Cíclicos: o café, eu e você

Dentre taaantas coisas, café é planta. E as plantas, a gente sabe, tem ciclos.
Eu tenho mergulhado em conteúdos sobre a ciclicidade feminina. E, quando parei para pensar? Descobri que isso tem tudo a ver com café! Na verdade, com qualquer alimento à base de plantas.

Tudo é cíclico. Tudo. Da planta ao ser humano. Do café à mulher. Eu amo acompanhar o cafeeiro crescendo. Chuva induz a florada. Nutriente engorda o chumbinho.. que vira fruto maduro no pé. Já falei que é docinho no pé, ne? E igualzinho o café, eu também preciso de água. De sol. De nutriente. Que coisa doida… E a ciclicidade feminina me lembra a do pé de café. O ano pra ele é o mês pra mim. Hora tô quietinha, guardando energia pro coração ou pro fruto. Hora cresço em disparada. Sinto falta do sol. Mas também preciso da chuva pra florir. É tilelê só se a gente não olhar pros outros seres vivos. Tudo que vive é cíclico. Por que a gente não haveria de ser? 💗😊

O ciclo do café

O cafeeiro (planta do café), leva pelo menos 1 ano para dar fruto. Mas, calma lá, que a safra vai ser boa mesmo… só três anos depois! Aquela clássico ‘tudo tem seu tempo’. Se identificou?

Feliz. Isso é muito auto descoberta: sol e plantas…mudam meu humor!

Os produtores, geralmente, compram diretamente as mudas. As sementes crescem nos viveiros. Com o ambiente protegido o suficiente. Luz. Água. Adubação. Tudo na medida. Sóóó depois elas seguem pro campo aberto, pra enfrentar sozinhas o solão, chuva, e o que mais vier.

Tem uma tabelinha muito massa no livro Guia do Barista sobre o que seria um ‘calendário do café’. Mas, hoje em dia, eu já não acho que uma tabela só dê conta das produções que estão espalhadas no mundo todo. Só no Brasil, são mais de 30 regiões produtoras. Cada uma com um clima diferente. Quem tá na Bahia não recebe o mesmo calor do que quem está no Paraná, certo? Daí, o desenvolvimento também muda.

O calendário vai incluir: o preparo do solo. Correção. Adubação. Plantio. Podas… e colheita! Mas isso tudo segue não só as estações do ano. O clima faz muito pela planta! Por exemplo, só tem florada quando a chuva vem. E a gente que vive reclamando dos torós, ein?

Em geral, a danada da colheita se estende de maio até setembro… Mas já tomei muito cafezão colhido em novembro, visse? 🙂 A colheita tardia!

O nosso ciclo

Sobre o meu próprio ciclo, tenho aprendido muito com perfis como o da Nataly Neri. E, mais recentemente, com a Mandala Lunar. Esse livro-agenda é cheio de conteúdos incríveis. Mas o que acho essencial, a mandala em si, está disponível no site, saca só.

Muito mística fuçando na minha Mandala, recém chegada!

A ferramenta é incrível! Tão incrível quanto simples. Com um calendário feito de forma circular, a ideia é que você registre pontos importantes do seu dia em cada pedacinho. Em paralelo a isso, tem o ciclo lunar! Daí a gente vai entendendo como as sensações, humores, disposição, mudam ao longo do mês. Ao longo da lunação.

É muito auto observação. Como eu tô hoje? O que eu quero para daqui uma semana? O que eu preciso plantar agora? E o que, afinal, eu consigo plantar hoje? De exercício físico a descanso e recolhimento. De chocolate à leitura… Nossos momentos vão e vem.

Escrever, pra mim, é terapêutico. Sei que com anotações eu consigo entender melhor o tempo das minhas plantas.. e é a mesma coisa comigo mesma! Em que fase do meu crescimento eu tô? O que eu preciso é sol, ou repouso e clausura?

