vamos de novo Workshop Cafés Africanos? com direito a degustação de 3 grãos diferentes, em SP!

pensa na minha alegria quando minhas amigas, e fundadoras da Punga Cafés Especiais, torrefação e escola feita por mulheres, me convidaram para fazer um workshop? muita! e o tema tem muito a ver com duas experiências que eu conduzi em 2023. se no ano passado eu foquei na Etiópia, esse ano vai ser maior. 🙂

cafés africanos

lá em Pinheiros, na sede da Punga, vai rolar o Workshop Cafés Africanos, que dá direito a degustação de três grãos diferentes. eles foram produzidos em países como a Etiópia e o Quênia, e torrados pela The Barn, torrefação baseada em Berlim, Alemanha.

os cafés vão preparados pelas fundadoras da Punga, Keiko Sato e Elis Bambil. e, para ir além do sensorial, vai ter muita informação sobre história e cultura desses  países! quem guia o papo sou euzinha, rs, jornalista especializada em cafés. claro que vou também levar registros feitos na minha viagem à região de Sidama, na Etiópia, e muita história do que vi e aprendi por lá.

além dos cafés etíope e queniano, a experiência terá, ainda, um café surpresa. O workshop terá turmas limitadas, já que esses pacotes dessas origens estão esgotados.

desconto para profissionais da área

a Punga oferece um desconto especial para profissionais da cadeia do café. baristas, mestres de torra, produtoras/es, entre outros, terão 15% de desconto, fazendo pagamento em PIX. Para receber mais informações, basta entrar em contato pelo instagram @pungacafes ou pelo e-mail contato@pungacafes.com.br. ou me dá um alô no meu insta @tha.experimentando.

Serviço

Workshop Cafés Africanos

Quando? Dias 17 e 20 de janeiro, das 10h às 11h30

Local: Av. Pedroso de Morais, 794 – Pinheiros – SP

Onde comprar: https://pungacafes.com.br/produto/workshop-cafes-africanos/

5 ideias de presente [de Natal ou do ano todo] para quem ama café

se você é tipo eu, que funciona mais nos 45 do segundo tempo, vem que tem lista com ótimos presentes para quem ama café!

já é quase Natal. mas quem liga? nós deixamos as compras pra última hora sim! na verdade, eu compro tudo isso o ano todo, porque essa lista aqui vale a pena. tem coisas materiais e experiências! para quem tá no Sul de Minas e pros paulistanos de plantão:

cafezão Gamers. esse é fermentado e eu amo!
  • Cursos da Punga: tem pra todo nível de amante de café e até profissional. de introdução ao café especial e Métodos de Preparo, até curso de formação para Barista I, Barista Avançado, Latte Art e Métodos!

    eu suuuper indico até porque meu primeiro curso de barista foi com a Keiko Sato, uma das fundadoras da Punga. (aqui eu contei minha experiência).

    pra garantir sua vaga (ou o presente de alguém) já nas turmas de janeiro, compra aqui no site delas: https://pungacafes.com.br/cursos/;

    *bônus: se quiser cafés especiais Punga, usa meu cupom de 15% de desconto: experimentando*

  • Cachaça de destilado de café da João Fortes: vai uma cachacinha mineira? e se for destilada com o fruto maduro de um café especial? melhor ainda! é assim a marca João Fortes. uma cachaça produzida em Cabo Verde, na Região Vulcânica e Sudoeste de Minas. coisa fina, eu gosto bastante.

    pra encomendar, fala no insta da João Fortes;

  • Camisetas da Cascafina: pô, eu realmente sou fã dessa marca. tenho umas 3 camisetas deles, e caneca e azulejo que ganhei da minha amiga alfenense isabella alves. masss o legal é: a Cascafina tem estampas declarando amor ao café! é um baita presente. e todo mundo vai perguntar onde você comprou, tá? já aviso;

  • Cafés e Kits do Gamers Coffee: para quem é de Poços ainda dá super tempo de comprar e retirar lá na sede! é uma das marcas que eu indico de olhos fechados. TODOS os cafés que já tomei eram de fato muito bons. coisa rara nesse mercado, tá? e ainda tem kits com métodos de preparo + pacotinhos! belo presente;

    é por isso que eu sou parceira deles, e tenho até cupom que dá 10% de desconto! é só digitar EXPERIMENTAL na compra do site da Gamers e ser feliz;

  • Cosméticos da Kapeh: mais uma marca que eu comprei e, se pudesse, compraria bem mais. os cremes dessa marca de Três Pontas são deliciosos, cheirosinhos, e feitos à base de café verde. eles tem lojas em várias cidades do Sul de Minas e em São Paulo, capital. vale passear no site também: https://kapeh.com.br/;

gostou dessa seleção? o que mais você incluiria? me conta aqui ou manda lá no meu instagram: @tha.experimentando.

