Poços de Caldas Coffee Week: 7 combos para provar no festival

essa é a primeira vez que o festival, originalmente chamado Brasil Coffee Week, acontece em Poços. saiba como foi a experiência de visitar sete cafeterias participantes. 

até o dia 24 de novembro a Poços de Caldas Coffee Week está aquecendo o circuito de cafés especiais da minha cidade querida, no Sul de Minas. à convite da organização, eu provei sete dos 20 combos oferecidos nas cafeterias participantes! (amo meu trabalho ou sim?). 

essa é a primeira edição do festival gastronômico em Poços! ele reúne cafeterias, confeitarias e panificadoras para que cada uma crie um menu de valor fixo de R$25. Os menus incluem comida e bebida, mas cada um foi uma surpresa. 

o tanto que eu me esbaldei desse tour… fiz todas as cafeterias em 2 dias! haja cafeína no sangue 😛

teve salgadão + coado on the rocks; salgado + doce + coado; doce grandão + café gelado; porçãozinha + cappuccino… enfim, a especialidade de cada casa em uma curadoria massa. 


Processando…
Sucesso! Você está na lista.

cafeterias para visitar no Poços de Caldas Coffee Week 

no total, são 20 cafés participantes, o que me impressionou muito… mesmo conhecendo o potencial de Poços na cena, foi surpreendente perceber a quantidade de lugares com cafés de qualidade! muitas casas novas surgirem. e muitas tradicionais estão, agora, com café especial! que lindo ver essa evolução. 

O festival vai até dia 24/11, então tanto quem é da região, quanto turistas podem aproveitar finais de semana e feriado (São Paulo), para visitar!  

quer saber onde tomar o combo de café em Poços de Caldas? vem saber da experiência e dos menus que eu provei:

Nita Padaria Artesanal 

combo: café coado + financier + pão de queijo. a bebida é feita com grãos do café Mourisco, uma marca de produtor local que eu estava doida pra provar.

e valeu super a pena. o pão de queijo é um mix de queijinhos, cheiroso e delicioso! e o doce eu provei o financier de pistache, que estava bem suave. 

Café Sete Quedas 

combo: café coado na V60 + bolo gelado + folhado. O café é feito na própria fazenda da dona da cafeteria. muito gostoso e ornou super com o folhado de alho-poró que escolhi. e o bolo gelado de doce de leite? de dar água na bocaaaa.

o ambiente é amplo e delicioso. já as comidas desse combo são um pouco menores, então se vier em dupla peça mais comidinhas para complementar. 

Âncora Coffee House 

combo: focaccia recheada + café do dia gelado. café de qualidade, já habitual na Âncora que é referência em grãos especiais na cidade. Eles também estão usando café Mourisco (do Pedro Lotti) e a torra é do Gamers Coffee (que sempre indico aqui e tenho cupom de desconto EXPERIMENTAL. pode usar que vale a pena!). 

A focaccia também tava delícia e bem servida. Aqui vale a pena vir com tempo porque a cafeteria é bem movimentada, o que pode gerar um pouquinho de demora na entrega do pedido. 

Panedota 

combo: cold brew + croissant de coco com doce de leite de corte regional. Café extraído a frio, o cold brew estava delicoso. como já foi feio gelado, ele segue sem derreter o gelo e é a melhor opção no calorão! A massa do croissant é incrível, trabalho da padeira dona da casa.

Só achei que o doce de leite estava meio durinho e acumulou de um lado só (logo na minha vez haha, porque sei que a qualidade ali é boa e acredito que foi uma experiência pontual). 

Casa do Colono 

combo: Capuccino trufado + pão de queijo com pernil. Um dos combos mais diferentes e que atrai até quem não é focado em cafés especiais. O cappuccino é mais focado em quem gosta de uma bebida com café, mas bem adocicada. (caiu super bem, já que sou uma formiguinha), e o pão de queijo com pernil de-li-ci-o-so!

Vale a pena só consultar antes para saber se está disponível, ou se tem tempo de preparo maior. no dia em que fui aconteceu de ter uma diferença entre a entrega do cappuccino e do pão de queijo, até por isso as fotos são separadas.