No fim, é isso. O cafeeiro, eu e você. Cíclicos. Integrados com tudo que tem ao redor. É papo tilelê? Ah, vai. Aqui é o melhor espaço pra eu te dizer: experimenta! Se observa. Anota, confere se tem um ciclo aí… E depois me diz. 🙂

Ah, acho que essa tirinha resume tudo. Em português, é algo como

“Beba água. Tome sol. Você é, basicamente, uma plantinha com sentimentos mais complicados”

Drip Coffee, sachê para coar uma xícara de café por vez

Um sachê pra coar uma xícara por vez. É isso que o drip coffee faz! A invenção é… adivinha? Japonesa! Sim, eles contribuem pra caramba com as criações para consumo do café. Olha só um histórico da patente. A invenção data lá da década de 90!

Como funfa? Cada pacote vem com uma medida igual de café moído. O sachê tem duas abinhas. Funciona como se fosse um origami. Você abre elas para encaixar nas laterais da xícara. Abre a parte de cima do pacote… e tcharãm! Tá pronto pra coar o café na medida pra uma dose.

Abrindo as asinhas do sachê 🙂

Se liga no vídeo que publiquei no instagram @blogexperimental. Mostrando na prática fica facim de sacar.

Pontos fortes: Agilidade no preparo: não precisa nem moer, né?
E dose única. Ou seja, menos desperdício de café.

Pontos fracos: aumento do lixo gerado. Pô, tu vai me falar: mas é só um sachêzinho… Sim, mas na proporção que eu tomo café, isso vira uma montanha! haha. Filtros de papel convencionais fazem mais café por vez = menos filtros descartados por dia.
E menos frescor. Aquela coisa, moer na hora faz muuuita diferença.

Apesar de antiga, essa forma de fazer café ainda não é muito comum aqui no Brasil. Você já conhecia?

Torra fresca em pleno Mercadão de Poços de Caldas

Sentiu o aroma? A Tradi Café torra seus microlotes bem no meio do Mercadão de Poços de Caldas.

Tradi Café: uma microtorrefação bem no Mercadão de Poços

O Mercadão, pra mim, é meio mágico. Frutas, verduras, doces, pimentas. Tudo ali tem frescor. Tem cor. Os cheiros e a vontade de provar um pedacinho daquele queijo.

E aqui em Poços, minha descoberta mais recente: um torrador de café! Lá no segundo andar: microtorrefação e cafeteria. Tudo juntim! A Tradi Café abarca toda uma experiência. De um lado, uma prateleira com cafés de diferentes produtores, variedades e sabores. Do outro, uma máquina de espresso e uma prateleira de métodos. E no meio, o responsável pelo cheirinho no ar: o torrador.

Microlotes
Quando visitei a Tradi, em novembro, eles tinham cinco microlotes diferentes! Que danado é isso? Microlote é um café comprado em pequena quantidade. E mais: a qualidade é rara. Ou seja, com aquelas características ali tem poucos!

Fiquei bem doida com o que vi ali: Arara, Mundo Novo, Obatã, Catuaí e Bourbon Amarelo. Todos esses títulos são os nomes das variedades da planta de café da espécie arábica. Cada uma é diferente da outra. Isso ajuda a tornar esses cafés únicos. Claro, tem muito mais variável aí: o processo de secagem dos grãos, a altitude, o solo… a mão de cada produtor!

O que posso dar de dica? Eu mesma levei o Arara e o Obatã pra casa. E estou BEM satisfeita! O Arara tem um acidez… que dá aquela puxada no canto da boca. Brilha! Eu tava doida pra provar essa variedade. Ela foi desenvolvida aqui no Brasil. E tem sido bem falada, visse?
E o Obatã também é diferente, doce que nem caramelo. (Pra entender essas definições doidas? Melhor cê provar :P).

Tradi Café
De Belém, o Sandro Dias é um pouco de tudo: fundador, barista, caçador de novos cafés, e, claro, mestre de torras. Ele começou a Tradi Café há 2 anos. Estudou sobre métodos, prova e sensoriais. Muito do que aprendeu foi com o pessoal da Um Coffee, de São Paulo. E ele colocou em prática, viu? Na cafeteria, além de ter grãos que ele mesmo ‘caçou’, tem muito método.

De ondulada Kalita Wave, ao clássico Hario v60, passando pelo espresso… E até globinho! O famoso sifão. Você já viu? Parece um método de alquimista. E a Tradi tem! Achei isso um detalhe de apaixonado mesmo. De quem testa, prova… e descobre novas possibilidades no café. Me senti em casa.