beijos, com minha camiseta Pão de Queijo & Cafezinho & Vacina Pra Todos que está sempre na moda e é da Cascafina

Lancei o Direto do Pé! Meu podcast sobre comida no Sul de Minas

depois de 5 meses de muito trabalho, diversão, correria e realização, tá no ar meu novo podcast! o Direto do Pé.

nele, converso com muita gente interessante e falamos sobre alimentação local.
o foco é na região do Sul de Minas e comecei por Poços de Caldas e seu entorno.

vou contar como surgiu tudo isso… mas, pra ouvir já, ele tá disponível no Spotify e Youtube e, claro, nesse blog! ouça, abaixo:

#5 Olha a banana! Produção e curiosidades no Sul de Minas Direto do Pé

A fruta mais consumida do Brasil! E cheia de poesia nos termos, como o coração, a mãe, a filha e a neta. Assim é a banana. Vamos descobrir mais da produção dela aqui no Sul de Minas, falando direto com dois produtores: o Lucas Antônio de Souza e o Pablo Passos Rodrigues.Solta o episódio! 🙂Siga nosso insta: @diretodopepodcastO Direto do Pé℗ é uma criação da jornalista Thais Fernandes (@tha.experimentando), que também assina produção, entrevista e captação.Apoio do programa Acelerando Negócios Digitais.A edição, mixagem e masterização são feitas pelo Leopac no Lab3 Estúdio.
  1. #5 Olha a banana! Produção e curiosidades no Sul de Minas
  2. #4 Comida ancestral
  3. #3 De produtores direto para restaurantes
  4. #2 Cadê os orgânicos?
  5. #1 Qual comida tá na mesa do Sul de Minas?

a história por trás

eu podia começar essa história muuuuito lá atrás. tipo na faculdade. mas acho que o importante mesmo é: corta pra junho desse ano. eu tinha feito a primeira etapa do curso Acelerando Negócios Digitais, do International Center For Journalists (ICFJ) com a META. essa mesmo, a mãe do facebook, instagram, etc…

sempre celebrei cada etapa que passei desse tipo de seleção, porque, honestamente, nunca tive indicação pra nada. e isso, em São Paulo, é sobreviver na selva meeesmo. mas daí que, na segunda etapa, também selecionaram meu projeto pra receber mentoria: o Direto do Pé!

de lá pra cá aconteceu MUITA COISA. fui demitida (e acho importante falar isso, porque a vida não é só vitória, embora sair daquele ambiente corrosivo tenha sido bom pro meu estômago e cabeça). comecei a estruturar o podcast. tirar ele do papel mesmo.

conheci meu mentor, Geraldo Nascimento. a melhor pessoa e profissional que eu podia ter conhecido naquele momento! um cara vibe boa. disposto a ouvir. criativo. foi com ele que a coisa começou a tomar forma e eu retomei minha autoestima profissional. é forte, e é verdade.

no final das contas, o Direto do Pé é sobre colocar no mundo um trampo que eu acredito… e que fiz cada detalhe. ou não, né? a logo é feita pelo meu amigo, designer e ator Gabriel Gonzalez. e reflete cada significado do que é alimentação e jornalismo local pra mim. a edição é do LeoPac, músico poços-caldense que tem um baita ouvido e deu vida sonora para cada episódio.

nasceu

muito inspirada pelas pessoas que já entrevistei ao longo de quase 10 anos cobrindo agricultura e alimentação… e pela transformação que ter uma horta em casa, com meus pais, trouxe na minha vida! foi assim, que veio a semente do Direto do Pé.

5 meses, 15 entrevistas e muitas horas de gravação depois… ele nasceu!

espero que você possa ouvir! e me dá seu feedback? vai ser super importante pra mim se puder compartilhar com seus amigos! e seguir o insta desse projeto @diretodopepodcast.

de 15 dias em 15 dias tem episódio novo! até jájá 🙂

Minas Mais Café volta com feira e papo com mulheres em Poços

ação movimenta a cena de mulheres que trabalham com café, desde a produção até várias formas de arte. vai ter uma boa roda de conversa, mediada por essa jornalista que vos escreve, Thais Fernandes. espero vocês, dia 07, no IF Sul de Minas de Poços!

uma feira, degustação e uma boa roda de conversa com mulheres incríveis do café! vai ter tudo isso na nova ação do Minas Mais Café. esse projeto incentiva o setor cafeeiro feito por mulheres no Sul de Minas. e a ideia é ir além para aliar a produção do café a vertentes artísticas, em especial as artes visuais e a música.

