Todo ano eu me divirto com esse DNA festeiro do BR.
Primeiro de tudo: que hino esse país que ama tanto café que tem 3 dias pra ele. 😂 Mas a real é que hoje, 14 de abril, não é uma daaaata oficiaaal. Tem anos que busco entender de onde veio essa celebração, mas confesso que nunca encontrei uma fonte confiável, sabe?
O que é certeiro é que outras datas foram criadas por instituições oficiais. OIha só:
📌 O Dia Nacional do Café, por aqui no BR, é 24 de maio. E tem tudo a ver com nosso potencial produtor: em maio começa a colheita em boa parte do Brasil. Foi criado pela Abic, que é a Associação Brasileira da Indústria de Café.
📌 Já o Dia Internacional do Café é em 1 de outubro. Foi criado há menos tempo, mas é oficial pela Organização Internacional do Café.
📌 Agora em abril… diz a lenda que seria ‘o dia mundial’. Mas parece que só nóis tava comemorando… 😂
Na dúvida, bora celebrar
Por mim, pode ser a data interesterlar do nosso grão preferido. Se for cultivado com responsa social e ambiental, e chegar pra mais gente, tá tudo mais que certo 💛. Cê concorda?
Como disse uma seguidora deste blog lá no Instagram/blogexperimental “Sempre fiquei me perguntando sobre tanta data, mas tomo café em todas elas pra garantir”. Errada não tá!
Então, compartilha esse texto aqui com quem tá perdidim em tanta fata comemorativa. E, na dúvida, prepara seu copo de café e vem ler mais do que já foi publicado aqui e no insta. Começando por esse vídeo que usei hoje pra celebrar a bagunça do #diamundialdocafé:
Well well well…. quem nunca fingiu que entendeu perfeitamente um troço… mas depois abriu o Google e digitou ‘o que é 1 pra 12?’.
Quando comecei a escrever sobre cafés lá no CaféPoint, foquei no campo. A produção e as pessoas que plantavam café eram o meu dia a dia. Masss, nas cadeiras ao lado, minhas chefes faziam a Revista Espresso. E ouvia ‘ah, sim, a proporção’…. ‘Claro, depende de gosto, mas eu prefiro mais concentrado” ou “eu gosto mais diluído, tipo 1 pra 14 ou 1 pra 12”. Se alguém me perguntasse que proporção eu preferia provavelmente eu sorriria e diria ‘aéh, mais diluído… tipo 1 pra 14’. Pensando baixo ‘quem inventou de enfiar matemática até no café?’.
Inocente. O café sempre teve matemática, química, biologia, todas as ciências envolvidas. Incluindo as humanas, graças a Nossa Senhora do Café, né?
Enfim, com as idas e vindas, eu tava mergulhada nesse universo do preparo também. E eu queria mesmo entender mais! Como passar café na redação especializada sem passar vergonha? (Bom, primeiro ninguém passava vergonha, isso é coisa da nossa cabeça) Mas… estudar ajuda bastante! E as enciclopédias do café estavam bem ali: Mariana Proença e Hanny Guimarães. E no que elas já tinham escrito sobre isso. Aliás, um ótimo exemplo de texto online por lá o da Naty Camoleze: Água e Café, a Relação.
Simplão de tudo
Bom, do lado de café, eu aprendi a fazer as contas… e simplificar. As proporções são baseadas em 1 medida de café! Daí você pensa se quer colocar mais água (café mais diluído) ou menos água (café mais concentrado). Então, o tal do ‘1 pra 12’ é justamente usar 1 medida de café, e aí multiplicar por 12 para saber quanta água vai!
Nesse caso, 1 pra 12:
Quanto café vou usar? 20 gramas
Por isso, a água vai ser 20 x 12 = 240 ml
Do mais diluído pro mais concentrado, a ordem seria:
1 pra 10 (bem concentrado) > 1pra 12 (concentrado) > 1 pra 14 (diluído) > 1 pra 16 (bem diluído).
