoria de café natural, foi o Ivan Santana. também passamos pelas lavouras dele, que é também provador e torrador muito bem falado, viu?

para além das lavouras, vimos também outra etapa importante: a secagem do café. aí ficou por conta do Leandro, do Café Córrego Fundo, mostrar seus grãos bem esparramados no terreiro suspenso (foto no topo do texto). arrisco que essa é uma das cenas que mais vai encantar os turistas. e são 30 dias pra secar o café, então tempo vai ter!

docidileite e doces de vó

e pra concluir de um jeito mais doce do mundo? muita arte! e siiim: doce caseiroo! visitamos a Casa do Artesão! e eu saí carregada de doces, porque era óbvio! haha teve pra todo gosto. o clássico doce de figo pro meu pai. um doce de leite clarinho e incrível pra mim. e um doce feito com casca de limão, só pra não dizerem que não experimentei algo totalmente novo!

lá também tinham muitos objetos feitos com madeira de cafezal. coisa linda e fina. com um acabamento e cores… de encantar. além de colchas, e muitos bordados. sou suspeita, sempre quero levar tudo.

os doces são INCRÍVEIS. e olha o cuidado com que as artesãs também fazem as embalagens!

bônus: café do jacu

quem aí já ouviu falar de ‘um dos cafés mais caros do mundo’? frequentemente, alguém me pergunta sobre o café do jacu. esses grãos são coletados por pássaros, os jacus. eles são bem seletivos, só comem os frutos maduros. e daí alguém – sabe lá o que passa na caixola das pessoas – teve a ideia de recolher os grãos que ficam nas fezes do pássaro, higienizá-los, e fazer um lote.

existem cafés processados do mesmo jeito, mas com fezes de outros animais. só posso dizer que nesse caso aqui, ficou muito bom mesmo. o Leandro percebeu as visitas dos jacus na sua lavoura e ficou de olho para conseguir coletar o suficiente pra fazer uma edição limitada.

pra mim, vale a experiência! se os bichinhos foram soltos como é aqui nesse caso, e o processo for bem feito, o resultado é um café doce, mas exótico. difícil de descrever.

mas sabe o que vale mesmo? fazer um roteiro assim. com quem produz te guiando… sabendo as melhores vistas! os detalhes que só quem vive aquilo ali pode te revelar. valeu demais mesmo visitar Cabo Verde.

bom demais dividir esse dia com esses queridos!

uma ‘boa cafeteria’ tem que ser descolada?

(já dá pra saber a resposta pela minha cara na foto que abre esse texto) eu tava em uma cafeteria lindíssima. descolada. ponto alto de Cusco, no Peru. e o espresso? bom. acidez nível chupando limão e equilíbrio nível nenhum.

mas essa provocação do ‘ah, se tem cara de ‘não-descolada’ eu nem vou’ é coisa que percebi nos últimos tempos. ouvi, mais de 1 vez, sobre o que se considera uma boa cafeteria. eee como dou um boi pra não entrar em treta, e 1 boiada pra não sair dela… vou falar uma paradinha pra vocês 😊. a fórmula mágica não existe. é um lugar descolado? que tem um café que custe o salário mínimo? ou aquele que te falaram que é incrível? pequeno? grande? salões e cadeiras coloridas? minimalista?

eu não sei. só posso te dizer: nem tudo que reluz é ouro. nem tudo que é descolado é de qualidade. nem todo dinheiro que cê paga no seu pacotinho remunera bem os elos da cadeia. de produtor à barista. a cafeteria que cê paga um pau tá devendo algum deles? talvez sim.

são muitos pontos que compõe um lugar bacana. mas eu olho muito o café especial como 2 coisas: o produto em si. e as pessoas que fazem ele. tem tanto pacotinho sendo vendido como exótico, mas que só é médião. e tanto lugar bonito que não dá nome e nem protagonismo pra quem produziu.

só um café bom. é tão bom!

fico pensando… qual o problema de vender um café que é bom. e dizer isso. e qual o problema de ser bom? bom é uma delícia. é o suficiente em boa parte dos meus dias, inclusive!