  • há alguns meses o projeto teve sua primeira edição. e eu contei sobre isso nesse texto aqui. estão lembradas?

pois bem! agora, teremos esse novo encontro gratuito, na quinta-feira, 07 de dezembro, das 17h às 21h. o evento é lá no no IF Sul de Minas – Campus Poços de Caldas. e eu estarei lá! vou mediar uma roda de conversa muito massa. e espero te ver lá, hein? olha só os detalhes:

feira, degustação e papo bom!

o encontro vai ter uma feira de produtos relacionados ao café com as inúmeras possibilidades dessa cultura. curiosos? eu já! e como se não bastasse, ainda vai ter degustação de cafés e de quitutes à base de café.

também acontece uma roda de conversa com diversas participações, mediada por mim, Thais Fernandes 🥰.esse papo vai ser sobre a valorização e preservação dos saberes das mulheres relacionados ao café, evidenciando a riqueza da cultura sul-mineira e da Região Vulcânica. vai ser uma prosa boa e necessária demais!

a arte fica por conta da exposição fotográfica e intervenção visual de textos por Sandra Ribeiro (adianto que me emocionei com vários textos na primeira ação). também vai ter pocket show da cantora Nathalia Diniz e a discotecagem da dj Isadbob.

novo encontro do Minas Mias Café movimenta a cena de mulheres que trabalham com café. vai ter uma boa roda de conversa, mediada por essa jornalista que vos escreve, Thais Fernandes.
Sandra Ribeiro, idealizadora e fotógrafa talentosa, e eu na primeira ação do Minas Mais Café.

a ação é gratuita e aberta ao público de todas as idades, justamente pra mostrar as inúmeras possibilidades da cultura do café. ou seja, é só chegar e celebrar com a gente!

o evento conta com patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de Poços de Caldas / Prefeitura de Poços de Caldas, com produção da equipe formada por Sandra Ribeiro (idealização e direção geral), Chiara Carvalho (produção executiva), Diego Ávila (assistente de produção), Bjuá Masofie (criação identidade visual e mídias digitais), Isadbob (assistente de produção e dj) e Kauana Benelli (curadoria de imagens), tem apoio da Carvalho Agência Cultural, Café Fuca, IF Sul de Minas, Associação de Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde (ASSPROCAFÉ) e Associação dos Produtores do Café da Região Vulcânica.

punga é nova torrefação e escola de barismo feita por mulheres em SP

o mundo precisa conhecer a Punga Cafés Especiais! Torrefação e escola de barismo, cheia de muita história e mulheres incríveis.

o mundo precisa saber que a Punga Cafés Especiais tá na área! 🥰 Com cursos, pacotinhos e muita história de mulheres incríveis.

essa é uma torrefação e escola de barismo que já nasce cheia de propósito, já que está sendo fundada pela Elis Bambil, uma mulher negra e pela Keiko Sato, uma mulher amarela.

quer mais? o nome ‘Punga’ é uma homenagem e resgate histórico à Maria Punga, uma mulher negra pioneira, dona da primeira cafeteria de que se tem registro aqui em São Paulo!

o espaço fica na capital paulista. a Punga Cafés Especiais vai oferecer consultoria e mentoria em torra, além de cursos sobre café, do iniciante ao avançado. as sócias – e minhas amigas – abriram as portas em outubro e já tem, também, pacotinhos com grãos produzidos por mulheres.

as sócias se conheceram no mercado do café, quando Elis teve Keiko como sua mentora. Logo, elas perceberam a demanda por ambientes mais saudáveis e decidiram criar um negócio com espaço com uma lógica de negócios mais matriarcal. “A ideia foi trazer uma visão mais humana sobre a cadeia de café, desde o produtor até o barista, sem transformar pessoas em números, ou os processos em algo tão mecânico”, explica Elis. 

essa escola incrível já tá oferecendo os cursos de:

  • Barista Básico
  • Barista Avançado
  • Latte Art
  • Métodos de Preparo
  • Mentoria em Torra
  • Consultoria

as empresas, como cafeterias, também poderão comprar cafés torrados diretamente pela Punga. fica aí a oportunidade para ter seu próprio pacotinho de cafés em uma torra linda!

Mulheres 

o nome Punga veio da história de Maria Emília Vieira. conhecida como Maria Punga, essa mulher negra foi pioneira em criar o que é o primeiro café que se tem registros em São Paulo. ainda na década de 1850, a quituteira abria as portas de sua casa e servia cafés torrados, moídos e preparados na hora.

