café especial em Monte Belo: descubra o potencial da região

Monte Belo: cidade com cafés especiais e potencial pra crescer na área.

frutas vermelhas, como morango e amora.  e imaginar que isso tudo estava no café especial de Monte Belo. nas notas da bebida que a família que eu visitei produziu!

lá no alto de 1.200 metros de altitude, as lavouras da família Adolfo venceram o 3º Concurso de Qualidade da Apcemb, a Associação dos Produtores de Cafés Especiais de Monte Belo e Região. foi com esses produtores que eu fiz um pequeno tour, e vou contar agora o que vi: 

o café especial em Monte Belo 

o município fica na região do Sudoeste de Minas. e, há cinco anos, os produtores se uniram para focar no que muito me interessa: café especial em Monte Belo

foi por causa do trabalho da Apcemb que eu fui fazer esse pequeno tour pela cidade! Monte Belo faz divisa com outros municípios conhecidos pela cafeicultura, como Cabo Verde, cidade que eu conheço e adoro! 

se tem uma coisa que eu amo é viajar para novos lugares. por isso, topei na hora conhecer Monte Belo. lá, acompanhei o concurso e também consegui conhecer a propriedade, vejam só, da família que acabou vencendo a premiação! 

sou pé quente sim, e essa história vai provar: 

Luz da Serra: café especial feito em família 

a produtora que me buscou na rodoviária e me levou para conhecer Monte Belo foi a Bianca Caldas Adolfo! entusiasta dos cafés especiais por ali, conhecer ela me ajudou a ver porquê a cafeicultura de Monte Belo está crescendo.

a família dela cultiva cafés de alta qualidade na Serra Escura, bairro local. e nas alturas: o ponto mais elevado ali gira em torno de 1.200 metros. de lá, saiu o café natural vencedor da Apcemb (85,25 pontos na escala da SCA) e o vice-campeão em Cabo Verde (com 86,68 pontos).

Foto: acervo Bianca Caldas

“Se eu conseguir vender as sacas da minha família a um preço melhor, já será uma realização”, contou ela, que aposta e trabalha pelo café especial na região. 

mas quando era mais nova, a Bianca não se interessava por cafeicultura. só depois, trabalhando com lingeries, outro setor importante para Monte Belo, que ela despertou para o potencial dos cafés especiais.

em uma das reuniões com o Sebrae, Bianca ouviu sobre o incentivo para produtores se unirem visando qualidade.

“quando ouvi que iam criar uma associação para cafeicultores, pensei na hora no meu pai. falei que também tínhamos interesse de participar. dali para frente, fui aprendendo sobre a qualidade e que trabalhar com cafés especiais poderia ser melhor inclusive financeiramente”. 

a Bianca é filha do José Gervásio Adolfo e da Roseli Caldas Adolfo, e irmã da Letícia Conceição Adolfo. os pais sustentaram a família com o trabalho no campo. porém, até poucos anos atrás, não tinham ainda seu próprio pedaço de terra. 

só quando começaram programas governamentais de incentivo a compra de terras por pequenos agricultores é que a família decidiu tentar dar esse passo. a compra acabou saindo de forma direta e é até hoje motivo de orgulho para eles.

Foto: acervo Bianca Caldas

“foi com muito esforço, e ajuda que ele agradece até hoje, que meu pai comprou nossa lavoura. incluindo o ponto mais alto de onde veio o café que ganhou o concurso”, disse ela.

a Bianca, que também trabalha com pedagogia, me contou que a família já criou uma marca para seu café. é o Luz da Serra! “esse nome é porque os tesouros vem de onde há luz”, me contou ela.

a família segue produzindo nas alturas e secando os cafés no terreiro que fica em frente à casa. tudo feito com cuidado e trabalho coletivo, inclusive os processos pós-colheita. e assim é com a maioria dos agricultores da associação.

Produtores de Cafés Especiais de Monte Belo e Região 

em apenas cinco anos de existência, a Apcemb, já tem uma estrutura que me surpreendeu. a sede da associação fica no centro da cidade e já conta com salas de prova e de seleção dos cafés, torradores de amostra, sala de reunião… um baita capricho! 

sede da Apcemb: bom demais ver produtores investindo em qualidade e em conhecer seus próprios cafés. fotos: Thais Fernandes

e com a orientação do Sebrae, os agricultores tem se envolvido em cada etapa da construção dessa marca deles. a grande vantagem da associação, pra mim, está justamente na marca que eles criam juntos. assim, quando o café de um produtor da Apcemb é exportado, ou ganha um prêmio, todos eles são elevados juntos.

foi sobre isso que eu falei durante a cerimônia de premiação deles. Fui lá na frente pra parabenizar a organização e o trabalho coletivo. porque eu vejo, na prática, como isso funciona!

eu e a Bianca durante a minha visita ao cafezal dela & família! foto: Thais Fernandes

como eu disse no evento:

quando um produtor da cidade tem um café reconhecido, todo mundo ganha. Porque o consumidor vai lembrar “o café de Monte Belo é incrível”. e sempre que ver um outro café com essa mesma origem, a tendência é confiar na qualidade! 

por isso, fazer o marketing e comunicar o que se está produzindo é tão importante. e isso a própria cerimônia de premiação já mostrou. nesse ano, o concurso cresceu e eles apostaram em tornar o evento uma festa para a cidade como um todo. na minha opinião um grande acerto!

além do anúncio dos campeões, o concurso também teve um cupping para quem quisesse experimentar os cafés finalistas. fotos: Thais Fernandes

hoje, a Apcemb tem 22 associados que produzem em 16 propriedades diferentes. como o nome já diz, os agricultores são tanto de Monte Belo quanto de municípios próximos. 

o café da família Caldas Adolfo, por exemplo, fica no bairro da Serra Escura, um lugar bem pertinho da divisa de Monte Belo e Cabo Verde. e é com as imagens lindíssimas do sítio deles que eu fecho esse texto, cheia de vontade de encontrar cada vez mais cafés de Monte Belo nas minhas andanças por aí! 