só que parece que os descolados não concordam. ou não querem concordar. pra cobrar 60 reais em 150 gramas… eu realmente creio que o café PRECISA SER INCRÍVEL. e dizer de onde veio, quem produziu, torrou… e pagar bem cada parte envolvida.

enfim. pode cobrar caro, porque vai ter público. pode ter um espaço descoladão, porque vai ter cliente. pode – e deve – aparecer nas mídias. se posicionar. eu amo isso tudo. e agrega valor mesmo. MAS concluir que ‘só’ por isso o café é bom? já é outra história…

tem muito pacotinho no kraft que tá entregando mais que embalagem requentada. e muita portinha ou salãozão que vende de tudo, comida, drinks, doces… mas que mesmo assim tira um espresso muito bem tirado. eu amo demais essa sensação. e tenho pensado… ‘instagramável é daora. mas amável é bem melhoooor!’.

tour cafeinado por Andradas, no Sul de Minas

turismo no Sul de Minas? contei tudo do toru por Andradas. tem cafés especiais de agricultura familiar, vinhos e até um irresistível doce de banana. 😛

turismo no Sul de Minas? é pra já! Andradas tem cafés especiais de agricultura familiar, vinhos e até um irresistível doce de banana.

o Sul de Minas foi feito pra visitar. se achegar. e com um cafézin na mão, então… ahhh. é certeza que a mesa vai estar cheia. mas Andradas é uma cidadezinha dessas que guarda bem mais surpresas.

de agricultura familiar a vinhos e até uma barrinha de doce da banana de lamber os beiços! só de cafeicultura, o município mineiro tem maisde 1.200de pequenas propriedades.

A vista a partir do cafezal da Juliana Lanzani e família.

eu tive a sorte de conhecer algumas famílias ali da região. à convite da Associação da Região Vulcânica, este ano, estive por lá com um grupo de mulheres incríveis. e é o nosso tour que vou deixar registrado aqui. se preparem para fotos de paisagens incríveis e ambientes aconchegantes demais da conta (mais abaixo).

a gente fez um roteiro todo pensado pelo Ulisses Ferreira, que é especialista em comércio justo, o Fair Trade, e tá trabalhando muita na Região.

foi de encher os olhos conhecer a Associação dos Cafeicultores do Bairro Gabirobal, a Acafeg. eles também trabalham com comércio justo. e eu amo demais ver o que pequenos produtos conseguem fazer quando se associam! quem nos recebeu lá foi a querida Aline Benevene Manzoli. também conheci lá a Tamires o seu Domingos, e mais gente querida.

visitamos a lavoura da família Crochiquio, que fica na incrível Serra dos Limas. VALE MUITO A VISTA! eles tem o Café Filhos de José e pensavam em investir em uma pousadinha. eu passaria dias lá, viu? também fomos até a propriedade e casa da Juliana Lanzani, que com a filha tem o @emporiothereza.

e aí, ambas as visitas foi aquela recepção mineira, né mores? comida pra mais de metro. café a rodo… pé de árvore frutífera aqui… docinho pra lá… sol se pondo de babar… só amor. espero que dê pra sacar um pouquinho pelas fotos:

cafés

aliás, olha que turminha boa que tava nesse tour! além da Keiko, teve a Mari Proença, o Ulisses, e equipes da CaféBras, da Farmly, e da prefeitura de Andradas.

bananinhas em barra

acreditem ou não, uma das coisas que mais AMEI nesse roteiro foram as bananas. no pé também, claro. mas principalmente as que viraram doce. fizemos essa parada na fábrica de bananinhas e fomos tão bem-recebidos. nossa!

o nome da marca é Doces Lopes. e fica ali no bairro de Gabirobal. Ali, acompanhamos o processo para fazer as barrinhas. e, claro, provamos esse doce delicioso. e levamos caixas e caixas pra casa. LITERALMENTE.