A medida que cê mais curte pode variar de café pra café, tá? Experimenta fazer um dia assim, outro dia mais diluído, e por aí vai…
Hora de vasculhar os armários e googlar a medida que cabe em cada item escolhido
Como medir proporção do café em casa
Muito bem, muito bem. Mas como medir isso tudo em casa? Quem me conhece sabe que improvisação é meu sobrenome. Então, ter uma balança é incrível! Mas quem não tem, se liga nas dicas:
Para medir a água dá para usar: copos medidores, liquidificador (que tem aquela medidinha), ou o qualquer copo ou xícara que você sabe quanto cabe de líquido ali. Exemplo: o famoso COPO AMERICANO! Ele tem 200 ml.
Já na hora de saber quanto pó usar: Você pode até usar novamente um copo ou colher medidora. Mas também d´á para usar uma colher de sopa! Aqui, vale ficar atento, porque, afinal, o conceito de uma colher de sopa cheia ou rasa varia de pessoa pra pessoa, né? Mas eu uso 2 colheres rasas e meia.
Aliás, eu fiz um vídeo sobre isso no Instagram @blogexperimental. Olha só:
CAFÉ EM CASA: simplificando medidas
E aí, a tal da proporção ficou mais entendível agora? A matemática por trás de tudo isso é incrível e ajudou os métodos e o barismo a evoluírem. Mas, cá entre nós, o melhor do café é relaxar enquanto a gente faz e toma. Os números são úteis, mas sabe quem não mente? O seu gosto. Então experimenta e curte o caminho.
Dia internacional das mulheres. Vou começar com uma pequena polêmica. Recebi esses dias um e-mail marketing dizendo que a marca havia lançado o ‘primeiro café feminista do mundo’. Poxa. Eu sei que aquela marca tem o feminismo no nome… mas, primeiro do mundo? Sério? Num meio onde conheci tantas mulheres fodas. Trabalhos fodas. Coletivos incríveis! Muito anteriores a 2021. Fiquei bolada. Não sabia o que fazer com esse sentimento.. mas com o 08 de março chegando… decidi que era uma boa hora pra citar algumas mulheres que vieram antes.
Aproveito pra dizer que tenho aprendido MUITO com o feminismo negro sobre isso. Lembrar quem veio antes. Aquelas que abriram o caminho. Ouviram, viveram, escreveram e fizeram… E que o dia ‘das mulheres’ precisa realmente ser no plural. ‘Mulheres’. Somos muitas, diversas. Cada uma distinta da outra. Indico muitcho a coleção Feminismos Plurais, da editora Jandaria, organizada pela Djamila Ribeiro.
Agora, sem mais delongas… vamos a lista de 5 coletivos de mulheres incríveis do café?
1- IWCA – A Aliança Internacional das Mulheres do Café. EITCHA. Vem de movimento internacional, bb. A IWCA tem capítulo brasileiro. E aqui dentro, vários subcapítulos espalhados por regiões produtoras. E quando eu digo espalhas pelo Brasil… não é brincadeira! Olha só onde tem grupos: Em Rondônia, no Norte Pioneiro do Paraná, no Sul de Minas, nas Matas de Minas, na Mantiqueira de Minas, no Cerrado Mineiro, na Chapada Diamantina, em Campos das Vertentes, no Espírito Santo. UAU! É mulher produtora incrível pra mais de metro. Com certeza tem um grupo mais próximo de você aí pra conhecer.
2 – bucecoffeebr: “Bem-vindas ao Bucecoffee: um lugar seguro para as mulheres do café”, assim dizia o primeiro post desse coletivo que já me ganhou logo no nome. As fundadoras contam que o Bucecoffee é uma forma de expressão feminista da cadeia do café. Significa mulheres apoiando mulheres desde o plantio até a xícara. O grupo surgiu para ser um lugar confortável para tirar dúvidas, compartilhar receitas, conselhos, experiências, e muito mais. “A parte mais importante, foi criar um lugar livre de julgamentos para mulheres dentro de uma área predominantemente dominada por homens.
3 – Selo Amor Espresso: Esse trabalho começou no ano passado. O projeto busca ajudar a quebrar o ciclo de pobreza e opressão da mulher no Brasil. Como? Promovendo a formação de barista para essas mulheres. Assim, com uma profissão, elas terão acesso a recursos financeiros e isso impacta direto nas comunidades vulneráveis. A Jornada da Autonomia, criada no projeto, envolve 7 semanas. Nesse tempo, há acompanhamento psicológico treinamento profissional de Barista.