Monte Belo: e coloca BELO nisso! (tunduntssss). Foto: acervo Bianca Caldas

bônus: dúvidas sobre café especial e Monte Belo  

quais são os cafés especiais? 

caiu de paraquedas aqui e quer saber o que são os cafés especiais? te explico! existem diferentes categorias de qualidade de café. o café especial é aquele produzido de forma sustentável, incluindo ambientalmente e socialmente.

na definição de café especial também é preciso que esses grãos tenham nota acima de 80 pontos na escala que vai de zero a 100 pontos e foi criada pela SCA (sigla em inglês para Associação de Cafés Especiais). 

idealmente, esses grãos especiais também devem seguir outros critérios, como rastreabilidade. isso quer dizer que quando chegar ao consumidor, a gente ainda precisa saber a origem daquele café, quem produziu, onde e quando. 

onde fica Monte Belo?

Monte Belo fica próximo a cidades como Poços de Caldas e Alfenas. o município faz parte da região do Sul de Minas. já em termos de café, as regiões reconhecidas são Sudoeste de Minas (que Monte Belo faz parte) e Região Vulcânica (bem próximo).

Qual região de Minas tem o melhor café? 

pergunta de 1 milhão de dólares! e a resposta, claro, não existe. qual região de Minas tem o melhor café vai depender de qual o tipo de café que cada consumidor busca. além disso, são tantos detalhes que influenciam um café especial que, também se alternam os vencedores de prêmios de qualidade. 

o fato é que Minas Gerais é o estado que mais produz cafés no Brasil. só os mineiros produziram cerca de 29 milhões de sacas de 60 quilos em 2023. o dado é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 


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Desinformação hypada: conteúdo e café feitos rápido demais

vamos falar de criação de conteúdo? e de desinformação hypada e precarização no café?

já fez um café correndo, com a moagem que apareceu na frente, tacando a água de qualquer jeito? e provou como fica depois? então, vamos falar de conteúdos feitos desse jeitinho.

começamos com exemplos práticos dessa desinformação hypada (e precarização) e, depois, a gente vai se aprofundar, combinado?

  1. coar café com uma fatia de bacon (ou qualquer comida que achar). 
  1. termos técnicos jogados e ‘fermentações’ milagrosas. 
  1. compartilhar conteúdo histórico com erros básicos. 
  1. precarizar profissionais de conteúdo = não pagar por palestras, mediações, parcerias e afins. 

1 – Trends bizarras: colocar bacon e outras comidas no café coado 

Isso dá visualização. E como dá! Mas alguém acredita que faz sentido coar um café com uma fatia de bacon junto

Deve ter quem acredite, sim. E até quem goste. Eu tinha um amigo que comia linguiça com leite condensado e adorava. O ponto, então, não é gosto. Mas, sim, o desespero por likes. 

Eu e criadoras que eu admiro (como a @PuraCaffeina) recebemos sempre mensagens diretas (DMs) compartilhando esse tipo de vídeo. Não é nosso estilo. Por que, então, as pessoas compartilham? Pelo absurdo. Pela vontade de dizer: “olha isso, que bizarro”. 

especialista em café. será?  

Eu te respondo: não. Isso não é ser especialista em café, isso é estratégia de crescimento com base no absurdo.

eu sei que é tentador compartilhar as doideiras, masss você pode muito mais! por isso, compartilhe e salve posts de quem estuda e quer democratizar o acesso ao café como alimento de qualidade.

formas de criar conteúdo 

existem diferentes estratégias para criar conteúdo. o modo turbo dos virais requer velocidade. o que muitas vezes significa sair passando a bola pra frente sem pensar. como naquela brincadeira da ‘batata quente’, sabe?

só que todo conteúdo traz uma informação. pode ser através da música, do texto, da fala, da dança… enfim. nenhum vídeo, foto ou post, mesmo os mais rápidos, vem num ‘vácuo’. afinal, é conteúdo. 

por outro lado, tem estilos mais ‘slow content‘. aqueles criadores que aparecem vez em quando, sem necessariamente seguirem trends. um conteúdo que muitas vezes tem aquela carinha de ‘acordei assim’. toda naturalzinha. e esses? bom, eles também tem uma mensagem. mesmo os que parecem mais ‘despretenciosos’. 

e, por fim, chegamos aos conteúdos especializados. ou naqueles que são lidos como especializados. é mais ou menos por aqui que quero estacionar com vocês. bora dar uma olhadinha de perto? e, claro, focando no nosso café de cada dia? 