comer fruta direto do pé é bom. mas você já comeu doce recém-feito na fábrica? :B

flores, vinhos e tanto mais

a real é que meu foco nesse roteiro foi mesmo no café. mas Andradas tem tanto mais! uma das coisas que me encantou ali é a diversidade. de plantações e possibilidades. entre turismo e esportes radicais, a cidadezinha tem, ainda, muito vinho.

prova disso é a Casa Geraldo. conhecida na região, o lugar tem um espaço lindo de degustação. e o melhor: cercado pelos vinhedos. coisa linda que ainda quero muito vivenciar.

fora isso, descobri esse ano que Andradas tá florescendo. literalmente! a cidade se tornou a maior produtora de rosas do País. tem também muito orquidários que, mais uma vez, sou doida pra visitar! e fotografar, claro.

E você, já visitou Andradas? Tem dicas aqui na região? Conta aqui e no instagram.com/tha.experimentando! Aliás, por lá fiz vídeo contando sobre o café da Tamires, uma das agriculturas dessa terrinha que eu conheci! Vem saber mais (e deixar seu like, né?)


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Processando…
Sucesso! Você está na lista.

São Paulo Coffee Festival chegou BEM: experiências e consumo realzão

o que eu vi nesse São Paulo Coffee Festival dificilmente eu vi em outros eventos. experiências, mais diversidade e consumidores reais!

foram 2 anos aguardando essa edição presencial do São Paulo Coffee Festival. E, como diz a chamada na entrada do evento: “CHEGAMOS, SÃO PAULO”. e estreando muito bem, por sinal.

a edição online do ‘SPCF em casa’ já tinha sido linda de ver. mas estar na bienal do Ibirapuera! andando pelos corredores de uma feira exalando café… afff, foi emocionante.

é por isso que quero deixar registrado aqui nesse texto um cadinho do que vi e senti. bora pra esse tour? SÓ ARRASTA PRA LER 🙂

pra consumidor real!

um dos pontos altos dessa feira foi ver gente que curte café, mas não vive café. sim! porque na maior parte dos eventos que acompanho, o público maior é profissional. produtores, torrefadores, baristas… mas e os consumidores?

mas no SPCF a maioria das pessoas circulando eram gente que compra, consome. muitos buscam informação e até estudam a bebida. mas boa parte ‘só’ queria tomar e levar um café bom pra casa! uma moça me perguntou:

-você trabalha com isso? então, me diz, qual café moído é bom para eu comprar?

pergunta genuína. objetiva. e que eu queria muito ter respondido com um ‘DEPENDE’. mas tentei uma manobra, pra não perder de vez essa interlocutora que tava pronta pra me ouvir.

-olha, qual tipo de café você gosta? porque aqui tem de tudo! e na maioria dos estandes você consegue experimentar antes de levar!

assim foi o papo… ela me explicou o tipo de café que gostava. um clássico. simples e ‘forte’. o que eu hoje entendo como um estilo ‘encorpado’, doce, até básico. indicou umas três opções… e lá foi ela. experimentar.

créditos dessas 3 fotos e da foto de abertura desse texto: dos incríveis da Agência Ophelia/Divulgação São Paulo Coffee Festival

experiências e degustações

bom, como boa experimentadooora, eu fiquei de olho no que rolou ali no SPCF. além de todas as aulas nos espaços criados pela organização, o evento tava cheio de possibilidades. cito aqui algumas:

  • harmonização de queijos e cafés! vi + de um estande oferecendo essa delícia;
  • cappuccinos e diversos tipos de bebidas com leite vegetal;
  • opções de sorvetes! pago e/ou grátis (infelizmente, essa não deu pra mim kkkkring);
  • cafés gringos no estande da CULTO;
  • espresso x coado! muitos estandes tinham as duas opções e é uma delícia ver a BAITA diferença que dá o mesmo café dessas duas formas.

diversidade

aqui abro espaço para um debate. havia equilíbrio de origens, etnias e tamanhos o suficiente? não. mas o que eu vi nesse São Paulo Coffee Festival dificilmente eu vi em outros eventos, como um todo. englobo aí os de café, os de alimentação, os nacionais e os gringos onde já estive.