4- confrariadocafesm: Vou estar puxando uma sardinha pra minha cidade do coração? Sim, rs. Aqui em Poços, a Confraria do Café do Sul de Minas reúne mulheres para compartilhar conhecimento e experiências. Tem produtoras, consumidoras, empreendedoras. É uma alegria ver as fotos dos encontros delas, saber dos trabalhos que promovem juntas. Vale a pena o quentinho no coração.
5- elastorram: Aqui entra uma parte da cadeia que eu fico animadíssima quando vejo uma mina. A torra do café. Ciência pura. Acho que é uma das etapas consideradas mais complexas. E ver mulheres mestras de torra é a certeza de que mulheres e ciência tem tudo a ver! É aí que entra o Elas Torras, instagram que compartilha a história dessas ‘torradoras’ incríveis. A iniciada da Moni Abreu vem identificar, valorizar e impulsionar mulheres envolvidas com torra!
Bônus: marcas de cafés que visibilizam mulheres
lunaroastery: Essa torrefação é feita por duas minas, e está nas suas últimas semanas de venda antes de uma pausa! Aproveite 🙂
As produtoras de Mtão, no Paraná, também vendem seus cafés! Em parceria com a Supernova, olha que lindeza de pacotinho do blend ‘PIONEIRAS‘.
projetoconsolida: Embora esteja pausado, o Projeto Consolida tem um lugar especial no meu coração. Conheci elas através do PuraCafeina (outra empreendedora fodaaa pra você conhecer já!). E me encantei com os detalhes. São apenas cafés produzidos por mulheres, torrados por elas e que levam nas entregas uma arte – também de minas. E a torra… meu Deus, que primor!
Um pacotinho com o que a Sandra toma na roça. E que eu tomaria o dia todo. Um café para todos os dias.
Uma das maiores alegrias de estar nas Minas Gerais é provar cafés daqui. E conhecer as histórias de quem é da cidade que me acolheu e me fez mineira (pelo menos, metade de mim 😛). Assim foi com o Café Fuca, da Sandra Ribeiro. Cafézim delícia pra tomar o dia todo. Daqueles que você apresenta para quem quer conhecer os grãos de qualidade. A famosa porta de entrada para um mundo cafeinado mais leve!
A produção já está na vida de Sandra há anos. Produtora cultural em Poços de Caldas, foi só depois de anos que ela se entendeu também como produtora rural. “Eu tinha um pouco de vergonha de dizer que era produtora, porque não entendi nada de café”. Mas na lavoura da família, ela já sabia que tinha um tesouro. “Quando comecei a vender o café, eu explicava que era o café que nós mesmos bebíamos, lá na roça. Esse era o slogan”, conta ela sobre quando surgiu o Fuca, lá em 2013.
A roça fica ali, em Cabo Verde, onde ela e a família produzem. “Meu pai começou no café fazendo mudinha. Ele vendia e ia plantando o dele. Meu avô também mexia com café. Mas quando fui aprender sobre qualidade, pensei: onde eu procuro sobre café? Fiquei patinando um pouco”, ela lembra ela. Até hoje o pai, seu Antônio Carlos Ribeiro, é quem cuida da lavoura. E deu pra ela um talhão especial para experimentos. “Sempre que eu conto pra ele algo novo, ele me diz: pode ir lá e fazer! É um espaço para eu testar e é de onde vem os grãos do Fuca”, conta a Sandra.
Nessa época, nascia em Poços o Âncora Coffee. Cafeteria das boas, focada nos especiais. “Fui conhecendo pessoas. Fiz amizade com o pessoal, com a Déa [dona da cafeteria]. Eles até me chamaram pra aprender lá. Fui pro balcão e aprendi sobre água, intensidade, fui entender mais sobre torra”. Uma escola prática que continuou quando a filha de produtores, que pegava seu lote e torrava ali por perto, “pela cor”, se juntou a uma amiga que se tornou mestre de torra. Aí pronto! “Ela comprou equipamentos, fez curso e ia me ensinando. Eu levava o café, e a gente fazia juntas. Um Q-Grader [provador profissional e certificado] provou meu café e vi todos os detalhes que ele encontrou. E aí meu universo se abriu!”, contou a Sandra.