2- fermentação (nem nada) sozinha não faz verão 

mais uma pequena polêmica. falar ‘difícil’ ou usar termos hypados também é estratégia.  

eu tive um professor que dizia “escrever difícil não é escrever bem”. e é exatamente nisso que eu acredito! só que usar termos técnicos pode, sim, passar uma imagem de ‘especialista’. e quando a pessoa só joga as palavras por aí, sem conhecer mesmo, acaba sendo só enganação.

um exemplo bem atual é falar de fermentação – baita assunto complexo – como se fosse a tábua de salvação de um café. “Ah, tal café é fermentado, por isso é tão bom”.

gente, fermentação pode ser feita de várias formas. é complexo e é caso de saúde. se você é produtor, busque cursos com quem sabe realmente sobre isso. não faça correndo, sem estudar, só porque estão pagando melhor. e se tu é consumidor, vai com calma. confia no seu paladar mais do que nos coachs. 

3 -compartilhar conteúdo histórico com erros básicos. 

é o seguinte, todo mundo está sujeito a errar. isso tá claro. mas produzir visando só os likes… sem pesquisa, sem embasamento, sem noção até (rs)… é muito diferente de errar tentando acertar.

isso acontece em todas as áreas do conhecimento e divulgação. inclusive no café! mas, por favor, se você se propõe a ser criador de conteúdo/influencer… estude. pesquise. diga de onde veio aquela informação. é o mínimo.

se a ideia é informar, e não levar desinformação hypada, pesquisa é só o começo. q é uma delícia, vai por mim. eu amo fazer! se quiser, me contrate 🙂 

4 – você apoia grandes eventos que precarizam profissionais de conteúdo e nem sabe 

uma palestra incrível. um painel com uma baita mediação e convidados que trouxeram muita informação da boa! 

e todos esses trampos não são remunerados. já imaginou? nem precisa. essa é a realidade na maioria dos grandes eventos do café. e eu estou falando de eventos grandes mesmo, tá?

os Mestres de Cerimônia dos campeonatos, por exemplo. já perguntou para algum deles como tá o pagamento pelo trabalhão que dá apresentar uma disputa tão específica?

melhor: vamos começar a perguntar aos organizadores dos eventos:
-Quanto você paga para trazer conteúdos bons? (evento que cobra entrada, cobra espaço de exposição e tem patrocínio, viu).

se a resposta for que não pagam nada, ou pagam muito mal, há algo muito estranho no reino do café especial… concorda?


mais conteúdo em vídeo, foto e algumas reflexões em @tha.experimentando

Como fazer café árabe e o que ele tem de diferente

Para saber como fazer café árabe tradicional, entrevistei uma barista da Arábia Saudita. Ela contou o que esse método tem de diferente do café turco.

Para saber como fazer café árabe tradicional, entrevistei uma barista da Arábia Saudita. Ela contou o que esse método tem de diferente do café turco. 

Café árabe é um dos métodos mais antigos do mundo. Também chamado de qahwa (ou kahwa), que significa ‘café’ no idioma árabe, essa belezinha é cheia de tradição e características próprias no preparo e no sabor. Te conto aqui como fazer café árabe e o que ele tem de diferente dos outros métodos de preparo.

Essa jarra linda é a Dallah, utensílio árabe para o preparo do café. Créditos da foto: ©Sara Alali/That Coffee Shop

O que é ser árabe, afinal?

Antes de mergulhar no método, vamos dar uma pincelada na definição de ‘árabe’ como um todo? Árabe é uma etnia e um idioma. Ser árabe é fazer parte de um povo, e uma das principais definições deles é justamente o idioma árabe clássico.

Quer conhecer mais sobre café? Siga meu perfil no instagram @tha.experimentando.

Mas mesmo dentro dos países tem muita diversidade! Como jornalista, eu escrevi e entrevistei muitas pessoas dessas nações para a agência onde trabalhei, a ANBA. Por isso acabei aprendendo e entendendo um pouquinho sobre esse tema tão complexo.

Existe inclusive uma Liga dos Estados Árabes, que inclui 22 países. Sabia dessa?

Ah, e o alfabeto árabe é diferente do que nós usamos (alfabeto latino). Por isso, a forma de escrita deles é transliterada para as nossas letras. Só assim a gente consegue ler! Mas, por causa disso, acabamos tendo maneiras diferentes de escrever a mesma coisa. Tipo qahwa e kahwa!

O que o café árabe tem de diferente?

O método do café árabe começa bem antes do preparo. Na torra a gente já vê a diferença. Em geral, o café árabe tem uma torra bem clara. Isso pode variar um pouco de um país para outro, já que são 22 nações e muita diversidade. 

O que se mantém sempre é a moagem ou granulometria. Ou seja, o tamanho e como os grãos são moídos. O pó do café árabe é sempre bem fininho. Isso é necessário porque no método árabe o pó vai direto na água fervente e não é filtrado. Daí, com o pó mais fino, ele vai ter mais contato com a água e decantar lá para o fundo. 

Também é muito comum adicionar especiarias ao pó do café. Dá-lhe cardamomo! Mas também pode ter açafrão e muitas outras. 

P.S: Lá no final do texto coloquei um passo a passo para fazer o café árabe! 

Entrevista com Sara Alali, barista árabe

Com um tema tão amplo e cheio de história e cultura, eu quis falar com alguém que vivesse o café árabe de fato. Por isso, entrevistei uma barista incrível e árabe! 

A Sara Alali é barista e treinadora de barismo na AArábia Saudita. Ela também é dona da cafeteria That Coffee Shop, que fica em Riad, capital saudita. Ah, e também é campeã saudita no preparo de café turco (calma, hoje ela vai falar do árabe e até falar das diferenças entre eles). 

Com vocês, Sara Alali:

Sara Alali, barista e treinadora de barismo que dá aula para homens e mulheres da Arábia Saudita. Créditos da foto: ©Sara Alali/Acervo Pessoal

Thais: -Como é a torra do café árabe? Ele é torrado mais claro do que o turco?