Elis e Keiko souberam da história inspiradora através do Cartografia Negra, coletivo de pesquisadoras pretas que promove a busca da memória negra apagada do centro de São Paulo. foi desses dados resgatados pelo coletivo, que nasceu a homenagem ao pioneirismo de Maria Punga. essa história é demais e tem que chegar em mais gente mesmo!

cupom de desconto 💖

outra ação da torrefação será com seus próprios cafés. a Punga já lançou 3 pacotinhos, com grãos fornecidos apenas por mulheres que produzem café. A ideia é ampliar a visibilidade dessas produtoras, que por vezes não tem seus nomes e trabalho reconhecidos pela indústria. E, claro, trabalhar com cafés de alta qualidade.

e adivinha??? tem CUPOM de desconto para quem acompanha esse blog!

>>>é só acessar: pungacafes.com.br/
>>>adiciona o cupom: experimentando
>>>e ganhar 15% de desconto nos ☕!

só vale para cafés e vai até dia 31/12, beleza? então bora! compra lá que tem 3 opções deliciosas!

grãos lindos do Café Maria Emília, da Punga Cafés
foto: Thais Fernandes

café canéfora: quem você pensa que ele é?

conilon ou robusta. os dois nomes mais comuns de ouvirmos quando o assunto é um café ser antagonista do arábica. mas que rivalidade de diva pop é essa gente? não precisa disso, rs.

os dois são apenas variedades da espécie canéfora. uma de muitas outras espécies que existem além do próprio café arábica. calma lá. vamos conversar mais sobre isso 🙂

café canéfora é uma outra espécie. não tente comparar com arábica. Foto: Thais Fernandes©

fiz um reels falando sobre a importância de tratar do café no plural. são CAFÉS possíveis. não dá pra tratar tudo como uma coisa só.

>>> assista aqui o vídeo: canéfora é uma coisa, arábica é outra.

canéfora é espécie

acontece que até alguns anos atrás poucas pessoas conheciam à fundo o canéfora (ou canephora). eu lembro de entrevistar diversas pessoas que chamavam de conilon (que é a variedade) tudo que não fosse arábica.

hoje, com muito trabalho dos pesquisadores, a gente começa a entender mais da espécie canéfora. e dentro dela, suas variedades: as mais conhecidas aqui são o conilon (agora sim!) e o robusta.

Foto: Thais Fernandes©

entendido isso, também foram institutos de pesquisa, como o Incaper e a Embrapa que investiram pra criar tecnologias de manejo próprias pros canéforas. a planta é muuuuito diferente do arábica. posso escrever sobre isso qualquer dia…

patinho feio dos cafés

tá, mas e a qualidade? ou falta de qualidade, né? é assim que muita gente ainda vê os cafés canéfora… mas isso vem mudando. lembro que lá em 2014, a Mariana Proença, à época diretora da Revista Espresso e minha chefe, pediu para eu entrar em contato com o Artur Fioroti, da Conilon Brasil, pra eles escreverem uma coluna sobre um trabalho pioneiro! esse pessoal já queria mostrar que o conilon podia ter, sim, qualidade.

fico imaginando quantas pessoas torceram o nariz pra eles. Como deve ter sido chegar pros ‘100% arábica’ e lançar um ‘conilon também pode ter qualidade’ lá em 2014…

a coluna que seria para o site que eu era repórter e editora, o CaféPoint, acabou não rolando. mas eu fiquei com um pulguinha atrás da orelha… ‘Qual é o problema desse tal de conilon?’. taí uma das vantagens de ser inexperiente. Eu tinha acabado de chegar no meio do café. estava aprendendo. sabia que existiam essas duas espécies. são diferentes… e e pensava: qual o problema com nisso? foi tentando entender que me aproximei de cooperativas de conilon. dos produtores. e esperei pra descobrir quando é que o patinho feio ia virar cisne.

um espresso incrível e todinho de conilon

aí veio minha primeira experiência marcante com o conilon! cobri a seca de 2017 lá no Espírito Santo, in loco. Fui à Cooabriel, maior cooperativa de conilon do País, eu tomei um café espresso de uma das máquinas automáticas. ‘Huuum… muito bom esse café’. ‘É conilon’, me responderam, orgulhosos.

‘É CONILON’. A pulga atrás da minha orelha virava um elefante. Não tinha sentido. É ruim, mas é bom. Aqueeela prosa de mineiro… E assim fui construindo minha própria visão desse café. Mais barato de produzir, porque é mais resistente às pragas. Contudo, com menos cuidado nos processos de pós-colheita… justamente porque a saca valia menos! Um ciclo. Entendi que a maioria dos conilons, é verdade, não tinham qualidade. Mas isso não queria dizer que não PODIAM ter qualidade.

0% Arábica

Mais uns anos se passaram. Me tornei a responsável pela comunicação da rede de cafeterias Santo Grão e aprendi a gostar da outra ponta da cadeia: o consumo. Estava lá, aprendendo tudo de novo. Barista, extração, torra, flat white. E de repente: ‘compramos uma saca de conilon‘. Quase caí das pernas. e foi um processo delicioso (literalmente) fazer a comunicação para aquele café! Por um tempão pensei em nomes… quebramos a cabeça com a descrição. ‘Pipoca doce’. Era o puro sabor doce daquelas pipocas de saquinho rosa. Você sabe do que eu tô falando? Fazia sentido, porque o conilon tem uma gama diferente de sabores e aromas do que o arábica. Mas tinha a danada da pipoca doce. Que mais eu vou querer?