Já lá em 2018, ela conheceu a Semana Internacional do Café (SIC) ao vivo. “Não sabia nem no que me inscrever, era muita coisa. Me informei, fiz cuppings, conheci o famoso Caparaó [região produtora premiada]. Voltei com a cabeça fervilhando!”. A ida ao maior evento de café do Brasil fez ela dar um gás nos ‘pacotinhos’. A caboverdense (e poços-caldense de coração) fez vários cursos. Foi mudando a identidade do café. Mas o nome, Fuca, se manteve. “É um apelido de vó”, lembra ela, com carinho.
Pra Sandra, a marca é uma expressão de si mesma. “É uma forma militância. O Fuca eu prezei para passar a mensagem que é feito por muitas mãos. É uma rede, inclusive com quem consome. Tem essa valorização do pequeno produtor, tudo feito com microlotes”, explica ela.
Nova identidade do Fuca. Mãos que fazem o alimento!
Esse ano, a marca ganhou visual novo. “Todos os desenhos foram feitos por mulheres. E o café bem feito é alimento e medicina. A repercussão do que a gente ingere, é uma medicina da terra. Com ele, aprendi a respeitar o tempo da terra”. Concordo tanto com ela! E olha essa identidade, que trem mais lindo.
Um café equilibrado
Daí, eu provei o Fuca! Tchanãn. E minhas impressões combinam muito com o que a Sandra me falou. É um café do dia a dia! Equilibrado. Tem doçura e acidez bem sussa. Daqueles fáceis de tomar em família. É essa a sensação que tive. E a família aqui concordou.
É bom pra tomar junto com: doces! Fiz ele coado na Hario V60, acompanhado de um panetone… que, olha! Delícia.
Variedade: catuaí Colheita: manual e com equipamento Secagem: em média, uma semana rodando os grãos no terreiro de cimento. Depois? Vai pro secador mecânico Torra: hoje, é feita pelo Sanches Cafés Valor: 15 reais o pacote com 250 gramas. Tem em grãos ou moído! Como comprar? Chama no instagram @cafefuca ou no e-mail: contatofuca@gmail.com
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Quer me contar a história da sua produção também? Vou amar te ouvir! Deixa um alô aqui ou no e-mail thais.blogexperimental@gmail.com.
Dentre taaantas coisas, café é planta. E as plantas, a gente sabe, tem ciclos. Eu tenho mergulhado em conteúdos sobre a ciclicidade feminina. E, quando parei para pensar? Descobri que isso tem tudo a ver com café! Na verdade, com qualquer alimento à base de plantas.
Tudo é cíclico. Tudo. Da planta ao ser humano. Do café à mulher. Eu amo acompanhar o cafeeiro crescendo. Chuva induz a florada. Nutriente engorda o chumbinho.. que vira fruto maduro no pé. Já falei que é docinho no pé, ne? E igualzinho o café, eu também preciso de água. De sol. De nutriente. Que coisa doida… E a ciclicidade feminina me lembra a do pé de café. O ano pra ele é o mês pra mim. Hora tô quietinha, guardando energia pro coração ou pro fruto. Hora cresço em disparada. Sinto falta do sol. Mas também preciso da chuva pra florir. É tilelê só se a gente não olhar pros outros seres vivos. Tudo que vive é cíclico. Por que a gente não haveria de ser? 💗😊
O ciclo do café
O cafeeiro (planta do café), leva pelo menos 1 ano para dar fruto. Mas, calma lá, que a safra vai ser boa mesmo… só três anos depois! Aquela clássico ‘tudo tem seu tempo’. Se identificou?
Feliz. Isso é muito auto descoberta: sol e plantas…mudam meu humor!
Os produtores, geralmente, compram diretamente as mudas. As sementes crescem nos viveiros. Com o ambiente protegido o suficiente. Luz. Água. Adubação. Tudo na medida. Sóóó depois elas seguem pro campo aberto, pra enfrentar sozinhas o solão, chuva, e o que mais vier.