O Sandro, criador da Tradi, e o Roni. Quem extraiu os cafés pra gente, inclusive, foi o Roni. Figurinha e barista de mão cheia.

Na real, o café tá na vida do Sandro há muitos anos. O pai dele trabalhou com café lá no Pará, quando ele era pequeno. Mas o Sandro só descobriu que esse universo era cheeeio de possibilidades agora, depois de adulto. “Nunca pensei que tantos anos depois eu ia trabalhar com café também”, lembrou. Reencontros que a vida traz. Que bom que esse trouxe junto essa cafeteria tão querida.

Quer ver mais conteúdo? Segue lá no @blogexperimental

Coffea: a planta que dá café

Dinheiro ainda não dá em árvore… massss CAFÉ SIM!

E não é pouca planta não, viu? Existem, pelo menos, 25 espécies diferentes do gênero coffea. Mas vamos falar um cadinho das mais conhecidas e consumidas?

100% arábica

Você já deve ter lido em rótulos por aí “100% arábica”. E pensado: UAU. O que raios isso quer dizer? ‘Arábica’ é o nome de uma das espécies mais consumidas do mundo! Essa belezinha tem:

  • 44 cromossomos
  • curtem um clima mais frio: 15 a 24° C
  • É menos resistente às pragas = custa mais caro produzir
  • E tem uma graaande variedade sensorial: acidez, doçura, aromas.

E por conta dessa gama gigante de possibilidades de aromas e sabores? A maior parte das marcas de café usa o ‘100% arábica’ pra dizer que aquele produto tem qualidade. Mas, sabe, qualidade é muito mais que isso. Tem arábica por aí que deixa muito a desejar, tá? A planta tem que ser muito bem cuidada. E os frutos, depois de colhidos, mais ainda! AÍ SIM: a qualidade vem.

Esse é um cafeeiro da espécie arábica. Frutos maduros! Dependendo da variedade, o fruto pode ser de cores bem diferentes

Fato é que o arábica é uma espécie cheia de variedades de plantas lindas e imponentes! ❤ Aqui no Brasil, a maior parte dos grãos produzidos é dessa espécie. Somos os maiores do mundo.

Ex-patinhos feios: os canéforas

Bom, se todo mundo queria correr pra dizer que no seu café só tinha arábica… é porque existia um consenso de que a outra espécie mais comercializada do mundo não era lá aquelas coisas.
Mas isso vem mudando! Hoje, já tem muito produtor da espécie canéfora arrasando! Aqui no Brasil, as principais variedades são: conilon e robusta. E essas plantinhas são:

  • Muito resistentes às pragas! Por isso, tem custo menor de produção
  • Tem 22 cromossomos (metade do arábica, lembra?)
  • Preferem climas mais quentes: de 24 a 30° C
  • E altitudes menores: até 700 metros
  • As características sensoriais, geralmente, variam menos. É um café encorpado e pode ter amargor.

Aqui no Brasil, o estado que mais produz conilon é o Espírito Santo! E o robusta? Tá crescendo muito lá na região Amazônica!

Confere aqui o postq eu fiz lá no instagram @blogexperimental contando também sobre essa planta e as espécies que mais produzimos e consumimos!

Cafezões parceiros + E-book cheio de dicas!

Agora este blog tem um parceiro! Você pode comprar 1 café, usar o cupom e ganhar meu e-book!

Escrevi um mini livrinho! Sabe pra quem? Pra você, que apoia esse blog que me enche de alegria!

Para dar um gás nos conteúdos, tenho o prazer de anunciar uma parceria: É Gamers Coffee + Blog Experimental!

Quem comprar um dos cafezões no site deles, usa o Cupom ‘EXPERIMENTAL‘ e GANHA meu E-book cafeinado!🎮☕ (Não esquece do cupom, tá?).

E-BOOK EXPERIMENTAL
Um mini livrinho virtual! Preparei dicas sobre o preparo. E dúvidas que são saem da caixola, tipo: O que é café especial? Quanto usar de café e quanto de água? Dá pra medir isso sem mil instrumentos profissas? Como guardar pra manter + tempo a qualidade?