A linha era perfeita: ‘Um Café Diferente’. Eu tava bem satisfeita. Fizemos o descritivo para os consumidores entenderem o que era aquele café. Foto do produtor. Entrevista pra saber o processo. Tudo feito. Pronto. Menos o nome… Acho até que eu tinha pensado em algumas opções. Mas em uma reunião de gerentes, ouvi o Marco Kerkmeester (fundador do Santo Grão), dizer algo como: “Temos esse café. Ele não tem nada de arábica. É 100% conilon”. Anotei… fiquei matutando. Era tudo muito verdade.

O café não tinha nada de arábica. E tinha tudo de conilon. Eu entendi na hora, mas como os garçons iam entender isso? como os consumidores iam achar aquilo tão genial quanto eu? Eu queria chegar em cada um e dizer: Esse café é o contrário de todos naquela gôndola lotada do mercado. Nada de 100% arábica. Mas eu não ia estar lá, então precisava que o nome do café dissesse tudo naqueles 5 segundos em que o cliente gira a embalagem pra ler.

E aí, deslizou pelos meus dedos: 0% arábica. Zero por cento arábica. Acho que é isso. Eu dei o nome apenas para o jornal interno do Santo Grão. Queria que a equipe entendesse e se apaixonasse pelo café. E o Marco leu. E ficou louco! (ele já é um pouco, assim que nem eu, ne? Mas ficou mais hahaha). Quis dar aquele nome para o café. E assim ficou.

0% arábica é isso. não explica coisa nenhuma. Pega a pessoa pelo lado oposto. Pela dúvida. Pelo ‘que diabo é isso?’. ZERO? Não é 100? Escreveram errado? Eu quero saber! Eu quero saber. E finalmente, ela pergunta. E tem tempo e prazer em ouvir a resposta. Veja, a resposta não é simples. Nem rápida. Mas é deliciosa, como aquele conilon espresso que eu tomei em 2017. E nunca mais esqueci.

illycaffè lança café de agricultura regenerativa do Cerrado Mineiro

illy lança café Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro, o primeiro 100% de agricultura regenerativa com certificação regenagri.

O Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro é o primeiro café 100% agricultura regenerativa com certificação regenagri e vai ser vendido globalmente

nessa semana, estive no lançamento de um café pioneiro entre as linhas da illycaffè. a marca italiana lançou seu primeiro produto feito 100% agricultura regenerativa com certificação regenagri. os grãos tem também selo de Denominação de Origem que comprova que é produzido na Região do Cerrado Mineiro. e vai ser vendido globalmente!

o evento aconteceu no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, capital. e tava cheinho, viu? um grupo grande de cafeicultores veio do Cerrado para acompanhar a novidade e ver de perto a mais nova latinha da illy, em parceria com a Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

uma coisa bacana dessa linha é que ela não será limitada. ou seja, a ideia é que o café produzido com uma agricultura regenerativa continue à venda por um bom tempo.

agricultura regenerativa?

não é de hoje que a sustentabilidade é destaque – e necessidade – na produção de alimentos, né? uma das formas de produzir com mais responsabilidade ambiental é a agricultura regenerativa. Samuel Giordano, professor e diretor da Universidade do Café Brasil, explicou em um seminário promovido pela illy, que a agricultura regenerativa é a prática de restauração de áreas produtivas que leve à saúde do ambiente como um todo, estabelecendo o tripé da sustentabilidade: social, econômica e ambiental.

a illy afirma que esse novo lançamento faz parte da busca da empresa em se comprometer em mitigar os efeitos das mudanças climáticas em toda a cadeia de fornecimento. por isso, a marca quer fortalecer o modelo de agricultura regenerativa, que permite regenerar naturalmente o solo e reduzir as emissões de CO2, contribuindo para a produção de um café mais sustentável, saboroso e saudável

lançamento do novo café da illy, e momento de encontrar amigos como o José Cordeiro, gerente de qualidade da illy em SP.

do lado do Cerrado Mineiro, algumas fazendas já vinham trilhando esse caminho, como a Fazenda Três Meninas. é de lá que vem boa parte dos grãos que será vendido agora, e muitas das imagens que estavam sendo mostradas no evento no MIS. além dos produtores, como os donos da Três Meninas, Paula Curiacos e Marcelo Urtado, também estiveram no evento o diretor-geral da illycaffè Sud America, Frederico Canepa, do presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, e Fernando Beloni, presidente da Expocacer. 