Sara: O café árabe é preparado da maneira tradicional na Arábia Saudita é sim torrado em uma escala mais clara em comparação com o que chamamos de ‘café turco’ aqui na região.

Thais: -E dentro dos diferentes países árabes também existem diferenças? Eu ganhei, por exemplo, um café árabe e um libanês e a cor é diferente.

Sara: Isso depende da região e da cultura. O café árabe pode oferecer coisas diferentes para pessoas diferentes.

Thais: -E as especiarias? Eu sei que o café árabe geralmente usa muito cardamomo, por exemplo. 

Sara: Também depende da região e da cultura local, na Arábia Saudita usamos cardamomo inclusive no preparo turco. 

No café árabe (café preparado aqui na Arábia Saudita) usamos principalmente açafrão e cardamomo. Mas na região sul do nosso país eles adicionam mais especiarias, como gengibre e, às vezes, sementes de endro. Já na região Oeste algumas pessoas acrescentam mástique. Na região Norte a torra é mais escura. E na região central as pessoas acrescentam mais cardamomo. 

Thais: -Queria que você falasse mais sobre os utensílios. O Ibrik é turco, mas também pode ser usado na preparação árabe? E a Dallah, que é um pote árabe, como é usada no preparo? 

Sara: O ibrik (o pote) tem nomes diferentes em diferentes regiões do Oriente Médio, alguns o chamam de kanakah, Rakwah, Cezve, Zajwah. Todos são potes pequenos com alça longa, usados para preparar no máximo 1 a 3 xícaras e é o que chamamos café turco

Já a Dallah é um pote árabe de metal de quase um litro com bico longo. Tradicionalmente, nós temos 3 tipos. O primeiro é para ferver o café, o segundo é para adicionar os temperos e o terceiro geralmente mais sofisticado é para servir. 

Hoje em dia as pessoas simplificaram e usam apenas uma dallah para ferver e preparar o café e depois decantam em outra para servir. 

E normalmente você também pode usar nossas xícaras, chamadas finjan. Elas têm um formato específico e não tem as alças. 

Como fazer café árabe: passo a passo

Confira um passo a passo para fazer seu café árabe (e adaptar o que for preciso para fazer em casa): 

  1. Moa o pó bem fininho (ou compre já moído, fino também).
  2. Separe a água filtrada que vai levar ao fogo. Se tiver uma Dallah, lindo! Se não, pode usar sua leiteira habitual. (Sugestão? 1 litro de água)
  3. Se tiver comprado um pacotinho já com as especiarias moídas junto ao pó, maravilha!
  4. Se não, adicione as especiarias que quiser (pelo menos um cardamomo vale comprar pra tornar a experiência mais rica, ein?).
  5. Adicione o pó antes de ligar ou fogo, ou assim que a água ferver (Se quiser uma sugestão: 2 a 3 colheres de sopa – cada uma com cerca de 10 gramas).
  6. Leve sua dallah ao fogo e quando começar a ferver retire para não derramar.
  7. Repita por 3 vezes, deixando a água se manter na temperatura alta (mas sem derramar, né? :P) por cerca de 10 minutos.
  8. Tire o café do fogo.
  9. Se já estiver usando a Dallah, ou tiver reservado a sua para esse momento, a hora é agora. Se não tiver nenhuma por aí, vale escolher uma jarra que tenha o fundo mais largo um bico mais fino, ou pelo menos menor do que a base.
  10. Com seu recipiente com a base mais larga do que o topo, isso vai ajudar o pó do café a não cair na xícara na hora de servir.
  11. Deixe o pó do café decantar por cerca de 2 minutos.
  12. Agora, sirva com cuidado. Você pode usar xícaras comuns, ou uma finjan.
  13. Aprecie seu café! (no final da xícara ainda deve ficar um pouco de pó, então é melhor evitar virar a xícara no final).

Quer ouvir mais sobre essa história, em vídeo? Assista o reels que preparei sobre o tema:

Café árabe e café turco: é tudo igual? 

Os preparos de café árabe e café turco tem muitas semelhanças… mas não são a mesma coisa.

Para começar, é importante explicar que quando se diz ‘café árabe’ ou ‘café turco’, a gente está falando do método de preparo. Mas um pouco mais que isso. A forma que aquele determinado povo criou para fazer seu café também inclui utensílios próprios, o tipo de torra e de moagem e toda a simbologia por trás desse preparo. 

Por isso, o próximo texto aqui será sobre o preparo de café turco e seus utensílios, como o ibrik. Já assina a newsletter para receber por e-mail sempre que sair do forno esse texto novinho! 

Etiópia [parte 2]: como é visitar Sidama, região produtora de café!

depois de boas horas de carro, cheguei aos cafezais no Sul da Etiópia. e que escolha incrível! foi uma aventura memorável na região produtora de Sidama. vem comigo!

ei, antes de ler esse texto… vale a pena visitar a primeira parte da aventura.

agora sim, vamos lá!

de 5 a 6 horas de carro. é o tempo que leva uma viagem da capital, Adis Abeba, até a região de Sidama, no sul do país. mas, pra mim, o tempo passou muuuito rápido. com certeza isso foi por conta das longas conversas com o Assefa, o guia que me acompanhou, um dos homens mais inteligentes que já conheci. e mais animados também! Assefa falava muito, tanto quanto ria. gargalhava.