CUPOM: ‘EXPERIMENTAL’ 🙂

✊🏼 PRA APOIAR essa produtora de conteúdo?

Entra lá no site deles (gamerscoffee.com.br) pra escolher seu 1 café! Vai querer em grãos ou moído? Eles tem os dois. E não esquece, tá? Use o CUPOM: EXPERIMENTAL ! 💛 Você leva 1 cafezão e eu te envio por e-mail o E-Book que fiz com todo carinho só pros apoiadores.

Que café é esse? São 3 cafezões deliciosos. E cada um é pra um gosto de diferente. Quer uma ajuda pra escolher? Essa semana vou postar no instagram @blogexperimental um cadinho de cada um. Fica de 👀. Inclusive as embalagens já eram lindas nessa foto, e essa semana eles lançaram novas!

Ah, e tem preços mais em conta para 1 dos cafés especiais. E também para pacotões de 1kg.

Aqui em casa já pedimos o de 1 quilo! Quarentena = dividir café com a família. 😤😍. E o povo gostou, viu?

Quem faz? Conheci a marca há um ano. Os meninos provam e torram lá em Franca. E, por sorte, o @feijaumjr é um deles e é daqui de Poços! Os produtores são da região da Mogiana, estado de São Paulo. E cada um produz de um jeito. Ou seja? Cada café é um café ♡.

E aí, o que mais você quer saber sobre essa parceria mara???🤤☕🍀

Tem dúvida? Me chama aqui ou no Instagram! E vamos juntinhas e juntinhos. ❤

Festival em Poços tem café pra beber e pra comer

Café em métodos e pratos! O Festival Café & Cultura rola em Poços de Caldas.

Festival Café & Cultura acontece em 12 estabelecimentos de Poços de Caldas. É café pra beber e comer em combos e pratos especiais.

Café em diversos métodos e… pratos! Além de cafeterias, esse ano restaurantes também estão na programação. E misturaram o grão em receitas próprias. Essa é a principal novidade do Festival Café & Cultura, que já tá rolando aqui em Poços de Caldas. A segunda edição do evento começou no último dia 19, e vai até 19 de dezembro. Nessa foto aí em cima, em destaque, um dos pratos que estão sendo servidos: filé-mignon com risoto de damasco, molho de café com mostarda e tuile de café e sal de café.

Quer apoiar o blog? Vem por esse link pra garantir sua prensa francesa na promo da Blac Friday:

Vai ser um mês, com 12 cafeterias e restaurantes poços caldenses participando. Cada café criou um combo e, cada restaurante um prato ou sobremesa. Nesse ano de pandemia (que ainda não acabou), fiz questão de perguntar e a organização do festival me confirmou que os locais estão seguindo os protocolos de segurança… Eu, mantenho a quarentena sempre que possível. E descobri que alguns dos participantes faz entrega dos pratos. Se você também tá se cuidando em casa, essa pode ser uma boa pedida! No mais, se for provar essas delícias, se cuide também. Máscara no caminho até lá e pra falar com os funcionários. Álcool em gel e carinho com os atendentes. Não costuma lembrar 🙂

Cafés especiais de Poços

Ahhhh e os cafés! O festival arrematou sacas do Concurso de Qualidade dos Cafés de Poços de Caldas deste ano. A ideia é valorizar os produtores locais e usar cafés especiais. Sabe como definem esses grãos? São aqueles provados por profissionais e avaliados com pelo menos 80 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA). A escala vai 0 a 100. Então, né, imagina que belezuras esses especiais!

Os combos de café + acompanhamento das cafeterias custam, no máximo, R$ 16,90. Os métodos de extração vão de coador de pano a espresso, prensa francesa, aeropress e hario V60. Já os restaurantes criaram pratos e sobremesas que custam no máximo R$ 32,90.

Nos últimos dias, eu estava imersa na Semana Internacional do Café. E logo logo tem conteúdo aqui sobre! (Pra matar a saudade, confere como foi a SIC de 2019, aqui).