Tem uma tabelinha muito massa no livro Guia do Barista sobre o que seria um ‘calendário do café’. Mas, hoje em dia, eu já não acho que uma tabela só dê conta das produções que estão espalhadas no mundo todo. Só no Brasil, são mais de 30 regiões produtoras. Cada uma com um clima diferente. Quem tá na Bahia não recebe o mesmo calor do que quem está no Paraná, certo? Daí, o desenvolvimento também muda.
O calendário vai incluir: o preparo do solo. Correção. Adubação. Plantio. Podas… e colheita! Mas isso tudo segue não só as estações do ano. O clima faz muito pela planta! Por exemplo, só tem florada quando a chuva vem. E a gente que vive reclamando dos torós, ein?
Em geral, a danada da colheita se estende de maio até setembro… Mas já tomei muito cafezão colhido em novembro, visse? 🙂 A colheita tardia!
O nosso ciclo
Sobre o meu próprio ciclo, tenho aprendido muito com perfis como o da Nataly Neri. E, mais recentemente, com a Mandala Lunar. Esse livro-agenda é cheio de conteúdos incríveis. Mas o que acho essencial, a mandala em si, está disponível no site, saca só.
Muito mística fuçando na minha Mandala, recém chegada!
A ferramenta é incrível! Tão incrível quanto simples. Com um calendário feito de forma circular, a ideia é que você registre pontos importantes do seu dia em cada pedacinho. Em paralelo a isso, tem o ciclo lunar! Daí a gente vai entendendo como as sensações, humores, disposição, mudam ao longo do mês. Ao longo da lunação.
É muito auto observação. Como eu tô hoje? O que eu quero para daqui uma semana? O que eu preciso plantar agora? E o que, afinal, eu consigo plantar hoje? De exercício físico a descanso e recolhimento. De chocolate à leitura… Nossos momentos vão e vem.
Escrever, pra mim, é terapêutico. Sei que com anotações eu consigo entender melhor o tempo das minhas plantas.. e é a mesma coisa comigo mesma! Em que fase do meu crescimento eu tô? O que eu preciso é sol, ou repouso e clausura?
No fim, é isso. O cafeeiro, eu e você. Cíclicos. Integrados com tudo que tem ao redor. É papo tilelê? Ah, vai. Aqui é o melhor espaço pra eu te dizer: experimenta! Se observa. Anota, confere se tem um ciclo aí… E depois me diz. 🙂
Ah, acho que essa tirinha resume tudo. Em português, é algo como
“Beba água. Tome sol. Você é, basicamente, uma plantinha com sentimentos mais complicados”
Um sachê pra coar uma xícara por vez. É isso que o drip coffee faz! A invenção é… adivinha? Japonesa! Sim, eles contribuem pra caramba com as criações para consumo do café. Olha só um histórico da patente. A invenção data lá da década de 90!
Como funfa? Cada pacote vem com uma medida igual de café moído. O sachê tem duas abinhas. Funciona como se fosse um origami. Você abre elas para encaixar nas laterais da xícara. Abre a parte de cima do pacote… e tcharãm! Tá pronto pra coar o café na medida pra uma dose.
Abrindo as asinhas do sachê 🙂
Se liga no vídeo que publiquei no instagram @blogexperimental. Mostrando na prática fica facim de sacar.
Pontos fortes: Agilidade no preparo: não precisa nem moer, né? E dose única. Ou seja, menos desperdício de café.
Pontos fracos: aumento do lixo gerado. Pô, tu vai me falar: mas é só um sachêzinho… Sim, mas na proporção que eu tomo café, isso vira uma montanha! haha. Filtros de papel convencionais fazem mais café por vez = menos filtros descartados por dia. E menos frescor. Aquela coisa, moer na hora faz muuuita diferença.
Apesar de antiga, essa forma de fazer café ainda não é muito comum aqui no Brasil. Você já conhecia?
Sentiu o aroma? A Tradi Café torra seus microlotes bem no meio do Mercadão de Poços de Caldas.
Tradi Café: uma microtorrefação bem no Mercadão de Poços
O Mercadão, pra mim, é meio mágico. Frutas, verduras, doces, pimentas. Tudo ali tem frescor. Tem cor. Os cheiros e a vontade de provar um pedacinho daquele queijo.