fiquei emocionada de ver famílias pretas passeando pela feira. provando. manjando ou aprendendo de café. vivendo aquilo ali. vi muitas equipes mais diversas do que há alguns anos.

vale dizer que ainda vejo muita padronização como um todo. branquitude. magreza. elitismo.

mas vi muito mais mulheres com a palavra. vi homens e mulheres negras ministrando cursos ou dando aula nos estandes. vi gente diferente. e isso é inspirador pra mim, uma mulher branca cis, mas sem grana e fora do padrão de magreza e de estética, no geral.

falta TANTO! mas, honestamente, é emocionante ver alguma movimentação no setor… é ‘a galera do café’ que precisa mudar como um todo. de pouco em pouco, eu vejo gente entendendo e agindo. é isso que traz mais diversidade pra cá. abrir as portas, os cursos, as vagas de emprego, os holofotes…

que as próximas feiras, cafeterias, torrefações, eventos todos sejam mais recheados de gente diferente. gente do café é gente que parece mais com o nosso país, no melhor sentido dele.

é tudo cappuccino? [+ uma experiência em cafeteria ‘to go’]

sim, lá vou eu em mais um to go. pega e vaza, enfim. mas dessa vez a expectativa era mais alta!

eu fui em uma unidade de um restaurante que amo. sim, lá vou eu em mais um to go. pega e vaza, enfim. se cê não leu o texto anterior, espia aqui. mas dessa vez a expectativa era mais alta. um espaço daquele lugar que eu gosto tanto, e mais pertinho de casa! afff, que alegria. não é bem uma cafeteria, mas tem, adivinhem, cappuccino!

daí que a comidinha tava bem gostosa! mas a apresentação… ou melhor, a entrega? ah. como é que eu vou dizer? seria ok pra um grab and go SE não fosse dentro de um shopping.

por quê? porque ali tem estrutura para as pessoas se sentarem enquanto comem e AÍ SIM, saírem vazado. é coisa básica. uma bandejinha pra apoiar a comida. um copo de um material mais ok. por mais besta que pareça, foi disso que eu senti falta.

e agora vem o questionamento relacionado ao café em si. essa loja vende alguns tipos dele. e eu pedi meu cappuccino. tinha lá no cardápio, uai. pedi. e chegou? bom, um café com um tanto de espuma de leite por cima.

e isso não é cappuccino? bom, vamos ao *polêmica alert*.

por que não chamar de média?

não tem absolutamente nada de errado com o bom e velho pingado. ou numa média. aquele café com leite, namoralzinha. é afetivo. e, se tem ingredientes bons, fica uma delícia sim!

mas daí as marcas querem falar que vendem cappuccino. mocha. unf, respiros fundos. pra quê, gente? se não vai servir o trem que tão prometendo… pra quê?

vamos dar uma olhada nas medidas:

o que é cappuccino?

a marca italiana illy diz: “Um cappuccino corresponde aproximadamente a 150ml de bebida, composta por um espresso (30 ml) + partes iguais de leite e crema de leite“.

mas há controvérsias. nesse artigo do PDG gringo (traduzido), tem algumas opiniões e vivências de baristas sobre.

pois é. no caso do shopping, algumas coisas decepcionaram. a medida menor do que os 150 ml esperados. e o leite que veio pura espuma. não rolou muita cremosidade… enfim.


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Processando…
Sucesso! Você está na lista.

miraram no cappuccino e quase acertaram no macchiato, rs. mas acho que podia ter ficado tranquilamente na brazuca ‘média’, que geralmente acompanha pão na chapa. ia ser lindo! autêntico.

mas a embalagem, olha… ☹️. não por ser descartável, mas por ser de um papel com cara que ia se desfazer.

e aí volta o lance de não ter nem bandeja pra apoiar o pedido, que veio pelando de quente.

a atendente foi muito fofa e me descolou uma bandejinha. mas garantiu que esse não é o costume ali naquela unidade.

ou seja, comida boa. café ok. mas nada exatamente como o ‘combinado’. cappuccino é outro esquema. loja de shopping, pelo menos um pratinho ou bandejinha, é o habitual.