Mostra com Degustação de Café no MIS

para quem é de São Paulo, até 15 de outubro, os visitantes do MIS terão a oportunidade de conhecer mais sobre a produção do Arabica Selection Brasile Cerrado Mineiro e ainda degustar o primeiro café proveniente da agricultura regenerativa.

o espaço também conta com uma breve mostra com painéis e imagens sobre a origem desse café tão especial e os visitantes do museu poderão degustar e apreciar o sabor único dos grãos selecionados do Cerrado Mineiro.

Cabo Verde vai ter festival cheio de cafés especiais e oficinas

De coffeelovers à profissionais, vai ter programação para todo mundo no Festival da Terra dos Cafés Especiais de Cabo Verde, Sul de Minas. A 2a edição do evento vai acontecer de 06 a 08 de outubro, reunindo pequenos produtores locais, donos de cafeterias e apreciadores de café de toda a região.

Mas também vale levar a família toda, porque o festival terá, ainda, gastronomia local e desfile de moda. E até passeio rural pelas fazendas locais! Eu já fiz um passeio pela região e escrevi sobre isso, leia aqui para saber como são os cafés especiais, cachaça e doces mineiros de Cabo Verde.

Como fazer um café especial em casa?

Para os coffeelovers de plantão, o festival é um prato cheio. Para começar, será possível conhecer e provar os cafés das marcas expostas pelos dos produtores da Associação de Produtores de Cafés Especiais de Cabo Verde-MG.

Mas tem mais: na sexta-feira (06), vai ter o Workshop de Métodos de Extração, às 19h30. E, no sábado (07), às 9h00, uma Oficina de Provas

Os gestores também terão conteúdo. Além do workshop em Gestão de Pessoas em Cafeterias, na sexta-feira, 19h30, um painel sobre Gestão em 360o acontece no sábado, às 14h00.

O Café Mãe Cota é um dos vááários pacotinhos de marcas de produtores da cidade!

Melhores cafés dessa safra!

Você já viu uma premiação de concurso de cafés especiais? Então, só venha porque é muito emocionante! Esse tipo de competição muda a vida de muitos pequenos e médios produtores, que tem seus cafés reconhecidos.

E nesse ano, a Premiação do 10o Concurso de Qualidade dos Cafés Especiais de Cabo Verde vai acontecer no meio do festival. Vai ser no sábado, às 16h00. 

Gastronomia e passeio

Comidas e bebidas eu já falei que tem demais em Cabo Verde, né? Até por isso o festival vai ter um Concurso de Gastronômico! Já pensou em conhecer um monte de delícias criadas pela comunidade da cidade? Essa é a hora.

Já no domingo um grupo sortudo vai sair para um Passeio Rural, passando pelas fazendas de Cabo Verde, às 8h00. E os ciclistas seguem, em paralelo, pela Trilha Ciclística da cidade. Tem trajetos de 20 km e 45 km.

Eu vou fazer a cobertura lá nos três dias de evento. Você pode acompanhar as novidades pela Instagram @cafesespeciaiscaboverde / e @tha.experimentando

Nos vemos em Cabo Verde?

Serviço

Festival da Terra dos Cafés Especiais, de Cabo Verde

De 06 a 08 de outubro

Praça da Matriz, Cabo Verde, Sul de Minas

Programação completa aqui

Mais informações: (35) 99900-7028

Cafeterias incríveis no Uruguai (um roteiro de viagem!)

visitei o Uruguai e descobri 7 cafeterias incríveis! vem conhecer todas no meu roteiro cafeinado.

descobri cafés lindos nesse país hermano que é o Uruguai. e o que é uma viagem minha sem um roteiro de cafeterias logo na sequência, né? 😜

tá planejando conhecer Argentina e/ou Uruguai? se não está, vem comigo que eu já vou plantar essa vontade aí. fiz uma viagem curtinha e delícia pelos nossos hermanos agorinha (de 28 de agosto até 03 de setembro).

nesse texto foi focar no URUGUAI. e tenho bastante coisa pra contar! OBVIAMENTE, muitas cafeterias no caminho. ☕ e participação especial do meu ‘chivito’ Gui Miranda, um grande tradutor e amigo de vida.

la plata: como pagar as contas no Uruguai?

nessa viagem, o que eu mais usei foi um cartão pré-pago de viagem, sabe? optei pelo WISE, por conta de taxas melhores e porque eles tem a opção de converter para peso uruguaio (não é publi, mas bem que podia ein WISE?). funcionou muito bem. alguns locais aceitam real, algumas vezes compensou.

honestamente, só me arrependi porque acho que poderia muito bem ter parcelado compras um cartão de crédito internacional comum, no meu caso, o do Nubank. (também não é publi, e também bem que podia, né Nubank? hehe). enfim, Uruguai é sussa com relação a dinheiro. só é caro 😶.