E aqui em Poços, minha descoberta mais recente: um torrador de café! Lá no segundo andar: microtorrefação e cafeteria. Tudo juntim! A Tradi Café abarca toda uma experiência. De um lado, uma prateleira com cafés de diferentes produtores, variedades e sabores. Do outro, uma máquina de espresso e uma prateleira de métodos. E no meio, o responsável pelo cheirinho no ar: o torrador.
Microlotes Quando visitei a Tradi, em novembro, eles tinham cinco microlotes diferentes! Que danado é isso? Microlote é um café comprado em pequena quantidade. E mais: a qualidade é rara. Ou seja, com aquelas características ali tem poucos!
Fiquei bem doida com o que vi ali: Arara, Mundo Novo, Obatã, Catuaí e Bourbon Amarelo. Todos esses títulos são os nomes das variedades da planta de café da espécie arábica. Cada uma é diferente da outra. Isso ajuda a tornar esses cafés únicos. Claro, tem muito mais variável aí: o processo de secagem dos grãos, a altitude, o solo… a mão de cada produtor!
O que posso dar de dica? Eu mesma levei o Arara e o Obatã pra casa. E estou BEM satisfeita! O Arara tem um acidez… que dá aquela puxada no canto da boca. Brilha! Eu tava doida pra provar essa variedade. Ela foi desenvolvida aqui no Brasil. E tem sido bem falada, visse? E o Obatã também é diferente, doce que nem caramelo. (Pra entender essas definições doidas? Melhor cê provar :P).
Tradi Café De Belém, o Sandro Dias é um pouco de tudo: fundador, barista, caçador de novos cafés, e, claro, mestre de torras. Ele começou a Tradi Café há 2 anos. Estudou sobre métodos, prova e sensoriais. Muito do que aprendeu foi com o pessoal da Um Coffee, de São Paulo. E ele colocou em prática, viu? Na cafeteria, além de ter grãos que ele mesmo ‘caçou’, tem muito método.
De ondulada Kalita Wave, ao clássico Hario v60, passando pelo espresso… E até globinho! O famoso sifão. Você já viu? Parece um método de alquimista. E a Tradi tem! Achei isso um detalhe de apaixonado mesmo. De quem testa, prova… e descobre novas possibilidades no café. Me senti em casa.
O Sandro, criador da Tradi, e o Roni. Quem extraiu os cafés pra gente, inclusive, foi o Roni. Figurinha e barista de mão cheia.
Na real, o café tá na vida do Sandro há muitos anos. O pai dele trabalhou com café lá no Pará, quando ele era pequeno. Mas o Sandro só descobriu que esse universo era cheeeio de possibilidades agora, depois de adulto. “Nunca pensei que tantos anos depois eu ia trabalhar com café também”, lembrou. Reencontros que a vida traz. Que bom que esse trouxe junto essa cafeteria tão querida.
E não é pouca planta não, viu? Existem, pelo menos, 25 espécies diferentes do gênero coffea. Mas vamos falar um cadinho das mais conhecidas e consumidas?
100% arábica
Você já deve ter lido em rótulos por aí “100% arábica”. E pensado: UAU. O que raios isso quer dizer? ‘Arábica’ é o nome de uma das espécies mais consumidas do mundo! Essa belezinha tem:
44 cromossomos
curtem um clima mais frio: 15 a 24° C
É menos resistente às pragas = custa mais caro produzir
E tem uma graaande variedade sensorial: acidez, doçura, aromas.
E por conta dessa gama gigante de possibilidades de aromas e sabores? A maior parte das marcas de café usa o ‘100% arábica’ pra dizer que aquele produto tem qualidade. Mas, sabe, qualidade é muito mais que isso. Tem arábica por aí que deixa muito a desejar, tá? A planta tem que ser muito bem cuidada. E os frutos, depois de colhidos, mais ainda! AÍ SIM: a qualidade vem.
Esse é um cafeeiro da espécie arábica. Frutos maduros! Dependendo da variedade, o fruto pode ser de cores bem diferentes
Fato é que o arábica é uma espécie cheia de variedades de plantas lindas e imponentes! ❤ Aqui no Brasil, a maior parte dos grãos produzidos é dessa espécie. Somos os maiores do mundo.