triste. saí com aquela impressão que não valeu, sabe? coisas de uma cliente que, em geral, só não volta mais. e você, já teve experiências assim? ou acha de boas? questão de adaptação aos novos {velhos} tempos?

região vulcânica no coletivo

morar em uma região produtora e ver ela se fortalecendo como coletivo é lindo demais! conto isso e + do que vi no 1º Seminário de Cafés da Região Vulcânica.

o que faz uma região produtora? bom, daria pra ser extremamente técnica. altitude, terroir, limites territoriais… mas em qualquer lista não pode faltar um grupo de pessoas. produtores. e no caso do café, se possível, ao redor deles, torrefadores, baristas, associações e/ou cooperativas.

a palavra região se faz no singular, mas cada vez mais eu tenho visto que na prática, é algo coletivo. plural mesmo.

foi isso que vi no 1º Seminário de Cafés da Região Vulcânica, nessa semana. embora o meu RG diga SP, eu me considero de Poços. cresci aqui. aprendi a ser aqui. e ver essa região se unindo, construindo coisas juntos, é gratificante de verdade.

do solo vulcânico

o evento teve muito conteúdo. só do que eu vi, destaco a palestra sobre o solo vulcânico, com o professor Francisco Ladeira, diretor do Núcleo de Geologia da Unicamp. e sobre cafeicultura conservativa, do Alessandro Guieiro, especialista em microbiologia do solo.

palestra sobre o solo vulcânico.

Ah, o solo vivo! salve Ana Primavesi. essa incrível pesquisadora que, inclusive, foi citada pelo Guieiro na palestra dele. se você, que tá lendo, quer iniciar nessas informações sobre a importância do manejo do solo, eu indico dois livros dela:

  • A Convenção dos Ventos: Agroecologia em Contos. livro delícia de ler, introdutório no tema da agroecologia.
  • e Pergunte o Porquê ao Solo e às Raízes. esse segundo, pra mim, é mais avançado. mas a linguagem da Primavesi e os estudos dela valem muito a pena.
  • p.s: comprando os livros nesses dois links, cê apoia esse blog, que é associado da Amazon. ou seja, uma pequena comissão vem pra monetizar meu trabalho ❤ e você não paga nada a mais por isso!

depois de colhido

além de toda troca sobre produção, o evento teve conteúdos sobre qualidade, marketing e preparo de cafés. aqui, posso dizer que vi um baita workshop sobre fermentação! com a Andrea Braga, da Bourbon Specialty Coffee. tem muitas marcas fermentando cafés de formas diferentes, mas vale lembrar que é preciso cuidado e muitos testes (calma lá com os processos, gente).

e, ainda, uma oficina de mídias sociais. importante demais pra todos, né? de produtor até marca de café torrado, esse é um jogo que a gente precisa aprender a jogar.

e sabe o melhor de tudo? teve muitos cafés diferentes pra provar! mas segura aí, que minhas impressões vou deixar para um #experimentandoCafés exclusivo.

enquanto isso, você pode seguir a página do blog no instagram: @tha.experimentando. e assinar a nossa newsletter. te espero lá!

Cold brew nitro e + no Nightjar Coffee [cafés em Dubai]

no calorão de Dubai, só cafeterias como a Nightjar Coffee salvam! lá tem coldbre nitro e pão indiano. vem descobrir tudo isso :).

ah, o Oriente Médio… 30 graus no inverno. Um clima árido, como se eu acordasse com a textura de tijolo nas narinas.

é brincadeira. mas é sério. e contra essa sensação térmica só uma bebida trincando de geladinha. e, por que não, café nessa temperatura? até tentei pedir outros métodos, mas o cold brew reinou na minha estadia em Dubai em fevereiro deste ano.

essa é a segunda vez que vou pra lá à trabalho [proletária fina]. escrevi todos os detalhes do meu primeiro tour cafeinado pelo emirado nessa reportagem para a agência onde trabalho.

e dessa vez eu queria achar novas cafeterias! a verdadeira alma coffee hunter, né mores. peguei dicas com amigos brasileiros, e sugestões com baristas que conheci lá nos Emirados. e lá fui com meu bloquinho. e – literalmente – muita sede.