Cafétopia 

combo: drip coffee ou cold brew + toast de queijo canastra, mel e castanha + fatia de bolo de iogurte com cobertura de limão. a foto que abre esta matéria do combo do Cafetopia. pensa em um combão! vale a pena ir com fome lá, porque o combo deles vale muito a pena! 

bolo de fundo, cold brew em destaque! e a foto de destaque deste texto mostra também o toast de queijo da canastra com mel. huuuum…

eu provei o cold brew e ele estava mais encorpado do que as outras bebidas geladas que provei no festival. Minha fica é prová-lo junto com o bolo de iogurte com cobertura de limão. o toast de queijo canastra estava diviiino. O café é feito na propriedade da família, também no Sul de Minas. 

Prosa & Café Gourmet  

combo: café filtrado no método koar + bolo de café. Uma grata surpresa chegar no shoppig da cidade e encontrar um lugar com várias opções de cafés especiais. O combo do festival estava bem gostoso!

cafezão e bolo! tudo que eu queria pra terminar esse mega tour.

O café é feito com grãos da propriedade dos donos também e foi filtrado no Koar, um método brasileiro e lindão. Também gostei bastante do bolo de café com chocolate. Docin!

As outras cafeteria participantes do evento são: Art Café, Bold Bloom, Café Concerto, D’Gust Confeitaria e Café, Doce na Roça, DuckBill Cookies & Coffee, Floricitá Café, Lascaux Chocolates Rústicos, Lyla Café,  Rotina Café Galeria, Sower e Tradi Café.

vale lembrar que a cada 5 combos, o consumidor pode concorrer a um kit para coffeelovers. se for nas cafeterias, você pode pedir um cartãozinho para os cafés ire carimbando a cada visita.

a Poços de Caldas Coffee Week também contou com workshops sobre cafés especiais e chá. O festival originalmente se chama Brasil Coffee Week e tem chegado a diferentes cidades do país. 

Serviço 

Cardápio completo e programação do festival: www.brasilcoffeeweek.com.br 

Valor de cada combo: R$25,00

Instagram: @brasilcoffeeweek 

descubra mais sobre cafés em Poços e no mundo

se você chegou por aqui recentemente, saiba que escrevo sobre café desde 2014! então, por aqui neste blog e no instagram @tha.experimentando tem muito conteúdo! alguns que selecionei para você começar são:

vamos de novo Workshop Cafés Africanos? com direito a degustação de 3 grãos diferentes, em SP!

pensa na minha alegria quando minhas amigas, e fundadoras da Punga Cafés Especiais, torrefação e escola feita por mulheres, me convidaram para fazer um workshop? muita! e o tema tem muito a ver com duas experiências que eu conduzi em 2023. se no ano passado eu foquei na Etiópia, esse ano vai ser maior. 🙂

cafés africanos

lá em Pinheiros, na sede da Punga, vai rolar o Workshop Cafés Africanos, que dá direito a degustação de três grãos diferentes. eles foram produzidos em países como a Etiópia e o Quênia, e torrados pela The Barn, torrefação baseada em Berlim, Alemanha.

os cafés vão preparados pelas fundadoras da Punga, Keiko Sato e Elis Bambil. e, para ir além do sensorial, vai ter muita informação sobre história e cultura desses  países! quem guia o papo sou euzinha, rs, jornalista especializada em cafés. claro que vou também levar registros feitos na minha viagem à região de Sidama, na Etiópia, e muita história do que vi e aprendi por lá.

além dos cafés etíope e queniano, a experiência terá, ainda, um café surpresa. O workshop terá turmas limitadas, já que esses pacotes dessas origens estão esgotados.

desconto para profissionais da área

a Punga oferece um desconto especial para profissionais da cadeia do café. baristas, mestres de torra, produtoras/es, entre outros, terão 15% de desconto, fazendo pagamento em PIX. Para receber mais informações, basta entrar em contato pelo instagram @pungacafes ou pelo e-mail contato@pungacafes.com.br. ou me dá um alô no meu insta @tha.experimentando.