Ex-patinhos feios: os canéforas
Bom, se todo mundo queria correr pra dizer que no seu café só tinha arábica… é porque existia um consenso de que a outra espécie mais comercializada do mundo não era lá aquelas coisas. Mas isso vem mudando! Hoje, já tem muito produtor da espécie canéfora arrasando! Aqui no Brasil, as principais variedades são: conilon e robusta. E essas plantinhas são:
Muito resistentes às pragas! Por isso, tem custo menor de produção
Tem 22 cromossomos (metade do arábica, lembra?)
Preferem climas mais quentes: de 24 a 30° C
E altitudes menores: até 700 metros
As características sensoriais, geralmente, variam menos. É um café encorpado e pode ter amargor.
Aqui no Brasil, o estado que mais produz conilon é o Espírito Santo! E o robusta? Tá crescendo muito lá na região Amazônica!
Confere aqui o postq eu fiz lá no instagram @blogexperimental contando também sobre essa planta e as espécies que mais produzimos e consumimos!
Agora este blog tem um parceiro! Você pode comprar 1 café, usar o cupom e ganhar meu e-book!
Escrevi um mini livrinho! Sabe pra quem? Pra você, que apoia esse blog que me enche de alegria!
Para dar um gás nos conteúdos, tenho o prazer de anunciar uma parceria: É Gamers Coffee + Blog Experimental!
Quem comprar um dos cafezões no site deles, usa o Cupom ‘EXPERIMENTAL‘ e GANHA meu E-book cafeinado!🎮☕ (Não esquece do cupom, tá?).
E-BOOK EXPERIMENTAL Um mini livrinho virtual! Preparei dicas sobre o preparo. E dúvidas que são saem da caixola, tipo: O que é café especial? Quanto usar de café e quanto de água? Dá pra medir isso sem mil instrumentos profissas? Como guardar pra manter + tempo a qualidade?
CUPOM: ‘EXPERIMENTAL’ 🙂
✊🏼 PRA APOIAR essa produtora de conteúdo?
Entra lá no site deles (gamerscoffee.com.br) pra escolher seu 1 café! Vai querer em grãos ou moído? Eles tem os dois. E não esquece, tá? Use o CUPOM: EXPERIMENTAL ! 💛 Você leva 1 cafezão e eu te envio por e-mail o E-Book que fiz com todo carinho só pros apoiadores.
•Que café é esse? São 3 cafezões deliciosos. E cada um é pra um gosto de diferente. Quer uma ajuda pra escolher? Essa semana vou postar no instagram @blogexperimental um cadinho de cada um. Fica de 👀. Inclusive as embalagens já eram lindas nessa foto, e essa semana eles lançaram novas!
Ah, e tem preços mais em conta para 1 dos cafés especiais. E também para pacotões de 1kg.
Aqui em casa já pedimos o de 1 quilo! Quarentena = dividir café com a família. 😤😍. E o povo gostou, viu?
•Quem faz? Conheci a marca há um ano. Os meninos provam e torram lá em Franca. E, por sorte, o @feijaumjr é um deles e é daqui de Poços! Os produtores são da região da Mogiana, estado de São Paulo. E cada um produz de um jeito. Ou seja? Cada café é um café ♡.
E aí, o que mais você quer saber sobre essa parceria mara???🤤☕🍀
Tem dúvida? Me chama aqui ou no Instagram! E vamos juntinhas e juntinhos. ❤
Café em métodos e pratos! O Festival Café & Cultura rola em Poços de Caldas.
Festival Café & Cultura acontece em 12 estabelecimentos de Poços de Caldas. É café pra beber e comer em combos e pratos especiais.
Café em diversos métodos e… pratos! Além de cafeterias, esse ano restaurantes também estão na programação. E misturaram o grão em receitas próprias. Essa é a principal novidade do Festival Café & Cultura, que já tá rolando aqui em Poços de Caldas. A segunda edição do evento começou no último dia 19, e vai até 19 de dezembro. Nessa foto aí em cima, em destaque, um dos pratos que estão sendo servidos: filé-mignon com risoto de damasco, molho de café com mostarda e tuile de café e sal de café.