Nightjar Coffee

um dos lugares que mais amei conhecer foi a Nightjar Coffee. tanto que fui em duas unidades dessa cafeteria \o/. a primeira foi no Alserkal Avenue. esse bairro era um distrito industrial que virou cultural. é, cercado de galerias, pequenas lojas. e até um cinema!

na Nightjar, dei de cara com mais do que um café. o lugar é restaurante, bar, café, torrefação… e de encher os olhos! a arte que estampa os pacotinhos de café deles tá nas paredes em formato de pôsteres, e até em camisetas à venda. (meu maior arrependimento é não ter comprado uma, inclusive).

Foto:  ©Thais Fernandes de Sousa

coldbrew nitro e gastronomia

quando vi as torneiras no estilo de chopp, já sabia que ia pedir uma bebida gelada! mas me surpreendi com as opções. tem até chá gelado. como aqui o foco é café, fui de coldbrew nitro! o café extraído a frio ganha uma dose de nitrogênio.

e que delícia! realmente esse nitro tava daquele jeito: cremoso e doce. o café é torrado e o coldbre feito na própria loja. tem grãos de lugares tããão diferentes quanto Burundi, Indonésia e El Salvador. e claro, café brasileiro! inclusive, esse foi um dos recomendados pelos baristas da casa <3.

 as torneiras de café, kombucha e chá gelado! Foto: © Thais Fernandes de Sousa

pra acompanhar? era hora do almoço e decidi mandar um prato mais robusto. escolhi o frango assado! a coxa e sobrecoxa estavam deliiiciosas, principalmente quando eu adicionei um molho que eles servem junto!

e pra acompanhar o garçom indicou um pão indiano. o paratha é uma massa frita. bem comum também em países como sri lanka e bangladesh. e bem gostoso.

franguinho acompanhado de pão indiano. Foto:  ©Thais Fernandes de Sousa

ah, e a outra unidade do Nightjar que eu fui? infelizmente, fechou esses dias :/. mas o lugar é tão espetacular que ainda vai valer um texto sobre! fica ligado.

café gelado com limão ou laranja dá bom?

‘hum, mas misturar laranja no café…???” já digo, logo de cara: eu também torcia o nariz. mas agora? NUM CALOR DESSES? me gusta! eu acho que cê vai experimentar e agradecer depois…

masss só tu pode dizer! então, vamo de receitinha?

limão simplão

essa aqui é facin facin. água, CAFÉ DELICIOSO, gelo e limão. a lógica é: o gelo vai derreter depois de um tempinho, então fazer um café concentrado é o ideal.
aqui vai a proporção que eu uso pra ter 1 copo americano:

  • 15 gramas de café
  • 150 ml de água
  • 2 ou 3 rodelas de limão
  • muitcho gelo!

e pra facilitar ainda mais, ó o vídeo:

laranja da elis

e agora participação especial da minha amiga Elis Bambil. a barista curte um café geladim cítrico também. mas ela prefere café com laranja… então, perguntei pra ela: comé que cê faz? e segue a dica dela:

“Miga eu faço que nem cê fez com o limão mesmo. Passo um café mais concentrado, 1:9/1:10 dependendo do café, num copo com gelo e coloco uma rodela e meia de laranja depois do café já pronto. Teve uma época que eu tava mais fancy que eu desidratava a laranja hahahaha”.

FINA né mores? desidratar laranja é outro nível! mas pra iniciar nesse universo, uma boa laranja madura já faz a alegria dos cafeinades.

essas proporções que a Elis citou (1/9 ou 1/10) são as medidas de café (tipo 10 gramas de café) para outro tanto de água (90 ou 100 mls de água). se joga nas continhas e manda a ver aí também! que nem eu fiz, nesse vídeo do instagramhttps://www.instagram.com/p/CY_mQCwpwej/:

mesma proporção, mas dessa vez com laranja… hum!