>aproveita pra ver os conteúdos em vídeo que já estão saindo no Instagram @tha.experimentando.

cafés de especialidad 💖

eu já sabia que minha trajetória pelo Uruguai ia ser cheia de cafés! mas, pra começar, minha maior surpresa, foi logo na primeira cidade que conheci. descobri uma torrefação em Colonia Del Sacramento, a Colonia Roasters.

1- Colonia Sandwich Coffee Shop – cafés especiais na chiquita Colonia
📍Gral. Flores 272, Colonia Del Sacramento, Uruguai

e, claro, pra descobrir essa torrefação, primeiro eu tive que esbarrar na cafeteria. aliás, em uma das 2 unidades da cidade. se você visitar esse local, de apenas 26 mil habitantes, vai entender o motivo da minha surpresa. Colonia é uma belezinha, cheia de arquiteturas com influências portuguesas e espanholas.. e é realmente pequena.

por isso, encontrar lá a Colonia Sandwich Coffee Shop foi tipo: UMA ALEGRIA. fora que as atendentes são gente finíssima. e extraem bem o espresso <3. eles também tem pacotinhos e xícaras à venda.

eu realmente curti o café deles. que coisa boa!
FOTO: Thais Fernandes©
©uma foto finíssima, idealizada pelo meu novo vício nesse estilo nas cafeterias, e com créditos da
FOTO: Gui Miranda 💚 ©

Montevidéu

chegamos à capital mais charmosa que já visitei. namoral, eu amei o Uruguai e Montevidéu tem muito a ver com isso. apesar de não ter visto nada de mais na orla, o centro e a arquitetura, a arborização e as pessoas. tudo isso me encantou!

e, lógico, as cafeterias! um parque de diversões pra alguém como eu e você, que amamos um roteiro cafeinado. então, prepara e anota:

  • 2 – Café Brasilero – o do Galeano
    📍 Ituzaingó 1447- Ciudad Vieja, Montevideo, Uruguai

essa cafeteria eu fiquei mega empolgada em ir… e nem foi pelo café. 😮 siiim, a história por trás do Café Brasilero valeu mais que os goles (e olha que gostei do café!). essa cafeteria é a mais antiga do Uruguai. foi fundada em 1877!

mas aqui vai o motivo que me levou a incluir ela no meu roteiro: Eduardo Galeano. o autor de As Veias Abertas da América Latina e O Livro dos Abraços ia sempre ao Café Brasilero. lá tem várias fotos do escritor nas paredes. e a icônica fotinha que eu bati o pé pra reproduzir:

©mais uma da série: fotos em cafeterias com vitrines. e a verdadeira inspiração: Eduardo Galeano. créditos: foto 1: Gui Miranda© // foto 3: Thais Fernandes©

lá, eu conversei com a atual dona do espaço. uma simpática argentina, que me contou que o nome Café Brasilero (assim mesmo, sem o ‘i’) foi dado porque um de seus fundadores veio mesmo do Brasil. e no início, a cafeteria comprava mesmo grãos produzidos pelo gigante vizinho, mas hoje em dia os cafés torrados vem direto da Colômbia. e são de qualidade, admito. 😛

  • 3 – La Farmacia Café – cenário lindo e finalmente café coado
    📍 Cerrito 550, Montevideo, Uruguai

    fiiinalmente métodos! a maior parte das cafeterias que visitei só tinha bebidas à base de espresso. o La Farmacia Café foi o primeiro onde encontrei opções de coados, como cafés feitos na Hario V60 e a Chemex. (só cuidado, porque o menu tem alguns problemas na comunicação… e quando fui lá a atendente não estava em um bom dia, vamos dizer assim, rs).

    por outro lado, o barista que fez meu café foi super gentil 💖e compartilhou comigo as informações todas do grão. um belo Etiópia, cheio de acidez e doçura. huuum! também tem vários pacotes de grãos à venda, incluindo origens como Colômbia, Brasil e mais.

    e pensa em um cenário bom pra foto! é o La Farmacia. localizado em mais um dos belíssimos prédios históricos do centro, o café conservou elementos que remetem a uma antiga farmácia e fez disso uma baita decor. olha só:

euzinha, curtindo um bom café feito na chemex, lá no La Farmacia Café. FOTO 1: Thais Fernandes©/ FOTO 2: Gui Miranda©