Serviço

Workshop Cafés Africanos

Quando? Dias 17 e 20 de janeiro, das 10h às 11h30

Local: Av. Pedroso de Morais, 794 – Pinheiros – SP

Onde comprar: https://pungacafes.com.br/produto/workshop-cafes-africanos/

5 ideias de presente [de Natal ou do ano todo] para quem ama café

se você é tipo eu, que funciona mais nos 45 do segundo tempo, vem que tem lista com ótimos presentes para quem ama café!

já é quase Natal. mas quem liga? nós deixamos as compras pra última hora sim! na verdade, eu compro tudo isso o ano todo, porque essa lista aqui vale a pena. tem coisas materiais e experiências! para quem tá no Sul de Minas e pros paulistanos de plantão:

cafezão Gamers. esse é fermentado e eu amo!
  • Cursos da Punga: tem pra todo nível de amante de café e até profissional. de introdução ao café especial e Métodos de Preparo, até curso de formação para Barista I, Barista Avançado, Latte Art e Métodos!

    eu suuuper indico até porque meu primeiro curso de barista foi com a Keiko Sato, uma das fundadoras da Punga. (aqui eu contei minha experiência).

    pra garantir sua vaga (ou o presente de alguém) já nas turmas de janeiro, compra aqui no site delas: https://pungacafes.com.br/cursos/;

    *bônus: se quiser cafés especiais Punga, usa meu cupom de 15% de desconto: experimentando*

  • Cachaça de destilado de café da João Fortes: vai uma cachacinha mineira? e se for destilada com o fruto maduro de um café especial? melhor ainda! é assim a marca João Fortes. uma cachaça produzida em Cabo Verde, na Região Vulcânica e Sudoeste de Minas. coisa fina, eu gosto bastante.

    pra encomendar, fala no insta da João Fortes;

  • Camisetas da Cascafina: pô, eu realmente sou fã dessa marca. tenho umas 3 camisetas deles, e caneca e azulejo que ganhei da minha amiga alfenense isabella alves. masss o legal é: a Cascafina tem estampas declarando amor ao café! é um baita presente. e todo mundo vai perguntar onde você comprou, tá? já aviso;

  • Cafés e Kits do Gamers Coffee: para quem é de Poços ainda dá super tempo de comprar e retirar lá na sede! é uma das marcas que eu indico de olhos fechados. TODOS os cafés que já tomei eram de fato muito bons. coisa rara nesse mercado, tá? e ainda tem kits com métodos de preparo + pacotinhos! belo presente;

    é por isso que eu sou parceira deles, e tenho até cupom que dá 10% de desconto! é só digitar EXPERIMENTAL na compra do site da Gamers e ser feliz;

  • Cosméticos da Kapeh: mais uma marca que eu comprei e, se pudesse, compraria bem mais. os cremes dessa marca de Três Pontas são deliciosos, cheirosinhos, e feitos à base de café verde. eles tem lojas em várias cidades do Sul de Minas e em São Paulo, capital. vale passear no site também: https://kapeh.com.br/;

gostou dessa seleção? o que mais você incluiria? me conta aqui ou manda lá no meu instagram: @tha.experimentando.

beijos, com minha camiseta Pão de Queijo & Cafezinho & Vacina Pra Todos que está sempre na moda e é da Cascafina

punga é nova torrefação e escola de barismo feita por mulheres em SP

o mundo precisa conhecer a Punga Cafés Especiais! Torrefação e escola de barismo, cheia de muita história e mulheres incríveis.

o mundo precisa saber que a Punga Cafés Especiais tá na área! 🥰 Com cursos, pacotinhos e muita história de mulheres incríveis.

essa é uma torrefação e escola de barismo que já nasce cheia de propósito, já que está sendo fundada pela Elis Bambil, uma mulher negra e pela Keiko Sato, uma mulher amarela.

quer mais? o nome ‘Punga’ é uma homenagem e resgate histórico à Maria Punga, uma mulher negra pioneira, dona da primeira cafeteria de que se tem registro aqui em São Paulo!

o espaço fica na capital paulista. a Punga Cafés Especiais vai oferecer consultoria e mentoria em torra, além de cursos sobre café, do iniciante ao avançado. as sócias – e minhas amigas – abriram as portas em outubro e já tem, também, pacotinhos com grãos produzidos por mulheres.

as sócias se conheceram no mercado do café, quando Elis teve Keiko como sua mentora. Logo, elas perceberam a demanda por ambientes mais saudáveis e decidiram criar um negócio com espaço com uma lógica de negócios mais matriarcal. “A ideia foi trazer uma visão mais humana sobre a cadeia de café, desde o produtor até o barista, sem transformar pessoas em números, ou os processos em algo tão mecânico”, explica Elis. 

essa escola incrível já tá oferecendo os cursos de:

  • Barista Básico
  • Barista Avançado
  • Latte Art
  • Métodos de Preparo
  • Mentoria em Torra
  • Consultoria

as empresas, como cafeterias, também poderão comprar cafés torrados diretamente pela Punga. fica aí a oportunidade para ter seu próprio pacotinho de cafés em uma torra linda!