Olha o combo do Sete Quedas aí! Aeropress ❤

A organização do evento é de Prisma Eventos e Juliano Silva Comunicação & Eventos. E o site deles estão prontinho e cheio de informações: www.cafeculturapc.com.br.

Olha só o que cada local preparou:

Âncora Coffee House
Combo: Cold brew e wrap de pão folha, presunto defumado, cream cheese, frescor de hortelã, patê de gorgonzola, rúcula e salsa da casa
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Casa do Colono
Combo: Café vietnamita com leite condensado, bolo de milho e três minipães de queijo acompanhados de carne louca
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 9,00 (bebida)

Café Beduíno
Combo: Bolo de café com ganache de capuccino, Odalisca (açaí batido com café e marshmallow) e café espresso
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 3,80 (bebida)

Doce da Roça
Combo: Café coado na hora e bolo de laranja OU bolo de fubá com goiabada e manteiga caipira – eleita a segunda melhor do mundo
Valores: R$ 15,00 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Fazenda Irarema*
Combo: Café e torta de caramelo salgado com ganache de azeite de limão siciliano e praliné de noz pecan.
Valores: R$ 15,00 (combo) – R$ 8,00 (bebida) *Entrada R$ 10,00

O combo do Âncora tem café gelado, sim!

Aliás, vem ler as dicas do Âncora para fazer uma french press incrível, aqui.

Prosa & Café Gourmet
Combo: Café e pão de mel recheado de doce de leite e coberto com chocolate amargo.
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 10,00 (bebida)

Rotina Café Galeria
Combo: Café espresso, gelo de café, caramelo salgado, creme de leite, calda de laranja e licor, acompanhado de donuts recheado de creme belga com limão siciliano.
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 12,90 (bebida)

Sete Quedas
Combo: Café e mini strudel OU baguete com requeijão, queijo brie e mel
Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 7,00 (bebida)

Ollivia Gastronomia
Sobremesa: Tiramisù trufado com sorvete de café
Valor: R$ 32,90

Pizza na Roça
Prato: Lombo de porco assado ao molho de café, acompanhado de batata sauté e couve ao alho
Valor: R$ 32,90

Sá Rosa Café
Sobremesa: Gelato de café com brownie fudge e chantilly salpicado com café moído na hora
Valor: R$ 20,00

Touro Grill
Prato: Filé-mignon com risoto de damasco, molho de café com mostarda e tuile de café e sal de café
Valor: R$ 32,90

Mais informações, no site do Festival Café e Cultura.

Como é que eu fui amar uma semente torrada {vulgo café}?

Em casa, sempre teve. Com açúcar direto na água fervida, tá? Na faculdade, era pra todo lado. Café na cantina e nos estágios. Pra sustentar. Acordar. Mas minha amiga e parceira de casa ganhou uma cafeteira italiana. Aí, meus amigos, descobri que não entendi bulhufas de café. Como funcionava aquilo? A água de cabeça pra baixo. O pó no meio. E pensando bem… Como, afinal, a água extraía cafeína de uma fruta? A fruta, que foi seca. Uma semente que foi torrada. Moída, triturada. Como raios aquilo era a bebida preferida do brasileiro???

Toda hora é hora pra mais café!

Bom, o processo foi lento. Essa cafeteira italiana nunca soube o que é um café bom feito por essas mãos. Mas um dos meus melhores amigos viu. Não café, claro. Mas viu potencial em mim! Ou só uma vaga de emprego mesmo. ‘Revista Espresso’. Hum, parece bom, né? Parecia. E eu me candidatei. Até fiz entrevista! E… não passei.

A surpresa é que alguns meses depois, a diretora da Café Editora me chamou. Aqui, se você não conhece a Mariana Proença (rainha do café), VALE MUITO SEGUIR. Bom, a Mari me escolheu pra uma vaga muito especial. Assumir o CaféPoint. Um portal voltado para agricultura. Não podia ter um espaço melhor pra me apaixonar pelo tal do fruto. Que seca ao sol, ou em secador mecânico. Que fermenta – e isso pode ser tudo de bom! Que passa pelas mãos de toda uma família. E vira a tal da semente torrada. E moída. E extraída… muitas vezes na cafeteira italiana. Degustada!