-você teve muita sorte de encontrar esse guia, viu? – me dizia o guia de Sidama (ou Sidamo, você pode encontrar as duas grafias). e ele estava mais do que certo! (já indiquei aqui a agência de turismo com qual eu viajei, se quiser o contato direto, e mais dicas, fala comigo por aqui @tha.experimentando!)

no caminho, eu vi dromedários! indústrias, casas… passamos por planícies e paramos para eu avistar os três maiores lagos da Etiópia. tudo isso enquanto a paisagem seca ia dando espaço, aos poucos, pra uma região mais alta e úmida.

finalmente, chegamos na cidade de Yirgalem, onde ficava o hotel e a vila de produtores que eu visitaria no dia seguinte. tudo bem próximo a uma área de floresta, e dos lagos Woyima e Gidawo.

você consegue encontrar o macaquinho nesse registro que fiz já em Sidama? 🙂
Fotos: Thais Fernandes©

o hotel charmoso e aconchegante

já ia entardecendo… e um friozinho bom veio quando chegamos no hotel. e que hotel! pense num lugar charmoso. era perto da cidade o suficiente para ouvir os cantos religiosos de lá à noite. e longe o suficiente para ouvir cada passarinho durante o dia.

a Lâmila, uma das funcionárias de lá, me recebeu com um copão de suco natural de manga fresco! aliás, tudo que ela cozinhava era fresquinho e delicioso. ela também foi é a coffee lady de lá. ou seja, a responsável pela cerimônia do café ☕🖤. (Sobre essa cerimônia eu vou falar em um post especial. me segue no instagram para saber quando for lançado!)

tudo fresquinho! e muitas frutas à vista!
Foto: Thais Fernandes©

enfim, teve janta farta, com direto à cerveja. e uma fogueira pra conversar e ser bem recebida demais! (e ouvir as hienas, ao fundo, chamando umas às outras)… além de mim, vi uma família e um grupo de japoneses hospedados por lá também.

ah, e eu não ia ter um quarto. eu ia ter uma morada toda pra mim! como se fosse um chalé, meu quarto era na verdade a reprodução das casas tradicionais de Sidama.

casas do estilo de Sidama

fiquei fascinada quando o Assefa me contou que existe toda uma tecnologia ancestral na construção das casas de Sidama. primeiro, elas são feitas principalmente com um tipo de bambu. material resistente e flexível ao mesmo tempo. na estrada, eu vi várias pessoas trabalhando nas tramas de bambu, aliás.

era uma casa assim que o meu quarto do hotel reproduzia. na verdade, além do telhado em bambu, a decoração era toda feita de itens produzidos ali por artesãos de Sidama. coisa linda de ver!

o quarto por dentro/ e por fora. um primor esse hotel!
Fotos: Thais Fernandes©

nas casas originais, as famílias acendem fogueiras para cozinhar lá dentro e a fumaça ajuda a selar o teto. por isso, os moradores locais só precisam trocar as tramas de década em década. elas seguem muitos anos resistentes a chuva, sol, ventos… tecnologia!

e ainda por cima tem uma trama bem linda, que lembra bastante o formato de algumas teias de aranha. tem um termo na arquitetura que se chama biomimética, que é a técnica de ‘imitar’ formatos e soluções da natureza na hora de construir. eu vi bastante disso por lá.

olha só esse vídeo, que explica bem o processo de produção dessa casa:

informações importantes:

separei aqui uma listinha que coisas importantes pra você saber. e bem específicas para a região de Sidama:

  • clima: um friozinho bom demais. foi assim que amanheci em Sidama. a região ali tem uma altitude de cerca de 1.700 metros;
  • seca: quando estive lá, em fevereiro, o país passava por um período mais seco. apesar disso, pegamos chuva na estrada (mas eu costumo atrair chuva em viagens, rs);
  • idioma: a Etiópia é país diverso pra caramba e isso inclui os idiomas. lá a língua de trabalho é o amárico, mas nem todo mundo vai falar essa língua. no caso de Sidama, muitas pessoas falam apenas o idioma homônimo, o Sidama;
  • guia local: por causa de ‘detalhes’ como o do idioma, é importantíssimo ter um profissional local! no meu caso, a agência já tinha contratado um, que fez a tradução inclusive para o Assefa.

ainda quero falar sobre comidas da Etiópia. nossa! um prato cheio (literalmente, rs). sobre a visita à casa de uma produtora de café de Sidama e sua famíia!

e, óbvio, sobre a cerimônia do café! então, me aguardem que virão novos textos sobre esse país rico e maravilhoso. enquanto isso, assine minha newsletter e receba as novidades por seu e-mail:

Processando…
Sucesso! Você está na lista.

listão de cafés pra se esbaldar (e comprar) no Sul de Minas

é atualização de lista com os melhores cafés para comprar no Sul de Minas que vocês querem? então toma esse listão do que comprei e amei🥳!

(e chama no insta @tha.experimentando para conferir esses @s e um reels com o top 5 de cafés para diferentes níveis de amantes dessa bebida boa demais!)