Mulheres 

o nome Punga veio da história de Maria Emília Vieira. conhecida como Maria Punga, essa mulher negra foi pioneira em criar o que é o primeiro café que se tem registros em São Paulo. ainda na década de 1850, a quituteira abria as portas de sua casa e servia cafés torrados, moídos e preparados na hora.

Elis e Keiko souberam da história inspiradora através do Cartografia Negra, coletivo de pesquisadoras pretas que promove a busca da memória negra apagada do centro de São Paulo. foi desses dados resgatados pelo coletivo, que nasceu a homenagem ao pioneirismo de Maria Punga. essa história é demais e tem que chegar em mais gente mesmo!

cupom de desconto 💖

outra ação da torrefação será com seus próprios cafés. a Punga já lançou 3 pacotinhos, com grãos fornecidos apenas por mulheres que produzem café. A ideia é ampliar a visibilidade dessas produtoras, que por vezes não tem seus nomes e trabalho reconhecidos pela indústria. E, claro, trabalhar com cafés de alta qualidade.

e adivinha??? tem CUPOM de desconto para quem acompanha esse blog!

>>>é só acessar: pungacafes.com.br/
>>>adiciona o cupom: experimentando
>>>e ganhar 15% de desconto nos ☕!

só vale para cafés e vai até dia 31/12, beleza? então bora! compra lá que tem 3 opções deliciosas!

grãos lindos do Café Maria Emília, da Punga Cafés
foto: Thais Fernandes

illycaffè lança café de agricultura regenerativa do Cerrado Mineiro

illy lança café Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro, o primeiro 100% de agricultura regenerativa com certificação regenagri.

O Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro é o primeiro café 100% agricultura regenerativa com certificação regenagri e vai ser vendido globalmente

nessa semana, estive no lançamento de um café pioneiro entre as linhas da illycaffè. a marca italiana lançou seu primeiro produto feito 100% agricultura regenerativa com certificação regenagri. os grãos tem também selo de Denominação de Origem que comprova que é produzido na Região do Cerrado Mineiro. e vai ser vendido globalmente!

o evento aconteceu no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, capital. e tava cheinho, viu? um grupo grande de cafeicultores veio do Cerrado para acompanhar a novidade e ver de perto a mais nova latinha da illy, em parceria com a Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

uma coisa bacana dessa linha é que ela não será limitada. ou seja, a ideia é que o café produzido com uma agricultura regenerativa continue à venda por um bom tempo.

agricultura regenerativa?

não é de hoje que a sustentabilidade é destaque – e necessidade – na produção de alimentos, né? uma das formas de produzir com mais responsabilidade ambiental é a agricultura regenerativa. Samuel Giordano, professor e diretor da Universidade do Café Brasil, explicou em um seminário promovido pela illy, que a agricultura regenerativa é a prática de restauração de áreas produtivas que leve à saúde do ambiente como um todo, estabelecendo o tripé da sustentabilidade: social, econômica e ambiental.

a illy afirma que esse novo lançamento faz parte da busca da empresa em se comprometer em mitigar os efeitos das mudanças climáticas em toda a cadeia de fornecimento. por isso, a marca quer fortalecer o modelo de agricultura regenerativa, que permite regenerar naturalmente o solo e reduzir as emissões de CO2, contribuindo para a produção de um café mais sustentável, saboroso e saudável

lançamento do novo café da illy, e momento de encontrar amigos como o José Cordeiro, gerente de qualidade da illy em SP.

do lado do Cerrado Mineiro, algumas fazendas já vinham trilhando esse caminho, como a Fazenda Três Meninas. é de lá que vem boa parte dos grãos que será vendido agora, e muitas das imagens que estavam sendo mostradas no evento no MIS. além dos produtores, como os donos da Três Meninas, Paula Curiacos e Marcelo Urtado, também estiveram no evento o diretor-geral da illycaffè Sud America, Frederico Canepa, do presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, e Fernando Beloni, presidente da Expocacer. 