Foi desse jeitinho que eu comecei a amar café. E ser jornalista. Tudo ao mesmo tempo. E bem misturado. O comecinho desse papo… e lá se vão seis anos.

[Mas como eu saí do campo e caí direto atrás de um balcão? E passei a admirar cafeterias e baristas? Ah… esse é outro papo. Outro aprendizado. Outros laços… Fica pra próxima história]…

Prensa francesa: fazendo café, leite cremoso e chá

Quer um método coringa? Prensa francesa! Dá pra fazer café, leite cremoso e chá!

E eu tô apaixonada pela minha! O modelo é simplão. Mas ela já quebra um galhão! Nessa quarentena, tô morando em Minas. Privilégio! E decidi me dar um método novo de café! Quem não tá precisando de um auto-carinho, né?

Minha prensa é neste modelo aqui: Cafeteira Francesa Pressão French Press Inox E Vidro 600 Ml. (Se for comprar, vem por esse link que você ajuda a manter esse Blog vivo e cheio de conteúdo bão! E não custa nadica a mais pro cê 👩)


Escolhi a prensa francesa ~ a famosinha french press ~ por 2 motivos.
1- Deixar o filtro de papel de lado um cadim. Economizar $ e gerar menos lixo!
2- Café bom e certeiro. Simples, sabe? Bem pique preguiçosa mesmo. E? A prensa cumpriu seu papel!

Massss para dar dicas melhores ainda, perguntei pros queridos do Âncora Coffee House como fazer um cafezão da prensa! Eles inclusive vendem esse método, para quem morar em Poços. (chega no direct deles e conta que veio pelo Blog Experimental 😍).

Prontas pra testar as dicas do Âncora para café na prensa?

-Thais: Qual é a moagem ideal para prensa? O que as pessoas podem entender como moagem grossa? Um bom comparativo é a textura do ovomaltine, por exemplo? Ou sal grosso?

-Âncora: A moagem ideal pra french press ou prensa francesa é a grossa. Similar ao sal grosso sim, ótimo comparativo.
Mói mais grosso pra que não passe na peneirinha que o método possui.



-Thais: Em casa, muita gente vai moer com moedor elétrico tipo Cadence (que é meu caso). Tem algum dica para esses casos? Tipo, moer balançando o moedor para ficar mais uniforme?
ÂncoraEsse moedor realmente não é tão preciso por conta dessa dificuldade na regularidade com as moagens. Nesse caso eu moeria balançando sim, e parando em segundos pra olhar como está. Até chegar no desejado.

-Thais: Quanto tempo vocês recomendam para infusão?
ÂncoraO tempo de infusão na prensa não tem uma receita certa. Utilizamos de 4 a 7 minutos de infusão. Dependendo do que o grão pode oferecer e do gosto de cada um. Mais leve, mais intenso.
A french press é um método bem resistente no sentido de que você pode acertar muito mais do que errar o processo de extração. Deixamos mais tempo em infusão quando queremos extrair mais corpo sim do café.

Cházinho na prensa:

Não é chafé, mores. É chá mesmo. Uma camomila pra aguentar as notícias diárias desse País. Coisa básica. E, adivinha? Dá pra fazer na prenssaaaa!
O Âncora, inclusive, tem uma linha de chás!

Thais: Como são os chás que vocês tem?

Âncora: Servimos aqui os chás chineses, lá da Chaye de São Paulo. São chás bem naturais e selecionados.

Thais: A mesma medida do café vale para o chá? E o tempo de infusão?

Âncora: Poderia sim ser feita a infusão do chá na prensa.
Aqui usamos 3 gramas de chá para 150ml de água quente, a 85graus
Como esse chá possibilita mais infusões com a mesma erva, começamos a primeira infusão entre 1 minuto e 5. Aumento 1 minuto em cada infusão seguinte.

Eu testei um cházinho aqui na minha prensa. E DEU BOM! Mas quero logo comprar esses do Âncora para experimentar ❤

 

Leite cremoso na prensa

Bora para mais uma utilidade da prensa? Minha mãe ficou apaixonada por essa! Dá pra fazer leite cremoso! Dá aquela aerada, manja? Leite fofo. Macio. Fica um aconchego em forma de bebida.