  • Acafeg – essa associação de produtores de um bairro de Andradas tem marca própria. e com café beeem torrado. lindo de ver! e de tomar.
  • Café Especial da Tamires: essa produtora de Andradas tá mandando cada vez melhor! fiquem de olho! e encomendem pacotinhos dela (que tá bem bonitos).
  • Café Goulart: produzido pelo Ivan Santana e família, em Cabo Verde. o Ivan é produtor e um mestre de torra de mão cheia! (inclusive, vencedor de um prêmio para torrefações). imagina se não vale cada grama do que ele produz e torra?
  • Café Mourisco: é uma bebida que me surpreendeu! desses cafés que poucas vezes eu encontro por aí… e produzido em Poços!
  • Café Podestá: para começar com doçura lá no alto! um belo café chocolatudo, que eu amei tomar.
  • Gamers Coffee: novos cafés! aqueeeela qualidade que, na moral, tem em poucos lugares. sempre falo, porque é meu parceiro, mas acima de tudo porque é bom demais mesmo. (e tem desconto com o cupom: EXPERIMENTAL).
  • Coopfam: se perguntam de cafés orgânicos, eu sempre indico essa cooperativa de Poço Fundo. e, além de orgânico, é especial e delícia. confia!
  • Cafés diversos da Assprocafé: essa associação de Cabo Verde tem muitos produtores com pacotinhos diferentes. e uma opção incrível de drip coffee com os cafés campeões do concurso mais recente. vale a pena demais provar!

Consumo local

quem já acompanha este blog sabe que consumir localmente é uma baita prioridade por aqui. quanto mais pertinho, menor a logística do produto até você. mais se valoriza o produtor/torrefador/indústria da região. e mais barato pode se tornar o café de qualidade!

outra coisa que priorizei na lista foi dar espaço para marcas pequenas, cooperativas e agricultores que se arriscam na empreitada de industrializar sua produção. todos entraram porque são bons! e porque eu acredito nesses trampos.

e aí, o que mais você incluiria nessa lista? sei que preciso muito conhecer iniciativas de outras cidades, como Alfenas, Lavras e por aí vai… então vamos crescer essas sugestões, comentando!

vamos de novo Workshop Cafés Africanos? com direito a degustação de 3 grãos diferentes, em SP!

pensa na minha alegria quando minhas amigas, e fundadoras da Punga Cafés Especiais, torrefação e escola feita por mulheres, me convidaram para fazer um workshop? muita! e o tema tem muito a ver com duas experiências que eu conduzi em 2023. se no ano passado eu foquei na Etiópia, esse ano vai ser maior. 🙂

cafés africanos

lá em Pinheiros, na sede da Punga, vai rolar o Workshop Cafés Africanos, que dá direito a degustação de três grãos diferentes. eles foram produzidos em países como a Etiópia e o Quênia, e torrados pela The Barn, torrefação baseada em Berlim, Alemanha.

os cafés vão preparados pelas fundadoras da Punga, Keiko Sato e Elis Bambil. e, para ir além do sensorial, vai ter muita informação sobre história e cultura desses  países! quem guia o papo sou euzinha, rs, jornalista especializada em cafés. claro que vou também levar registros feitos na minha viagem à região de Sidama, na Etiópia, e muita história do que vi e aprendi por lá.

além dos cafés etíope e queniano, a experiência terá, ainda, um café surpresa. O workshop terá turmas limitadas, já que esses pacotes dessas origens estão esgotados.

desconto para profissionais da área

a Punga oferece um desconto especial para profissionais da cadeia do café. baristas, mestres de torra, produtoras/es, entre outros, terão 15% de desconto, fazendo pagamento em PIX. Para receber mais informações, basta entrar em contato pelo instagram @pungacafes ou pelo e-mail contato@pungacafes.com.br. ou me dá um alô no meu insta @tha.experimentando.

Serviço

Workshop Cafés Africanos

Quando? Dias 17 e 20 de janeiro, das 10h às 11h30

Local: Av. Pedroso de Morais, 794 – Pinheiros – SP

Onde comprar: https://pungacafes.com.br/produto/workshop-cafes-africanos/

5 ideias de presente [de Natal ou do ano todo] para quem ama café

se você é tipo eu, que funciona mais nos 45 do segundo tempo, vem que tem lista com ótimos presentes para quem ama café!

já é quase Natal. mas quem liga? nós deixamos as compras pra última hora sim! na verdade, eu compro tudo isso o ano todo, porque essa lista aqui vale a pena. tem coisas materiais e experiências! para quem tá no Sul de Minas e pros paulistanos de plantão:

cafezão Gamers. esse é fermentado e eu amo!
  • Cursos da Punga: tem pra todo nível de amante de café e até profissional. de introdução ao café especial e Métodos de Preparo, até curso de formação para Barista I, Barista Avançado, Latte Art e Métodos!

    eu suuuper indico até porque meu primeiro curso de barista foi com a Keiko Sato, uma das fundadoras da Punga. (aqui eu contei minha experiência).

    pra garantir sua vaga (ou o presente de alguém) já nas turmas de janeiro, compra aqui no site delas: https://pungacafes.com.br/cursos/;

    *bônus: se quiser cafés especiais Punga, usa meu cupom de 15% de desconto: experimentando*

  • Cachaça de destilado de café da João Fortes: vai uma cachacinha mineira? e se for destilada com o fruto maduro de um café especial? melhor ainda! é assim a marca João Fortes. uma cachaça produzida em Cabo Verde, na Região Vulcânica e Sudoeste de Minas. coisa fina, eu gosto bastante.

    pra encomendar, fala no insta da João Fortes;

  • Camisetas da Cascafina: pô, eu realmente sou fã dessa marca. tenho umas 3 camisetas deles, e caneca e azulejo que ganhei da minha amiga alfenense isabella alves. masss o legal é: a Cascafina tem estampas declarando amor ao café! é um baita presente. e todo mundo vai perguntar onde você comprou, tá? já aviso;

  • Cafés e Kits do Gamers Coffee: para quem é de Poços ainda dá super tempo de comprar e retirar lá na sede! é uma das marcas que eu indico de olhos fechados. TODOS os cafés que já tomei eram de fato muito bons. coisa rara nesse mercado, tá? e ainda tem kits com métodos de preparo + pacotinhos! belo presente;

    é por isso que eu sou parceira deles, e tenho até cupom que dá 10% de desconto! é só digitar EXPERIMENTAL na compra do site da Gamers e ser feliz;

  • Cosméticos da Kapeh: mais uma marca que eu comprei e, se pudesse, compraria bem mais. os cremes dessa marca de Três Pontas são deliciosos, cheirosinhos, e feitos à base de café verde. eles tem lojas em várias cidades do Sul de Minas e em São Paulo, capital. vale passear no site também: https://kapeh.com.br/;

gostou dessa seleção? o que mais você incluiria? me conta aqui ou manda lá no meu instagram: @tha.experimentando.

beijos, com minha camiseta Pão de Queijo & Cafezinho & Vacina Pra Todos que está sempre na moda e é da Cascafina

Lancei o Direto do Pé! Meu podcast sobre comida no Sul de Minas

depois de 5 meses de muito trabalho, diversão, correria e realização, tá no ar meu novo podcast! o Direto do Pé.

nele, converso com muita gente interessante e falamos sobre alimentação local.
o foco é na região do Sul de Minas e comecei por Poços de Caldas e seu entorno.

vou contar como surgiu tudo isso… mas, pra ouvir já, ele tá disponível no Spotify e Youtube e, claro, nesse blog! ouça, abaixo:

#5 Olha a banana! Produção e curiosidades no Sul de Minas Direto do Pé

A fruta mais consumida do Brasil! E cheia de poesia nos termos, como o coração, a mãe, a filha e a neta. Assim é a banana. Vamos descobrir mais da produção dela aqui no Sul de Minas, falando direto com dois produtores: o Lucas Antônio de Souza e o Pablo Passos Rodrigues.Solta o episódio! 🙂Siga nosso insta: @diretodopepodcastO Direto do Pé℗ é uma criação da jornalista Thais Fernandes (@tha.experimentando), que também assina produção, entrevista e captação.Apoio do programa Acelerando Negócios Digitais.A edição, mixagem e masterização são feitas pelo Leopac no Lab3 Estúdio.
  1. #5 Olha a banana! Produção e curiosidades no Sul de Minas
  2. #4 Comida ancestral
  3. #3 De produtores direto para restaurantes
  4. #2 Cadê os orgânicos?
  5. #1 Qual comida tá na mesa do Sul de Minas?

a história por trás

eu podia começar essa história muuuuito lá atrás. tipo na faculdade. mas acho que o importante mesmo é: corta pra junho desse ano. eu tinha feito a primeira etapa do curso Acelerando Negócios Digitais, do International Center For Journalists (ICFJ) com a META. essa mesmo, a mãe do facebook, instagram, etc…

sempre celebrei cada etapa que passei desse tipo de seleção, porque, honestamente, nunca tive indicação pra nada. e isso, em São Paulo, é sobreviver na selva meeesmo. mas daí que, na segunda etapa, também selecionaram meu projeto pra receber mentoria: o Direto do Pé!

de lá pra cá aconteceu MUITA COISA. fui demitida (e acho importante falar isso, porque a vida não é só vitória, embora sair daquele ambiente corrosivo tenha sido bom pro meu estômago e cabeça). comecei a estruturar o podcast. tirar ele do papel mesmo.

conheci meu mentor, Geraldo Nascimento. a melhor pessoa e profissional que eu podia ter conhecido naquele momento! um cara vibe boa. disposto a ouvir. criativo. foi com ele que a coisa começou a tomar forma e eu retomei minha autoestima profissional. é forte, e é verdade.

no final das contas, o Direto do Pé é sobre colocar no mundo um trampo que eu acredito… e que fiz cada detalhe. ou não, né? a logo é feita pelo meu amigo, designer e ator Gabriel Gonzalez. e reflete cada significado do que é alimentação e jornalismo local pra mim. a edição é do LeoPac, músico poços-caldense que tem um baita ouvido e deu vida sonora para cada episódio.

nasceu

muito inspirada pelas pessoas que já entrevistei ao longo de quase 10 anos cobrindo agricultura e alimentação… e pela transformação que ter uma horta em casa, com meus pais, trouxe na minha vida! foi assim, que veio a semente do Direto do Pé.

5 meses, 15 entrevistas e muitas horas de gravação depois… ele nasceu!

espero que você possa ouvir! e me dá seu feedback? vai ser super importante pra mim se puder compartilhar com seus amigos! e seguir o insta desse projeto @diretodopepodcast.

de 15 dias em 15 dias tem episódio novo! até jájá 🙂

Minas Mais Café volta com feira e papo com mulheres em Poços

ação movimenta a cena de mulheres que trabalham com café, desde a produção até várias formas de arte. vai ter uma boa roda de conversa, mediada por essa jornalista que vos escreve, Thais Fernandes. espero vocês, dia 07, no IF Sul de Minas de Poços!

uma feira, degustação e uma boa roda de conversa com mulheres incríveis do café! vai ter tudo isso na nova ação do Minas Mais Café. esse projeto incentiva o setor cafeeiro feito por mulheres no Sul de Minas. e a ideia é ir além para aliar a produção do café a vertentes artísticas, em especial as artes visuais e a música.

  • há alguns meses o projeto teve sua primeira edição. e eu contei sobre isso nesse texto aqui. estão lembradas?

pois bem! agora, teremos esse novo encontro gratuito, na quinta-feira, 07 de dezembro, das 17h às 21h. o evento é lá no no IF Sul de Minas – Campus Poços de Caldas. e eu estarei lá! vou mediar uma roda de conversa muito massa. e espero te ver lá, hein? olha só os detalhes:

feira, degustação e papo bom!

o encontro vai ter uma feira de produtos relacionados ao café com as inúmeras possibilidades dessa cultura. curiosos? eu já! e como se não bastasse, ainda vai ter degustação de cafés e de quitutes à base de café.

também acontece uma roda de conversa com diversas participações, mediada por mim, Thais Fernandes 🥰.esse papo vai ser sobre a valorização e preservação dos saberes das mulheres relacionados ao café, evidenciando a riqueza da cultura sul-mineira e da Região Vulcânica. vai ser uma prosa boa e necessária demais!

a arte fica por conta da exposição fotográfica e intervenção visual de textos por Sandra Ribeiro (adianto que me emocionei com vários textos na primeira ação). também vai ter pocket show da cantora Nathalia Diniz e a discotecagem da dj Isadbob.

novo encontro do Minas Mias Café movimenta a cena de mulheres que trabalham com café. vai ter uma boa roda de conversa, mediada por essa jornalista que vos escreve, Thais Fernandes.
Sandra Ribeiro, idealizadora e fotógrafa talentosa, e eu na primeira ação do Minas Mais Café.

a ação é gratuita e aberta ao público de todas as idades, justamente pra mostrar as inúmeras possibilidades da cultura do café. ou seja, é só chegar e celebrar com a gente!

o evento conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas / Prefeitura de Poços de Caldas, com produção da equipe formada por Sandra Ribeiro (idealização e direção geral), Chiara Carvalho (produção executiva), Diego Ávila (assistente de produção), Bjuá Masofie (criação identidade visual e mídias digitais), Isadbob (assistente de produção e dj) e Kauana Benelli (curadoria de imagens), tem apoio da Carvalho Agência Cultural, Café Fuca, IF Sul de Minas, Associação de Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde (ASSPROCAFÉ) e Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica.

punga é nova torrefação e escola de barismo feita por mulheres em SP

o mundo precisa conhecer a Punga Cafés Especiais! Torrefação e escola de barismo, cheia de muita história e mulheres incríveis.

o mundo precisa saber que a Punga Cafés Especiais tá na área! 🥰 Com cursos, pacotinhos e muita história de mulheres incríveis.

essa é uma torrefação e escola de barismo que já nasce cheia de propósito, já que está sendo fundada pela Elis Bambil, uma mulher negra e pela Keiko Sato, uma mulher amarela.

quer mais? o nome ‘Punga’ é uma homenagem e resgate histórico à Maria Punga, uma mulher negra pioneira, dona da primeira cafeteria de que se tem registro aqui em São Paulo!

o espaço fica na capital paulista. a Punga Cafés Especiais vai oferecer consultoria e mentoria em torra, além de cursos sobre café, do iniciante ao avançado. as sócias – e minhas amigas – abriram as portas em outubro e já tem, também, pacotinhos com grãos produzidos por mulheres.

as sócias se conheceram no mercado do café, quando Elis teve Keiko como sua mentora. Logo, elas perceberam a demanda por ambientes mais saudáveis e decidiram criar um negócio com espaço com uma lógica de negócios mais matriarcal. “A ideia foi trazer uma visão mais humana sobre a cadeia de café, desde o produtor até o barista, sem transformar pessoas em números, ou os processos em algo tão mecânico”, explica Elis. 

essa escola incrível já tá oferecendo os cursos de:

  • Barista Básico
  • Barista Avançado
  • Latte Art
  • Métodos de Preparo
  • Mentoria em Torra
  • Consultoria

as empresas, como cafeterias, também poderão comprar cafés torrados diretamente pela Punga. fica aí a oportunidade para ter seu próprio pacotinho de cafés em uma torra linda!

Mulheres 

o nome Punga veio da história de Maria Emília Vieira. conhecida como Maria Punga, essa mulher negra foi pioneira em criar o que é o primeiro café que se tem registros em São Paulo. ainda na década de 1850, a quituteira abria as portas de sua casa e servia cafés torrados, moídos e preparados na hora.

Elis e Keiko souberam da história inspiradora através do Cartografia Negra, coletivo de pesquisadoras pretas que promove a busca da memória negra apagada do centro de São Paulo. foi desses dados resgatados pelo coletivo, que nasceu a homenagem ao pioneirismo de Maria Punga. essa história é demais e tem que chegar em mais gente mesmo!

cupom de desconto 💖

outra ação da torrefação será com seus próprios cafés. a Punga já lançou 3 pacotinhos, com grãos fornecidos apenas por mulheres que produzem café. A ideia é ampliar a visibilidade dessas produtoras, que por vezes não tem seus nomes e trabalho reconhecidos pela indústria. E, claro, trabalhar com cafés de alta qualidade.

e adivinha??? tem CUPOM de desconto para quem acompanha esse blog!

>>>é só acessar: pungacafes.com.br/
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só vale para cafés e vai até dia 31/12, beleza? então bora! compra lá que tem 3 opções deliciosas!

grãos lindos do Café Maria Emília, da Punga Cafés
foto: Thais Fernandes