Mostra com Degustação de Café no MIS

para quem é de São Paulo, até 15 de outubro, os visitantes do MIS terão a oportunidade de conhecer mais sobre a produção do Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro e ainda degustar o primeiro café proveniente da agricultura regenerativa.

o espaço também conta com uma breve mostra com painéis e imagens sobre a origem desse café tão especial e os visitantes do museu poderão degustar e apreciar o sabor único dos grãos selecionados do Cerrado Mineiro.

qual é o país do café, afinal?

uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café’ nas cidades. e de ‘país do café’ entre as nações.

polêmica alert* mais um texto de opinião chegando 🙂 mais um tema que ressoa na minha caixola. e não é de hoje.

nos últimos anos, tenho frequentado muitas feiras. no Brasil ou na gringa. em São Paulo, capital, e nos interiores daqui e de Minas. e uma coisa me deixa com a pulga atrás da orelha. o título de ‘capital do café‘ nas cidades. e de ‘país do café‘ entre as nações.

agora cê já pode estar com raiva dessa jornalista que inventa moda até de questionar o título de ‘Brazil, the Coffee Nation‘. esse, aliás, é o nome do projeto que promove o café do Brasil no exterior, juntando a associação do setor dos especiais, a BSCA, com a nossa agência ApexBrasil.

então… calma, bem. eu vou concordar com você! esse é um belo slogan. acho mesmo bonito. e o principal: acho mesmo real. a gente aqui é um país que viveu e vive café ainda hoje. (apesar de precisar registrar aqui a história escravagista que nos marcou).

então, qual o que me deixa curiosa no coffee nation? a pulga mora na orelha do singular. se um é O país do café, os outros todos deixam de ser? é uma pergunta genuína.

só para citar três casos emblemáticos:

  • Etiópia
  • Colômbia
  • Vietnã

esses aí, acima, não são também nações do café? o primeiro, berço da espécie da arábica; o segundo, referência no marketing; o terceiro, maior produtor da espécie canéfora. para simplificar e reduzir beeeeem o envolvimento de cada um com o grão.

mas a danada da dúvida só foi crescendo quando estive na Expo 2020. um evento que reúne pavilhões de países do mundo todo! eles querem se mostrar. escolhem tudo de melhor e estampam em fotografias e apresentações. e lá eu vi o tamanho do café que a gente precisa dividir. não é só a xícara. é o simbolismo.

fui buscar o site de um desses países que me chamou a atenção pelos frutos que coloriam o pavilhão. era o Burundi. uma nação que também é o café:

o Burundi era só um dos países que tinham café em slogans e fotos lá na exposição universal

Brazil, the coffee nation

o maior produtor. principal exportador. dono de uma diversidade gigantesca. criador de tecnologias do setor. lançador de tendências na prova (alô, sabiás). referência em pesquisa. eu sei, nós somos mesmo a nação do café.

o que me deixa com vontade de trazer essa provocação é entender o tamanho desse setor. se no mundo dá pra ter dezenas de países tão envolvidos com o café, a ponto de colocarem essa planta/fruto/bebida nos seus estandes, slogans, turismos… o que dirá de cidades que tem nessa produção a base da economia toda?

de Londrina, no Paraná, à Cacoal, em Rondônia… passando por Três Pontas, Minas Gerais, e incluindo São Paulo, capital… esse título de ‘cidade do café’ tá pra todo lado. e tem justificativa. é justo. todos esses lugares encontram um lugar muito simbólico no café.

por isso, pra mim, o que dá para falar sem medo de ser feliz é do papel de cada um nessa história. tem o que manda bem nos cafés de altitude. aquele que criou um processo. o país com mais cafeterias de especiais. e aquele que tá inovando agora. sem esquecer do berço dessa planta. enfim, espaço e característica tem pra todo mundo.

mas, de toda forma, é forte pra caramba perceber isso. e bem compreensível. (quase) todo mundo já se sentiu um pouco capital do café no Brasil. e, por que não?, no mundo.

minifestival de cafeterias + grãos da Chapada Diamantina

tá rolando um minifestival por cafeterias da capital! degustação, workshop e venda de um café que é produto social. vamos lá que te conto 😉:

BAITA notícia pros paulistanos e região! até o dia 06 de fevereiro tá rolando um minifestival por cafeterias da capital! e mais: a iniciativa gira em torno de divulgar um café. não, um cafezão. um produto social. vamos lá que te conto 😉:

a iniciativa é da Nescafé Origens do Brasil, a marca sustentável de cafés da Nestlé. mas a real é que esse Minifestival de Cafeterias tem um propósito maior: mostrar novo Origens do Brasil Fazedores de Café. Essa latinha carrega o café especial (já móido, tá?) produzido na Chapada Diamantina (BA) por alunos que participaram de um projeto incrível. o Fazedores de Café!