  • 4-BACACAY La Diaria
    📍 Em frente ao Teatro Solis, Montevideo, Uruguai

aproveitando que ainda estamos pelo centro antigo de Montevidéu, a famosa Ciudad Vieja também guarda cafés bem em frente ao Teatro Solis. um deles é o Bacacay. as baristas foram umas fofas. e vale bastante pelo ambiente, em meio a prédios e arquitetura antigos. o café é bem honesto, viu? um espresso bem tirado e com grãos torrados pelo Culto Café (que atua no Brasil também, aliás)

  • 5- Barda Café (meu xodó🤎)
    📍 Francisco Joaquín Muñoz 3150, 11300 Montevideo, Uruguai

    pensa em um achado! é a Barda Café. dois dos donos argentinos, e seu cãozinho, me receberam com a maior simpatia. a decoração e a vibe estão super entre casa de vó e hipster estiloso, sabe? haha juro, só faltou o filtro de barro. e depois de saber que a paleta é inspirada nas “bardas”, que são montanhas da Patagônia, região natal dos donos do café, tudo ficou mais massa ainda!

    e os cafés servidos lá estava uma delícia! eu e o Gui nos esbaldamos no coado da Colômbia. e ganhamos de brinde um espresso com grãos produzidos na minha terrinha Poços de Caldas, no Sul de Minas 💁🏻‍♀️.

FOTO: Thais Fernandes©

  • 6-The Lab Coffee Roasters
    📍The Lab MNAV – National Museum Of Visual Arts, Av Tomas Giribaldi 2283, 11200 Montevideo, Uruguai

    quase por fim, a cafeteria que eu coloquei primeiro na minha lista, e a que tinha mais unidades espalhadas por Montevidéu. eu inclusive passei por 2 unidades dela. a The Lab! (são 5 no total). particularmente, eu não curti muito o espresso que tomei, mas acredito que em um café com tantas possibilidades, é possível achar outros que eu (e você) possa gostar em uma próxima. por isso, mantive no roteiro!
espressin que não curti mto. lugar lindinho! FOTO: Thais Fernandes©
  • 7-Vrote Uruguay🌿 – cafeteria vegana
    📍Av. Luis Alberto de Herrera 1123 Montevideo, Uruguai

    é um espaço vegano que você quer? toma cafeteria vegana! a Vrote tem um espaço bem cleanzin, e opções de café à base de espresso. a equipe foi bem receptiva. pedi um espresso e achei a bebida equilibrada. vale conferir a lojinha deles com vários produtos veg, incluindo a marca brasileira de leites vegetais Nude.
espressin que não curti mto. lugar lindinho! FOTO: Thais Fernandes©

fim! gostou desse tour? então fortalece esse conteúdo totalmente artesanal! haha

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HASTA LA VISTA 😎.

Tocantins vai ganhar torrefação de cafés especiais

A Amoracajú está de mudança para Palmas, capital do estado do Tocantins. A torrefação lançou sua nova marca no Festival Santos Café e carrega, agora, um nome e identidade ainda mais brasileira.

A Amoracajú Cafés Especiais do Brasil ganhou, recentemente, novo nome e identidade e está de mudança para Palmas, no Tocantins. Conheci pessoalmente Mauricio Braga e Mari Antonichen, os fundadores da marca, lá no Festival Santos Café, no começo deste mês.

Lá, a reação de quem provou os cafés da torrefação durante foi um estímulo a mais para os fundadores da empresa. Entre um gole e outro, os feedbacks e a troca com o público mostraram pros dois que a evolução da marca valeu a pena.

Do coração do Brasil para todo o País

Junto à transformação de identidade, com novas cores e o próprio nome simbolizando a grandeza do Brasil, o casal está de mudança para a cidade que é capital do Tocantins, para onde vão levar a torrefação. “Escolhemos estar no centro do Brasil. E isso caminha junto com nosso propósito de ter cafés de todo o País. Inclusive, vamos ter mais grãos da região de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, por exemplo. Queremos trazer mais cafés dessas regiões”, concluiu Maurício.

FOTOs: Giulliana Iannaco

Hoje, os dois são formados em cursos de torra e se dividem nas atividades da torrefação. Juntos, eles também visitam e conhecem de perto cada produtor com quem trabalham. “Eu sempre quis cafés diferentes e das mais variadas regiões. Sou do Paraná, e queria descobrir algum produtor de lá. Então pela internet descobri uma associação e fui até lá conhecer a produtora. Nós sempre vamos pessoalmente”, contou a Mari sobre um dos primeiros microlotes com os quais a Amoracajú trabalhou.

Eu provei os cafés deles por lá, e deu muito bom, viu. Café delícia pro dia a dia. Indico pro cês. Além de ter sido uma experiência muito massa ter trabalhado na comunicação da marca junto com a Giulliana Iannaco e a equipe Mariana Proença.

Quem sabe, em um futuro não tão distante, consiga visitar o espaço da Amoracajú Cafés lá em Tocantins? 🥳

já me segue? 🙂

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