Quer apoiar o blog? Vem por esse link pra garantir sua prensa francesa na promo da Blac Friday:
Vai ser um mês, com 12 cafeterias e restaurantes poços caldenses participando. Cada café criou um combo e, cada restaurante um prato ou sobremesa. Nesse ano de pandemia (que ainda não acabou), fiz questão de perguntar e a organização do festival me confirmou que os locais estão seguindo os protocolos de segurança… Eu, mantenho a quarentena sempre que possível. E descobri que alguns dos participantes faz entrega dos pratos. Se você também tá se cuidando em casa, essa pode ser uma boa pedida! No mais, se for provar essas delícias, se cuide também. Máscara no caminho até lá e pra falar com os funcionários. Álcool em gel e carinho com os atendentes. Não costuma lembrar 🙂
Cafés especiais de Poços
Ahhhh e os cafés! O festival arrematou sacas do Concurso de Qualidade dos Cafés de Poços de Caldas deste ano. A ideia é valorizar os produtores locais e usar cafés especiais. Sabe como definem esses grãos? São aqueles provados por profissionais e avaliados com pelo menos 80 pontos na metodologia da Specialty Coffee Association (SCA). A escala vai 0 a 100. Então, né, imagina que belezuras esses especiais!
Os combos de café + acompanhamento das cafeterias custam, no máximo, R$ 16,90. Os métodos de extração vão de coador de pano a espresso, prensa francesa, aeropress e hario V60. Já os restaurantes criaram pratos e sobremesas que custam no máximo R$ 32,90.
Nos últimos dias, eu estava imersa na Semana Internacional do Café. E logo logo tem conteúdo aqui sobre! (Pra matar a saudade, confere como foi a SIC de 2019, aqui).
Olha o combo do Sete Quedas aí! Aeropress ❤
A organização do evento é de Prisma Eventos e Juliano Silva Comunicação & Eventos. E o site deles estão prontinho e cheio de informações: www.cafeculturapc.com.br.
Olha só o que cada local preparou:
Âncora Coffee House Combo: Cold brew e wrap de pão folha, presunto defumado, cream cheese, frescor de hortelã, patê de gorgonzola, rúcula e salsa da casa Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 7,00 (bebida)
Casa do Colono Combo: Café vietnamita com leite condensado, bolo de milho e três minipães de queijo acompanhados de carne louca Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 9,00 (bebida)
Café Beduíno Combo: Bolo de café com ganache de capuccino, Odalisca (açaí batido com café e marshmallow) e café espresso Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 3,80 (bebida)
Doce da Roça Combo: Café coado na hora e bolo de laranja OU bolo de fubá com goiabada e manteiga caipira – eleita a segunda melhor do mundo Valores: R$ 15,00 (combo) – R$ 7,00 (bebida)
Fazenda Irarema* Combo: Café e torta de caramelo salgado com ganache de azeite de limão siciliano e praliné de noz pecan. Valores: R$ 15,00 (combo) – R$ 8,00 (bebida) *Entrada R$ 10,00
Prosa & Café Gourmet Combo: Café e pão de mel recheado de doce de leite e coberto com chocolate amargo. Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 10,00 (bebida)
Rotina Café Galeria Combo: Café espresso, gelo de café, caramelo salgado, creme de leite, calda de laranja e licor, acompanhado de donuts recheado de creme belga com limão siciliano. Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 12,90 (bebida)
Sete Quedas Combo: Café e mini strudel OU baguete com requeijão, queijo brie e mel Valores: R$ 16,90 (combo) – R$ 7,00 (bebida)
Ollivia Gastronomia Sobremesa: Tiramisù trufado com sorvete de café Valor: R$ 32,90
Pizza na Roça Prato: Lombo de porco assado ao molho de café, acompanhado de batata sauté e couve ao alho Valor: R$ 32,90
Sá Rosa Café Sobremesa: Gelato de café com brownie fudge e chantilly salpicado com café moído na hora Valor: R$ 20,00
Touro Grill Prato: Filé-mignon com risoto de damasco, molho de café com mostarda e tuile de café e sal de café Valor: R$ 32,90