os Fazedores de Café

essa iniciativa merece um texto só dela, masss vou resumir aqui pro cê. o Fazedores é um projeto que forma jovens, em situação de risco, na profissão de barista! foi criado pelo Sofá Café e apoiado por professores fodas da área. recentemente, o Fazedores capacitou também jovens cafeicultores. Aí entrou o apoio da Nescafé. e dessa parceria nasceu o primeiro produto social da Nescafé no mundo.

>>> confere os conteúdos sobre esse café e MUITO mais lá meu instagram! @tha.experimentando!

TCHANDÃN! essa latinha aqui vai ter seu valor revertido para o próprio Fazedores! massa, né?

cafézão. e como instrumento de transformação social.

o que é que esse café tem? a descrição é de aroma de rapadura, melaço e frutas secas. 😮

o minifestival em SP

nessa primeira edição, o minifestival faz um giro pela capital paulista, (inclusive, ele começou logo no aniversário de 469 anos de São Paulo, 25 de janeiro). mas calma que vai até 6 de fevereiro! e passa por cinco cafeterias de excelência: Sofá Café, Fora da Lei, Futuro Refeitório, Over Coffee Roasters e Perseu.

o que vai rolar? degustação gratuita do Origens do Brasil Fazedores de Café! e claro, as latinhas desse café vão estar à venda! e em um pack limitado, viu? o kit inclui uma xícara desenvolvida pelas neurocientistas Fabiana Carvalho e Maísa Mancini, do projeto The Coffee Sensorium.

vão rolar também workshops de barismo gratuito com Renan Dantas, barista premiado da Nescafé. Interessados em participar devem contatar diretamente a cafeteria selecionada para reservar sua vaga.

SERVIÇO MINI FESTIVAL DE CAFETERIAS NESCAFÉ ORIGENS E WORKSHOPS:

OVER COFFEE
Workshop: 27/01, às 10h-11h e 16h-17h.
Endereço: R. Eugênio de Medeiros, 466 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05425-001
Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 10h às 17h e aos sábados das 10h às 15h.

SOFÁ CAFÉ
Workshop: Dias 30/01, às 11h, e 31/01, às 14h.
Endereço: R. Jaguaribe, 258 – Consolação, São Paulo – SP, 01224-000
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 08h às 18h30, sábados e domingos das 10h às 18h.

PERSEU
Workshop: Dia 31/01, às 9h.
Endereço: Alameda Santos, 2.159 – Cerqueira César, São Paulo – SP, 01419-002
Horário de funcionamento: Segunda a sexta, das 08h às 23h, aos sábados das 09h às 23h e domingos das 09h às 21h.

FORA DA LEI CAFÉ
Workshop: Dia 01/02, às 9h.
Endereço: R. Cubatão, 131 – Vila Mariana, São Paulo – SP, 04013-040
Horário de funcionamento: Segunda a sábado, das 10h às 18h, e domingos das 11h às 17h.

FUTURO REFEITÓRIO
Endereço: R. Cônego Eugênio Leite, 808 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05414-001
Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira, das 08h às 22h, aos domingos das 09h às 16h.

São Paulo Coffee Festival chegou BEM: experiências e consumo realzão

o que eu vi nesse São Paulo Coffee Festival dificilmente eu vi em outros eventos. experiências, mais diversidade e consumidores reais!

foram 2 anos aguardando essa edição presencial do São Paulo Coffee Festival. E, como diz a chamada na entrada do evento: “CHEGAMOS, SÃO PAULO”. e estreando muito bem, por sinal.

a edição online do ‘SPCF em casa’ já tinha sido linda de ver. mas estar na bienal do Ibirapuera! andando pelos corredores de uma feira exalando café… afff, foi emocionante.