Harmonizando café com chocolates da Mission

harmonizar alimentos (e não pessoas) é incrível! experimentei unir cafés especiais e chocolates da Mission Chocolate. Se deu bom? IMAGINA!

harmonizar alimentos (e não pessoas) é incrível! com estudo e testes, dá para achar combinações que exaltem o sabor. o aroma. as delícias de cada comidinha ou bebida. pesquisei bastante sobre isso, quando entrevistei a fazedora de chocolates Arcelia Gallardo. ela criou nada menos do que um chocolate ao leite de camela! (aqui cê pode ler a reportagem sobre isso).

bom, daí que quando recebi 4 chocolates diferentes da Mission Chocolate, não tive dúvida. era hora de harmonizar com cafés incríveis!
a harmonização pode ter diferentes técnicas:

  • uma das possibilidades é combinar dois sabores parecidos. doce com doce. salgado com salgado. ácido com ácido.
  • OUTRA? juntar os opostos. uma bebida docinha misturada com um salgado acentuado. um vinho com acidez boa somado a um doce de leite. Huuummm… já dá agua na boca só de pensar.

Chocolate + café – o dream team da harmonização

aqui, a ideia foi complementar. então, busquei um café com características opostas ao do chocolate.
bora lá que vou te contar minhas escolhas. e espero que você se inspire (ou fique com muita vontade) e experimente suas próprias combinações por aí. vamos lá:

1 – Café com acidez e doçura + chocolate ao leite com especiarias

e deu bom! apesar da acidez do café ter ficado menos presente, as especiarias do chocolate foram lá pra cima! e o todo foi doçura boa.

☕ o café que escolhi é o Arara, da rede Santo Grão. a torra é clara e feita pela minha grande amiga Keiko Sato. o resultado é uma bebida docinhaaa e com uma acidez gostosa. eu sinto esse acidinho ainda depois de tomar o café. é o que se chama de retrogosto. chiquérrimo, né?

barras da Mission Chocolate harmonizando com cafés especiais.

🍫 já o chocolate que harmonizei com o Arara foi o Pão de Mel! (passarinho e agora doce?). é, o nome é justamente por conta do projeto da Mission que se chama Sobremesas Brasileiras. nele, a Arcélia, criadora da marca, busca características dos doces nacionais. e, de quebra, ainda apresenta nossas gostosuras pros compradores gringos.

2- Chocolate ao leite de camela + café floralzão

aqui, a ideia foi mesclar a doçura desse chocolatão com a delicadeza de um café com notas florais. deu bom, viu? o chocolate é da marca parceira aqui do blog, a Gamers Coffee (e comprando com cupom EXPERIMENTAL cê tem 10% de desconto). então, capricha na escolha e harmoniza lá.

Chocolate ao leite de camela, e um café floralzão.

3 – Chocolate Cupuaçu com um café de doçura e corpão!

ahhhh, um café encorpado! nada como esse perfilzão para harmonizar com um chocolate complexo que nem esse. a barra tem até pedacinhos de capuaçu! uma explosão de azedinho e textura. foi muito bem com um café menos delicado, que nem esse que é da Associação de Pequenos Agricultores Familiares de Palmeiral, a Assofé.

Café docinho e chocolate com cupuaçu.

4 – Chocolate Arroz Doce somado a um café frutado

e pra concluir, uma barrinha de chocolate branco! mas não só isso. chocolate branco com sabor de ARROZ DOCE. mais uma barra do projeto Sobremesas Brasileiras da Mission. esse chocolate também vem bastante informação de sabores, viu? e doçura alta! por isso, escolho o cafézão Frutas Amarelas, da UCA café orgânico, pra harmonizar. um café com mais acidez pra contrapor a doçura do chocolate. achei que foi bem!

Chocolate Arroz Doce + café frutas amarelas!

AH! no insta @blogexperimental, fiz uma análise em vídeo dessa harmonização! pra assistir, cola aqui ó.

e aí, o que achou das misturas? dá um alô quem também AMA harmonizar café e chocolate. e, claro, manda suas dicas pra cá também. 💅🏼