 

Para fazer eu coloco leite até a metade da prensa e vou apertando o pistão pra cima e pra baixo. Nesse movimento já dá pra ver o leite ‘crescer’ o volume. 

É ele ganhando espaço e ficando cremosinho. Já testei com leite frio ou quente e funciona dos dois jeitos 🙂 Quando deu um volume legal e vejo que a textura tá bonita, TCHARÃM: Tá pronto!

ALERTA: Em um outro papo com a Julia Fortini, da Academia do Café, ela me lembrou que a prensa é delicada. Então, “Cuidado para não fazer muuuito e acabar estragando sua prensa”. Tá dado o recado. Palavra de barista campeã de Brewers 2020 (competição de preparo).

Não sei vocês… Eu que não vou exagerar no leite e acabar ficando seu meu café. 👀😂

Orgânico, feminino e macio. O café produzido pelas mulheres da Coopfam

Café macio??? Sim! Exatamente isso. Ou melhor.. não tem nada de exato. É muita história envolvida.

Uma das coisas mais difíceis para mim é sentir o corpo do café. Mas nesse café que recebi da Cooperativa de Cafeicultores de Poço Fundo… ficou clara a sensação do café se espalhando na língua… Um abraço! Foi isso que senti no Café orgânico Feminino da Coopfam.
A percepção é muito pessoal, sabe?  👀👃👅 E eu acho que depende também da gente prestar atenção. Fazer essa busca. Essa pergunta. ‘O que eu tô sentindo?’. Pra mim, o que bateu foi o cheiro. Depois, o gosto: o frescor. Uma sensação de bebida macia. Que enche a boca!

E é incrível ver que é um produto feito da luta de mulheres. 👇
 
Frutinhos de café sustentável crescendo lá em Poços Fundo x Eu feliz com minha xícara cheiiia
Esse pacotinho que provei é fruto da luta das mulheres da cooperativa. Elas criaram um núcleo para discutir suas próprias pautas. O Mobi – Mulheres Organizadas Buscando Independência, onde dividem experiências na plantação de seus cafés, e em artes que fazem usando a palha e a borra.

Como um todo, a Coopfam é feita por agricultores familiares lá de Poço Fundo. Sul de Minas! E são focados em manejos sustentáveis e produção orgânica. Eu estive lá em 2017, quando escrevi uma reportagem para a Revista Espresso (Espia aqui a ‘Raízes da Terra‘).

Uma das produtoras que conheci lá foi a Vânia Silva.
E muitas, mas muitas paisagens de dar fôlego novo pra gente

Acredito muito no trabalho deles. Tanto no manejo orgânico, quanto na visibilidade conquistada pelas mulheres ali. E desse encontro, veio toda doçura que eu provei na xícara. Não é incrível? 
Me empolguei e falei um cadim disso nesse vídeo no Instagram.

Deu vontade, né minha filha? E ainda tem outro café nessa linha, feito em manejo sustentável. E muito mais no site da Coopfam. Viva a cafeicultura familiar, o cultivo orgânico e as mulheres unidas.

Cupping: o que é a prova profissional de cafés – e como ‘testar’ em casa!

 
O tal do cupping. E a invenção da prova em casa😋☕. 
Eu e meu irmão estamos em casa, bem sussas… e pensamos “por quê não montar uma mesa de prova?”. O incrível CUPPING.
Mas, calma. O que raios é cupping??? Bora trazer pro português! Cupping é exatamente isso: provar café, só que de um jeito profissional. Isso tudo é feito pra entender as características daquele grão. É doce? E o corpo? Aroma? Merece quantos pontos em determinada escala? É um trabalho incrível, muito comum em cooperativas. Vem aaantes das marcas comprarem. Bem lá no início. Assim, os cafés vão sendo classificados e ganham títulos, como o de especial.