é por isso que quero deixar registrado aqui nesse texto um cadinho do que vi e senti. bora pra esse tour? SÓ ARRASTA PRA LER 🙂

pra consumidor real!

um dos pontos altos dessa feira foi ver gente que curte café, mas não vive café. sim! porque na maior parte dos eventos que acompanho, o público maior é profissional. produtores, torrefadores, baristas… mas e os consumidores?

mas no SPCF a maioria das pessoas circulando eram gente que compra, consome. muitos buscam informação e até estudam a bebida. mas boa parte ‘só’ queria tomar e levar um café bom pra casa! uma moça me perguntou:

-você trabalha com isso? então, me diz, qual café moído é bom para eu comprar?

pergunta genuína. objetiva. e que eu queria muito ter respondido com um ‘DEPENDE’. mas tentei uma manobra, pra não perder de vez essa interlocutora que tava pronta pra me ouvir.

-olha, qual tipo de café você gosta? porque aqui tem de tudo! e na maioria dos estandes você consegue experimentar antes de levar!

assim foi o papo… ela me explicou o tipo de café que gostava. um clássico. simples e ‘forte’. o que eu hoje entendo como um estilo ‘encorpado’, doce, até básico. indicou umas três opções… e lá foi ela. experimentar.

créditos dessas 3 fotos e da foto de abertura desse texto: dos incríveis da Agência Ophelia/Divulgação São Paulo Coffee Festival

experiências e degustações

bom, como boa experimentadooora, eu fiquei de olho no que rolou ali no SPCF. além de todas as aulas nos espaços criados pela organização, o evento tava cheio de possibilidades. cito aqui algumas:

  • harmonização de queijos e cafés! vi + de um estande oferecendo essa delícia;
  • cappuccinos e diversos tipos de bebidas com leite vegetal;
  • opções de sorvetes! pago e/ou grátis (infelizmente, essa não deu pra mim kkkkring);
  • cafés gringos no estande da CULTO;
  • espresso x coado! muitos estandes tinham as duas opções e é uma delícia ver a BAITA diferença que dá o mesmo café dessas duas formas.

diversidade

aqui abro espaço para um debate. havia equilíbrio de origens, etnias e tamanhos o suficiente? não. mas o que eu vi nesse São Paulo Coffee Festival dificilmente eu vi em outros eventos, como um todo. englobo aí os de café, os de alimentação, os nacionais e os gringos onde já estive.

fiquei emocionada de ver famílias pretas passeando pela feira. provando. manjando ou aprendendo de café. vivendo aquilo ali. vi muitas equipes mais diversas do que há alguns anos.

vale dizer que ainda vejo muita padronização como um todo. branquitude. magreza. elitismo.

mas vi muito mais mulheres com a palavra. vi homens e mulheres negras ministrando cursos ou dando aula nos estandes. vi gente diferente. e isso é inspirador pra mim, uma mulher branca cis, mas sem grana e fora do padrão de magreza e de estética, no geral.

falta TANTO! mas, honestamente, é emocionante ver alguma movimentação no setor… é ‘a galera do café’ que precisa mudar como um todo. de pouco em pouco, eu vejo gente entendendo e agindo. é isso que traz mais diversidade pra cá. abrir as portas, os cursos, as vagas de emprego, os holofotes…

que as próximas feiras, cafeterias, torrefações, eventos todos sejam mais recheados de gente diferente. gente do café é gente que parece mais com o nosso país, no melhor sentido dele.

Curso de Barista do Santo Grão: do zero a ser capaz!

Há alguns meses, fiz pela segunda vez um curso de Barista Básico! HÃN? Duas vezes o mesmo módulo? Sim! Eu podia dizer que sou de Peixes, mas só sou doida mesma. Na primeira vez que acompanhei esse curso, eu trabalhava na comunicação do Santo Grão.

Lá, eu vi o trabalho do barista de um outro jeito. A ponta final desse linha do café. O dia a dia, os clientes. O olho no olho. Vi como pode ser apaixonante! Científico e matemático. E pé no chão. Todos os sentidos à postos.

Mas eu nunca tinha me permitido realmente parar de ver e FAZER. Acompanhei a aula… mas com a cabeça pensando no que escrever… e não em viver o ‘ali’.

Agora, tive uma experiência completamente diferente. E aqui vão as dicas de uma aprendiz de barista de segunda viagem:

Mão na massa!
Esse módulo tem três dias de conhecimento. E muita mão na massa! Por isso eu curti tanto. Escrevo sobre café há anos, mas quando você tá de frente a uma máquina de espresso… é ooooutra coisa. Por isso, indico dar uma pesquisada. O curso que você tá pensando em fazer tem teoria e prática?