Os provadores profissionais trabalham pra não deixar passar nada. Tá vendo a maneira como as xícaras estão dispostos na mesa ali na foto do início? Triângulo! Sim. Isso é uma das técnicas. A moagem do café? Pensada pra isso! E as tais colherzinhas? Feitas especialmente pra prova! ☕

E o que mais é levado em consideração?
-São escolhidas algumas amostras de cafés diferentes para serem provadas.
-A torra dos cafés é feita para ser a mesma para todos.
-A moagem também precisa ser igual.
-A disposição das xícaras na mesa. Triangularmente, lembra?
-A ordem para provar os cafés… e muitcho mais!

O que os provadores analisam?
-Visual na xícara;
-Aromas, antes e depois de colocar água;
-As infinitas possibilidades de sabores!
Ou seja, é trampo sério. Inclusive, por conta da danada da pandemia, a forma de fazer o cupping mudou. Se liga nessa matéria da Revista Espresso explicando timtim por timtim.

Maaaas aqui nesse caso – como as brincadeiras fazem o mundo mais interessante – virou uma forma incrível pra testar seu sensorial. E fazer a quarentena mais divertida.

Dá pra fazer em casa?

Dá, sim, pra brincar em casa! Claro que fazendo belíssimas adaptações! 🤗 E quem estuda cupping profissionalmente mesmo é o Douglas.
Maaas, se você é um #coffeelover nível hard (tipo eu), já é hora de ir pra testes avançados 😛.
Irmãos que provam unidos permanecem unidos 😎💥


Você vai precisar de:
-Xícaras!
-Colher (nem grila de procurar uma profissional, porque aqui a ideia é brincar, beleza?). Ou, sem colher, se você preferir fazer o café coado normalmente.
-3 cafés diferentes!
-1 moedor (ou quando comprar o café, pedir pra moer do mesmo jeitim 😉 )

Aqui, usamos cafés INCRÍVEIS da Gamers Coffe. Eles vendem 3 perfis diferentes, e tão com uma promoção: cada pacote de 250g sai por 25 reais. Se comprar com eles, manda uma mensagem no inbox dos meninos dizendo “VIM PELO BLOG EXPERIMENTAL” e fortalece nóis! (Mora em Poços ou SP e quer comprar o kit com os 3? Me manda inbox que tenho uma surpresa 💖).
Então, com seus utensílios e cafés em mãos: BORA!
Separa uma mesa e um lugar tranquilo. Mói seus grãos da maneira mais parecida possível, deixando eles mais grossos (se for usar a colher). Tipo:

Perceba que a perfeição não existe kkk mas a experiência é o que vale!


Agora, hora de pegar o pote que sua mãe usa para servir pudim, OPA quer dizer, sua xícara de prova. Você coloca cada café em um deles. Formando aquele triângulo. Por que? A ideia é ir fazendo um zigue zague. Analisa o primeiro café, que está na base, depois o que está no ‘topo’ do triângulo, e acaba no 3, que também está na base.

A ÁGUA FERVENDO! Deixa ferver, amiga. Busca a água, e despeja em cada uma das xícaras até ficar quase cheio.

Tenta não derrubar, como nós derrubamos. Mas se derrubar, a vida segue normalzinha, viu.


E vamos começar esse zigue zague! Com a colher, “quebramos” essa cobertura que fica por cima, sabe? E fomos tirando os grãos mais grossos que sobraram.

Feito isso, começamos sentindo o aroma. E, por fim, com a colher de novo… tcham tcham… a prova! A dica, que já recebi de alguns provadores, é: Faz como se estivesse tomando sopa quente.

Depois de provar cada café, os profissionais… bom, eles cospem em outro copinho separado só pra isso. Mas isso é porque eles provam dezenas por dia. Já pensou aquilo tudo de cafeína? Pois é. Mas, quando eu gosto de um café, tomo mesmo. Sou dessas. 💁

Eu curto anotar as coisas que sinto para ver minha evolução. O aroma, pra mim, ainda é muito complexo. Mas a ideia é curtir os sentidos! É um jeito de relaxar e ouvir nosso próprio corpo. Sentir um sabor e lembrar do momento que provou aquela fruta, ou sentiu aquele cheirinho de flor. Huuuum… e mais uma desculpa pra ir tomando uns cafés bons. ☕

.

Vamos conversar mais? Bora trocar experimentações no Instagram: @blogexperimental.