Atenção para o agora
Você já meditou? Para mim, viver é meditar. A cabeça começa a viajar… e você percebe. E se lembra do que está vivendo neste momento. E volta para o momento. E o ciclo segue… é a tal da busca pela atenção plena.
Aprender a extrair um espresso, é muita atenção plena! A ideia da presença, inclusive, já foi uma das filosofias do Santo Grão. Acho que para muita coisa segue válida. Inclusive, nos cursos.
Escolher bem para confiar
Tem muitas escolas massas por aí… mas qual delas tem Keiko Sato? Dá pra ver o brilho no olho dessa japinha a cada aluno com quem ela troca experiências! Ela é professora dos cursos do Santo Grão. Cuidadora da qualidade dos cafés da rede. Barista chefa. Mestra de torra. Ufa
E tem uma coisa que eu considero primordial em uma professora. Tranquilidade. Ela dá uma segurança pros alunos, sabe? Sobre a possibilidade de tentar de novo. E, aos poucos, se apaixonar por café também. Maravilhosa. E minha amigona! (E, cara, eu escolho bem meus amigos, visse?).

Tudo é novo
O café é um trenzinho. Planta. Semente. Bebida. Polpa. Casca… É bom se preparar para ampliar sua ideia sobre tudo isso. E aproveitar ao máximo cada um destes três dias! Faz…faz de novo! O bacana do curso do Grão é que cada um vai ter tempo de colocar a mão na massa mesmo. E tirar dúvidas. Calma e se joga!

Treine e treine e treine
🙂 Como a Keiko diz, se você já trabalha em cafeterias… aproveite para colocar o máximo que conseguir em prática!

Eu, por exemplo, estava segurando a xícara de um jeito totalmente desconfortável nos primeiros dias. Veja meu semblante de sofrimento kkkk Ainda bem que a gente pode melhorar com o treino 🙂


Ei, psiu! Tem + conteúdo aqui ó: https://www.instagram.com/blogexperimental/

Jardin do Centro – café, plantinhas & preço justo

A louca das plantinhas. E dos cafés! As definições de ambiente delicioso foram atualizadas.

Quer combinação mais amorosa que um café cheio de plantinhas? Eu quero! E a Jardin do Centro acertou! Já fazia tempo que queria conhecer essa cafeteria, que também é loja de plantas. Ela fica pertinho do metrô Higienópolis. E é um baita passeio de domingo bão.

Preço justo pra café delicioso

Bom, além do verde e da cafeína, a Jardin ajustou recentemente seus preços… pra baixo! Vi o anúncio no Instagram e me chamou bastante a atenção! Não é todo dia que uma empresa resolve cobrar menos, certo? A ideia deles é preço mais acessível pra receber mais gente, mais vezes. Me gusta.

O café coado que tomei – e estava muito bom! – custou apenas R$3,50.
O método foi Melitta. Aquele coador clássico nosso de cada dia. E os grãos são do Café do Centro, da linha Origens. Eles também tem espresso (3,50), cold brew (7), prensa francesa (9) e cappuccino (6). Hum, já quero voltar pra provar outro dia.

Delícias da casa

Mas… quero compartilhar o que escolhi para acompanhar o café. Gente, por favor, ESSA DUPLA: café coado + sorvete artesanal!!!


   
Plaquinha da alegria: sorvetes artesanais à vista!

Lá tem sabores bem diferentes tipo ‘canela’ e ‘paçoca’ e bem brasucas tipo ‘jabuticaba’.
Eu escolhi o sabor de cupuaçu. Bem Brasil, bem refrescante. E com aquele azedinho do cupuaçu de dupla pro café docinho. Indico essa dupla!

Como fui no horário de almoço, aproveitei pra provar a feijuca vegana deles. Eu confesso que senti falta de um sabor mais marcante… Mas quer saber? Uma das coisas que me conquista nesse café é o quanto eles vendem o que acreditam. E fazem bem e bem servido! (Se liga na fotinha).

 

A alegria no rosto de quem acertou na escolha do sorvete de cupuaçu + café coado ❤

BÔNUS do veludo roxo:

a loja de plantas é no mesmo local da cafeteria. Tem tanta plantinha diferente! Não resisti a esse veludo roxo maravilhoso. Conheci essa planta na casa de uma amiga artista maravilhosa, a Jess. Na Jardin, também tem o vaso e o pratinho. Quite completo e um domingo aproveitado com sucesso: